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Embrapa Cerrados apresenta resultados de avaliação e seleção de touros jovens em Dia de Campo
O evento teve a participação de cerca de 100 criadores e técnicos, que também conheceram os animais das raças Nelore, Brahman, Guzerá e Tabapuã que serão ofertados no Leiloshopping de Touros Jovens 2023 Embrapa-AGCZ nos dias 29 e 30 deste mês.

Os principais avanços da Embrapa Cerrados e parceiros na avaliação e seleção de bovinos reprodutores superiores em desempenho, genética e eficiência alimentar foram apresentados pelos pesquisadores do Centro de Desempenho Animal (CDA) da unidade em Dia de Campo realizado na última sexta-feira (14) em Santo Antônio de Goiás (GO).
O evento teve a participação de cerca de 100 criadores e técnicos, que também conheceram os animais das raças Nelore, Brahman, Guzerá e Tabapuã que serão ofertados no Leiloshopping de Touros Jovens 2023 Embrapa-AGCZ nos dias 29 e 30 deste mês. O Dia de Campo foi promovido em parceria com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) e da Associação Goiana dos Criadores de Zebu (AGCZ).
O pesquisador Claudio Magnabosco, supervisor do CDA, falou sobre as atividades desenvolvidas pelo centro, que é um dos Ambientes Promotores de Inovação da Embrapa Cerrados. Além dos trabalhos de melhoramento genético e nutrição em Santo Antônio de Goiás, o CDA mantém um rebanho de cria Nelore BRGN (marca de genética da Embrapa) nos campos experimentais da Embrapa Cerrados em Planaltina (DF).
Ao fazer um panorama sobre a pecuária brasileira, O pesquisador Claudio Magnabosco, supervisor do CDA, apontou que 80% dos touros utilizados como reprodutores são de ponta de boiada, ou seja, animais escolhidos pelo criador sem uma avaliação genética que garanta descendentes precoces e produtivos. “O boi ponta de boiada não faz genética, carne de qualidade, nem reposição de qualidade. Hoje, precisamos de 300 mil touros de reposição por ano no Brasil. Se juntarmos todos os programas de melhoramento, conseguimos atender no máximo 15% dessa demanda”, disse.
Para atender à demanda do mercado e tornar o sistema de produção mais rentável, o pesquisador apontou a necessidade de aumentar a eficiência produtiva, a qualidade e o valor agregado; reduzir os custos de produção e, com isso, aumentar a sustentabilidade. “A genética, a nutrição e a interação entre a genética e o ambiente são fundamentais para o sucesso da atividade e para o sistema ser eficiente”, apontou o pesquisador.
Magnabosco mostrou um breve histórico dos trabalhos, iniciados em 1998 com a avaliação do componente animal em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (Barreirão e Santa Fé). Em 2002, o componente genético animal na ILP passou a ser avaliado em diversas pesquisas do Programa de Integração Lavoura-Pecuária (PILP). O CDA foi criado em 2015 como resultado da evolução dos Testes de Desempenho de Touros Jovens, incorporando a avaliação do desempenho animal com ferramentas genômicas.
“Nos baseamos num local onde pudéssemos cumprir o nosso grande objetivo, que é coletar informações de qualidade nas pesagens, no perímetro escrotal, na ultrassonografia de carcaça, na avaliação visual, nas medidas de consumo e de ingestão de matéria seca, de eficiência alimentar”, explicou.
O CDA atualmente avalia o desempenho de touros jovens oriundos de criatórios do Brasil Central e a contribuição do componente genético e pastagens recuperadas em sistemas de ILP. Também são avaliadas características de difícil mensuração, como eficiência alimentar e maciez da carne; raças zebuínas; aumento da produtividade; a eficiência econômica de sistemas de produção de carne, visando à redução do ciclo de produção com a qualidade do produto final; além de realizar estudos de genômica e fenômica.
Por meio da parceria com a AGCZ, o CDA já realizou 26 edições do Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ), em que bezerros machos desmamados são pré-selecionados e submetidos ao mesmo manejo e regime alimentar em pastagem de ILPF, de modo a identificar diferenças no desempenho proporcionado pelo potencial genético. São avaliadas características de crescimento, reprodução, biotipo e carcaça, que compõem o índice final do TDTJ.
Participam do Leiloshopping os animais classificados como elite e superiores, que podem ser contratados por centrais de inseminação ou serem touros de repasse ou rebanho comercial. Há ainda animais que participam do teste de progênie Reprodução Programada da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) realizado anualmente.
Cerca de 4 mil animais Nelore PO e CEIP, Tabapuã, Guzerá e Brahman já foram avaliados, mais de 30 touros já foram contratados por centrais de inseminação e mais de 150 mil progênies são oriundas da genética avaliada no TDTJ, que participa de projetos de pesquisa com diversos parceiros.
