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Embrapa Amapá mobiliza produtores e técnicos para dinamizar avicultura agroecológica
Objetivo do evento foi discutir com vários segmentos as bases e desafios para desenvolver tecnologias inovadoras para esta cadeia produtiva.

O sistema semi-intensivo para criação e manejo de galinhas livres de gaiolas foi uma das tecnologias em destaque no “Seminário Estadual de Avicultura em Base Agroecológica: Alternativas para Segurança Alimentar”, realizado pela Embrapa Amapá nos dias 18 e 19/11, em Macapá (AP). O objetivo do evento foi discutir com vários segmentos as bases e desafios para desenvolver tecnologias inovadoras para esta cadeia produtiva. Participaram da programação, agricultores familiares, parlamentares, gestores públicos, empreendedores do setor de ave de postura, extensionistas, estudantes e professores.

Pesquisador Jorge Segovia: “Atualmente já produzimos um esterco agroecológico sem compostos de antibióticos e agroquímicos”
O pesquisador Jorge Segovia, coordenador do Seminário, ressaltou os resultados positivos da Unidade de Referência Tecnológica (URT) em avicultura de base agroecológica mantida em parceria entre a Embrapa e o produtor Walter Cunha da Silva e seus familiares, na área denominada Horto Agroecológico Jardim Fazendinha, no distrito de Fazendinha, perímetro urbano de Macapá. “Atualmente já produzimos um esterco agroecológico sem compostos de antibióticos e agroquímicos, nada que possa contaminar a cama de aviário (serragem) de qualidade recomendada para a produção de hortaliças saudáveis”, destacou Segovia.O experimento associa produção de hortaliças e criação de galinhas para produção de aves e ovos agroecológicos. “Temos um pasto exclusivo para as galinhas, com manutenção feita sem qualquer produto químico, e com sistema de piquetes de rotação. A galinha poedeira Embrapa 051 é muito produtiva tanto na parte de produção de ovos, quanto ao final do ciclo que é de um ano e quatro meses e fica pronta para o abate”, acrescentou Vicente Neto, um dos responsáveis pela manutenção do aviário.
Feira de produtos agroecológicos

Chefe-Geral da Embrapa Amapá, Antonio Claudio Almeida de Carvalho – Fotos: Dulcivânia Freitas
Como parte da programação, foi realizada uma feira de produtos agroecológicos no hall do prédio de transferência de tecnologias da Embrapa Amapá, como oportunidade de vitrine viva e de comercialização para produtores familiares de produtos como hortaliças, ovos, mel, plantas, entre outros cultivados em distritos do município de Macapá.
O Seminário contou ainda com apresentações e debates, nos dois dias, em torno de experiências sobre princípios e normas de criações de galinha de postura em sistemas orgânicos e caipiras; avicultura de postura em assentamentos rurais no Distrito Federal; sanidade e princípios do bem-estar animal e melhoria da qualidade ambiental na avicultura de postura; autogestão e a expansão das práticas agroecológicas e orgânicas na avicultura e a inserção dos agricultores familiares no mercado; comportamento de galinhas de postura linhagem Embrapa 051 em sistema caipira no Amapá; produção de galinhas e ovos caipira Embrapa 051 no Horto agroecológico Jardim Fazendinha; empreendendo na avicultura amapaense; e execução do Programa de Aquisição de Alimentos.
Emenda do Senador Lucas Barreto
O evento foi realizado no escopo do projeto de inovação tecnológica, custeado com recursos de R$ 400 mil de emenda parlamentar do Senador Lucas Barreto (PSD/AP), que consiste no sistema de criação e manejo de galinhas poedeiras Embrapa 051. O parlamentar esteve no Seminário, participou da mesa de abertura, e enfatizou seu compromisso em continuar investindo no avanço das pesquisas e transferência de tecnologias da Embrapa para aprimorar diversas cadeias produtivas do Amapá. Em oportunidade anterior, Lucas Barreto visitou o aviário instalado no distrito de Fazendinha, e constatou a evolução das 400 poedeiras coloniais Embrapa 051. Estas aves são galinhas híbridas, resultantes do cruzamento entre linhas Rhode Island Red e Plymouth Rock Branca, selecionadas na Embrapa Suínos e Aves (Concórdia / Santa Catarina).

Senador Lucas Barreto
O Chefe-Geral da Embrapa Amapá, Antonio Claudio Almeida de Carvalho, ressaltou as características desta linhagem como adequadas para o incentivo ao segmento da agricultura familiar, por serem rústicas se adaptam bem aos sistemas menos intensivos. Com isso, pequenos produtores rurais têm acesso a uma tecnologia que consiste em genética avançada, que proporciona aumento de produtividade na postura e a agregação de valor pela venda da carcaça para consumo, conforme material de divulgação da Embrapa 051.
Também prestigiaram o evento na Embrapa Amapá, a Superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no Amapá, Mônica Moreira; o Superintendente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) no Amapá, Van Vilhena; o Deputado Estadual Lorran Barreto; o Secretário Estadual de Desenvolvimento Rural do Amapá, Rafael Martins Teixeira; o Diretor-Presidente da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Amapá (Diagro), Álvaro Silva; e o Secretário Municipal de Agricultura de Macapá, Juliano Del Castilho.

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CBNA 2026 discute como ciência impulsiona produção animal
Evento em São Paulo reúne especialistas para debater nutrição de aves, suínos e bovinos e estratégias que aumentam eficiência e reduzem custos.

A contribuição da ciência brasileira para um aumento da produtividade e da eficiência da produção animal estará entre os debates de um dos principais encontros técnicos do setor em 2026. A 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que vai ser realizada de 12 a 14 de maio, no Distrito Anhembi, em São Paulo, abre a programação com um painel dedicado ao Impacto da pesquisa brasileira na produção animal.

