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Embrapa disponibiliza dados para caracterização da avicultura e da suinocultura no Brasil a partir de censo do IBGE
O repositório digital tem como objetivo preservar e facilitar a busca por dados de pesquisa produzidos pela Embrapa.

Os conjuntos de dados publicados pela Embrapa na série Documentos com a caracterização da avicultura e da suinocultura a partir dos dados do Censo Agropecuário 2017 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) agora estão disponíveis para o público no Repositório de Dados de Pesquisa da Embrapa (Redape).
O repositório digital tem como objetivo preservar e facilitar a busca por dados de pesquisa produzidos pela Embrapa. O Redape permite a organização, o gerenciamento e a publicação de dados de acordo com os princípios da gestão de dados científicos em todo o mundo, incluindo a acessibilidade, a interoperabilidade, a reprodutibilidade e o reúso.
Com isso, além da divulgação do estudo nas publicações Documentos números 240 e 241, com as caracterizações da avicultura e da suinocultura no Brasil e nas cinco Grandes Regiões, é possível a partir do download dos conjuntos de dados fazer análises próprias até o nível geográfico por estado. Abaixo os dois links para acesso público.
Confira a caracterização da avicultura no Brasil a partir do Censo Agropecuário 2017 do IBGE clicando aqui.
Confira a caracterização da suinocultura no Brasil a partir do Censo Agropecuário 2017 do IBGE clicando aqui.
As publicações – De acordo com o pesquisador Marcelo Miele, um dos autores das publicações, a caracterização da avicultura e da suinocultura a partir dos dados do Censo Agropecuário do IBGE de 2017 traz uma visão segmentada dessas atividades no Brasil desde as múltiplas dimensões dos estabelecimentos agropecuários. “Apesar de passados seis anos desde a realização daquele censo, ainda é um importante subsídio para a elaboração de políticas públicas e ações setoriais por parte de associações e sindicatos”, explica. Para o pesquisador, a disseminação de uma visão segmentada da suinocultura e da avicultura no Brasil tem o potencial de fortalecer a inteligência estratégica na Embrapa Suínos e Aves e também dos seus parceiros.
Avicultura industrial e a de pequeno porte – Segundo os dados do Censo Agropecuário de 2017, mais de 2,9 milhões de estabelecimentos agropecuários criaram galinhas poedeiras, matrizes, frangos e pintos no Brasil, abrangendo todo o território nacional. A maioria (95% do total) tinha rebanho entre 1 e 100 cabeças, sendo criatórios essencialmente voltados ao autoconsumo.
Cerca de 95 mil estabelecimentos (3% do total) detinham pequenos rebanhos voltados tanto para os mercados locais, quanto para a venda de excedentes da produção destinada ao consumo próprio, constituindo um segmento que pode ser chamado de avicultura de pequeno porte. Apenas 26 mil granjas (1% do total dos estabelecimentos) foram responsáveis por 95% da venda de ovos e 93% da venda de galináceos em 2017, constituindo o segmento denominado de avicultura industrial.
Suinocultura industrial e de pequeno porte – Os dados do Censo Agropecuário de 2017 registraram que 1,47 milhão de estabelecimentos criaram suínos no Brasil naquele ano, abrangendo todo o território nacional. A maioria tinha rebanho de até 10 cabeças e não comercializou suínos, sendo que a finalidade principal da produção agropecuária era o consumo próprio.
Cerca de 256 mil estabelecimentos detinham pequenos rebanhos de até 200 cabeças voltados tanto para os mercados locais, quanto para a venda de excedentes da produção destinada ao consumo próprio, constituindo um segmento que pode ser chamado de suinocultura de pequeno porte. Apenas 1% dos estabelecimentos, um pouco menos de 20 mil granjas, foi responsável por 92% da venda de suínos naquele ano, constituindo o segmento denominado de suinocultura industrial.

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Governo gaúcho atualiza composição da Comissão da Expointer 2026 e inicia preparação da feira
Planejamento antecipado inclui ajustes na equipe organizadora e estratégia de divulgação internacional para ampliar a presença da Expointer no Mercosul.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (13) a portaria que atualiza a composição da Comissão Executiva da 49ª Expointer. A feira será realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio, no período de 29 de agosto a 06 de setembro.
O documento oficializa a substituição de integrantes em relação à Comissão Executiva de 2025, adequando a nominata responsável pela organização e coordenação do evento em 2026. A lista completa com os nomes atualizados pode ser conferida aqui.
Joel Maraschin permanece como gerente executivo da feira. Segundo ele, os trabalhos preparatórios já estão em andamento, incluindo a tramitação de regulamentos, processos licitatórios e demais ações necessárias à estruturação do evento. “Como iniciativa inédita, o secretário Edivilson Brum articula o primeiro pré-lançamento internacional da Expointer, previsto para fevereiro, em evento do Agro em Punta, em Punta del Este, no Uruguai. A feira pretende reunir os principais players de inovação do agronegócio do Mercosul e reforça o posicionamento da Expointer como uma das maiores e mais relevantes feiras do setor na América Latina”, aponta.
O secretário da Agricultura, Edivilson Brum, destaca que o planejamento antecipado da Expointer é fundamental para garantir organização, qualidade técnica e fortalecimento da feira como um dos principais eventos do agronegócio do país. “Esse trabalho permite estruturar ações estratégicas, inclusive de divulgação em outros países e mercados, ampliando a visibilidade da Expointer. Levar a feira para além das fronteiras do Rio Grande do Sul contribui para atrair novos expositores, investidores e oportunidades, impulsionando o crescimento e a relevância internacional do evento”, enfatiza.
Promotores
O evento é organizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Agricultura, com os copromotores Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS), Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (Simers), Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), Prefeitura de ‘Esteio, Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raças (Febrac) e a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC).
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Agricultores franceses voltam às ruas contra acordo entre Mercosul e União Europeia
Produtores temem concorrência de alimentos sul-americanos e exigem mais proteção, enquanto o Mercosul vê no acordo uma chance de ampliar exportações e acesso ao mercado europeu.