Os touros superiores e elite do TDTJ e animais Nelore BRGN participam da avaliação de eficiência alimentar, realizada em confinamento com cochos eletrônicos. Na avaliação são obtidos fenótipos para características de difícil mensuração, como Consumo Alimentar Residual (CAR), Consumo de Matéria Seca (CMS) e Ganho de Peso Residual (GPR), buscando o aumento da eficiência e da rentabilidade.
Entre os resultados das avaliações de eficiência alimentar com mais de 1400 animais em oito anos, Magnabosco destacou a validação de balanças automáticas, a redução da duração dos testes, a coleta de fenótipos para eficiência alimentar, fêmeas precoces com taxas de prenhez acima de 60% e com CAR negativo (indicando consumo alimentar eficiente) e a coleta de genótipos para estudos genômicos de animais superiores.
Com isso, o trabalho contribuiu para o desenvolvimento das Diferenças Esperadas na Progênie Genômicas (DEPG) para maciez da carne e CAR, o conhecimento da eficiência alimentar, maciez da carne e características de crescimento, reprodução e carcaça, a redução do custo de produção e o aumento do valor agregado, bem como a identificação de marcadores moleculares de interesse e publicações em revistas internacionais renomadas, como o Journal of Animal Breeding and Genetics.
“Hoje, temos 126 mil filhos de touros que aqui foram avaliados, considerando as premissas de 70% em monta natural, que é um índice baixo; um touro para 30 vacas e vida útil de oito anos. Isso sem considerar os touros de central”, afirmou o pesquisador.
Segundo Magnabosco, a maior vantagem do uso de touros jovens e precoces como os que serão ofertados no Leiloshopping é o progresso genético. “Vamos usar touros jovens de última geração, desde que tenham DEP para peso ao nascer negativa ou baixa, ou coletar o sêmen e utilizá-lo em novilhas que se quer aspirar (folículos ovarianos). Consequentemente, o ganho genético por geração será elevado, pois o intervalo entre gerações passa de seis anos para dois e meio”, explicou.
Para o futuro, a ideia é ampliar a base de dados, grupos genéticos e linhagens com o aumento do número de fenótipos para características de difícil mensuração; a avaliação de fêmeas; a associação da eficiência alimentar com precocidade e fertilidade; a calibração de DEPs; da validação dos modelos de predição e dos marcadores moleculares; estudos multicaracterísticas e multirraciais; a ampliação do número de raças avaliadas; e, por fim, a equipe vai avaliar se esses modelos são úteis para definir estratégias de criação e seleção de animais.
Armando Leite, 1º vice-presidente da Faeg, destacou a importância do TDTJ: “Ele é, de fato, de suma importância porque a genética é testada a campo de maneira real, como ocorre nas propriedades”, comentou, acrescentando que as ações da entidade junto aos produtores assistidos visam à sustentabilidade e a lucratividade. “Temos ainda muito a evoluir na pecuária. A agricultura caminhou a passos largos, mas ainda precisamos trazer muitos pecuaristas para uma visão mais moderna”, completou.
Do bezerro ao touro jovem
Coordenador do Teste de Desempenho de Touros Jovens (TDTJ), o pesquisador Marcos Fernando Costa abordou as estratégias de avaliação de desempenho animal utilizadas nos testes e os resultados obtidos. Ele apontou que o trabalho no CDA está conectado à conjuntura e ao ciclo da pecuária, que envolve variações na oferta e no preço da arroba do boi gordo e de bezerros, além de períodos de retenção e de venda de matrizes.
O pesquisador lembrou que a produção pecuária é um dos elos da cadeia produtiva da carne bovina, também composta pelos elos da indústria de processamento, da logística, da armazenagem e do comércio e varejo. “Todos esses pontos da cadeia interferem no nosso trabalho, e o nosso trabalho interfere em todos os pontos”, explicou.
Costa apresentou as estratégias que podem ser usadas para a produção economicamente viável de bezerros, envolvendo avaliações de crescimento e peso, de carcaça e reprodutiva. Ele explicou que a avaliação de peso representa a base de remuneração do produtor, a balança, e, de forma indireta, o estado de saúde e da nutrição do animal, além de trazer inferências sobre o estado reprodutivo.
A avaliação de carcaça representa a base da qualidade da produção. “A qualidade da carcaça ainda não paga rotineiramente, mas penaliza com mais frequência, então é uma receita indireta. Se você não recebe dinheiro, mas pode perder, de uma maneira ou de outra ela interessa financeiramente”, explicou o pesquisador. A avaliação de carcaça representa uma estimativa do rendimento de cortes cárneos no abate do animal, o acabamento da carcaça, além de ser um indicativo do metabolismo nutricional do animal e relacionado com a formação de hormônios reprodutivos.
