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Embrapa lança cartilha para conscientizar sobre resistência aos antibióticos no agro
Material gratuito explica os riscos das superbactérias e destaca a importância do uso racional de antimicrobianos na saúde animal, humana e ambiental.

Desenvolvido por um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT – Gado de Corte), da Embrapa Gado de Corte, a cartilha Resistência aos Antibióticos – Desafios na Luta Contra as Bactérias Resistentes está disponível para ser baixada gratuitamente no portal da Unidade. O objetivo é popularizar o acesso à ciência e, assim, levar informação segura e de qualidade a um público mais amplo.
Diante de um cenário de crescimento da resistência a antibióticos, surgiu a necessidade de criar um material acessível para dialogar com o público geral sobre esse impacto na saúde humana, animal e vegetal. O livreto, composto por oito páginas, explica o que são bactérias e os antibióticos, como surgem e se espalham as superbactérias, o que é Saúde Única e sua importância, além de exemplificar quais são as estratégias para o controle da resistência aos antibióticos.
Responsável pela criação da cartilha, desde a pesquisa até a diagramação, a bolsista e mestranda em ciências veterinárias (UFMS), Thaís Nibon, explica que a necessidade de criar um material que reunisse todas essas informações surgiu para atuar como mais uma ferramenta na popularização do acesso à ciência e aproximar as pessoas da produção científica de uma forma mais acessível e menos técnica. “Muitas vezes os conteúdos científicos, que são importantes e são relevantes para a atualidade, ficam muito restritos ao meio acadêmico e possuem uma linguagem extremamente técnica”, destaca.
A profissional também explica que o processo de criação foi dividido em duas etapas. Na primeira, foi feita a pesquisa de todo conteúdo científico sobre o tema para ser usado como fundamento para o texto do material. Em seguida, com apoio da Inteligência Artificial (IA), foi desenvolvido o layout da cartilha. Além disso, ela também revela que existe a previsão de criar um jogo de tabuleiro e um jogo da memória. O objetivo, segundo a mestranda, é que “as pessoas possam ler, jogar e aprender tanto de forma teórica como de forma prática”.
Araújo finaliza explicando que “hoje existem muitos conhecimentos acerca da prevenção da resistência a antimicrobianos, e esse conhecimento precisa ser repassado para que as futuras gerações tenham a consciência do uso racional desses antimicrobianos no contexto da atividade agropecuária. Lenita Ramires dos Santos, pesquisadora da Embrapa Gado de Corte e integrante do INCT-Gado de Corte, completa que “a ideia é que o material atinja um público mais amplo, que não tem contato direto com a ciência, para que tenha acesso à informação de qualidade, acessível e lúdica”.
Para baixar gratuitamente a cartilha, acesse clicando aqui.

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Exportações brasileiras de carne bovina alcançam US$ 1,7 bilhão
Volume embarcado cresceu 20% em maio, enquanto o preço médio da tonelada atingiu o maior patamar do ano, reforçando a participação da proteína bovina no resultado das exportações do agronegócio.

As exportações brasileiras de carne bovina in natura mantiveram forte desempenho em maio, impulsionadas pelo avanço simultâneo dos volumes embarcados e dos preços praticados no mercado internacional.

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Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que os embarques somaram 262 mil toneladas no mês, volume 20% superior ao registrado em maio de 2025. O crescimento confirma a continuidade da demanda internacional pela proteína brasileira e contribuiu para o resultado positivo da balança comercial do agronegócio.
O principal destaque, entretanto, foi o comportamento dos preços. A tonelada da carne bovina exportada alcançou valor médio de US$ 6.505, representando aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com abril deste ano, quando o preço médio já apresentava patamar elevado, a valorização foi de 4,22%.
Combinando aumento de volume e preços mais altos, a receita gerada pelas exportações atingiu US$ 1,7 bilhão em maio. O resultado reforça a

