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Embrapa explica casos de abortamento de vagens de soja na safra 2020/21

Esse problema foi relatado com maior frequência nas regiões Oeste, Norte e Noroeste do Paraná

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Joni Lang/OP

Na safra 2020/21 têm ocorrido relatos de lavouras de soja com elevado abortamento de vagens e grãos sendo observada, em alguns casos, uma segunda florada atípica no baixeiro das plantas. Esse problema foi relatado com maior frequência nas regiões Oeste, Norte e Noroeste do Paraná. É importante mencionar que na safra 2017/18 esse problema também foi registrado em algumas lavouras do Estado.

Segundo a Embrapa, naturalmente a soja está programada para descartar um número expressivo de flores, que são produzidas em excesso, e abortar um certo número de vagens, além de ajustar o enchimento dos grãos, de acordo com a disponibilidade dos fatores do ambiente. “Esse controle intrínseco às plantas é complexo e é comandado pela programação genética de cada cultivar, que responde aos sinais do ambiente. O ambiente é formado por tudo aquilo que não é genético, constituindo-se das condições que ocorrem no solo e na atmosfera do local onde as plantas se desenvolvem. Também constituem o ambiente todas as práticas culturais empregadas na cultura (sistema de produção, manejo da física, química e da biologia do solo, época de semeadura, uso de agrotóxicos para controles fitossanitários, aplicação de produtos diversos, etc.)”, explica a entidade em comunicado.

Nos casos de abortamento drástico de vagens, as perdas de produtividade podem variar de 50% a 100%. Além disso, em geral as vagens que ficaram retidas nas plantas não apresentaram adequado enchimento dos grãos. Também foi constatada a emissão de uma segunda florada, além do engrossamento e esverdeamento das folhas. “Nos casos mais adiantados, foram observadas vagens novas com coloração verde clara com grãos viáveis e achatados, porém em menor número, além de vagens com coloração verde escura que continham grãos mortos”, diz.

Outro ponto observado, de acordo com a Embrapa, foi que a maioria das lavouras que apresentaram alto abortamento de vagens foi semeada no período de 14 a 25 de outubro de 2020. “Há casos em que o produtor semeou a mesma cultivar no início de novembro e não se observou o mesmo problema. Segundo as informações levantadas até o momento, o problema ocorreu em aproximadamente 20 cultivares, demonstrando que a anomalia não ocorre especificadamente em uma ou em poucas cultivares”, explica.

Segundo a Embrapa, de forma generalizada, tal abortamento de vagens e de grãos tem sido atribuído ao clima. No entanto, as áreas com o problema foram semeadas dentro do período indicado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), constituindo lavouras bem estabelecidas. “No mês de janeiro de 2021 houve predominância de dias nublados e com alta precipitação. Os primeiros relatos chegaram até a Embrapa Soja na segunda quinzena de janeiro. Nesse período foram observadas várias áreas que apresentavam intenso abortamento. É importante frisar que nestas mesmas regiões onde ocorreu o problema foram observadas lavouras sem a ocorrência de abortamento significativo de vagens, em estádios fenológicos semelhantes ao das áreas prejudicadas. Assim, fatores climáticos como excesso de chuva e altas nebulosidade possivelmente interagem com condições locais durante determinado momento crítico do desenvolvimento da soja, promovendo o abortamento de vagens e de grãos”, comenta.

Foram observadas lavouras com alto abortamento em diferentes tipos de solo, com teores de argila de 30% a 60% e sob diferentes manejos de adubação e de controle fitossanitário, não sendo possível até o momento identificar uma causa específica que acentuou o problema. “De maneira geral, as áreas com abortamento severo apresentaram elevado crescimento de plantas, com alto índice de área foliar”.

