Avicultura
Embarques de genética avícola crescem 2,8% em 2024
Receita gerada pelos embarques chegou a US$ 238,2 milhões em 2024, saldo 0,8% menor na comparação com o total exportado em 2023, com US$ 240 milhões.

As exportações brasileiras de genética avícola, incluindo pintos de um dia e ovos férteis, cresceram 2,8%, alcançando 27.229 toneladas em 2024, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em 2023, os embarques de genética chegaram a 26.479 toneladas.
A receita gerada pelos embarques chegou a US$ 238,2 milhões em 2024, saldo 0,8% menor na comparação com o total exportado em 2023, com US$ 240 milhões.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Graças ao status sanitário brasileiro, o setor de genética avícola nacional vem apoiando países que enfrentaram situações sanitárias ou que estão recompondo seus plantéis com genética de alta qualidade” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural
No mês de dezembro, os embarques de genética avícola chegaram a 1.958 toneladas, número 24,3% menor em relação ao mesmo período de 2023, com 2.586 toneladas. Já a receita dos embarques cresceu 5,1%, com US$ 21,2 milhões obtidos em dezembro de 2024, contra US$ 20,2 milhões no mesmo período de 2023.
O México fechou o ano como principal importador de genética avícola do Brasil, com 9.378 toneladas entre janeiro e dezembro, número 30,6% menor em relação a 2023. Em seguida estiveram Senegal, com 4.608 toneladas (+22,1%), Venezuela, com 3.909 toneladas (+521,1%), África do Sul, com 3.459 toneladas (+45,7%) e Paraguai, com 2.634 toneladas (-4%). “Graças ao status sanitário brasileiro, o setor de genética avícola nacional vem apoiando países que enfrentaram situações sanitárias ou que estão recompondo seus plantéis com genética de alta qualidade. Neste contexto, novamente o setor fechou o ano com desempenho positivo e boas expectativas para o ano de 2025”, avalia o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Avicultura
Queda do frango vivo reduz poder de compra do avicultor paulista
Após quatro meses consecutivos de perdas, produtor consegue adquirir menos milho e farelo de soja, apesar do ritmo recorde das exportações brasileiras.

Os recuos nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem consolidar o quarto mês consecutivo de perda no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, conforme apontam pesquisadores do Cepea.
Até o dia 25, o frango registra o menor patamar real desde maio de 2024, considerando série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro de 2026. No mesmo período, os preços médios do milho permanecem praticamente estáveis, enquanto os do farelo de soja apresentam leve alta.
Em São Paulo, a média do frango vivo está em R$ 5,04 por quilo nesta parcial de fevereiro, recuo de 2,1% frente a janeiro. Segundo o Cepea, o ritmo recorde das exportações da proteína brasileira tem ajudado a conter uma desvalorização mais intensa no mercado interno.
Com a atual relação de troca, o produtor paulista consegue adquirir 4,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango, volume 1,9% inferior ao de janeiro. No caso do farelo de soja, a compra possível é de 2,73 quilos por quilo de ave comercializada, queda de 2,6% na mesma comparação.
Avicultura
Ovos sobem mais de 36% e fortalecem relação de troca com milho e soja
Com a venda de uma caixa, produtor passa a adquirir até 147 quilos de milho e mais de 90 quilos de farelo em São Paulo.
Avicultura
Rio Grande do Sul realiza em março 2º Fórum Estadual de Influenza aviária
Encontro vai reunir em Montenegro o setor avícola para discutir prevenção e contingência após registros recentes da doença na Argentina e no Uruguai.

O município gaúcho de Montenegro, no Vale do Caí, vai sediar no dia 17 de março, a partir das 13h30, o 2º Fórum Estadual de Influenza aviária – Prevenção e Contingência. O evento será realizado no Teatro Roberto Atayde Cardona e reunirá lideranças do setor, técnicos e produtores rurais para debater estratégias de biosseguridade e resposta sanitária.
As inscrições para o fórum são gratuitas e podem ser realizadas clicando aqui.
A iniciativa é organizada pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi), em parceria com a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).
O objetivo é promover a troca de experiências e reforçar protocolos de prevenção diante do cenário sanitário regional. Neste mês, foram confirmados focos da doença em aves comerciais na Argentina e em aves silvestres no Uruguai, o que acendeu o alerta no setor.
De acordo com a médica-veterinária Alessandra Krein, do Programa de Sanidade Avícola do DDA, o momento exige vigilância máxima. “Com os registros recentes nos países vizinhos, o momento se torna propício para a sensibilização máxima do setor avícola. Não podemos aliviar nas medidas de biosseguridade”, afirmou.





