Conectado com

Notícias

Embrapa e ABHB iniciam mensuração de emissão de metano em reprodutores

O estudo está vinculado à tradicional Prova de Eficiência Alimentar (PEA) e buscará mensurar, além dos reprodutores mais eficientes na conversão alimentar, quais deles têm menor taxa de emissão do gás

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A Embrapa Pecuária Sul e a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB) começaram a medir a geração de metano entérico por touros das raças. O estudo está vinculado à tradicional Prova de Eficiência Alimentar (PEA) e buscará mensurar, além dos reprodutores mais eficientes na conversão alimentar, quais deles têm menor taxa de emissão do gás, que é produzido durante a digestão dos ruminantes e dispersado na atmosfera por eructação.

O objetivo da PEA é trabalhar com dados científicos para a seleção de animais que se alimentam de forma mais eficiente, ou seja, consumam menos para alcançar melhores índices produtivos. Com a mensuração do metano emitido, acrescenta-se mais uma informação que pode ser usada na seleção e melhoramento genético, na busca por uma pecuária cada vez mais sustentável.

Conforme a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Cristina Genro, de forma geral, o objetivo da pesquisa em parceria com as associações de raça é avaliar animais mais produtivos, que tenham melhor eficiência alimentar e que emitam menos metano entérico. “Vamos relacionar os resultados de emissão de metano com a Prova de Eficiência Alimentar. Assim, vamos avaliar quantos gramas de metano estão sendo emitidos por animal para cada quilo consumido e transformado em peso. Nossa intenção não é comparar entre raças, mas em cada raça ver quais animais atendem ao critério de menores emissores”, destacou.

Segundo o analista da Embrapa Pecuária Sul Roberto Collares, coordenador das provas de avaliação genética a campo e de eficiência alimentar, esse avanço nas avaliações realizadas pela Embrapa Pecuária Sul em parceria com as associações de raça é fundamental. “A avaliação da emissão de metano vem em boa hora, pois a pecuária nacional busca identificação de características de eficiência com pesquisas científicas que estabeleçam essas qualidades”, disse.

Para o Gerente de Operações e da Carne Hereford, Felipe Azambuja, o estudo é de suma importância para a ABHB, pois é uma forma de auxiliar o setor pecuário a aumentar sua produção em harmonia com a sociedade e meio ambiente. “Importante pesquisa realizada pela Embrapa com total apoio da ABHB e de seus sócios. Acreditamos que a mensuração é mais uma informação relevante para uma produção cada vez mais sustentável”, pontuou.

Durante a PEA e a avaliação de emissão de metano, os reprodutores ficam confinados, com acesso à alimentação e água sem restrição, conforme as recomendações de bem-estar animal. Antes da PEA, os animais também passaram pela Prova de Avaliação a Campo (PAC).

Fonte: Assessoria

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Publicado em

em

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
Continue Lendo

Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
Continue Lendo

Notícias

Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

Publicado em

em

Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.