Já a avaliação de reprodução representa a base de multiplicação da renda do produtor. Ela representa indiretamente a fertilidade, a precocidade sexual e fornece algumas estimativas sobre a reprodução das fêmeas. O pesquisador enfatizou que o touro precisa ser preparado para ser um reprodutor o mais precoce possível. “Só que o animal tem que crescer com qualidade para ser reprodutor no tempo certo”, ponderou, apresentando aspectos relacionados ao crescimento e desenvolvimento do animal – aumento de peso e reprodução, fatores que envolvem proteínas, carboidratos e gorduras.
Com o aumento do peso, o animal tem ganhos de massa muscular e óssea. Mas para que isso ocorra corretamente, deve também desenvolver os demais sistemas, como o digestivo, o respiratório e o circulatório, o que indica a necessidade de um crescimento ajustado a cada momento, segundo Costa. Ele explicou que, para a reprodução, os órgãos reprodutivos precisam se desenvolver e crescer, com envolvimento dos hormônios reprodutivos, o controle hormonal e a puberdade, período que ocorre após a desmama e próximo ao sobreano, quando o animal passa de infante a adulto quando se torna capaz de reproduzir.
“Com todo esse processo, estamos preparando o jovem reprodutor, fazendo que o bezerro se desenvolva adequadamente para se tornar um reprodutor com a qualidade desejada”, disse o pesquisador, explicando que a precocidade sexual do animal pode ser trabalhada para que o aparato reprodutivo esteja apto o quanto antes. “Tudo o que é feito no macho até a puberdade vai determinar quão eficiente do ponto de vista reprodutivo ele vai ser”.
Entre os principais objetivos da avaliação animal na propriedade, Costa apontou a melhoria dos fatores associados à produtividade; o aumento do peso dos animais ao abate, da velocidade do ganho de peso e da produção de bezerros; a melhoria da produção de bezerros por fêmea e a transformação de alimentos em peso; melhoria da qualidade e do rendimento da carcaça; a garantia da estabilidade da raça; a viabilização da herança de características importantes; além de redução dos custos dos sistemas de produção e do aumento da rentabilidade.
No TDTJ, somente participam animais de raças puras participantes de programas de melhoramento genético. “Isso porque, melhorando cada uma das raças, melhoramos a qualidade dos animais produzidos pela transmissibilidade das heranças genéticas e assim temos uma melhoria dos rebanhos de maneira geral”, justificou. Entre 3 mil e 5 mil animais são pré-selecionados nas fazendas com base no potencial individual, idade e biotipo, e destes, 200 a 250 vão para o CDA. “Identificamos os animais que têm o potencial de melhorar os rebanhos da pecuária de corte”, afirmou.
Costa explicou as etapas do teste, constituídas de pesagem de entrada; pesagem inicial após 70 dias de adaptação; a cada 56 dias, três pesagens intermediárias e a pesagem final, quando são feitas medidas com ultrassonografia (área de olho de lombo, gordura subcutânea e espessura de gordura na garupa), avaliação visual, volume testicular, peso e perímetro escrotal. Na avaliação de desempenho, são avaliados peso e crescimento, carcaça, reprodução, parte funcional e racial. A partir da ponderação de valores para cada item avaliado, os animais são classificados em inferiores e regulares (abaixo da média) e em superiores e elite (acima da média, que serão posteriormente comercializados no Leiloshopping).
Costa apresentou dados de evolução do peso e do perímetro escrotal (PE) ao longo do tempo dos animais avaliados no último TDTJ (período 2022-23). Segundo o pesquisador, há uma relação entre as duas variáveis. “Enquanto o peso se desenvolve, o PE vai se desenvolvendo também. Se você selecionar os animais pelo peso, eles terão PE maiores, mas há uma variação; ao se selecionar pelo testículo, você terá os animais mais pesados, em um grupo diferente, quando são selecionados pelo peso. A faixa de variação é um pouco diferente”, explicou, acrescentando que a melhor raça é a que estiver disponível e o produtor souber utilizar.
O pesquisador também mostrou gráficos de avaliações genéticas e genômicas comparando a evolução no Mérito Genético Total (MGTe), do peso médio aos 450 dias e do perímetro escrotal no TDTJ do CDA e na média dos programas de melhoramento genético da ANCP para as quatro raças – Brahmam, Guzerá, Nelore e Tabapuã. De modo geral, os animais que chegam ao CDA têm evoluído de forma igual ou superior à média dos animais que participam dos programas da ANCP. “Se estamos percebendo melhoria no mérito genético, significa que vocês (criadores) estão fazendo um bom trabalho e se preocupando com o mérito genético dos animais na produção”, disse.
