Notícias 38º Radar Tecnológico
Embrapa e INPI divulgam informações tecnológicas sobre bioinsumos na agricultura
Estudo traz informações detalhadas e robustas sobre tecnologias depositadas em bases de patentes nacionais e internacionais

Já está no ar a edição 38 do Radar Tecnológico, sobre o tema “Bioinsumos da Agricultura: Inoculantes”, uma publicação do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), desenvolvida em parceria com a Embrapa. O estudo fornece subsídios para o Programa Nacional de Bioinsumos (PNB), que tem como o objetivo ampliar e fortalecer a utilização de bioinsumos em benefício da agricultura brasileira. Também subsidia o fomento de cadeias agroindustriais sustentáveis, sob a ótica de uma nova política industrial, em debate e elaboração pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial.
“Este estudo traz informações detalhadas e robustas sobre tecnologias depositadas em bases de patentes nacionais e internacionais, gerando mais eficiência e uma abordagem mais estratégica para a tomada de decisão em assuntos nacionais relacionados as possibilidades de bioinsumos na agricultura”, aponta Simone Tsuneda, supervisora de Propriedade Intelectual da Diretoria de Negócios da Embrapa.
Desde o ano 2000, 954 pedidos de patente de inoculantes foram depositados no Brasil, segundo dados coletados da base de informação tecnológica do INPI – BINTEC. No mundo, foram 44.017 famílias de patentes, segundo dados da Derwent World Patent Index, sendo que a China apresenta uma atividade massiva e crescente de depósitos neste campo tecnológico, correspondendo por 80% do total.
“Os países que mais produziram invenções relacionadas a inoculantes, além da China, são Coreia do Sul, Estados Unidos, Rússia, Japão, Índia, Alemanha, Indonésia, Brasil e Ucrânia. No Brasil, os pedidos de instituições residentes correspondem a 18% do total, e dentre elas, a Embrapa é a que mais depositou patentes de inoculantes neste período”, revela Silvia Souza de Oliveira, pesquisadora Divisão de Estudos e Projetos da Diretoria de Patentes do INPI e uma das autoras da publicação. Para uma visão mais detalhada, acesse o painel de dados neste link.
De acordo com a legislação brasileira, os inoculantes são produtos à base de microrganismos, como bactérias e fungos, capazes de proporcionar crescimento e desenvolvimento para as plantas, através da fixação do nitrogênio e mobilização do fósforo e do potássio, ou realizar o controle biológico de pragas e doenças.
“Este é um dos temas prioritários da nova gestão da Embrapa, a fim de atender demandas crescentes de políticas públicas e de mercado, sobretudo aquelas ligadas à produção de insumos agrícolas nacionais mais eficientes e sustentáveis, a partir da biodiversidade brasileira”, explica Simone Tsuneda.
Atualmente, a Embrapa mantém 10 coleções de microrganismos com 60.557 registros de linhagens na Plataforma Alelo Recursos Genéticos, com o apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária. Também disponibiliza no Portal da Embrapa mais de 30 soluções tecnológicas para parceria, com expressivo potencial para trazer inovações tecnológicas que gerem impacto na agricultura brasileira.
Um dos exemplos mais conhecidos é a tecnologia para fixar o nitrogênio do ar nas raízes das plantas por meio de bactérias, conhecida como Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), desenvolvida pela Embrapa. Atualmente, esta tecnologia está presente em aproximadamente 75% da área cultivada de soja no país, gerando uma economia anual de cerca de 13 bilhões de dólares, pela substituição do uso de fertilizantes nitrogenados na cultura da soja.
Radar Tecnológico
Elaborado pela Divisão de Estudos e Projetos do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), o Radar Tecnológico analisa a informação tecnológica contida em bases de patentes, em temas prioritários do Governo Brasileiro e instituições parceiras.
“O objetivo é apoiar políticas públicas ao identificar gargalos e dificuldades em setores estratégicos da economia, além de subsidiar novos projetos de pesquisa e desenvolvimento, a partir da disponibilização de dados detalhados sobre tecnologias inovadoras do Brasil e do mundo”, explica Irene von der Weid, chefe da Divisão de Estudos e Projetos da Diretoria de Patentes do INPI.
O primeiro estudo desenvolvido com a participação da Embrapa foi o Radar Tecnológico de Fertilizantes, lançado em fevereiro de 2023, em apoio ao Plano Nacional de Fertilizantes do Governo Federal. Para ter acesso a este e outros estudos do Radar Tecnológico, clique aqui.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



