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Embrapa apresenta tecnologias e lançamentos para produção sustentável no Show Rural

Durante o evento, serão demonstradas tecnologias para produção animal,  grãos, hortaliças, frutíferas, forrageiras, tubérculos, bioinsumos, além de sistemas de produção agrícola, florestal e ambiental e gestão da propriedade.

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Fotos: Divulgação/Embrapa

A Embrapa participa do Show Rural Coopavel com soluções tecnológicas inovadoras e com cinco lançamentos: duas cultivares de soja (BRS 2361 I2X e BRS 2058 I2X), duas cultivares de feijão (BRS FC422 e BRS FP417) e o Curso Básico On-Line de Produção de Soja.

Durante o evento, serão demonstradas tecnologias para produção animal,  grãos, hortaliças, frutíferas, forrageiras, tubérculos, bioinsumos, além de sistemas de produção agrícola, florestal e ambiental e gestão da propriedade. As inovações da pesquisa serão demonstradas em três espaços: Casa da Embrapa, Vitrine de Tecnologias e Vitrine Tecnológica de Agroecologia “Vilson Nilson Redel” (Vital). Além disso, a Embrapa irá participar de iniciativas realizadas no Show Rural Digital e no Espaço Avicultura.

A Embrapa participará da feira apresentando tecnologias de 14 unidades de pesquisa: Embrapa Agricultura Digital, Embrapa Agrobiologia, Embrapa Algodão, Embrapa Arroz e Feijão, Embrapa Clima Temperado, Embrapa Gado de Corte, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Hortaliças, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Embrapa Meio Norte, Embrapa Pantanal, Embrapa Soja e Embrapa Suínos e Aves.

Lançamentos

Soja BRS 2361 I2X – Esta é uma soja transgênica com a tecnologia Intacta2 Xtend® (I2X), que agrega tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba e a resistência às principais lagartas da soja. Desenvolvida pela Embrapa Soja e Fundação Meridional, é do grupo de maturidade 6.1, com ciclo de 125 dias, e apresenta maior potencial produtivo em altitudes acima de 600m na macrorregião REC 201 dos estados de Paraná e São Paulo. Possui resistência ao cancro da haste, podridão radicular de Phytophthora, e pústula bacteriana e moderada resistência à mancha-olho-de rã. Também permite semeadura antecipada, viabilizando a semeadura do milho safrinha na melhor “janela” de plantio, na região em que a cultivar está indicada.

Soja BRS 2058 I2X – Desenvolvida pela Embrapa Soja e Fundação Meridional, com a tecnologia I2X, é do grupo de maturidade 5.8, com ciclo de 119 dias. Apresenta excelente rendimento e tem resistência ao cancro da haste, à podridão radicular de Phytophthora; à pústula bacteriana e moderada resistência à mancha-olho-de rã e ao nematoide de galhas M. javanica. Tem melhor desempenho em altitudes acima de 600 m. É indicada para o Rio Grande do Sul (REC 102 e 103), Santa Catarina (REC 102 e 103), Paraná (REC 102 e 103) e São Paulo (REC 103).

Feijão BRS FC422 – A Embrapa Arroz e Feijão e parceiros lançam a cultivar de feijão carioca BRS FC422. Esta cultivar apresenta como destaque o elevado potencial produtivo aliada à moderada resistência à murcha de fusarium e antracnose, possibilitando também sua utilização em áreas antigas de cultivo sob pivô central. Esse lançamento está registrado para os estados de AL, BA, CE, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RS, SC, SE, SP, TO e o DF e será comercializado com exclusividade pelos parceiros sementeiros que auxiliaram no desenvolvimento deste produto.

Feijão BRS FP417 – É uma cultivar de feijão-comum do grupo comercial preto que apresenta como destaques a reunião da resistência a várias doenças, apresentando ótimos níveis de resistência à antracnose e à murcha de fusário, e resistência intermediária ao crestamento bacteriano comum e à murcha de curtobacterium. Além disso, apresenta alta produtividade, excelente qualidade comercial de grãos, arquitetura ereta e resistência ao acamamento.

Curso Básico On-Line de Produção de Soja – A Embrapa Soja lança o Curso na plataforma E-CAMPO EMBRAPA, contendo as diretrizes sobre o cultivo da soja. Com uma linguagem objetiva, o curso possui cinco módulos que abordam temas como escolha de cultivares, preparo do solo, semeadura, controle de pragas e doenças, e colheita. Dirigido a produtores rurais, técnicos, estudantes, o curso tem o objetivo de capacitar os participantes, a partir de conhecimento sobre todas as etapas da produção da leguminosa, desde o planejamento da lavoura até a colheita do grão.

