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Embrapa apresenta cultivares inéditas e tecnologias sustentáveis no Show Rural Coopavel
Soluções abrangem produção animal, grãos, bioinsumos e sistemas de gestão voltados ao aumento da produtividade no campo.

A Embrapa marca presença no Show Rural Coopavel com soluções inovadoras e lançamentos de destaque, como as cultivares de feijão BRS ELO FC424, BRS FC429, BRS FP426 e BRS FP327, além da publicação sobre Tecnologia de Aplicação de Pesticidas. As inovações abrangem produção animal, grãos, hortaliças, frutíferas, forrageiras, tubérculos e bioinsumos, além de sistemas de produção e gestão. As tecnologias serão demonstradas em três espaços: a Casa da Embrapa, a Vitrine de Tecnologias e a Vitrine Tecnológica de Agroecologia (Vital).
A Embrapa participará da feira apresentando tecnologias de dez unidades de pesquisa: Embrapa Arroz e Feijão, Embrapa Clima Temperado, Embrapa Gado de Corte, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Hortaliças, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Embrapa Pantanal, Embrapa Soja e Embrapa Suínos e Aves, reafirmando o compromisso da Embrapa com o desenvolvimento da agropecuária.
Lançamentos
Publicação Tecnologia de Aplicação de Pesticidas – A tecnologia de aplicação de produtos fitossanitários é crucial para a eficiência e segurança na produção de alimentos. Para mitigar dificuldades em campo, a Embrapa Soja e a Unicentro reuniram orientações sobre o tema na publicação Tecnologia de Aplicação de Pesticidas, disponível no site da Embrapa. Respeitar critérios técnicos, condições ambientais e investir em capacitação são medidas fundamentais para garantir a produtividade com segurança para o aplicador, o consumidor e o meio ambiente.
Novas Cultivares de Feijão
BRS ELO FC424: Feijão carioca com elevado potencial produtivo. Foco na Região Sul, com potencial de expansão para o Centro-Oeste e Nordeste.
BRS ELO FC429: atende a uma demanda de alto valor agregado no mercado de feijão carioca – o escurecimento lento dos grãos. Esta característica oferece mais flexibilidade de comercialização ao agricultor e maior tempo de prateleira para a indústria.
BRS FP426: Feijão preto focado em segurança agronômica e estabilidade produtiva em áreas de risco sanitário, como solos com histórico de doenças ou irrigação por pivô central.
BRS FP327: Feijão preto de ciclo precoce e alta produtividade, ideal para produtores que buscam retorno rápido e eficiência no manejo.
Vitrine de tecnologias
Aliando genética, produtividade e sustentabilidade, a Embrapa expõe variedades de soja, feijão, mandioca e forrageiras.
Efeito Poupa-terra – O conceito de poupa-terra está ligado à intensificação sustentável da produção. Por meio da tecnologia, amplia-se a produção, evitando abrir novas áreas. Na Vitrine, será possível visualizar o impacto ao longo das décadas: em 1975, a produtividade média da soja exigia 1 hectare para produzir 2 mil quilos. Com os avanços tecnológicos, nos anos de 1980, a área necessária caiu para 0,86 ha. Nos anos 1990, para 0,68 ha. Em 2000, o mesmo volume foi produzido em apenas meio hectare e, em 2020 apenas em 0,44 ha, demonstrando a eficiência tecnológica.
Variabilidade da soja
Plantas anãs, com folhas onduladas ou estreitas são curiosidades que a Embrapa apresenta em sua Vitrine de Tecnologias. Pesquisadores selecionaram diferentes tipos entre os 65 mil acessos do Banco Ativo de Germoplasma (BAG) — uma das três maiores coleções do mundo. O objetivo é mostrar como a variabilidade genética se expressa em características visuais (fenotípicas) pouco conhecidas.
Boas práticas na produção de soja – O destaque vai para a redução de gases de efeito estufa (GEE) por meio de boas práticas agrícolas. A proposta replica o modelo da Vitrine de Soja Baixo Carbono da Embrapa Soja, que aproveita a entressafra para diversificar o sistema com plantas como braquiária e crotalária. Essa estratégia forma palhada e melhora a qualidade física, química e biológica do solo pelo aporte de carbono e nitrogênio (no caso da crotalária), elementos essenciais para a formação da matéria orgânica do solo.
Além destas iniciativas, também será apresentado na Vitrine o Protocolo Carne Baixo Carbono e a alta genética das forrageiras Embrapa, com destaque para as cultivares BRS Oquira, Bela, Guatã, Integra, Paiaguás, Tamani, Quênia e Sarandi, oferecendo soluções robustas para intensificação e sustentabilidade das pastagens. O visitante ainda poderá conferir as opções disponíveis indicadas para a região de variedades de mandioca de mesa e para o uso industrial, além das novas cultivares de feijão.
