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Embrapa Agropecuária Oeste tem novo chefe geral

Após processo seletivo, o novo gestor foi anunciado e tomou posse no dia 12 de julho

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A Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) está com novo chefe-geral, o pesquisador Harley Nonato de Oliveira. Após processo seletivo, o novo gestor foi anunciado e tomou posse no dia 12 de julho. Para assistir à solenidade, que foi transmitida ao vivo, virtualmente, clique no link https://youtu.be/h7IbreRdC4Q. Oliveira, a pedido da Diretoria-Executiva da Embrapa, estava ocupando o cargo interinamente desde fevereiro de 2020.

Na solenidade estavam presentes o presidente da Embrapa, Celso Moretti, a diretora executiva de Inovação e Tecnologia, Adriana Regina Martin, o chefe da gestão anterior, Guilherme Lafourcade Asmus e o Chefe de Gabinete da Presidência e responsável pela Seleção de Chefes Gerais das Unidades Ruy Rezende Fontes.

Além deles, integrando a equipe de gestão do Centro de Pesquisa participaram Auro Akio Otsubo, à frente da chefia adjunta de Transferência de Tecnologia, e Érica Alves da Silva Bonin, na Administração. O pesquisador Walder Antonio Gomes de Albuquerque Nunes segue na Chefia de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação.

Vale destacar também que participaram da cerimônia, chefes de outras unidades descentralizadas da Embrapa, representantes de associações, fundações, institutos, secretarias, do governo do estado, prefeituras, Casa Civil do DF, entre outros.

Guilherme Lafourcade Asmus

O primeiro a falar foi o pesquisador e chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste de agosto de 2013 a janeiro de 2020, Guilherme Lafourcade Asmus. “Foi um período extremamente interessante e de grandes desafios. Lembro bem que em setembro veio o primeiro decreto do governo estabelecendo cortes. Ficamos extremamente preocupados. No plano de trabalho tínhamos sonhos. Depois entendi. Foi muito bom, nos fez buscar alternativas, rever determinadas metas e objetivos. Nem por isso deixamos de fazer o que deveria ser feito”, explanou Asmus.

Ele contou que no período de sua gestão conseguiram mudar o perfil dos projetos, quando havia um excessivo número de projetos. “Conseguimos reverter isso. Redes de pesquisa interna e parceiros externos”. Também diversificaram as fontes de financiamento dos projetos de pesquisa. “Foi um período de transição e um exemplo foi o Integro, ferramenta que hoje baseia-se a nossa programação. ”

Exemplificou as parcerias, como a com o setor sucroenergético, com a Biosul, que culminou nos Seminários Cana MS. As parcerias foram fomentadas e reforçadas com outras Unidades da Embrapa. Os trabalhos realizados com a Embrapa Pantanal (javali). Mandioca e Fruticultura com o desenvolvimento das primeiras cultivares para o Centro sul do Brasil, com a Embrapa Hortaliças, com a introdução de hortaliças na Embrapa Agropecuária Oeste. “Uma série de parcerias que muito nos honraram e nos fizeram crescer”, disse o pesquisador.

Citou os trabalhos relacionados a questões regulatórias da Unidade, sendo que quem esteve à frente desse processo foi a chefe adjunta de Administração Erica Bonin. Entre eles, foi realizada a regulação fundiária da Unidade e o registro das áreas experimentais no Cadastro Ambiental Rural (CAR). Além da implementação da área de gestão ambiental para regularizar os passivos e definir procedimentos para o acompanhamento das demandas da área. Foram renovadas licenças de resíduos sólidos.

Também houve a reestruturação de laboratórios que passou a trabalhar por processos e não por disciplinas, foi feito o recapeamento asfáltico, a ligação da rede de coleta à Sanesul, a construção da cerca de alambrado em Dourados e Ponta Porã. Houve a criação do Núcleo de Convênios e Contratos, não só administrativos, mas de pesquisa e de transferência de tecnologia, e reforma de prédios de campos experimentais. “Houve uma série de desafios e nós, mesmo na condição de escassez de recurso, conseguimos dar conta das principais demandas”, pontuou.

Citou algumas feiras agropecuárias que participaram como a Feira de Sementes Crioulas de Juti, Showtec, Dinapec e falou sobre a Tecnofam (Tecnologias para a Agricultura Familiar), promovida e realizada com parceiros. Na última edição, a Tecnofam contou com mais de 2800 participantes, 68 municípios presentes, vindos também do Paraguai e da Bolívia. Além disso, lembrou que MS é o estado com a segunda maior população de indígenas e são produtores. E pensando nesse público, junto com a Embrapa Pantanal, realizaram, em Miranda, a Agroecoindígena.

