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Embrapa inaugura escritório em São Paulo para ampliar parcerias e negócios no agro
Nova estrutura vai funcionar como ponte entre pesquisa, empresas, investidores e startups e marca acordo com Carrefour Brasil para capacitação de fornecedores.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) inaugura nesta terça-feira (02) seu novo escritório na cidade de São Paulo, reforçando a estratégia de ampliar a conexão entre a pesquisa agropecuária e os principais centros de inovação, investimentos e negócios do país.

Foto: Divulgação/Embrapa
Instalada em espaço cedido pela Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária em São Paulo (SFA/SP), vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a unidade funcionará como um ponto de articulação institucional voltado à prospecção de parcerias, identificação de oportunidades de mercado e aproximação com empresas, investidores, startups, universidades e organizações do setor produtivo.
Localizado na região da Bela Vista, área central da capital paulista, o escritório passa a representar a presença permanente da Embrapa no principal polo econômico brasileiro, onde estão concentrados centros financeiros, aceleradoras, fundos de investimento e empresas de tecnologia com atuação no agronegócio.

Presidente da Embrapa, Silvia Massruhá: “O novo escritório nasce com a missão de fortalecer a presença da Embrapa em um ambiente estratégico para a transformação do conhecimento científico em oportunidades concretas de desenvolvimento” – Foto: Divulgação/Embrapa
A cerimônia de inauguração contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, além de representantes do setor público e privado.
Acordo com Carrefour prevê qualificação de fornecedores
Um dos destaques da programação será a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre a Embrapa e o Carrefour Brasil. A parceria prevê a produção de conteúdos técnicos voltados à capacitação de fornecedores e produtores rurais, especialmente dos segmentos de frutas, legumes e verduras (FLV).
Os materiais serão disponibilizados em ambiente virtual e abordarão temas relacionados à rastreabilidade, segurança dos alimentos e sustentabilidade, demandas cada vez mais presentes nas cadeias de abastecimento e nas exigências dos consumidores.
Aproximar ciência e mercado
Segundo Silvia, a nova estrutura foi concebida para acelerar a transformação do conhecimento científico em soluções

Foto: Divulgação/Freepik
aplicadas ao mercado. “O novo escritório nasce com a missão de fortalecer a presença da Embrapa em um ambiente estratégico para a transformação do conhecimento científico em oportunidades concretas de desenvolvimento. A estrutura permitirá intensificar a prospecção de negócios, apoiar a geração de parcerias público-privadas, ampliar o relacionamento com o setor produtivo e acelerar a inserção das tecnologias desenvolvidas pela Empresa no mercado”, afirma.
A escolha de São Paulo foi motivada pela relevância do estado para o agronegócio nacional. Além de reunir importantes cadeias produtivas e agroindustriais, a capital concentra instituições financeiras, centros de inovação e organizações que desempenham papel estratégico na atração de investimentos para o setor.
Presença estratégica
A instalação do escritório foi viabilizada por meio de um acordo de cooperação entre a Embrapa e o Ministério da Agricultura. A cessão do espaço elimina custos de aluguel e manutenção para a estatal, ao mesmo tempo em que amplia sua capacidade de atuação em uma das principais praças de negócios do país.
A expectativa é que a unidade fortaleça agendas ligadas à bioeconomia, sustentabilidade, transformação digital e inovação agropecuária, além de ampliar a visibilidade das tecnologias desenvolvidas pela empresa.
Com a nova estrutura, a Embrapa busca estreitar a relação com o mercado e acelerar a adoção de soluções tecnológicas voltadas ao aumento da competitividade e da sustentabilidade da agricultura brasileira

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Preços agropecuários caem 9,52% no primeiro semestre de 2026
Índice do Cepea recua com queda em todos os grupos de produtos; café, cana, arroz e suínos registram as maiores desvalorizações.
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SIAVS reunirá 33 agroindústrias em ação para ampliar exportações
Iniciativa da ABPA e ApexBrasil promoverá rodadas de negócios, degustações e encontros com compradores de mercados estratégicos.

O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026) será palco da maior ação de promoção internacional realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em 2026. A iniciativa reunirá 33 agroindústrias exportadoras brasileiras em um espaço de 738 metros quadrados, especialmente estruturado para fortalecer negócios, ampliar relacionamentos comerciais e promover a proteína animal brasileira junto a compradores internacionais.
A ação reunirá empresas dos segmentos de carne de frango, carne suína, ovos, genética avícola e carne de pato oferecendo uma plataforma integrada para geração de negócios, prospecção comercial e fortalecimento da imagem internacional dos produtos brasileiros.