Agricultores franceses realizaram novos protestos nesta semana contra o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, ampliando a pressão sobre o governo da França e sobre as instituições europeias às vésperas das etapas finais de tramitação do tratado.

Foto: Ieva Brinkmane/Pexels
As manifestações, que incluíram bloqueios de rodovias, portos e a circulação de tratores em áreas centrais de Paris, foram organizadas por sindicatos rurais que alegam risco de concorrência desleal com produtos agrícolas sul-americanos. Os produtores afirmam que o acordo permitirá a entrada de alimentos produzidos sob regras sanitárias, ambientais e trabalhistas menos rigorosas do que aquelas exigidas na União Europeia.
Segundo lideranças do setor, o pacto ameaça a renda dos agricultores e a soberania alimentar do bloco. “Não podemos aceitar produtos importados que não respeitam as mesmas normas que somos obrigados a cumprir”, afirmaram representantes sindicais durante os atos.
A mobilização ocorre apesar da posição oficial do governo francês, que tem reiterado oposição ao acordo nos termos atuais. O presidente Emmanuel Macron e integrantes do Ministério da Agricultura defendem salvaguardas adicionais para proteger os produtores europeus, sobretudo nos setores de carnes, grãos e açúcar.
Ainda assim, o acordo avançou no âmbito europeu após aprovação provisória por representantes dos Estados-membros, abrindo caminho

Foto: Ieva Brinkmane/Pexels
para a assinatura formal e posterior análise do Parlamento Europeu. O tratado prevê a redução gradual de tarifas e a ampliação do acesso de produtos do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, ao mercado europeu, ao mesmo tempo em que facilita exportações industriais da UE para a América do Sul.
Os protestos na França fazem parte de uma onda mais ampla de manifestações no continente. Agricultores também se mobilizaram recentemente em países como Bélgica, Polônia, Itália e Espanha, em um movimento que expõe a insatisfação do setor rural com políticas comerciais, custos elevados de produção e exigências ambientais cada vez mais rigorosas.
Para o Mercosul, o acordo é visto como estratégico para ampliar o acesso a um mercado de cerca de 450 milhões de consumidores e diversificar destinos de exportação, especialmente do agronegócio. Já na Europa, a resistência do setor agrícola segue como um dos principais entraves políticos à ratificação definitiva do tratado.
Enquanto o debate avança nas instâncias europeias, os agricultores franceses prometem manter a mobilização e ampliar os protestos nas próximas semanas, incluindo atos previstos em frente ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo
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Show Rural Coopavel entra na reta final de preparação
Coordenação do evento intensifica ajustes e apresenta novidades para fevereiro, com foco em inovação, informação técnica e fortalecimento do agronegócio brasileiro.

Diretores e integrantes da equipe responsável pela organização e estruturação do Show Rural Coopavel estiveram reunidos na manhã de segunda-feira (12), no prédio Paraná Cooperativo, no parque que desde 1989 abriga uma das maiores mostras técnicas do agronegócio mundial.
Sob a liderança do presidente Dilvo Grolli e do coordenador-geral Rogério Rizzardi, os coordenadores dialogaram sobre ações determinantes para o início da reta final de montagem e preparação do evento, que em sua edição mais recente, em fevereiro de 2025, recebeu mais de 407 mil pessoas em apenas cinco dias.
Dilvo falou sobre liderança, excelência em atendimento e da responsabilidade de todos em oportunizar aos visitantes uma experiência intensa, proveitosa e das mais informativas. “Superação, trabalho em equipe, inovação, estratégia e foco no futuro são alguns dos inúmeros termos e atitudes que fazem do Show Rural Coopavel um dos mais admirados da atualidade”, destacou Dilvo.
Compartilhamento
Rogério Rizzardi e a gerente Adriana Gomes falaram sobre o atual estágio dos mais diferentes trabalhos, de novidades que serão apresentadas nessa edição e da expectativa de todos com o êxito da 38ª edição. “Serão muitas as novidades, tudo para que o produtor rural e o pecuarista tenham em mãos o máximo possível de informações para decidir sobre o que fazer para potencializar ainda mais os resultados de suas atividades”, comenta o coordenador geral.
Os coordenadores de área informaram sobre o atual estágio de preparativos e algumas das novidades que serão apresentadas ao público, em fevereiro. O Show Rural Coopavel é aquele que abre o calendário dos grandes eventos técnicos do agronegócio brasileiro. Ele vai ser realizado de 9 a 13 de fevereiro com acesso gratuito ao parque e também para uso de vagas de estacionamento. O tema deste ano é A força que vem de dentro.