Por meio de consultas a cooperativas, extensionistas, consultores e produtores, além de visitas técnicas, a Embrapa Soja constatou que o problema se restringiu a algumas lavouras em suas regiões de atuação. “Ressalta-se que nessas mesmas regiões foram observadas muitas lavouras com desenvolvimento normal, o que sugere que o problema ocorreu quando houve a coincidência de vários fatores, sendo que o excesso de umidade no solo, a alta umidade relativa do ar e a baixa luminosidade em janeiro são fatores que podem ter potencializado o fenômeno”, mostra o comunicado. Pesquisadores da Embrapa Soja estão coletando amostras de solo e de plantas em algumas lavouras de soja afetadas pelo problema para gerar dados que permitam avançar na elucidação das suas causas. “Adicionalmente, imagens aéreas das lavouras com problema de abortamento, obtidas por meio de drones e de satélites, em diferentes fases da cultura, estão em fase de processamento, buscando estabelecer relações espaciais entre práticas de manejo, crescimento da cultura e ocorrência do abortamento”.

De acordo com a Embrapa, não há medidas que resolvam ou minimizem o problema já estabelecido de abortamento de vagens e grãos. “Além das perdas de produtividade, há alongamento do ciclo da cultura, uma vez que houve redução do dreno de fotoassimilados nas plantas, podendo, nesses casos, atrasar a semeadura da cultura em sucessão. Alguns produtores estão roçando ou passando rolo-faca nas lavouras muito afetadas, cuja colheita é inviável. No caso de dessecação, as alternativas disponíveis são o Diquat e o Glufosinato de Amônio”.

Fonte: O Presente Rural com informações Embrapa Soja
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Notícias Mercado

Vendedor limita oferta e preços do milho se mantêm firmes

Resultado está atrelado principalmente aos reajustes negativos nos rendimentos do Sudeste e do Sul, de 3% e 4,9%, respectivamente

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Chuvas foram registradas em algumas regiões produtoras de milho do País na semana passada. As precipitações, no entanto, ainda ocorreram de forma insuficiente para sanar as preocupações quanto ao déficit hídrico, especialmente no Paraná, em Mato Grosso do Sul e algumas áreas do Sudeste.

Assim, vendedores consultados pelo Cepea seguiram atentos aos impactos do clima sobre a produtividade e, com isso, limitando a oferta de novos lotes no spot. Muitos compradores com necessidade de repor estoques de curto prazo, por sua vez, acabam cedendo aos maiores preços.

Nesse cenário, as cotações se mantiveram em alta na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Relatório divulgado na semana passada pela Conab indica que a produtividade média nacional pode cair 3,3% nesta safra frente à anterior.

Esse resultado está atrelado principalmente aos reajustes negativos nos rendimentos do Sudeste e do Sul, de 3% e 4,9%, respectivamente. Agentes consultados pelo Cepea aguardam ainda novas quedas na produtividade nos próximos relatórios da Conab, fundamentados no clima desfavorável.

Fonte: Cepea
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Notícias Cooperativismo

Copagril realiza Seminário de Leite de forma online e gratuita

Evento será realizado de forma online, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Cooperativa

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A Cooperativa Agroindustrial Copagril realizará nesta terça-feira (18) o Seminário de Leite 2021. O evento direcionado aos cooperados e clientes Copagril no segmento de produção de bovinos de leite é tradicional e tem por objetivo apresentar informações técnicas sobre a atividade. Em decorrência das ações de restrição de público por causa da pandemia do Coronavírus o seminário de 2021 será realizado de forma online, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Cooperativa (Facebook e Youtube).

O diretor-presidente da Copagril, Ricardo Sílvio Chapla, comenta sobre o tradicionalismo do evento e do modelo de 2021. “Realizamos o seminário aos produtores do setor leiteiro todos os anos, mas em 2020 não foi possível por causa do Coronavírus e neste ano esperávamos poder fazer de forma presencial, mas infelizmente não houve a diminuição dos casos como era a expectativa. Por isso devemos ter o cuidado para com todos e assim faremos o Seminário de Leite de forma online. O objetivo é sempre trazer mais informações para os produtores, para que possam, em suas propriedades, produzir melhor, com qualidade melhor e assim, com lucratividade melhor. Sabemos que não podemos parar, por isso temos que fazer uso dos canais de comunicação que estão a nossa disposição”, reforça Chapla.

