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Embrapa e Fiocruz discutem cooperação técnica em Saúde Única

Avançam na articulação de um acordo de cooperação técnica para a implementação de um “Programa de Inovação Sustentável”, com o objetivo de fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de soluções inovadoras para promover a sustentabilidade e a resiliência nos sistemas agroalimentares e de saúde, alinhando-se aos objetivos da Saúde Única.

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Silvia Massruhá e Clenio Pillon reuniram-se com Maria de Lourdes Oliveira na sede da Fiocruz - Foto: Fernando Gregio

Embrapa e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) avançam na articulação de um acordo de cooperação técnica para a implementação de um “Programa de Inovação Sustentável”, com o objetivo de fomentar a pesquisa e o desenvolvimento de soluções inovadoras para promover a sustentabilidade e a resiliência nos sistemas agroalimentares e de saúde, alinhando-se aos objetivos da Saúde Única.

Na sexta-feira (6/9), Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, e Clenio Pillon, diretor de Pesquisa e Inovação da Empresa, foram recebidos na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro (RJ), por Maria de Lourdes Oliveira, vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas, e Valber Frutuoso, assessor para Relações Institucionais da fundação. Eles discutiram as bases do acordo e projetaram os próximos passos da parceria.

Embrapa e Fiocruz assinaram um protocolo de intenções em dezembro de 2023, que formalizou o início de uma colaboração abrangente com foco na Saúde Única e culminou no acordo que está sendo elaborado. O protocolo estabeleceu a cooperação técnica e científica entre as instituições para consolidar e operacionalizar o conceito, integrando ações e políticas públicas em territórios e biomas brasileiros na perspectiva de torná-los mais saudáveis e sustentáveis.

Os termos Saúde Única e Uma Só Saúde são traduções equivalentes para a expressão em inglês “One Health”, que foi apresentada no plano de ação conjunto elaborado no âmbito da Aliança Quadripartite (OMS-OMSA-FAO-PNUMA) para enfrentar as ameaças das crises sanitárias e climáticas à saúde dos seres humanos, dos animais, das plantas e do ambiente.

A partir do protocolo de intenções, Embrapa e Fiocruz também atuaram na construção do plano de ação em apoio à Rede de Saúde Única do Rio Grande do Sul, que deu origem ao CoLaboratório Fiocruz-Embrapa. Por meio do seu sistema de gestão da programação de pesquisa (SEG), a Embrapa incorporou ações discutidas nesse CoLaboratório à “Plataforma para mitigação de efeitos climáticos adversos na agropecuária da região Sul do Brasil”, um arranjo colaborativo, liderado pela Embrapa Clima Temperado (RS), que tem como objetivo desenvolver e implementar tecnologias e práticas para enfrentar os impactos das enchentes e das mudanças climáticas na agropecuária da região Sul.

“Para enfrentarmos os grandes desafios globais que nós temos, e não são poucos, todo o esforço conjunto é necessário. Embrapa e Fiocruz têm saberes e atuações complementares em diversas áreas, com altíssima credibilidade técnico-científica, e essa união permite que cumpramos nosso papel enquanto instituições estratégicas de Estado”, disse Lourdes Oliveira.

“A Embrapa é referência na área de produção de alimentos em agricultura tropical, e a Fiocruz na área de saúde humana. É estratégico podermos juntar nossos esforços e competências, baseados em evidências científicas, para construção de um programa de Estado em Saúde Única, garantindo nossa competitividade internacional”, analisou Silvia Massruhá.

A presidente da Embrapa informou que será realizada, em conjunto com a Fiocruz, uma série de workshops para elaboração do plano de trabalho e dos projetos que irão compor a parceria, em diversos temas no âmbito da Saúde Única. Além disso, a expectativa é que os termos do acordo de cooperação técnica, que já estão sendo elaborados, sejam finalizados até o final de setembro. As duas instituições definirão em breve o momento mais oportuno para o ato de assinatura do acordo.

O diretor de Pesquisa e Inovação da Embrapa explicou que o tema da Saúde Única foi recentemente inserido no Plano Diretor da Empresa, com um direcionamento importante na agenda de PD&I. “Já somos referência nos temas da sanidade animal e vegetal, na qualidade do solo e da água, na gestão de resíduos, mas agora colocamos a discussão em outro patamar. Estruturamos um grupo de trabalho interno em Saúde Única, que elaborou um relatório bem completo com a participação da Fiocruz. Estamos atuando também no comitê interministerial sobre essa temática, junto com outras 20 instituições”, apontou Pillon.

Ele salientou que, no âmbito da Saúde Única, a Embrapa tem a pauta da saudabilidade dos alimentos no centro das discussões, fazendo a conexão desde o ambiente de produção até a mesa do consumidor. “Isso evidentemente nos traz grandes desafios para o desenvolvimento de novos indicadores e protocolos, para que possamos avaliar riscos e subsidiar políticas públicas a partir de dados e informações. Estamos possibilitando uma integração maior dessas agendas, que antes estavam segmentadas na Empresa”, acrescentou o diretor da Embrapa.

