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Embrapa Alimentos e Territórios lança pedra fundamental

O terreno de 16,6 hectares foi doado pelo governo do estado, em 2020.

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Futura sede do centro de pesquisa vai abrigar laboratórios para PD&I em alimentos - Foto: Divulgação/Embrapa

A Embrapa Alimentos e Territórios realiza, em 13 de novembro, a partir das 9h30, a cerimônia de Lançamento da Pedra Fundamental, para marcar o início da construção da nova sede do centro de pesquisa, em Alagoas. O evento ocorre no Povoado Saúde do município de Maceió, em frente às ruínas da antiga Companhia de Fiação e Tecidos Norte Alagoas.

O terreno de 16,6 hectares foi doado pelo governo do estado, em 2020. As estruturas arquitetônicas da antiga fábrica da Saúde serão reconstruídas ou recuperadas, para a instalação da equipe e de laboratórios voltados a pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em biodiversidade e patrimônio alimentar; certificações e signos distintivos de qualidade e origem; antropologia e sociologia da alimentação; circuitos de produção e consumo de produtos agroalimentares; sistemas agroalimentares diferenciados; agregação de valor, gastronomia e turismo rural; e nutrição e saúde.

Para apoiar as obras, houve o aporte de recursos de emendas parlamentares da bancada federal alagoana, da ordem de 28,3 milhões de reais. Além disso, no novo Programa de Aceleração ao Crescimento do Brasil (PAC) está previsto o investimento de 7 milhões de reais este ano para obras civis e, em 2024 e 2025, de 62 milhões de reais para aquisição de mobiliário, equipamentos de laboratório, campo e casas de vegetação, entre outros.

Na cerimônia está confirmada a presença, pela manhã, do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, do governador de Alagoas, Paulo Dantas, da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, do chefe-geral da Embrapa Alimentos e Territórios, João Flávio Veloso Silva, além de parlamentares da bancada federal alagoana, dirigentes acadêmicos, institucionais e do setor privado, e autoridades políticas locais.

No período da tarde, a partir das 14h30, será exibido aos moradores do Povoado o documentário inédito “Cara nova ao velho”, produzido pela Embrapa, com o objetivo de resgatar as memórias dos familiares dos ex-empregados da fábrica da Saúde. Veja o teaser.

Histórico

A iniciativa de se criar a Embrapa Alimentos e Territórios em Alagoas ocorreu em 2016, quando houve a identificação, por parte do governo federal, da necessidade da criação de um novo centro de pesquisa da Embrapa que fosse referência em soluções tecnológicas e sociais na temática dos alimentos e da alimentação. O objetivo era agregar valor aos produtos agroalimentares brasileiros, com ênfase nas áreas de alimentos saudáveis e funcionais, gastronomia e turismo, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável dos territórios a partir dos alimentos tradicionais.

A efetiva criação do centro ocorreu em 2018, o qual já conta com 43 pesquisadores e técnicos em seu quadro de pessoal. O local escolhido para a sede foi em Maceió, no estado de Alagoas, por ser este um dos poucos estados da federação que não possuíam centro de pesquisa da Embrapa, e também pela necessidade de apoio a políticas públicas para a geração de renda e a superação da insegurança alimentar.

Alagoas possui agropecuária diversificada, com cadeias produtivas importantes, como as de leite, fruticultura, carnes, apicultura, grãos e mandioca, entre outros. A região produtora está estrategicamente localizada próxima a centros consumidores de grandes cidades, de relevantes regiões turísticas e também de portos para exportação, além da obra hídrica do Canal do Sertão.

Desta forma, o potencial de geração de empregos e renda também é elevado, e a presença da Embrapa no estado vem contribuir para fortalecer as políticas públicas e apoiar a agregação de valor aos alimentos.

Programação

9h30 – Recepção de convidados e atendimento à imprensa
10h00 – Abertura
10h15 – Pronunciamento das autoridades e descerramento da placa da pedra fundamental
11h30 – Coquetel de encerramento
14h30 – Exibição do documentário “Cara nova ao velho”, para os moradores do Povoado Saúde

Fonte: Assessoria Embrapa

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Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia

Tratado deve ser assinado no Paraguai na próxima semana e ainda depende de aval interno dos países signatários.

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Foto: Divulgação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira (13) com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Segundo comunicado do Palácio do Planalto, os dois líderes manifestaram satisfação com aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que deve ser assinado no próximo dia 17, no Paraguai.

O novo tratado, que demorou 25 anos para ter suas negociações concluídas, ainda precisam passar por um processo de internalização dos países signatários.

Na conversa com Lula, de acordo com o Planalto, o primeiro-ministro cumprimentou o presidente brasileiro por seu empenho em favor da conclusão do acordo.

Os dois também discutiram a necessidade que as novas regras possam entrar em vigor o mais rápido possível. “Ambos coincidiram que a decisão dos dois blocos é um gesto muito importante de defesa do multilateralismo e do livre comércio, com grande dimensão política e estratégica neste momento histórico. Concordaram em trabalhar conjuntamente, de forma rápida e eficiente, para a implementação do acordo a fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria firmada”, informou a Presidência da República, em nota.

Fonte: Agência Brasil
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IAT aplica 8,1 mil multas por crimes ambientais em 2025 no Paraná

Valor recolhido pelo Estado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente.

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Foto: IAT

O Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), aplicou 8.184 multas por crimes ambientais no Paraná em 2025. O valor representa uma queda de 14,7% em relação às 9.602 multas aplicadas em 2024, reforçando a eficácia do trabalho desenvolvido pelo IAT no combate ao desmatamento criminoso no Estado. Os dados do Sistema de Informações Ambientais (SIA) do IAT revelam ainda que o valor total em autuações foi de R$ 231 milhões em 2025.