A importância da precocidade sexual em machos também foi destacada por Costa. Ao comparar animais superprecoces (púberes até os 14 meses), precoces (púberes entre 15 e 16 meses) e tardios (púberes acima de 17 meses), ele mostrou que é possível ter animais prontos para reprodução no início da segunda estação de monta com animais superprecoces. Os animais precoces e superprecoces alcançam a maturidade antes do final da segunda estação de monta. Já os animais tardios só alcançam a maturidade depois da segunda estação de monta. “Como estamos tentando fazer que a pecuária acelere, trabalhamos com uma conta mais exigente”, observou.
No TDTJ, há animais precoces, conforme dados mostrando touros com perímetro e volume escrotais bem acima da média. “Independente da raça, há perímetro e volume escrotais altos para todos os animais, o que significa que essas medidas crescem acompanhando o peso”, disse.
Costa fez algumas reflexões sobre a avaliação de desempenho, apontando que há estratégias práticas e viáveis para execução nas fazendas, dependendo das condições existentes; as medições e anotações são fundamentais; conhecer o rebanho é crítico; a avaliação genômica traz segurança quanto ao potencial genético e acelera o processo; a estratégia nutricional é fundamental para o bom crescimento dos animais.
Quanto à precocidade sexual dos animais, o pesquisador ressaltou que as raças zebuínas são sexualmente precoces em machos e fêmeas; a viabilidade econômica deve ser avaliada junto com o ganho genético geracional; a nutrição deve ser aliada do desenvolvimento dos controles fisiológicos e metabólicos.
“A estratégia para o animal no tempo certo, na idade certa, da maneira certa é a chave do sucesso”, concluiu.
Eficiência na produção de animais eficientes
As estratégias de nutrição e a busca pela eficiência na produção de animais mais eficientes foram o tema apresentado pelo pesquisador Eduardo Eifert, coordenador das avaliações de eficiência alimentar no CDA. Ele observou que os animais participantes dos testes apresentam grande variabilidade genética, refletindo no desempenho, e que o maior custo na produção é o alimentar.
Para reduzir o custo de produção, o caminho é a eficiência. “Como trabalhamos com um sistema complexo, temos que ser eficientes no manejo e na sanidade do animal, no manejo dos pastos, em produzir silagem e no uso inteligente dos concentrados ao longo do ano, além de saber que toda essa eficiência passa por uma enorme variação de qualidade e quantidade de pasto que o bezerro come”, explicou o pesquisador, acrescentando a necessidade de se fazer o planejamento alimentar dos animais e o uso dos recursos com sabedoria.
Além disso, é fundamental determinar metas, definidas no planejamento dos planos nutricionais e da produção de alimentos para os animais. No caso do TDTJ e da avaliação de eficiência alimentar, os animais iniciam pesando em média 250 kg e devem alcançar um peso médio de 620 kg ao final de ambas as provas. Após 300 dias a pasto, os animais habilitados à avaliação de eficiência alimentar são terminados em confinamento ao mesmo tempo em que participam da prova zootécnica.
“É preciso uma boa alimentação no período da seca, um bom desempenho no período das águas e alimento suficiente para produzir os animais. Ou seja, temos que ser eficientes no manejo de pasto, de suplementos e da silagem, que é produzida um ano antes”, observou Eifert.
No planejamento do CDA, os pastos são reservados ainda no verão para a chegada dos animais em junho. Além da forragem, eles recebem suplementação até o final da seca. O pesquisador lembrou que são planejadas diferentes taxas de ganhos de peso nos períodos de seca e das águas.
“O animal não precisa ganhar 1 kg/dia na primeira seca, mas ele tem que crescer”, disse, mostrando que a meta de ganho médio diário nesse período (junho a outubro) é de 400 a 600 g/dia. “Os animais vão sair da primeira seca com média de 310 kg, o que é excelente. Com as chuvas, começa a ter pasto para o animal produzir melhor, e ele também recebe um pouco de concentrado para maximizar a produção de proteína microbiana”, completou. Dessa forma, espera-se que os animais ganhem em média 900 g/dia entre novembro e março, alcançando a 445 kg em média.
Os animais classificados como superiores e elite são habilitados para a avaliação de eficiência alimentar e são mais pesados que a média, e ao participarem a prova podem ganhar 1,4 kg/dia, alcançando peso médio final de 620 kg.