Também participaram da reunião na sede da Fiocruz, na sexta-feira (6/9), Edna Oliveira, chefe-geral da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ); Daniel Vidal Pérez, chefe-geral da Embrapa Solos (RJ), e Gizelle Bedendo, chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Solos.

Fonte: Assessoria Embrapa

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Dia de Campo Copacol apresenta tecnologia de ponta e tendências de mercado

Tradicional evento técnico da Cooperativa será realizado nesta quinta (07) e sexta-feira (08), no Centro de Pesquisa Agrícola (CPA) em Cafelândia, com início às 7h30.

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Foto: Divulgação/Copacol
Já está tudo preparado para a 35ª edição do Dia de Campo de verão Copacol. O tradicional evento técnico da Cooperativa será realizado nesta quinta (07) e sexta-feira (08), no Centro de Pesquisa Agrícola (CPA) em Cafelândia, com início às 7h30.O Dia de Campo de Verão da Copacol é um evento focado em apresentar inovações, tecnologias e manejos para as culturas de verão (principalmente soja e milho), com palestras, vitrines de cultivares e pesquisas para melhorar a produtividade e a rentabilidade dos cooperados, com o foco em tecnologias de ponta e tendências de mercado. “É um evento que vai trazer muita informação técnica de qualidade para contribuir com o dia a dia nosso produtor. Estamos com os campos demonstrativos prontos, bem conduzidos, onde serão abordados temas tradicionais, como painel de cultivares, palestras técnicas nas estações a campo, vamos falar de milho para a safa que já começa, demonstrativos de manejos de doenças, manejos de plantas daninhas e o principal desafio da atual safra, que são as reboleiras em soja, entre outros temas relevantes”, destaca o gerente técnico, João Maurício Roy.Outro assunto a ser abordado será a palestra sobre o mercado com as tendências para soja, milho, e as questões geopolítica. “Contamos com a participação do nosso cooperado para mais esse momento de informação e tecnologia para o campo”, finaliza.

Nota Fiscal Eletrônica

Depois de adiar por várias vezes a obrigatoriedade da emissão da Nota Fiscal Eletrônica por parte do produtor rural, o governo do Estado passou a cobrar nesta segunda-feira a emissão do documento para transporte de cereais.

Desde de 2023, a Copacol vem orientado o cooperado sobre a emissão deste documento, e emitindo o certificado digital, para que por meio do Aplicativo o cooperado possa fazer a emissão da nota na propriedade, no momento em que o caminhão sai com a produção para a Cooperativa.De acordo com a supervisora de planejamento tributário, Rosiani dos Santos, o produtor que ainda não emitiu o certificado digital deve procurar uma Unidade da Cooperativa para fazer o procedimento, pois sem o certificado não é possível fazer a emissão da Nota Fiscal Eletrônica. “Como estamos prestes a iniciar a colheita e a obrigatoriedade da emissão da nota já entrou em vigor é importante que o produtor procure e faça o certificado digital. Sem a emissão da Nota Fiscal Eletrônica o cooperado poderá ter problemas com a legislação”.

Fonte: Assessoria Copacol
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Sindirações divulga agenda 2026 dos cursos on-line para profissionais da alimentação animal

Capacitações abordam segurança dos alimentos, Boas Práticas de Fabricação, Assuntos Regulatórios e Uso de Medicamentos, alinhadas às exigências do Mapa e do Codex Alimentarius.

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Foto: Freepik

O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) anuncia a agenda 2026 de cursos on-line ao vivo, voltada à capacitação técnica e regulatória de profissionais que atuam na cadeia de alimentação animal. A programação contempla temas estratégicos para a indústria, como APPCC/HACCP, Boas Práticas de Fabricação (BPF), Assuntos Regulatórios e Utilização de Medicamentos na Alimentação Animal, com turmas distribuídas ao longo de todo o ano.

Com foco na atualização frente às exigências do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), às diretrizes do Codex Alimentarius e às tendências regulatórias e de mercado, os cursos são direcionados a gestores, técnicos, profissionais da qualidade, recém-formados e demais colaboradores do setor industrial e produtivo de alimentação animal.

A agenda tem início com o curso APPCC – versão Codex Alimentarius 2020, que aprofunda a aplicação do sistema HACCP a partir da publicação mais recente do Codex, com abordagem científica e estruturada para identificação e controle de perigos ao longo da cadeia produtiva. O treinamento terá carga horária de 16 horas (2 dias seguidos, das 8h30 às 17h30) e turmas previstas para 28 e 29 de janeiro; 01 e 02 de abril; 29 e 30 de julho e 05 e 06 de novembro, com investimento de R$ 2.375,00 (associados Sindirações), R$ 2.640,00 (associados ASBRAM), ou R$ 2.890,00 (não associados).