Ricardo Santin presidente Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA): “O SIAVS já se consolidou como um dos mais importantes encontros mundiais da proteína animal” – Foto: Mario castello
Participam da iniciativa as empresas AB Mauri, Netto, Agrosul, Grupo Alvorada, Mauricéa, Coasul, Cogran, Adoro, Frango Rico, Rivelli, Flamboiã, Baita, Vossko, Friatto, Villa Germania, Naturovos, Mantiqueira, Granja Faria, Avivar, Pif Paf, Dália, Master, Palmali, Frigoestrela, Dom Porquito, Rudolph, Rainha da Paz, Saudali, Gran Corte, Suinco, Ecofrigo, Frivatti e Nutribrás.
Como novidade desta edição, a ação contará, pela primeira vez, com uma área de degustação gastronômica, coordenada pelo chef Marcelo Bortolon, que preparará petiscos à base de carne de frango, carne suína, carne de pato e ovos, proporcionando aos visitantes uma experiência que evidencia a qualidade, a versatilidade e os atributos das proteínas animais produzidas no Brasil.
Outro destaque será a realização de uma rodada internacional de negócios, que promoverá encontros entre representantes das agroindústrias brasileiras e compradores convidados de diversos mercados, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo o relacionamento com importadores estratégicos.
Ação é parte de um conjunto de iniciativas estruturadas pela parceria entre a ABPA e a ApexBrasil para a promoção dos setores em meio ao SIAVS. Uma destas iniciativas é o Projeto Imagem, que trará para o evento 30 jornalistas de 24 países – incluindo Américas, Europa, Ásia e África. Na iniciativa voltada para o fortalecimento da imagem da proteína animal do Brasil junto a mercados estratégicos, uma agenda especialmente estruturada destacará pontos que fundamentam o setor, como a qualidade produtiva, a sanidade animal e a sustentabilidade.
Outra iniciativa é o Projeto Formadores de Opinião, que viabilizará a participação de 19 stakeholders de 12 países relevantes para a proteína animal do Brasil, em encontros específicos em meio à programação do SIAVS. Em objetivo semelhante, porém, com foco em negócios, acontecerá o Projeto Comprador, com a viabilização da vinda de importadores de países que figuram entre os grandes destinos de exportação da proteína animal brasileira.
Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a ação reforça o papel do SIAVS como uma das principais plataformas internacionais de negócios para a proteína animal.
“O SIAVS já se consolidou como um dos mais importantes encontros mundiais da proteína animal. Reunir, em um mesmo ambiente, dezenas de agroindústrias brasileiras e compradores de diversos continentes cria uma oportunidade única para ampliar negócios, fortalecer relacionamentos comerciais e apresentar ao mundo os diferenciais da nossa produção. Esta ação traduz exatamente o compromisso da ABPA e da ApexBrasil em apoiar a internacionalização das empresas brasileiras e ampliar a presença da proteína animal do Brasil nos mercados globais”, destaca.
Realizado entre os dias 4 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, o SIAVS deverá reunir milhares de visitantes, empresários, autoridades, especialistas e compradores internacionais, consolidando-se como o principal ponto de encontro da cadeia de proteína animal da América Latina.
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Exportação de produtos de origem animal para União Europeia terá novas exigências a partir de setembro
Ministério da Agricultura vai condicionar a emissão de certificados sanitários ao cumprimento das regras europeias sobre uso de antimicrobianos. Rastreabilidade e controles auditáveis passam a ser obrigatórios.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu novas exigências para a certificação de produtos de origem animal destinados à União Europeia. A partir de 03 de setembro, somente poderão ser exportados ao bloco os produtos que comprovarem conformidade com a legislação europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
As determinações constam do Ofício-Circular nº 24/2026 e condicionam a emissão do Certificado Sanitário Internacional (CSI) à comprovação de que toda a cadeia produtiva atende aos requisitos exigidos pela União Europeia.

Fotos: Claudio Neves
Na prática, frigoríficos e demais estabelecimentos exportadores deverão implantar sistemas de controle capazes de demonstrar, por meio de registros auditáveis, a elegibilidade dos animais, das matérias-primas e dos insumos utilizados na produção.
Entre as exigências estão mecanismos de rastreabilidade, documentação que comprove a conformidade dos produtos, segregação entre lotes aptos e não aptos à exportação e procedimentos para impedir o embarque de cargas que percam essa condição. A verificação desses controles ficará a cargo do Serviço Oficial durante as auditorias.
Regras variam conforme a cadeia produtiva
As novas exigências abrangem carnes, ovos, mel, pescado, produtos da aquicultura e demais produtos de origem animal, mas os critérios de comprovação variam conforme a atividade.

Para os setores de aves, ovos e aquicultura, os estabelecimentos deverão manter programas documentados de qualificação e monitoramento dos fabricantes de ração utilizados na produção destinada ao mercado europeu.
Na bovinocultura, a certificação exigirá documentação que comprove que o animal permaneceu em conformidade com as normas da União Europeia durante todo o ciclo de produção, o que amplia a necessidade de sistemas robustos de rastreabilidade.
Segundo o Mapa, o objetivo é assegurar que os produtos exportados atendam integralmente aos requisitos sanitários estabelecidos pelo bloco europeu, condição que passará a ser obrigatória para a emissão dos certificados sanitários internacionais.
Mel de abelhas sem ferrão terá padrão nacional
Além das novas regras para exportação, o Ministério também apresentou a Nota Técnica nº 24/2026, que propõe a criação do primeiro Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) para o mel e o melato produzidos por abelhas sem ferrão.
A proposta atende a uma demanda do setor apícola e busca estabelecer padrões microbiológicos e físico-químicos para esses produtos, conferindo maior padronização, segurança jurídica e agilidade no registro junto ao Serviço de Inspeção.
De acordo com o Mapa, a regulamentação permitirá adequar as diferentes formas de produção existentes no país e fortalecer a comercialização dos produtos das abelhas sem ferrão, segmento que vem ganhando espaço na apicultura brasileira.







