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Embrapa Amapá mobiliza produtores e técnicos para dinamizar avicultura agroecológica

Objetivo do evento foi discutir com vários segmentos as bases e desafios para desenvolver tecnologias inovadoras para esta cadeia produtiva.

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Foto: Ricardo Santos Costa

O sistema semi-intensivo para criação e manejo de galinhas livres de gaiolas foi uma das tecnologias em destaque no “Seminário Estadual de Avicultura em Base Agroecológica: Alternativas para Segurança Alimentar”, realizado pela Embrapa Amapá nos dias 18 e 19/11, em Macapá (AP). O objetivo do evento foi discutir com vários segmentos as bases e desafios para desenvolver tecnologias inovadoras para esta cadeia produtiva. Participaram da programação, agricultores familiares, parlamentares, gestores públicos, empreendedores do setor de ave de postura, extensionistas, estudantes e professores.

Pesquisador Jorge Segovia: “Atualmente já produzimos um esterco agroecológico sem compostos de antibióticos e agroquímicos”

O pesquisador Jorge Segovia, coordenador do Seminário, ressaltou os resultados positivos da Unidade de Referência Tecnológica (URT) em avicultura de base agroecológica mantida em parceria entre a Embrapa e o produtor Walter Cunha da Silva e seus familiares, na área denominada Horto Agroecológico Jardim Fazendinha, no distrito de Fazendinha, perímetro urbano de Macapá. “Atualmente já produzimos um esterco agroecológico sem compostos de antibióticos e agroquímicos, nada que possa contaminar a cama de aviário (serragem) de qualidade recomendada para a produção de hortaliças saudáveis”, destacou Segovia.O experimento associa produção de hortaliças e criação de galinhas para produção de aves e ovos agroecológicos. “Temos um pasto exclusivo para as galinhas, com manutenção feita sem qualquer produto químico, e com sistema de piquetes de rotação. A galinha poedeira Embrapa 051 é muito produtiva tanto na parte de produção de ovos, quanto ao final do ciclo que é de um ano e quatro meses e fica pronta para o abate”, acrescentou Vicente Neto, um dos responsáveis pela manutenção do aviário.

Feira de produtos agroecológicos

 Chefe-Geral da Embrapa Amapá, Antonio Claudio Almeida de Carvalho – Fotos: Dulcivânia Freitas

Como parte da programação, foi realizada uma feira de produtos agroecológicos no hall do prédio de transferência de tecnologias da Embrapa Amapá, como oportunidade de vitrine viva e de comercialização para produtores familiares de produtos como hortaliças, ovos, mel, plantas, entre outros cultivados em distritos do município de Macapá.

O Seminário contou ainda com apresentações e debates, nos dois dias, em torno de experiências sobre princípios e normas de criações de galinha de postura em sistemas orgânicos e caipiras; avicultura de postura em assentamentos rurais no Distrito Federal; sanidade e princípios do bem-estar animal e melhoria da qualidade ambiental na avicultura de postura; autogestão e a expansão das práticas agroecológicas e orgânicas na avicultura e a inserção dos agricultores familiares no mercado; comportamento de galinhas de postura linhagem Embrapa 051 em sistema caipira no Amapá; produção de galinhas e ovos caipira Embrapa 051 no Horto agroecológico Jardim Fazendinha; empreendendo na avicultura amapaense; e execução do Programa de Aquisição de Alimentos.

Emenda do Senador Lucas Barreto

O evento foi realizado no escopo do projeto de inovação tecnológica, custeado com recursos de R$ 400 mil de emenda parlamentar do Senador Lucas Barreto (PSD/AP), que consiste no sistema de criação e manejo de galinhas poedeiras Embrapa 051. O parlamentar esteve no Seminário, participou da mesa de abertura, e enfatizou seu compromisso em continuar investindo no avanço das pesquisas e transferência de tecnologias da Embrapa para aprimorar diversas cadeias produtivas do Amapá. Em oportunidade anterior, Lucas Barreto visitou o aviário instalado no distrito de Fazendinha, e constatou  a evolução das 400 poedeiras coloniais Embrapa 051. Estas aves são galinhas híbridas, resultantes do cruzamento entre linhas Rhode Island Red e Plymouth Rock Branca, selecionadas na Embrapa Suínos e Aves (Concórdia / Santa Catarina).

Senador Lucas Barreto

O Chefe-Geral da Embrapa Amapá, Antonio Claudio Almeida de Carvalho, ressaltou as características desta linhagem como adequadas para o incentivo ao segmento da agricultura familiar, por serem rústicas se adaptam bem aos sistemas menos intensivos. Com isso, pequenos produtores rurais têm acesso a uma tecnologia que consiste em genética avançada, que proporciona aumento de produtividade na postura e a agregação de valor pela venda da carcaça para consumo, conforme material de divulgação da Embrapa 051.

Também prestigiaram o evento na Embrapa Amapá, a Superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no Amapá, Mônica Moreira; o Superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) no Amapá, Van Vilhena; o Deputado Estadual Lorran Barreto; o Secretário Estadual de Desenvolvimento Rural do Amapá, Rafael Martins Teixeira; o Diretor-Presidente da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Amapá (Diagro), Álvaro Silva; e o Secretário Municipal de Agricultura de Macapá, Juliano Del Castilho.

Fonte: Assessoria Embrapa

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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