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importância da carne bovina entre os principais produtos da pauta exportadora do agronegócio brasileiro.
O desempenho da proteína ocorreu em um mês de crescimento das exportações do setor agropecuário como um todo. Segundo a Secex, as vendas externas do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 16 bilhões em maio de 2026, alta de 8,2% em comparação com o mesmo mês do ano anterior.
Os números indicam que a valorização da carne bovina no mercado internacional continua sendo um dos fatores de sustentação da receita do setor exportador brasileiro. Mesmo em um cenário de ampliação da oferta global de proteínas, os preços seguem em trajetória de alta, contribuindo para elevar o faturamento das exportações nacionais.
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Fórum da Pecuária Sustentável leva debates sobre rastreabilidade, eficiência e transição verde ao Pantanal
Evento promovido pela Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável será realizado nos dias 02 e 03 de julho, em Sidrolândia e Aquidauana (MS), reunindo produtores, empresas, governo, academia e entidades da cadeia pecuária.

A sustentabilidade da produção pecuária brasileira estará no centro das discussões do 6º Fórum da Pecuária Sustentável, promovido pela Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável nos dias 02 e 03 de julho, em Mato Grosso do Sul. A programação inclui um dia de campo em Sidrolândia e um fórum técnico dentro da Pantanal Tech MS, em Aquidauana.

Foto: Divulgação
Nesta edição, o Pantanal foi escolhido como território de referência para os debates, que abordarão temas como eficiência produtiva, inovação, rastreabilidade, políticas públicas e competitividade da pecuária brasileira.
A proposta é reunir representantes do setor produtivo, empresas, indústria, instituições financeiras, governo, academia e organizações ligadas à cadeia da carne para discutir soluções e estratégias voltadas à produção sustentável.
Fazenda em Sidrolândia recebe dia de campo
A programação terá início em 02 de julho, das 09 às 14 horas, na Fazenda Gabinete, em Sidrolândia (MS), organização associada da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável.
O encontro será voltado à troca de experiências sobre boas práticas, inovação e eficiência produtiva no campo. Após a

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abertura conduzida por Ana Doralina Menezes, da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, os participantes acompanharão um diálogo técnico com representantes da Embrapa Gado de Corte, Elanco, Gallagher Animal, SIA Brasil, MBRF, Radar Certificação e Fazenda Gabinete.
A programação prevê ainda visita técnica à propriedade, conduzida por Ruy Fachini e consultores convidados, além do Hub de Soluções, espaço destinado à apresentação de tecnologias, práticas sustentáveis e oportunidades de networking entre os participantes.
O encerramento será marcado pela tradicional “Hora da Carne”, com churrasco e apresentação regional dos músicos Maurício Brito e Humberto Yule.

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As inscrições para o dia de campo são obrigatórias e as vagas são limitadas, clique aqui.
Fórum integra programação da Pantanal Tech MS
No dia 03 de julho, das 13h30 às 19 horas, os debates seguem durante a Pantanal Tech MS, considerada uma das principais iniciativas voltadas à produção sustentável no bioma Pantanal.
A abertura contará com a participação de Ana Doralina Menezes, da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, do reitor da UEMS, Laércio Alves de Carvalho, e de Guilherme de Oliveira, da Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO).
O primeiro painel abordará o tema “Transição Verde e Políticas Públicas”, reunindo representantes da Embrapa Gado de Corte, Itaú BBA, ABIEC, ABPO e da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc).
Na sequência, o debate tratará da qualificação e da adaptação dos produtores às novas exigências do mercado, com

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participação de representantes do IDH Brasil, Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), Senar/MS, Grupo Caaporã, Inttegra e Instituto Taquari Vivo.
Encerrando a programação técnica, o painel sobre rastreabilidade e mercado reunirá especialistas da Gallagher Brasil, Naturafrig, CNA, MSD Saúde Animal, ABIEC e Semadesc para discutir ferramentas de monitoramento, exigências comerciais e tendências para acesso a mercados.
Pecuária sustentável em foco
O fórum é realizado pela Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, com organização da ABPO, Embrapa, Sistema Famasul, Fazenda Gabinete, Gallagher Brasil, Pantanal Tech MS e UEMS.