O pesquisador salientou a importância do manejo eficiente da pastagem, pois o volumoso representa 85% do alimento consumido pelos animais no período das águas. “É preciso saber determinar a carga que o pasto pode suportar, fazer a entrada dos animais com uma altura e a saída com outra, de modo que esse pasto venha a se recuperar o mais rápido possível depois desse primeiro pastejo”, recomendou, lembrando a necessidade de planejamento do pastejo seguinte. “Temos que olhar lá na frente, pois as consequências do manejo errado trazem consequências para o ano seguinte. Se você manejou e errou agora, só vai corrigir daqui a dois anos, e aí compromete o sistema produtivo”, alertou.
Eifert também comentou sobre as interações entre genética e alimentação animal. “A nutrição bem focada com a genética vai ‘acordando’ os genes. Animais de uma boa seleção genética, com uma boa nutrição, mostram a que vieram”, afirmou.
No CDA, os animais são alimentados, no período de seca, com pasto na medida do possível e suplementação com concentrado, de forma a exercitar a distensão do rúmen e o arqueamento das costelas. “Ao longo do tempo, principalmente na época das águas e depois no confinamento, isso resulta em animais muito mais abertos, com maior profundidade e maior capacidade ingestiva, o que permite diminuir a concentração energética da dieta para que eles possam consumir a quantidade de nutrientes necessária para crescerem e o produtor ter melhor custo-benefício por arroba produzida”, explicou o pesquisador.
Ele mostrou um estudo em que foram observados três níveis de ganhos médios diários de peso na recria no período seco (baixo, médio e alto). Na fase da terminação, os animais com baixo ganho médio diário de peso no período seco obtiveram os maiores ganhos, compensando o menor desempenho anterior; já os animais com alto ganho na seca obtiveram menor ganho na terminação.
“Na época de fazer a recria, cuidem da taxa de ganho de peso. Se vocês trabalharem com muito concentrado no pós-desmame, o animal ficará mais gordo, vai aumentar a exigência da mantença por ter mais gordura na carcaça e terá desempenho menor que o animal que teve um nível médio de alimentação”, explicou aos participantes do evento.
Segundo o pesquisador, o concentrado deve ser usado de maneira estratégica para maximizar a função ruminal. No rúmen, as bactérias são a principal fonte de proteína metabolizável para o animal. “Quem digere os grãos do suplemento são as bactérias, que conseguem se multiplicar em um alimento de baixa qualidade na época seca ou de qualidade média a alta no verão”, disse.
Para realizar o sequestro ou recria confinada, é necessário produzir silagem. Eifert apontou algumas opções utilizadas por produtores para silagem, como capins e cultivos de sorgo de duplo propósito e o milho. No entanto, os capins apresentam limitações como alta umidade, pouca entrega de energia e baixa qualidade de fibra, o que limita o crescimento dos animais e eleva o custo de produção. Já o sorgo de duplo propósito fornece fibra de boa qualidade e não tem problemas fermentativos no silo, não limitando o consumo pelo animal. Esse é o tipo de silagem utilizado na recria confinada no CDA.
O pesquisador mostrou que vale a pena investir em silagem de milho de qualidade para reduzir os custos na terminação. Ele mostrou dados da safra 2021/22 comparando os custos de produção de silagens de média com de alta qualidade. Apesar dos gastos para produzir 1 tonelada de matéria seca de silagem terem sido próximos – R$ 468,8 (alta qualidade) e R$ 495,9 (média qualidade) –, a silagem de alta qualidade é mais rica em energia (70,6% de Nutrientes Digestíveis Totais-NDT ante 63% NDT), o que gerou um custo de R$ 664,34/ton NDT, bem inferior aos R$ 787,16/ton NDT da silagem de média qualidade. A título de comparação, o milho grão a R$ 85 a saca para fazer concentrado, a tonelada de matéria seca sairia a R$ 1.574,01, enquanto 1 tonelada de NDT custaria R$ 1.851,78, ou seja, 3x o valor do NDT da silagem de alta qualidade, indicando que deve-se usar o máximo de silagem possível para reduzir o custo de alimentação na terminação.
Eifert simulou uma dieta com 74% de NDT, usando silagem com 70 ou 63 de % NDT e concentrado com 78% de NDT. Se for usada a silagem de alta qualidade, serão necessários 50% de concentrado para compor o total de energia (NDT) necessária. Já com o uso da silagem de média qualidade, o percentual de concentrado seria de 73,3%, o que encareceria o custo diário da dieta em 24%.
Mas para produzir a silagem, são necessários alguns direcionamentos. “Precisamos ser eficientes na lavoura, na ensilagem e na utilização. Ao escolher a semente do milho, observe a sua região, a altitude, o clima, o pacote tecnológico que irá usar, o ciclo safra ou safrinha e aspectos bromatológicos. Sempre escolha o milho dentado porque ele tem uma digestibilidade maior e matriz proteica de mais fácil degradação que o milho duro”, indicou o pesquisador. “Virem agricultores para fazer silagem de qualidade!”, resumiu.
