Suínos
Embarques de carne suína crescem 9,7% em 2015
O bom ano se confirma no saldo das exportações em Reais. Ao todo, foram R$ 4,3 bilhões em 2015, 14,3% a mais que no ano anterior.
Levantamentos feitos pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) acumularam crescimento de 9,7% em 2015 na comparação com o ano anterior, chegando a 555,1 mil toneladas embarcadas nos doze meses do ano.
Com este resultado, o setor manteve uma média mensal de embarques de 45,5 mil toneladas. Somente no mês de dezembro, foram 46,3 mil toneladas exportadas, volume 17,6% superior ao registrado no décimo segundo mês de 2014.
"Os volumes embarcados em dezembro superaram nossos indicativos iniciais para o mês. Isto aponta para um ano novo com fluxos positivos, visto que temos, agora, novas plantas habilitadas para a China e a expectativa de viabilização dos embarques para a Coreia do Sul, somadas aos fortes negócios que já mantemos com o Leste Europeu e mercados da Ásia, da América do Sul e da África", destaca Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.
O bom ano se confirma no saldo das exportações em Reais. Ao todo, foram R$ 4,3 bilhões em 2015, 14,3% a mais que no ano anterior. Por mês, em média, foram R$ 359,6 milhões. Em dezembro, este resultado chegou a R$ 317,1 milhões, saldo 12,1% superior ao registrado no mesmo período de 2014.
Já na receita cambial, houve retração de 20,4% no saldo acumulado do ano, chegando a US$ 1,279 bilhão – uma média de US$ 106,5 milhões por mês. Em dezembro, o saldo foi de US$ 81,9 milhões, 23,6% menor que o mesmo mês de 2014.
Destino de 44,6% das exportações brasileira de carne suína em 2015 (excluindo-se os embutidos), a Rússia importou 243,6 mil toneladas no ano, volume 30,6% superior ao registrado em 2014. Em receita, a representatividade russa foi ainda maior: 51,2% do total, chegando a US$ 649,7 milhões (-19,8% em relação ao ano anterior).
Para Hong Kong, segundo maior importador de carne suína brasileira (22,6% do total), foram embarcadas 123,7 mil toneladas (excluindo-se os embutidos) em 2015, resultado 11,6% superior ao registrado em 2014. Em receita, os embarques para Hong Kong chegaram a US$ 238,2 milhões (18,8% do total), resultado 14,6 inferior ao alcançado no ano anterior.
Dentre os países com maior crescimento no ano passado, destaca-se a Venezuela, destino de 9,9 mil toneladas de carne suína do Brasil, número 143% superior ao obtido em 2014. "Outro destaque foi a China, que habilitou recentemente mais duas plantas frigoríficas brasileiras. Para lá, foram embarcadas 5,2 mil toneladas no ano passado, 520% a mais que no ano anterior", destaca o vice-presidente de suínos da ABPA, Rui Eduardo Saldanha Vargas.
Fonte: ABPA

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.