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A iniciativa conta com patrocínio da ABIEC, Allflex-MSD Saúde Animal, Elanco, Fundação IDH, Inttegra e Naturafrig.
Ao longo dos dois dias, a expectativa é promover a integração entre diferentes elos da cadeia produtiva e ampliar o debate sobre os desafios da sustentabilidade, da rastreabilidade e da competitividade da pecuária brasileira em um cenário de crescente demanda por transparência e eficiência produtiva.
Para conferir mais informações e a programação completa clique aqui.
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O que é preciso para melhorar o bem-estar animal durante o transporte?
Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes, afirma que avanços dependem de infraestrutura, capacitação e coordenação entre os diferentes elos da cadeia, além de exigências regulatórias.

As discussões em torno das Portarias SDA/Mapa nº 1.280 e nº 1.295, publicadas em 2025, trouxeram novamente à pauta um dos temas mais sensíveis da cadeia pecuária: as condições de transporte dos animais. Para a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, a evolução dessa agenda exige mais do que a definição de novas regras. É necessário criar condições para que as boas práticas sejam efetivamente implementadas ao longo de toda a cadeia produtiva.

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O transporte é uma etapa estratégica da pecuária, conectando propriedades rurais, unidades de recria, confinamentos e frigoríficos. Por envolver diferentes agentes e realidades produtivas, eventuais mudanças regulatórias precisam considerar não apenas os objetivos relacionados ao bem-estar animal, mas também seus impactos operacionais, sanitários e econômicos.
Segundo a entidade, o aprimoramento das condições de transporte passa por uma combinação de fatores que incluem infraestrutura adequada, capacitação das equipes envolvidas, definição clara de responsabilidades e integração entre os diferentes segmentos da cadeia.
Conhecimento técnico acumulado
Nos últimos anos, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável reuniu produtores, empresas, frigoríficos, pesquisadores, organizações da sociedade civil e especialistas para discutir formas de aprimorar o transporte de bovinos no país. O resultado desse trabalho foi consolidado no “Guia de Recomendações sobre como melhorar o Bem-Estar dos Bovinos no Brasil”.
O material reúne orientações voltadas à redução do estresse, prevenção de acidentes e lesões, melhoria das condições

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “O bem-estar animal é um compromisso da pecuária sustentável” – Foto: Clever Freitas
sanitárias e promoção de um transporte mais seguro para os animais.
De acordo com a presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes, os avanços nessa área dependem da combinação entre conhecimento técnico e condições práticas de aplicação. “O bem-estar animal é um compromisso da pecuária sustentável. O Guia construído pela Mesa demonstra que avanços nessa agenda dependem da combinação entre boas práticas e condições adequadas para sua implementação. Por isso, é fundamental que as soluções construídas sejam tecnicamente consistentes, aplicáveis à realidade brasileira e capazes de gerar resultados concretos para os animais e para todos os elos da cadeia produtiva”, afirma.
Equilíbrio entre diferentes fatores
A Mesa defende que iniciativas voltadas ao transporte animal tendem a alcançar melhores resultados quando consideram simultaneamente aspectos de bem-estar, saúde animal, sanidade, viabilidade operacional e sustentabilidade econômica.

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A avaliação leva em conta as características da pecuária brasileira, marcada por grandes distâncias, diversidade de sistemas produtivos e diferentes condições logísticas entre as regiões do país.
Nesse contexto, a entidade sustenta que o aprimoramento das práticas de transporte deve ser construído de forma gradual e baseada em evidências técnicas, buscando soluções capazes de melhorar as condições dos animais sem desconsiderar os desafios enfrentados pelos produtores e demais agentes da cadeia.
Como fórum multissetorial da pecuária bovina, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável afirma que seguirá contribuindo com discussões técnicas sobre o tema e com a construção de propostas voltadas ao aperfeiçoamento contínuo do transporte animal no Brasil.