Ele também recomendou o controle da cigarrinha-do-milho e os enfezamentos do milho com o Manejo Integrado de Pragas; o controle de plantas invasoras e aspectos do plantio consorciado do milho com capim; as adubações de base e de cobertura, lembrando que 1 kg de nitrogênio proporcionam 100 a 120 kg de matéria seca; o acerto do ponto de colheita para evitar queda no valor de NDT devido à dificuldade de quebra dos grãos e da qualidade da fibra; a boa compactação e cuidados com a ensilagem; atenção à qualidade dos equipamentos que retiram a silagem do silo para evitar perdas fermentativas no silo e refermentação no cocho.
Essas medidas permitiram a evolução do NDT da silagem produzida no CDA, que de 60,69% em 2018 passou para 70,76% em 2023. Isso levou à diminuição do percentual de concentrado nas dietas em confinamento – de 34% da matéria seca para 19,7%, ou 2,4 kg/animal/dia. Assim, 80,3% da matéria seca da dieta neste ano é composta por silagem. Por outro lado, o teor de Fibra em Detergente Neutro (FDN), parte mais fibrosa e que demora mais tempo para ser digerida pelo animal, diminuiu de 52,43 para 36,74 no mesmo período, com elevada taxa de fermentação.
Na prova de eficiência alimentar em 2023, o peso médio de entrada dos animas foi de 502 kg e o final 632 kg. O consumo médio diário foi de 11,78 kg de matéria seca, com ganho médio diário de peso de 2,065 kg em 62 dias de prova. O custo da silagem foi de R$ 533 /ton matéria seca e R$ 736/ton NDT. O custo alimentar da arroba foi de R$ 99,90.
O pesquisador sugeriu aos produtores que trabalhem com tecnologia, sempre procurando informações técnicas sobre o que desconhecem antes de realizar investimentos e visem sempre ao melhoramento genético associado à nutrição animal. “Ser eficiente é ser chato em todas as etapas do processo. E para isso, vocês têm que ser conhecedores e treinar bastante as equipes”, finalizou.
Touros jovens avaliados serão ofertados em Leiloshopping
Após as apresentações, os participantes visitaram o Centro de Desempenho Animal da Embrapa Cerrados, onde conheceram os animais avaliados no 25º TDTJ e na avaliação de eficiência alimentar que serão ofertados no Leiloshopping de Touros Jovens 2023 Embrapa-AGCZ. Eles puderam efetuar primeiros os pré-lances junto à equipe da TV Arroba, responsável pela mesa operadora do leilão.
Para os interessados em participar do Leiloshopping, o regulamento e os catálogos com todos os lotes ofertados já estão disponíveis para consulta. Para informações sobre os 58 lotes de touros Nelore ofertados, clique aqui. Já neste link estão as informações sobre os 12 lotes de touros Brahman, sete lotes de Guzerá e 21 lotes de Tabapuã.
Os animais ainda poderão ser visitados no CDA até o próximo dia 28. O agendamento deve ser feito pelo telefone (62) 3533-2205.

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Brasil amplia peso no comércio global de alimentos e pode exportar mais tecnologia, aponta presidente da ABAG
País integra cadeia completa da produção animal, defende Ingo Plöger. Entidade cita potencial da agricultura tropical e da Embrapa para expansão em países da África e outros mercados.

Em meio a tensões geopolíticas, aumento de barreiras comerciais e preocupações com segurança alimentar, o Brasil mantém posição relevante no comércio internacional de alimentos e proteínas e vê espaço para ampliar sua participação com base em competitividade e tecnologia. A avaliação é de Ingo Plöger, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Ingo Plöger, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG): “O milho é um exemplo claro de como podemos produzir energia renovável, proteína animal e alimentos de maneira integrada e eficiente” – Foto: Divulgação
Segundo ele, a estrutura produtiva brasileira permite integração completa da cadeia de produção animal, o que facilita o atendimento a diferentes exigências de mercado. “Somos um dos poucos países com capacidade de integrar toda a cadeia de produção animal e atender mercados internacionais com produtos alinhados às preferências dos mais variados consumidores”, ressaltou.
De acordo com o dirigente, a expansão do agro brasileiro passa menos por aumento de volume e mais pela agregação de conhecimento. Ele cita a internacionalização da Embrapa como um vetor estratégico para levar tecnologia tropical desenvolvida no país a outras regiões. “Acredito que um dos próximos passos estratégicos do país será a internacionalização da Embrapa, levando a experiência brasileira em agricultura tropical para outras regiões do mundo. A África, pelas suas características e potencial produtivo, deve ser um dos principais destinos dessa expansão do conhecimento e da cooperação tecnológica brasileira”, destacou.
