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Embarques de carne de frango crescem 6,6% em julho

Em receita, as vendas do setor nos sete primeiros meses do ano chegam a US$ 6,027 bilhões, desempenho 7,2% maior que o total registrado em 2022, com US$ 5,620 bilhões. 

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram que as exportações brasileiras de carne de frango, considerando todos os produtos, entre in natura e processados, totalizaram 432,1 mil toneladas em julho. O número supera em 6,6% o volume embarcado no sétimo mês de 2022, com 405,3 mil toneladas.

A receita gerada pelos embarques chegou a US$ 858,7 milhões, número 3,7% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, com US$ 892 milhões.

No acumulado do ano (janeiro a julho), as exportações de carne de frango totalizaram 3,061 milhões de toneladas, volume 8,2% maior que o saldo registrado em 2022, com 2,828 milhões de toneladas.

Em receita, as vendas do setor nos sete primeiros meses do ano chegam a US$ 6,027 bilhões, desempenho 7,2% maior que o total registrado em 2022, com US$ 5,620 bilhões.

Principal destino das exportações de carne de frango do Brasil, a China importou 50,8 mil toneladas no mês de julho, número 35% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Em seguida vieram os Emirados Árabes Unidos importaram 46,4 mil toneladas (+23%) e Japão, com 37,5 mil toneladas (+7%).  Também foram destaque no mês as vendas para a África do Sul, com total de 25,7 mil toneladas (+73%).

“O fluxo para os principais mercados da carne de frango do Brasil segue em ritmo positivo e com perspectiva de saldos históricos. Temos registrado embarques mensais médios acima de 435 mil toneladas e receita mensal acima de US$ 860 milhões. São números que confirmam as expectativas da ABPA para o ano”, ressalta o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Maior exportador do Brasil, o Paraná embarcou 179,3 mil toneladas em julho, número 14,6% maior em relação ao mesmo período de 2022. Em segundo lugar, Santa Catarina exportou 90,3 mil toneladas (+3,4%). Em seguida, vieram Rio Grande do Sul, com 63,8 mil toneladas (+3,5%), São Paulo, com 23 mil toneladas (-3,1%), Goiás, com 18,9 mil toneladas (+12,9%) e Mato Grosso do Sul, com 13,5 mil toneladas (-1,7%).

Fonte: Assessoria ABPA

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Espaço Impulso amplia estrutura e se consolida como polo de inovação no Show Rural Coopavel 2026

Hub revitalizado chega a 800 m², reúne startups, empresas e especialistas ao longo da feira e concentra debates, rodadas de negócios e apresentações de tecnologias voltadas ao agronegócio.

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Foto: Coopavel

O Espaço Impulso será um dos polos de inovação do 38º Show Rural Coopavel, que acontecerá de 09 a 13 de fevereiro, em Cascavel, no Oeste do Paraná. Com uma programação intensa ao longo de toda a semana, o ambiente vai concentrar debates, conexões e a apresentação de soluções tecnológicas voltadas ao agronegócio, reunindo startups, empresas, produtores, cooperativas e especialistas de diferentes áreas.

Um dos pontos altos da programação será a reinauguração do hub de inovação, que passa por revitalização e tem sua área física mais que dobrada – chegará aos 800 metros quadrados, com novas salas, ambientes para reuniões e mais espaço no auditório para eventos e apresentações. A entrega oficial, com a presença de autoridades, está agendada para as 9h30 da segunda-feira, 09 de fevereiro.

A ampliação do Espaço Impulso resulta de parceria estratégica entre a Coopavel e o Itaipu Parquetec, fortalecendo ainda mais o ecossistema de inovação que funciona durante todo o ano e que atinge seu auge durante o Show Rural, quando o fluxo de visitantes e a vitrine de tecnologias se intensificam.

Conforme o coordenador de Inovação Kleberson Angelossi, a reinauguração representa um avanço importante. “O Espaço Impulso funciona o ano todo, mas o Show Rural é o momento em que conseguimos apresentar, de forma ampla e concentrada, inúmeras inovações e soluções ao campo. Com o aumento da metragem da estrutura, estamos recebendo novas startups e fortalecendo ainda mais esse ambiente de conexões, negócios e desenvolvimento para o agronegócio”.

Atividades

A programação incluirá a realização de Fórum de Inovação no Agro com foco em marketing e a partir da terça-feira, 10, as atividades passarão a seguir uma agenda temática bem definida. Pela manhã, os debates serão voltados à suinocultura, enquanto que no período da tarde será a avicultura. Uma das palestras mais aguardadas está agendada para às 14h15 da terça-feira sobre O que a sociedade espera das novas gerações e como elas deverão se preparar para atuar na agroindústria, com o professor-doutor Mário Penz.

Na quarta-feira, a programação da manhã será dedicada à agricultura, com a participação de empresas e especialistas apresentando soluções e tecnologias para o campo. À tarde, os debates se concentrarão na pecuária, com temas relacionados à bovinocultura de corte e de leite. Ainda na quarta, às 16h, o Espaço Impulso promoverá uma rodada de negócios, reunindo empresas parceiras em encontros previamente organizados para estimular conexões estratégicas e a geração de novos negócios dentro do ecossistema de inovação.