“Foi muito gratificante estar à frente da Embrapa Agropecuária Oeste. Gostaria de agradecer muito à diretoria da Embrapa, com todos os presidentes do qual convivi e todas as secretarias e departamentos da Sede, aos demais chefes gerais das outras Unidades; aos meus chefes adjuntos eu devo muito a vocês. Confio muito no Dr. Harley e a todos os empregados da Embrapa Agropecuária Oeste. Foi um período difícil, mas sempre contei com o auxílio de todos. Agradecer à minha família que esteve comigo em todos os momentos, à Maria do Rosário [Teixeira], amiga de longa data. É o exemplo da pessoa que fala o que às vezes você não quer escutar. Sou muito grato à Maria do Rosário. Prezo muito pelo comprometimento, justiça, ética, moral, que vejo na Dagmar. E com isso estendo esses agradecimentos a todos os empregados. Volto agora à pesquisa. Já estamos em alguns projetos. Harley, quero desejar a você votos de muito sucesso. Você tem capacidade, está com a melhor equipe para te acompanhar. Levando a agricultura aonde ela precisa estar. Paciência, tolerância e sabedoria no caminho que vocês vão encontrar pela frente”, finalizou.

Harley Nonato de Oliveira

“Desde 2013, logo que foi selecionado para chefia geral, Dr. Guilherme me fez o convite a assumir a chefe adjunta de Pesquisa & Desenvolvimento. Muito mais que trabalho, construímos uma amizade. Agradeço os ensinamentos, e toda a confiança. Inclusive, no momento que precisou se ausentar e me indicou para a interinidade. Agradeço ao presidente Celso Moretti e aos diretores que não só confiaram em mim ao me confirmar a interinidade, mas a condução para ser chefe geral. Agradecer especialmente aos meus chefes adjuntos. Vale reforçar que passamos juntos que jamais imaginávamos que estaríamos enfrentando: a pandemia. Com certeza, a nossa cumplicidade e o respeito com que nos tratamos, nos ajudam a estar passando por esse momento de forma tranquila e serena. E agradeço por terem aceito a continuar juntos nessa nova fase”, iniciou sua fala, Harley Nonato de Oliveira, o novo chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste.

Agradeceu também os analistas, assistentes, técnicos e pesquisadores por verem novas formas de cumprir a missão da Embrapa, que é viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para sustentabilidade da agricultura em benefício da sociedade brasileira. Reconheceu a interação que se tem com a diretoria, com o presidente e com as outras Unidades da Embrapa. “A facilidade do diálogo, de poder dividir, poder agregar. Somos diferentes, mas somados nos tornamos extremamente fortes”.

Agradeceu ao Rui Rezende Fontes, chefe de gabinete da presidência da Embrapa, responsável pela seleção da Embrapa Agropecuária Oeste e em seu nome a todos os que contribuíram com o processo.

Emocionado, agradeceu à sua esposa Melissa, ao seu filho Stephano, “por toda compreensão, todo o apoio e incentivo. No dia da audiência pública as datas conspiraram a favor e se deu no dia do aniversário nos 48 anos da Embrapa. E hoje tomo posse no dia do aniversário de 18 anos do meu único filho. São datas importantes e que se misturam”, relatou Oliveira.

“Hoje eu tenho a honra de estar assumindo a chefia geral da Embrapa Agropecuária Oeste. Essa Unidade que foi criada há 46 anos. Apenas dois anos após a criação da Embrapa, essa Unidade de Pesquisa estava sendo instalada em Dourados. Na época, ainda, estado de Mato Grosso. E com parceiros ajudou a fazer a revolução na agricultura brasileira, transformando o Cerrado de solos pobres em solos férteis, auxiliando na tropicalização de culturas. Desde o início preocupada com sistemas sustentáveis”, contou.

“É muito importante e temos que reconhecer os desafios enfrentados, o caminho percorrido e o engajamento de todos os colegas, as vitórias conquistadas e as derrotas que nos fizeram corrigir a rota nesses 46 anos. Não podemos esquecer de todos que trabalharam e passaram por esse desafio”. Como forma de homenagear todos esses empregados, Oliveira nomeou os ex-chefes do Centro de Pesquisa: Geraldo Augusto de Melo Filho, José Ubirajara Garcia Fontoura, Delmar  Pöttker, Décio Luiz Gazzoni, Olavo Roberto Sônego, Mário Artemi Urchei, Fernando Mendes Lamas e Guilherme Lafourcade Amus

Homenageou o colega Manoel Galdino, o qual dos 46 anos da Unidade esteve presente em mais de 45 anos. “Sempre com espírito colaborador e com sorriso. E sempre nos recebia de braços abertos. Ele nos deixou na última semana e fica aqui o nosso reconhecimento, nosso carinho a todos os seus familiares. E, ao homenageá-lo, também gostaríamos de homenagear a todos aqueles que fizeram parte dessa história e que não estão mais aqui conosco”.