O executivo também destacou a integração entre produção de alimentos e biocombustíveis como uma característica do modelo brasileiro. No caso do milho, ele afirma que o sistema permite múltiplos usos da produção agrícola. “Temos defendido na Europa que, quanto mais combustível renovável produzimos, mais alimentos também geramos. O milho é um exemplo claro de como podemos produzir energia renovável, proteína animal e alimentos de maneira integrada e eficiente”, salientou.
Plöger relaciona ainda o desempenho do setor ao dinamismo de municípios de médio e pequeno porte, onde cadeias do agronegócio sustentam renda e atividade econômica. Segundo ele, cerca de metade da população brasileira vive em cidades com até 400 mil habitantes, muitas delas fortemente vinculadas ao agro. “O agronegócio é uma questão de Estado. Quando pensamos no Brasil dos próximos 20 ou 30 anos, é impossível dissociar o desenvolvimento econômico e social do papel desempenhado pelo agro”, afirmou.
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Qual o potencial bloqueado pela morosidade na regulamentação da Lei dos Bioinsumos?
Falta de decreto e portarias mantém em aberto regulamentação prevista na Lei de Bioinsumos de 2024 e trava decisões de investimento no setor.

A resposta à pergunta que trago no título deste artigo é: o potencial é enorme. A substituição dos agrotóxicos e fertilizantes químicos por bioinsumos, naquilo que é possível substituir, pode ser considerado o principal tema da política agrícola brasileira atual. A ampliação do uso dos bioinsumos nas lavouras brasileiras provoca impactos positivos de vários aspectos e de longo prazo.

Artigo escrito por Reginaldo Minaré, advogado, mestre em Direito e diretor-executivo da Associação Brasileira de Bioinsumos (ABBINS).
O primeiro deles é a redução da dependência de insumos químicos importados. Temos uma dependência histórica e progressiva da importação de aproximadamente 90% dos fertilizantes químicos e agrotóxicos utilizados em nossas lavouras. Ao contrário dos insumos químicos, que provocam acidificação, salinização e perda de organismos vivos benéficos, os bioinsumos não degradam o solo ao longo do tempo. Restauram a saúde do solo, preservam e aumentam a diversidade da biota, melhoram a fertilidade ao longo do tempo, a retenção de água e a resiliência às mudanças climáticas.
Além disso, os bioinsumos são mais objetivos com relação à praga-alvo, preservando polinizadores, predadores naturais e a biologia do solo, e apresentam menor toxicidade para agricultores, trabalhadores rurais, consumidores e meio ambiente.
No plano econômico, a produção de bioinsumos para uso próprio é uma poderosa ferramenta de administração e redução dos custos de produção que o agricultor possui, além de criar empregos especializados espalhados pelo Brasil. Aliás, seu uso fomenta o surgimento de pequenas e médias indústrias, inclusive com caráter regional, pois a produção perto ou no local de uso reduz o custo com transporte, promove o trabalho de bioprospecção e valoriza a nossa biodiversidade.

Foto: Divulgação/Grupo GIROAgro
No entanto, todos esses benefícios estão parcialmente bloqueados pelo fato de que nosso cenário regulatório atual para os bioinsumos é o de “estrutura normativa incompleta”. Temos uma excelente Lei de Bioinsumos que foi publicada em 2024, mas faltam ainda, um decreto regulamentador e as portarias que irão detalhar e garantir a fiel aplicação da lei vigente.
O prazo previsto na lei para publicação do decreto regulamentador se esgotou em dezembro de 2025 e, até o momento, o Ministério da Agricultura não enviou uma proposta de decreto à Casa Civil da Presidência da República para avaliar o texto e, posteriormente, colher nele a assinatura do Presidente da República.
Ter uma estrutura normativa incompleta é pior do que o cenário de ausência total de regramento, pois levanta a dúvida a respeito de como o tema será regulado e isso afugenta investimentos. A questão que se instalou no Brasil é se teremos uma regulamentação objetiva e funcional ou se receberemos um emaranhado burocrático destinado a criar reservas de mercado para um ou outro segmento.

Foto: Freepik
Enquanto a regulamentação não se apresenta, o potencial de aumento de adoção dos bioinsumos segue parcialmente bloqueado, pois muitos ficam em compasso de espera. A instalação da dúvida também prejudica o setor agrícola em um nível mais profundo, pois a insegurança provoca o fechamento da abertura intelectual para o desapego das antigas formas de pensar e fazer agricultura.