Segundo o gerente de Monitoramento e Fiscalização do IAT, Alvaro Cesar de Góes, os números refletem os esforços do Estado em combater o desmatamento ilegal e outros crimes ambientais. “Desde 2022, o IAT vem reduzindo de forma significativa a supressão de vegetação nativa no Estado. E com esse trabalho de monitoramento e fiscalização já realizado, e que atualmente ainda vem sendo executado pelo órgão ambiental, a tendência é de redução do número de autos de infração ambiental”, diz.

O valor recolhido pelo Estado com as infrações é repassado integralmente ao Fundo Estadual do Meio Ambiente. A reserva financeira tem como finalidade financiar planos, programas ou projetos que objetivem o controle, a preservação, a conservação e a recuperação do meio ambiente, conforme a Lei Estadual 12.945/2000.

Um dos casos, por exemplo, aconteceu em Cruz Machado. O IAT multou em R$ 25 mil a prefeitura pela utilização irregular de equipamentos do município para a prática de crimes ambientais em Área de Proteção Permanente (APP). Foram dois Autos de Infração Ambiental (AIA) emitidos pelo escritório regional do órgão em União da Vitória contra o município: danificar área de APP de 1.800 metros quadrados mediante movimentação do solo (R$ 5 mil) e depositar resíduos e rejeitos também em local de proteção (R$ 20 mil).

Vigilância

Por meio da vigilância, o Paraná conseguiu reduzir em 64,9% a supressão ilegal da Mata Atlântica entre 2023 e 2024. De acordo com levantamento da Plataforma MapBiomas, vinculada ao Observatório do Clima, a área desmatada caiu de 1.230 hectares em 2023 para 432 hectares em 2024. O estudo também aponta que 75% dos municípios paranaenses ampliaram suas áreas de mata nativa entre 2019 e 2023, enquanto 71% registraram desmatamento zero em 2024.

Dados do próprio IAT também apontam que o Paraná reduziu em 95,2% o desmatamento ilegal da Mata Atlântica entre 2021 e 2024, de 6.939 hectares para 329 hectares. No mesmo período, o número de Autos de Infração Ambiental (AIAs) ligados a crimes contra a flora aumentou em 65%, passando de 3.183 para 5.252.

Em outubro de 2025 o Governo do Estado reforçou o compromisso com  ações de fiscalização e monitoramento ambiental do IAT, entregando 50 caminhonetes novas e renovando o contrato de locação de um novo helicóptero. Os investimentos somam R$ 63 milhões.

Para o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, os novos investimentos refletem o reconhecimento ao trabalho das equipes de campo e o fortalecimento das ações de fiscalização ambiental no Estado. “Isso é uma demonstração de respeito ao trabalho dos nossos fiscais, que atuam em todas as regiões do Paraná combatendo o desmatamento ilegal, o descarte irregular de resíduos e outras infrações ambientais. Com melhores condições de deslocamento e equipamentos adequados, vamos ampliar a presença do Estado em todo o território paranaense”, afirma.

Como ajudar

A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem pratica o desmatamento ilegal está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). O responsável também pode responder a processo por crime ambiental.

O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, o qual possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.

No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais. É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.

Fonte: AEN-PR
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Notícias Ciclo 2025/26

Oferta global de trigo se recompõe e reduz risco de escassez

Com alta de 5% na produção global, os estoques voltam a crescer, enquanto o avanço da oferta na Argentina e na União Europeia ajuda a equilibrar o mercado, mesmo diante da dependência brasileira de importações e da forte presença da Rússia nas exportações.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O mercado global de trigo entrou no ciclo 2025/26 com um quadro de recomposição de estoques, segundo o relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) analisado pela Consultoria Agro Itaú BBA. A produção mundial foi revisada para 842 milhões de toneladas, crescimento de 5% em relação à temporada anterior.

Foto: Divulgação

Entre os principais destaques está a Argentina, cuja produção foi elevada de 24 para 28 milhões de toneladas, resultado de ganhos expressivos de produtividade. O avanço fortalece a capacidade exportadora do país, com embarques estimados em 16 milhões de toneladas, ampliando a oferta para mercados tradicionais da América do Sul e Norte da África.

Na União Europeia, a produção foi mantida em 144 milhões de toneladas, número significativamente superior ao ciclo anterior, marcado por perdas climáticas. A recuperação europeia ajuda a equilibrar o mercado, mesmo com a Rússia mantendo suas exportações em 44 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao relatório anterior.

O Brasil teve a produção revisada levemente para cima, de 7,7 para 8 milhões de toneladas, mas segue altamente dependente de importações, estimadas em 7,3 milhões de toneladas, sobretudo da Argentina. Apesar da melhora de produtividade, a redução de área limita uma expansão mais significativa da oferta doméstica.

Os estoques finais globais foram ajustados para 278 milhões de toneladas, acima da estimativa anterior, elevando a relação estoque/consumo para 34%. A China continua concentrando grande parte desses estoques, com uma relação estoque/consumo superior a 80%, enquanto outros países operam com margens mais estreitas.

Foto: Divulgação/Freepik

No conjunto, o balanço de trigo indica um mercado mais bem abastecido, com menor risco de choques de oferta no curto prazo. Ainda assim, o fluxo das exportações russas e eventuais adversidades climáticas seguem como variáveis-chave para a formação de preços ao longo de 2026.

Fonte: O Presente Rural
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