Parceiria Embrapa e Coopavel

A Embrapa Soja e a Cooperativa Coopavel irão apresentar um inoculante para a cultura do milho com as estirpes CNPSo 2083 (=Ab-V5) e CNPSo 2084 (=Ab-V6) de Azospirillum brasilense em formulação inovadora. O objetivo é aumentar o potencial produtivo e ao mesmo tempo oferecer a possibilidade de diminuir o uso de nitrogênio químico em cobertura. O inoculante possibilita à planta o maior aproveitamento do nitrogênio proveniente do fertilizante, principalmente pela promoção do crescimento de raízes. Com isso, haverá impactos econômicos positivos para a cultura do milho, com menores custos com a adubação nitrogenada e, também, ambientais, contribuindo para a mitigação da emissão de gases de efeito estufa.

Vitrine de tecnológias

A Embrapa irá apresentar 12 cultivares de soja, além de cultivares de feijão, variedades de mandioca e forrageiras. Também haverá a demonstração do impacto positivo do uso de inoculantes em grãos, forrageiras e em três tipos de consórcios. A ideia é demonstrar as boas práticas de inoculação e coinoculação no contexto do Programa Soja Baixo Carbono.

Outro destaque da Vitrine será a apresentação de uma viagem no tempo da cultura da soja, a partir da demonstração de 16 tipos de soja, desde a soja selvagem cultivada há quatro mil anos na China até as cultivares modernas. A proposta é mostrar a evolução deste grão, que acaba de completar 100 anos de introdução no Brasil e também celebrar os 50 anos da Embrapa Soja, em 2025.

Casa da Embrapa

Foto: Freepik

A Embrapa irá apresentar tecnologias para produção sustentável, abordando temáticas como bioinsumos, manejo integrado de pragas e doenças na cultura da soja, genética avançada e os aplicativos “Restaura Mata Atlântica” e “Guia InNat”, para reconhecimento de inimigos naturais de pragas agrícolas. Na suinocultura, a Embrapa Suínos e Aves apresentará o Sistema de Gestão Ambiental da Suinocultura (SGAS) e o Sistema de Tratamento de Efluentes da Suinocultura (SISTRATES) para tratamento de dejetos suínos.  Também estão destacadas as Tecnologias para Destinação de Animais Mortos (TEC DAM) e o Biogás.

Vitrine tecnológica de agroecologia

A Embrapa apresentará 23 cultivares de oito culturas (alface, berinjela, cenoura, ervilha, grão-de-bico, lentilha, pimenta e tomate) na Vitrine Tecnológica de Agroecológica, além de cultivares de soja, feijão, feijão caupi, girassol, mandioca, batata doce, gergelim, capins, adubos verdes e culturas de cobertura.

Fonte: Assessoria Embrapa

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Armazenamento correto garante qualidade e previne perdas de produtos pecuários

Boas práticas são essenciais para a produtividade da fazenda e envolvem higiene, controle de temperatura e organização física do espaço.

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Grãos e rações devem ficar sobre paletes com distanciamento da parede para evitar surgimento de roedores – Foto: Divulgação/Connan

Na pecuária, o bom desempenho do rebanho está ligado a fatores como alimentação, controle de doenças e parasitas, cuidado com o bem-estar animal e monitoramento constante do gado. Além desses critérios, as boas práticas no armazenamento de produtos destinados aos animais também devem ser consideradas essenciais, uma vez que previnem perdas e garantem a produtividade da fazenda.

As boas práticas visam garantir a qualidade, segurança e valor dos produtos, prevenindo contaminações e perdas. Os procedimentos envolvem higiene, controle de temperatura e organização física do espaço, e variam conforme o tipo de produto (ração, suplementos, medicamentos). “Esses princípios mantêm a boa qualidade desses itens, evitando, além das perdas ligadas ao seu valor financeiro, chance de contaminar outros artigos ou provocar doenças no rebanho”, explica o zootecnista Bruno Marson.