O uso de bioinsumos exige um manejo diferente do praticado com os insumos químicos, e a insegurança jurídica pode ser uma ótima justificativa para o agricultor ficar na zona de conforto cultivando o apego total aos agrotóxicos e fertilizantes químicos. Isso é péssimo, pois pode distanciar o Brasil da agricultura do século XXI, que já indica um movimento forte em direção à agricultura regenerativa, onde os bioinsumos são fundamentais.
Nós, na Associação Brasileira de Bioinsumos, trabalhamos com o cenário de que a agricultura regenerativa será a agricultura convencional do amanhã.
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Estratégia do produtor pode reduzir perdas por frio e geadas no trigo no Sul
Com El Niño em curso e maior instabilidade no inverno, fertilizantes foliares, bioestimulantes e biológicos ganham espaço em estratégias para fortalecer lavouras e preservar o potencial produtivo.

Com a chegada do inverno, produtores de trigo no Sul do Brasil voltam a enfrentar um dos principais fatores de risco da cultura: a geada. Associada à queda acentuada de temperatura, o fenômeno não afeta apenas o desenvolvimento das plantas, mas também a qualidade tecnológica dos grãos, com impacto em indicadores como peso hectolítrico e rendimento industrial.
A preocupação se intensifica em um contexto de safra estimada em 6,38 milhões de toneladas em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com redução da área cultivada para cerca de 2,14 milhões de hectares. Com margens mais estreitas e maior exposição a riscos climáticos, decisões de manejo ganham peso direto sobre a rentabilidade.

Foto: Roberto Dziura Jr/AEN
O engenheiro agrônomo e especialista em fitossanidade Gustavo Rubim avalia que a geada segue entre os principais riscos da cultura no país, especialmente pela capacidade de comprometer lavouras em estágios críticos de desenvolvimento. “A preparação para enfrentar eventos de frio intenso exige planejamento antecipado e manejo criterioso da lavoura. Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, afirmou.
Segundo ele, o frio extremo raramente atua de forma isolada. Excesso de umidade, maior pressão de doenças e limitações operacionais também fazem parte do cenário típico do inverno no Sul. “Por isso, manejo de solo, nutrição, sanidade, biológicos e monitoramento climático devem atuar de forma integrada. Aliados à escolha adequada da época de semeadura e de cultivares adaptadas à região, esses fatores ajudam a reduzir os riscos de que estágios críticos da cultura coincidam com períodos de maior ocorrência de geadas”, mencionou.
Os efeitos variam conforme o estágio fenológico. Na fase vegetativa, os danos tendem a ser reversíveis, com queima foliar e redução temporária do crescimento. Já no período reprodutivo – espigamento, florescimento e enchimento de grãos – o impacto pode ser mais severo, com esterilidade de espiguetas, falhas de formação e perda de produtividade e qualidade.

Foto: Divulgação
Nesse contexto, fertilizantes foliares e bioestimulantes têm sido incorporados ao manejo como ferramentas de suporte fisiológico. Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes ajudam na manutenção da estrutura celular, enquanto aminoácidos e extratos vegetais contribuem para a resposta ao estresse térmico.
Os bioestimulantes também atuam na ativação de mecanismos naturais de defesa, com aumento da atividade antioxidante e redução de danos celulares, além de acelerar processos de recuperação após eventos de frio intenso.
Rubim destaca que essas tecnologias não substituem estratégias agronômicas estruturais, como escolha de cultivar e definição da época de semeadura, mas funcionam de forma complementar no manejo de risco. “Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, afirmou.

Foto: Divulgação/Unesp
Os insumos biológicos também ganham espaço dentro do manejo integrado. Inoculantes e microrganismos promotores de crescimento podem contribuir para o desenvolvimento radicular, eficiência no uso de nutrientes e maior estabilidade fisiológica das plantas.
O impacto econômico das geadas depende da intensidade e do estágio da lavoura, mas pode ser significativo quando ocorre em fases reprodutivas. Por isso, o foco do manejo está na construção de sistemas mais resilientes, combinando nutrição, biológicos e monitoramento climático ao longo do ciclo.
Mesmo em anos sob influência do El Niño, quando há maior nebulosidade e redução na frequência de massas de ar polar, episódios de geada ainda ocorrem. Nesse contexto, o planejamento passa a ser determinante para reduzir perdas e preservar produtividade.
Como reduzir riscos de perdas por geada no trigo
• Planejar a semeadura conforme o zoneamento agrícola
• Evitar coincidência entre espigamento/floração e períodos de geada tardia
• Escalonar o plantio e usar cultivares de ciclos distintos
• Garantir equilíbrio nutricional e desenvolvimento radicular adequado
• Integrar biológicos ao manejo, sem uso isolado
• Monitorar a lavoura após eventos de geada
• Integrar manejo climático, nutricional e sanitário ao longo do ciclo