A programação do seminário contempla palestra com Alexandre Pedroso, pós-doutor em Nutrição de Ruminantes e consultor técnico em bovinos de leite da Nutron. Ele falará sobre Conforto animal: produtividade e qualidade do leite. A transmissão ainda terá a divulgação dos melhores cooperados nos resultados do último ano em qualidade do leite, volume de produção e qualidade de silagem.

O Seminário de Leite iniciará às 14 horas, com transmissão no Youtube e Facebook oficiais da Copagril e haverá sorteio para quem acompanhar e participar da transmissão ao vivo.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Aurora assume hoje as operações avícolas da Agrodanieli

Transação recebeu aprovação do CADE, órgão do Governo Federal responsável por zelar pela livre concorrência no mercado nacional

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Após concluir a aquisição da estrutura de produção de aves do GRUPO AGRODANIELI, sediado no município sul-rio-grandense de Tapejara, a Cooperativa Central AURORA ALIMENTOS prepara-se para assumir efetivamente as operações industriais. Nesta segunda-feira (17) assume o comando das unidades e, quatro dias depois, em 21 deste mês iniciará o abate para o processamento de produtos da marca Aurora. O anúncio foi feito pelo presidente Neivor Canton.

A transação recebeu a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), órgão do Governo Federal responsável por zelar pela livre concorrência no mercado nacional.

Entraram no negócio quatro unidades produtivas instaladas no município de Tapejara: o Frigorífico de aves localizado na comunidade de São Domingos, com capacidade para abate de 155 mil aves/dia; o Frigorífico de aves situado em São Silvestre, com capacidade de abate de 50 mil aves/dia; a Fábrica de subprodutos e a Fábrica de rações com capacidade estática de produção para 70 toneladas/hora.

Também foi adquirido o Incubatório de Aves localizado no município vizinho de Ibiaçá (RS), com capacidade aproximada de 1,7 milhão de ovos/semana.

Fez parte do negócio, ainda, a aquisição de uma estrutura de armazenagem de grãos com capacidade de 110.000 toneladas.

A força de trabalho atualmente ocupada no segmento de aves da AGRODANIELI será mantida. Os cerca de 2.000 trabalhadores diretamente empregados nessa estrutura de produção estão sendo transferidos para o novo proprietário.

Investimentos

A Aurora prepara um plano de investimentos nas unidades incorporadas para execução em médio prazo. A unidade de aves de São Silvestre terá seu abate ampliado para 155 mil aves/dia, igualando-se em capacidade à planta de São Domingos. Todas as unidades passarão por melhorias com o objetivo de ampliar a produção e diversificar o MIX de produtos a base de carne de frango que as plantas podem gerar.

O presidente Canton assinalou que as melhorias fazem parte do programa de investimentos para modernização das indústrias, aperfeiçoamento de processos e melhoria contínua das condições de produção e trabalho.

Outro avanço previsto é a qualificação da planta localizada em São Silvestre para hospedar o SIF (Serviço de Inspeção Federal) e receber habilitação para o mercado externo. No momento ela opera com o SISBI (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal). A outra unidade avícola já tem SIF.

A Aurora Alimentos abate cerca de 1 milhão de cabeças de aves por dia. Com a aquisição, aumentará de imediato em 20% o processamento industrial de aves.

Base no campo

Com a transferência da estrutura de produção avícola para a Cooperativa Central Aurora Alimentos, os criadores de aves que formam a base produtiva da AGRODANIELI associar-se-ão a uma das cooperativas agropecuárias do Sistema Aurora e, assim, se tornarão produtores rurais cooperados.

Fonte: Assessoria
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CONBRASUL/ASGAV

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