O membro da diretoria do CBNA e professor da Esalq/USP, Felipe Dilelis. “Vamos discutir decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas” – Foto: Denise Guimarães/Esalq USP.
Coordenado pelo professor da Esalq/USP Felipe Dilelis, o debate reunirá especialistas de instituições de referência para discutir desde A importância das Tabelas Brasileiras para a indústria até as perspectivas de novas linhas de investigação em nutrição de aves e suínos. “O Brasil é potência na produção animal, mas só continuará avançando se investir em ciência aplicada. O que discutiremos aqui não é teoria, são decisões que influenciam diretamente custo, desempenho e sustentabilidade das cadeias produtivas”, afirma Dilelis.
Entre os participantes estão o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Horacio Rostagno, o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) José Henrique Stringhini, o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sergio Vieira, o chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, e o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Bruno Silva. O encontro tem como proposta promover diálogo direto entre academia e indústria para analisar desafios, oportunidades e inovações capazes de transformar a nutrição animal nos próximos anos, tema considerado estratégico diante da pressão por maior eficiência produtiva, sustentabilidade e competitividade internacional do agronegócio brasileiro.
Além da 36ª Reunião Anual, voltada a aves, suínos e bovinos, o CBNA realizará simultaneamente outros dois eventos técnicos no mesmo local: o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e o XXV Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14. A programação ocorrerá paralelamente à Fenagra, feira internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. A edição deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin e Symrise, além do Sindirações. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What’sApp (19) 3232.7518.
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América Latina se reúne em Brasília para debater futuro do agro e da alimentação
39ª Conferência Regional da FAO discutirá estratégias para produção sustentável, combate à fome e transformação dos sistemas agroalimentares.

Brasília será o centro do debate sobre o futuro do agro e da alimentação na América Latina e no Caribe entre os dias 02 e 06 de março. A 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (LARC39) reunirá ministros e representantes de países membros para definir prioridades da FAO para os próximos dois anos.
O evento, que terá abertura oficial no dia 04 de março com a presença do diretor-geral da FAO, QU Dongyu, e de altas autoridades brasileiras, pretende traçar caminhos para “uma melhor produção, uma melhor nutrição, um melhor meio ambiente e uma vida melhor, sem deixar ninguém para trás”, conforme definição da organização.
A condução da conferência ficará a cargo do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, e do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. Eles estarão presentes na abertura e em diversas mesas-redondas que discutirão a transformação dos sistemas agroalimentares, estratégias para sustentabilidade e políticas voltadas à segurança alimentar.
O evento também prevê visitas técnicas, como a da Embrapa Cerrados, que apresentará tecnologias aplicadas em estações experimentais, e debates sobre gestão agrícola e florestal resiliente ao clima. Painéis temáticos contarão com a participação de ministros de Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, e de Relações Exteriores, Mauro Vieira, que também marcarão presença no lançamento do Ano Internacional da Agricultora 2026.
Com cinco dias de programação intensa, a LARC39 busca unir diálogo político e técnico para enfrentar desafios históricos da região, como fome, má nutrição e desigualdade, ao mesmo tempo em que promove a inovação e a sustentabilidade nos sistemas agroalimentares.
O evento será realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília, e poderá ser acompanhado online em espanhol, inglês, português e francês. Jornalistas interessados devem se credenciar por meio do formulário oficial da conferência.
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Brasil amplia acordos de cooperação com a Coreia do Sul
Intercâmbio técnico, cooperação em sanidade e pesquisa de bioinsumos, buscando tecnologia e sustentabilidade para o campo brasileiro busca ampliar competitividade e fortalecer a produção sustentável.

O Ministério da Agricultura e Pecuária assinou, nesta segunda-feira (23), em Seul, dois memorandos de entendimento com o governo da Coreia do Sul voltados ao fortalecimento da cooperação bilateral em agricultura, sanidade, inovação e desenvolvimento rural. Os atos foram celebrados na Casa Azul durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático. “A Coreia do Sul é um parceiro estratégico e esta agenda inaugura uma nova etapa de cooperação baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro: “Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar” – Foto: Caroline de Vita/Mapa
O primeiro acordo, firmado entre os ministérios da Agricultura dos dois países, estabelece a ampliação do intercâmbio técnico e institucional com foco em ciência, tecnologia, agricultura digital, segurança alimentar e cadeias de abastecimento. O memorando inclui a cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), com previsão de harmonização de normas e troca de informações para avançar em temas de interesse comum.
O documento também prevê cooperação em infraestrutura agrícola, promoção de investimentos, intercâmbio científico e criação de um Comitê de Cooperação Agrícola Brasil-Coreia para acompanhar a implementação das iniciativas conjuntas.
O segundo memorando reúne o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Administração de Desenvolvimento Rural da Coreia. O acordo estabelece uma estrutura de cooperação voltada ao registro, avaliação e gestão de agrotóxicos e bioinsumos, além do intercâmbio de informações e desenvolvimento de pesquisas conjuntas.

Foto: Caroline de Vita/Mapa
Entre as ações previstas estão o compartilhamento de dados técnicos, intercâmbio de especialistas, programas de capacitação e realização de workshops e projetos científicos conjuntos.
Os acordos integram a agenda da missão oficial brasileira na Ásia e reforçam a parceria estratégica entre Brasil e Coreia do Sul, com potencial para ampliar o intercâmbio tecnológico, estimular a inovação no campo e fortalecer a cooperação sanitária e regulatória no setor agropecuário.



