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Embrapa instala Unidades Demonstrativas para produção de silagem

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Produtores da bacia leiteira da região central de Minas Gerais participam de implantação e condução de Unidades Demonstrativas (UDs) para avaliação de cultivares de milho e de sorgo direcionadas para produção de silagem. A proposta visa a melhoria da disponibilidade e da qualidade do alimento forrageiro para o rebanho leiteiro.
As Unidades Demonstrativas, instaladas em 21 municípios, serão acompanhadas pelos técnicos extensionistas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e técnicos das cooperativas parceiras.
A proposta é resultado de uma parceria da Embrapa Produtos e Mercados, Escritório de Sete Lagoas, Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas), Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora), Emater, Itambé e Cooperativa dos Produtores de Pompéu (Coopel).
A ideia é formar uma rede de multiplicadores, sendo que cada propriedade abrigará uma UD, que servirá de modelo para os produtores vizinhos.  "Na Unidade Demonstrativa, a Embrapa poderá realizar eventos para a transferência de tecnologia aos produtores, por meio de capacitações, visitas técnicas e dias de campo", disse o chefe adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Milho e Sorgo, Jason de Oliveira Duarte.
Um dos principais objetivos da proposta é colher informações sobre a performance dos materiais de milho e sorgo da Embrapa, quanto à produtividade e à qualidade da silagem. Além disso, visa promover e divulgar essas cultivares na bacia leiteira da região central de Minas Gerais.
O gerente do escritório da Embrapa Produtos e Mercados de Sete Lagoas, Reginaldo Resende Coelho, informou que as tecnologias apresentadas nas Unidades Demonstrativas permitirão ao produtor otimizar sua produção. "É um trabalho que será, primeiramente, realizado regionalmente, num raio de até 200 km de Sete Lagoas. Na Unidade Demonstrativa, o produtor será orientado para produção de silagem de boa qualidade, além de aspectos relacionados com o sistema de produção de milho e sorgo. Serão realizadas ações de coleta de dados para verificar o rendimento e a qualidade da silagem, em campo, o que permitirá o posicionamento para recomendação das cultivares, ressaltou Coelho.
O coordenador regional da Emater, Walfrido Machado Albernaz, destacou que o benefício da proposta para os produtores é a disponibilidade de tecnologias que lhes permitirão aumentar a produção de leite por meio do aumento da oferta de alimentos volumosos, com o uso de materiais genéticos de alto potencial produtivo, tanto de milho quanto de sorgo, gerados pela Embrapa.
Cultivares
Em reunião realizada na primeira semana de outubro no escritório da Embrapa Produtos e Mercados, em Sete Lagoas, os técnicos extensionistas da Emater receberam orientações sobre o trabalho a ser feito nas Unidades Demonstrativas bem como as sementes para iniciar o plantio nas propriedades cadastradas.
A proposta abrange atualmente 38 produtores em 21 municípios: Papagaios, Baldim, Fortuna de Minas, Maravilhas, Florestal, Santana do Pirapama, Cachoeira da Prata, Esmeraldas, Mateus Leme, Funilândia, Capim Branco, Inhaúma, Pedro Leopoldo, Pequi, Lagoa Santa, São José da Varginha, Sete Lagoas, Bom Despacho, Pompéu, Abaeté e Coronel Pacheco.
Serão contempladas, nas Unidades Demonstrativas, as cultivares de milho BRS 3040, Milho BRS 3035, Milho BRS 3025 e Milho BRS 1055 e as cultivares de sorgo de sorgo BRS Ponta Negra, BRS 655, BRS 802 e BRS 330.

Fonte: Embrapa

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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