O chefe geral finalizou: “Essa história precisa continuar a ser escrita e hoje eu chamo cada um dos 123 empregados para que juntos possamos continuar a escrever mais um capítulo e fazer a nossa história. Todos nós temos nossas competências e responsabilidades.  Cabe a nós construirmos pontes ligando desafios a oportunidades para desenvolver uma agricultura cada vez mais sustentável. Queremos ficar mais próximos de nossos parceiros, disponibilizando nossos ativos, buscando soluções para os principais gargalos, agregando esforços e competências. ”

Adriana Regina Martin

A diretora executiva de Inovação e Tecnologia, Adriana Regina Martin, agradeceu o pesquisador Guilherme Asmus pelo seu empenho e dedicação. E o Harley Nonato, que assumiu como interino e agora foi selecionado para atuar como chefe geral desta Unidade. Cumprimentou também os chefes adjuntos. “Desejo uma excelente gestão. A Embrapa Agropecuária Oeste é uma das dez Unidades do Centro-Oeste. É uma importante Unidade, que completou 46 anos, iniciou desenvolvendo diversas culturas do Cerrado brasileiro. É uma Unidade de grande importância localmente, para o estado e para o País. Tem contribuído muito com a pesquisa e inovação de nosso País e certamente continuará contribuindo”, comentou.

Celso Moretti

O presidente da Embrapa agradeceu o trabalho feito pelo Guilherme quando chefe geral. “Não é simples, não é trivial, não é fácil, mas precisamos de pessoas que estejam imbuídas desse espírito público, estejam motivados para assumir esse tipo de desafio. ”  Deu as boas-vindas ao Harley Nonato de Oliveira, chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste “ que, nesse ato, toma posse à frente da Embrapa Agropecuária Oeste”. E cumprimentou os chefes adjuntos da Unidade da Embrapa em Dourados. “Desejo muito sucesso, muita força, paciência, perseverança e resiliência para seguir conduzindo os caminhos da Unidade”, falou o presidente da Embrapa.

Moretti apresentou alguns dados da agropecuária, como o crescimento do PIB em 24% em 2020, a exportação para mais de 180 países, “e já alimentamos 800 milhões de pessoas. Mas nem sempre foi assim. Houve a transformação dos solos ácidos em solos férteis do Cerrado, a tropicalização da agricultura brasileira.” Citou o trigo tropical chegando aos Cerrados, com mais de 250 mil hectares de trigo produzidos no Cerrado de Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal.

“É uma plataforma sustentável, com agricultura de baixo carbono. A sustentabilidade impulsionando o agro brasileiro. A agricultura de baixo carbono está no centro de nossa Agenda. É muito importante dizer que o mundo todo está perseguindo essa economia de baixo carbono. Alguns já falam em uma economia neutra em carbono. A Embrapa já avançou nessa agenda, disponibilizou em 2019 a Carne Carbono Neutro. Os países estão fazendo seus compromissos de se tornarem economia carbono neutro até 2060, como é o caso da China. Até 2050, como é o caso do Brasil, da Austrália e dos Estados Unidos, e algumas companhias colocando metas até 2040, como é o caso da BRF, da JBS e Nestlé”, exemplificou.

O presidente Moretti destacou alguns dos trabalhos da Embrapa Agropecuária Oeste que contribuíram e contribuem com a agropecuária. “Primeiro, a contribuição que a Unidade vem dando ao longo dos anos com o Sistema Plantio Direto no Cerrado, mas em outras regiões também. Em Mato Grosso do Sul, a Agropecuária Oeste é pioneira na adaptação e consolidação dessa forma de se plantar, em que se mantém aprisionado o carbono no solo, mantém a umidade do solo, reduz a erosão, e contribui para a mitigação dos gases de efeito estufa”, disse.

Falou também dos trabalhos de Integração Lavoura-Pecuária que a Unidade pesquisa, citando o Sistema São Mateus como um dos exemplos, por ser um sistema que permite a produção de carne e grãos em solos arenosos. “Hoje já temos 17 milhões de hectares de ILPF no Brasil, sendo 85% disso com ILP, mas as áreas com componente florestal vêm crescendo”.

Outra pesquisa lembrada por Moretti são as ações da Embrapa Agropecuária Oeste em Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para as culturas de soja, milho, cana-de-açúcar, algodão e melancia. “O ZARC é um sistema que os bancos utilizam, o ZARC faz parte do Plano Safra. Se não fosse esse trabalho da Embrapa, não seria possível saber o que, quando, como, onde plantar no Brasil de forma competitiva e sustentável.” Lembrou das ações da Unidade para a agricultura familiar, como a Tecnofam, Feira de Tecnologias e conhecimentos para a agricultura familiar, prometendo estar presente na próxima edição.

Indicou à nova chefia que busque parcerias com outras Unidades e com o setor produtivo para que tenham ações sinérgicas e possam cumprir a Agenda da Unidade.

Em 24 meses de gestão do Presidente Moretti, já foram realizadas 22 seleções para chefes gerais de Unidades e dez processos abertos. “Isso mostra que estamos em constante movimento. É uma estratégia de renovação do quadro de gestores, de levar a Embrapa cada vez mais próxima ao agro brasileiro, é parte de ajustes que estamos fazendo na empresa para seguirmos relevantes e estratégicos”.

Finalizou dizendo ao chefe geral Harley e aos chefes adjuntos que “façam o que a Embrapa Agropecuária Oeste precisa, o que a sociedade brasileira precisa”.

Fonte: Embrapa Agropecuária Oeste

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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