Antes de armazenar os produtos, é importante observar qual tipo de espaço ele deve ser guardado. Rações e suplementos precisam ser armazenados em locais secos e arejados, preferencialmente em suas embalagens originais ou em recipientes herméticos, sobre paletes e afastados das paredes para evitar umidade e acesso de pragas. “No caso de medicamentos e vacinas veterinárias é preciso seguir rigorosamente as instruções do fabricante quanto à temperatura, uma vez que muitos desses produtos requerem refrigeração e condições de armazenamento em local seguro e separado de outros produtos químicos”, destaca Marson.

No caso de defensivos agrícolas e químicos, o armazenamento deve ser feito em local isolado, com ventilação adequada, piso impermeável e sinalização de perigo. A legislação brasileira dispõe sobre o sistema de armazenagem dos produtos agropecuários, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fornece cartilhas de boas práticas para serviços de alimentação que são relevantes para produtos de origem animal.

Princípios fundamentais

Marson enfatiza que a higiene rigorosa é essencial, por isso é necessário manter as instalações, equipamentos e utensílios sempre limpos e sanitizados, e que a higiene pessoal dos colaboradores também é crucial. Os locais de armazenamento devem ser limpos, organizados, bem ventilados e protegidos da luz solar direta, umidade, insetos, roedores e outros animais.

No caso da temperatura, seu controle é vital, especialmente para insumos como vacinas e medicamentos. Câmaras frias e refrigeradores devem ser usados conforme as especificações do fabricante. “As embalagens devem proteger o produto da umidade e de contaminações externas. No caso de rações e grãos a granel, deve-se prevenir o ataque de pragas através de iscas, evitar acesso livre ao material e bloquear possíveis abrigos”, orienta.

Outra dica de Marson é organizar os produtos de forma a permitir a fácil inspeção e limpeza e implementar a rotação de estoque (primeiro a entrar, primeiro a sair – PEPS) para garantir que os produtos mais antigos sejam usados antes de vencerem. Além disso, implementar um plano eficaz para a gestão de resíduos e controle de pragas para evitar a infestação das instalações. “Seguindo essas orientações, os produtos ficarão bem armazenados, garantindo assim a produtividade do rebanho e a rentabilidade da fazenda”, menciona Marson.

Fonte: Assessoria Connan
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Sobretaxas dos Estados Unidos derrubam exportações brasileiras em vários setores

Estudo mostra que apenas seis dos 21 segmentos conseguiram compensar, em outros mercados, a queda nas vendas ao mercado americano.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

As sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros tiveram impacto amplo e negativo sobre as exportações do país. Um estudo da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) mostra que apenas seis dos 21 setores exportadores conseguiram compensar, em outros mercados, as perdas registradas nas vendas ao mercado americano.

Entre agosto e novembro de 2025, todos os setores analisados venderam menos para os Estados Unidos na comparação com o mesmo período de 2024. A queda somada alcançou US$ 1,5 bilhão. Em praticamente todos os segmentos, a retração das exportações para os EUA foi mais intensa do que a variação das vendas globais, o que evidencia o peso do mercado americano para a pauta exportadora brasileira.

Foto: Vosmar Rosa/MPOR

A tentativa de redirecionar exportações para outros países não foi suficiente para a maioria dos setores. Em 15 dos 21 segmentos avaliados, o crescimento das vendas ao restante do mundo não conseguiu compensar as perdas nos Estados Unidos. Juntas, essas áreas acumularam redução de US$ 1,2 bilhão.

Os impactos mais expressivos foram registrados nos setores de alimentos, como mel e pescados, além de plástico e borracha, madeira, metais e material de transporte. Apenas seis setores conseguiram equilibrar as perdas com vendas em outros mercados: produtos vegetais; gorduras e óleos; químicos; pedras preciosas; máquinas e aparelhos elétricos; e máquinas e instrumentos mecânicos.

Mesmo nesses casos, a compensação foi limitada. O estudo aponta que, muitas vezes, os produtos exportados para outros destinos não são os mesmos que tradicionalmente têm os Estados Unidos como principal mercado. Isso indica que a substituição do mercado americano ocorre de forma incompleta, tanto em valor quanto em perfil de produtos.

No setor de máquinas e aparelhos elétricos, por exemplo, as exportações para os Estados Unidos recuaram US$ 104,5 milhões no período analisado. Já as vendas para outros mercados cresceram US$ 650 milhões. Apesar do saldo positivo, itens específicos de maior valor agregado, como transformadores e geradores, também tiveram desempenho fraco fora dos EUA. As exportações de transformadores caíram tanto para o mercado americano quanto para o restante do mundo, enquanto os geradores registraram queda acentuada nos EUA e avanço modesto nos demais destinos.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O levantamento reforça que o mercado dos Estados Unidos segue difícil de substituir. Além do volume, o país importa produtos mais diversificados e com maior valor agregado, o que limita a capacidade de redirecionamento das exportações brasileiras no curto prazo.