Casa da Embrapa
Os avanços da pesquisa serão apresentados em cinco eixos que mostram o equilíbrio entre produtividade, redução de custos e sustentabilidade. O manejo fitossanitário é um dos destaques da Casa. O monitoramento contínuo de lavouras de soja no Paraná, realizado há 12 safras pela Embrapa Soja, IDR-Paraná e parceiros, demonstra resultados expressivos na redução de custos e aplicação de agrotóxicos. Nas últimas quatro safras, áreas assistidas reduziram o uso de inseticidas de três para apenas uma aplicação por ciclo. No manejo de doenças, a média caiu de 3,3 para 2,2 aplicações de fungicidas. A adoção da coinoculação (bactérias Bradyrhizobium e Azospirillum) também impulsionou a produtividade: na safra 2024/2025, áreas assistidas atingiram 3.916 kg/ha, superando as médias paranaense (3.663 kg/ha) e nacional (3.561 kg/ha). A tecnologia de aplicação de produtos fitossanitários também interfere em processos que influenciam a eficiência e a segurança da produção.
A evolução dos bioinsumos será apresentada em uma linha do tempo, mostrando desde o pioneirismo na soja em 1979, o desenvolvimento de biopesticidas e inoculantes para milho e trigo, até as soluções mais atuais.
Os visitantes ainda terão acesso a inovações digitais para a agricultura e produtos focados em biológicos e manejo integrado, como os aplicativos Guia InNat e Restaura Mata Atlântica, o bioinsumo Combio, o composto fermentado bokashi, o dispositivo EcoVolver para morangueiros, o BioAS (Bioanálise do Solo) e a Plataforma Saúde do Solo BR.
A excelência genética ganha destaque com a BRS DC25 (Fênix), primeira cultivar de morango 100% nacional. Além disso, será apresentada a diversidade do programa de melhoramento de feijão, com diferentes tipos de grãos desenvolvidos para aliar produtividade às demandas do produtor.
No campo da gestão ambiental e a biosseguridade na suinocultura serão apresentados o EcoPiggy, para assistência técnica digital na adubação orgânica, e o BiosSui, focado no monitoramento sanitário. Outras ferramentas incluem o SGAS, para automação de licenciamentos, e o Sistrates, que trata dejetos gerando energia e fertilizante. Além da apresentação de técnicas para a compostagem segura de carcaças animais.
Vitrine tecnológica e agroecológica
A Embrapa, em conjunto com uma rede de parceiros, participa da Vitrine Tecnológica de Agroecologia – Vital, onde serão mostradas mais de 15 tecnologias indicadas para a agricultura familiar e a produção orgânica. A vitrine está organizada em 8 espaços temáticos.
A Embrapa Hortaliças mostrará, em cultivo protegido, os tomates BRS Zamir, BRS Iracema e BRS Nagai e em parcelas de campo a berinjela Ciça e as pimentas BRS Seriema, BRS Mari, RS Moema, BRS Tuí, BRS Juruti, BRS Nandaia, BRS Araçari e BRS Sarakura. As cultivares ainda estarão demonstradas na Área de Olericultura (Estufa) do IDR-Paraná.
A Embrapa Pantanal demonstrará o uso de leguminosas e culturas de cobertura para recuperação de solos degradados ou compactados. Entre as espécies utilizadas estão as mucunas, as crotalárias (spectabilis e ochroleuca), o feijão guandu Iapar Aratã, além de trigo mourisco e milheto.
A Embrapa Clima Temperado apresentada a cebola BRS Prima, que possui alta concentração de quercetina, tolerância a doenças foliares e excelente conservação pós-colheita, facilitando o escalonamento comercial. Também destacará variedades de batata-doce biofortificadas com betacarotenos (Beauregard, CIP BRS Nuti) e antocianinas (BRS Cotinga e BRS Rubissol). Outro destaque será o morango BRS DC25 (Fênix), que será apresentado na forma de mudas, e que se caracteriza por ser a primeira cultivar de morango nacional desenvolvida pelo Programa de Melhoramento Genético de Morangueiro da Embrapa.
Para a alimentação animal em períodos de seca ou geada, serão apresentadas alternativas de suplementação nutricional, como os capins Kurumi e Capiaçu, desenvolvidos pela Embrapa Gado de Leite.
Também estarão na VITAL o girassol BRS 323, a soja convencional BRS 539 e soja convencional BRS 267, utilizada para consumo de grão verde (Edamame), todas desenvolvidas pela Embrapa Soja. O arroz de sequeiro BRS A502 da Embrapa Arroz e Feijão e a mandioca amarela BRS 429 da Embrapa Mandioca e Fruticultura também serão mostradas. Todas as cultivares conduzidas em sistema de cultivo orgânico.

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