Também em janeiro iniciam as turmas para o treinamento sobre Utilização de Medicamentos na Alimentação Animal, alinhado à Portaria SDA nº 798/2023, que estabelece requisitos mínimos para a fabricação de alimentos medicamentosos. O curso aborda validação de limpeza, controle de processo e medidas para prevenção de contaminação cruzada, com turmas ao longo do ano. Com carga horária de 8 horas (1 dia, das 8h30 às 17h30), as turmas estão programadas para 30 de janeiro; 30 de abril; 31 de julho; e 13 de outubro, com investimento de R$ 1.020,00 (associados Sindirações), R$ 1.160,00 (associados ASBRAM), ou R$ 1.250,00 (não associados).

O curso de Boas Práticas de Fabricação (BPF), com 32 horas de duração (4 dias seguidos, das 8h30 às 17h30), é voltado às exigências do Mapa para estabelecimentos fabricantes de produtos para alimentação animal. O conteúdo é baseado na Instrução Normativa nº 4/2007 e na Orientação Normativa nº 03/2020, atualizada em 2024, e contempla prevenção, segurança dos produtos, auditorias internas e fortalecimento do Programa de Garantia da Qualidade. As turmas começam a partir de 23 a 26 de fevereiro; 06 a 09 de abril; 25 a 28 de maio; 20 a 23 de julho; 21 a 24 de setembro; e 23 a 26 de novembro, com investimento de R$ 2.890,00 (associados Sindirações), R$ 3.230,00 (associados ASBRAM), ou R$ 3.560,00 (não associados).

Completa a agenda o curso de Assuntos Regulatórios, que aborda qualidade, comércio exterior, registro e pós-registro de estabelecimentos e produtos, além de atualidades e tendências regulatórias. Com 12 horas de duração (3 manhãs seguidas, das 8h30 às 12h30), a capacitação atende à crescente demanda do setor por profissionais com domínio técnico das normas vigentes, com turmas programadas para 16 a 18 de março; 18 a 20 de maio; 17 a 19 de agosto; e 16 a 18 de novembro, e investimento de R$ 1.240,00 (associados Sindirações), R$ 1.420,00 (associados ASBRAM), ou R$ 1.490,00 (não associados).

As vagas são limitadas e as inscrições já estão disponíveis no site do Sindirações.

Com a agenda 2026, o Sindirações reforça seu papel na qualificação técnica da indústria, na promoção da segurança dos alimentos e no fortalecimento da competitividade do setor de alimentação animal, pilares essenciais para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.

Fonte: Assessoria SINDIRAÇÕES
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Com ajustes finos, StoneX projeta maior colheita de soja da história

Produção cresce 5,2% em um ano, enquanto milho enfrenta riscos climáticos e pressão sobre estoques.

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Foto: Divulgação/OP Rural

A StoneX revisou para cima, em janeiro, sua estimativa para a safra brasileira de soja 2025/26, projetada agora em 177,6 milhões de toneladas, uma alta marginal de 0,2% frente ao relatório de dezembro. Na comparação anual, o crescimento é mais significativo, com avanço de 5,2% em relação ao ciclo anterior.

A única alteração relevante ocorreu na produtividade esperada para o Mato Grosso, que subiu 0,8%, alcançando 46,9 milhões de toneladas. Apesar da revisão positiva, o estado ainda deve registrar queda de 7,1% frente ao ciclo passado. O clima, que foi favorável em dezembro, apresentou irregularidade nas chuvas e agora exige atenção devido ao calor intenso.

De forma geral, as perspectivas seguem otimistas, indicando produção recorde. Contudo, áreas de ciclo tardio dependem de boas condições meteorológicas até meados de março. A colheita já começou, mas está concentrada em regiões irrigadas, menos afetadas pelo estresse hídrico.

Milho: corte na primeira safra e atenção à janela da safrinha

Para o milho verão, houve redução de 0,5% na estimativa de produção, agora em 26 milhões de toneladas. O ajuste foi motivado pela queda de 5,6% na produtividade esperada para Santa Catarina, reflexo das irregularidades climáticas. Mesmo assim, o estado deve colher cerca de 2,27 milhões de toneladas, mantendo relevância para o consumo interno, especialmente na produção de ração.

Assim como na soja, o clima pode alterar os números do milho primeira safra, essencial para abastecimento doméstico. Já a safrinha 25/26 permanece com projeção de 105,8 milhões de toneladas, queda de 5,2% frente ao ciclo anterior. Considerando as três safras, a produção total deve atingir 134,3 milhões de toneladas, praticamente estável em relação à estimativa anterior.

Oferta e demanda: estoques maiores para soja e ajustes no milho

Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN

No lado da demanda, não houve mudanças para a soja, com o mercado atento à relação comercial entre EUA e China. Com o leve aumento da produção e consumo estável, os estoques finais da safra 25/26 foram ajustados para 4,6 milhões de toneladas.

Para o milho, o corte na produção impactou os estoques finais, enquanto as variáveis de demanda permanecem inalteradas. Destaque para o aumento das exportações do ciclo 24/25, estimadas em 41 milhões de toneladas até o fim de janeiro, reduzindo os estoques iniciais da próxima temporada.

Fonte: Assessoria StoneX
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