Para a Amcham, os dados mostram que a diversificação de mercados ajuda, mas não resolve. A entidade avalia que, para grande parte da indústria brasileira, as perdas provocadas pelas sobretaxas não podem ser plenamente revertidas sem avanços nas negociações comerciais com os Estados Unidos.

Fonte: O Presente Rural com informações Amcham
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Preços dos grãos terminam 2025 sob pressão e incerteza no mercado

Soja, milho e trigo enfrentaram um ano de ajustes ao longo da cadeia global.

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Foto: Shutterstock

O mercado global de commodities encerrou 2025 marcado por preços pressionados, oferta elevada em várias cadeias e forte influência de fatores externos. Para 2026, o cenário segue condicionado a decisões políticas, tensões comerciais, clima e ajustes entre oferta e demanda, aponta a análise da Hedgepoint Global Markets.

No plano internacional, as políticas tarifárias dos Estados Unidos continuam no radar, com potencial para alterar fluxos comerciais, especialmente na relação com a China. A disputa entre as duas potências segue como um dos principais focos de atenção dos mercados. Em países emergentes, eleições também devem influenciar o ambiente econômico. No Brasil, o processo eleitoral previsto para outubro tende a aumentar a volatilidade ao longo do ano.

Na política monetária, a expectativa é de um período de maior equilíbrio. Após cortes de juros em 2025, bancos centrais como o Federal Reserve e o Banco Central Europeu se aproximam de uma fase de estabilização. No Brasil, há espaço para redução da taxa Selic ao longo de 2026, desde que as expectativas de inflação permaneçam controladas, com projeção de encerrar o ano em torno de 12%.

Esse pano de fundo macroeconômico e geopolítico se soma aos desafios específicos de cada mercado agrícola, especialmente ligados ao clima, à produção e ao consumo.

Complexo soja

O mercado de soja viveu em 2025 um cenário de forças opostas. A safra recorde da América do Sul contrastou com a redução de área nos Estados Unidos. A guerra comercial reduziu a demanda pela soja americana, ao mesmo tempo em que o crescimento do esmagamento e a perspectiva de maior uso de biocombustíveis ajudaram a sustentar o mercado. Uma trégua nas tensões entre EUA e China deu algum fôlego aos preços no fim do ano.

Em 2026, quatro pontos concentram as atenções. O primeiro é o volume de compras da China de soja norte-americana, após o compromisso de aquisição de pelo menos 25 milhões de toneladas. O segundo envolve o biodiesel nos Estados Unidos, cujas definições adiadas em 2025 devem impactar óleos vegetais e farelo no próximo ano. O terceiro fator é o clima na América do Sul, com incertezas sobre o potencial produtivo de Brasil e Argentina. Por fim, a decisão sobre a área de plantio nos EUA para a safra 26/27 dependerá do comportamento dos preços, com possibilidade de migração de área do milho para a soja.

Milho e trigo

No milho, 2025 foi marcado por produção recorde nos Estados Unidos, resultado da combinação entre aumento de área e condições climáticas favoráveis. As exportações surpreenderam positivamente, sustentadas pela competitividade dos preços. No trigo, grandes produtores também ampliaram a oferta, levando a produção global a níveis elevados.

Para 2026, o clima na América do Sul será determinante. Brasil e Argentina podem elevar a produção se as condições forem favoráveis, embora o fenômeno La Niña traga riscos, especialmente para a safra argentina. No Brasil, atrasos no plantio da soja podem comprometer o calendário do milho safrinha, elevando a exposição a riscos climáticos. Ainda assim, há tendência de aumento de área, impulsionada pela demanda crescente por etanol de milho, com novas plantas previstas para entrar em operação.

Nos Estados Unidos, a definição da área entre milho e soja dependerá da relação de preços no primeiro trimestre de 2026. Apesar da possibilidade de redução de área do milho, a demanda aquecida pode limitar cortes mais significativos. No trigo, as atenções se voltam ao clima no desenvolvimento da safra de inverno do Hemisfério Norte, em um contexto de transição do La Niña para condições neutras ao longo do primeiro semestre.

Fonte: O Presente Rural
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