A quinta-feira, 12, será marcada por assuntos específicos, com destaque para a piscicultura, além de temas variados voltados à inovação no agronegócio. Já na sexta-feira, 13, pela manhã, o Espaço Impulso realizará um dos momentos mais aguardados da programação: uma batalha de pitches, integrando cerca de 25 startups que vão apresentar suas soluções a uma banca de avaliadores formada por representantes de ambientes de inovação do Iguaçu Valley. As melhores apresentações serão premiadas com valores em dinheiro.

Com uma agenda diversificada e estratégica, Kleberson Angelossi destaca que o Espaço Impulso reforça o seu papel como um ambiente estratégico para impulsionar ideias, conectar pessoas e transformar inovação em resultados concretos para o agronegócio brasileiro. O tema do 38º Show Rural Coopavel será A força que vem de dentro. A expectativa é de atrair entre 360 mil e 400 mil visitantes. Acesso ao parque e uso de vagas de estacionamento são gratuitos. Informações gerais sobre o evento podem ser encontradas no www.showrural.com.br no ícone Notícias Show Rural.

Fonte: Assessoria Coopavel
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Agronegócio do Tocantins fecha 2025 com crescimento e VBP de R$ 22,4 bilhões

As cinco principais atividades somam a vasta maioria do faturamento, com destaque para soja, bovinos e milho.

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Foto: Divulgação

O agronegócio do Tocantins encerra o ciclo de 2025 com um desempenho nominal positivo, atingindo um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 22.413,46 milhões. O montante representa um crescimento de 8,48% em relação aos R$ 20.661 milhões registrados em 2024. Embora o avanço sinalize uma expansão da atividade produtiva local, o estado ocupa a 13° posição no ranking nacional de faturamento agropecuário entre as unidades federativas listadas, representando apenas 1,59% do VBP total do Brasil.

Enquanto o Tocantins cresceu cerca de 8,5%, o cenário nacional apresentou uma aceleração mais contida, porém em escalas monumentais. O VBP do Brasil saltou de R$ 1.233.003,50 milhões em 2024 para R$ 1.412.203,57 milhões em 2025, uma alta de 14,5%.

Este dado revela um “descolamento” importante: apesar de o Tocantins estar em uma trajetória ascendente, o ritmo de crescimento do estado ficou seis pontos percentuais abaixo da média nacional. Enquanto o país expandiu sua riqueza no campo de forma robusta, o Tocantins mantém uma participação marginal (apenas 0,01% do VBP de determinados produtos específicos em âmbito nacional), evidenciando que a dinâmica econômica do estado ainda não acompanha a tração das grandes potências agrícolas como Mato Grosso e Paraná.

A economia rural tocantinense permanece fortemente concentrada. As cinco principais atividades somam a vasta maioria do faturamento, com destaque para o complexo soja-carne.

  1. Soja: Líder absoluta com R$ 9.659,3 milhões. Comparado aos R$ 8.955,2 milhões de 2024, a cultura cresceu 7,8%, consolidando-se como o motor do estado.

  2. Bovinos: O setor pecuário faturou R$ 6.841,7 milhões, uma alta de 9,9% frente aos R$ 6.223,5 milhões do ano anterior.

  3. Milho: Registrou R$ 2.553,5 milhões, um crescimento de 4,9% em relação aos R$ 2.433,4 milhões de 2024.

  4. Arroz: Apresentou um dos saltos mais expressivos, saindo de R$ 863,1 milhões para R$ 1.053,2 milhões (+22%).

  5. Cana-de-Açúcar: Estabilizou-se em R$ 489,6 milhões, com leve alta sobre os R$ 478,5 milhões anteriores.

O setor de aves e ovos, mostra comportamentos distintos. O VBP de Frangos subiu de R$ 347,2 milhões para R$ 360,3 milhões (+3,7%). Já a produção de Ovos teve um crescimento mais robusto de 8,8%, atingindo R$ 317,8 milhões. O setor de Leite também avançou, saindo de R$ 253,5 milhões para R$ 272,2 milhões. O Trigo, por sua vez, não possui expressão estatística nos dados do estado.

Histórico

O gráfico de evolução histórica (2018–2025) revela uma curva ascendente consistente. Em 2018, o VBP era de R$ 11.621 milhões. O valor atual de R$ 22.413 milhões representa uma expansão de 92% em sete anos.

Entretanto, a análise técnica sugere um crescimento de caráter misto. Embora haja ganho de área e produtividade (visto no salto de 2020 para 2021), a manutenção da última posição no ranking nacional e a forte dependência de apenas dois produtos (soja e bois, que compõem 65% das lavouras e 35% da pecuária no estado, respectivamente) indicam que o crescimento é, em grande parte, impulsionado pela valorização das commodities no mercado global (valor nominal), e menos por uma mudança na matriz produtiva regional.

Os dados revelam que o principal desafio estrutural do Tocantins não é a falta de crescimento, mas a escala e a diversificação. O estado opera em um modelo de alta concentração em commodities de exportação, o que o torna vulnerável a oscilações internacionais de preços. A base produtiva de pequeno valor agregado (frutas e culturas secundárias) ainda não possui peso suficiente para alterar a posição do estado no ranking nacional, mantendo-o como a menor economia agropecuária do país em termos de VBP total.

Fonte: O Presente Rural
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Clima e falhas de manejo explicam aumento da incidência de ferrugem-asiática da soja no Paraná

Condições mais úmidas, presença de plantas voluntárias e janela de semeadura antecipada favorecem a doença, exigindo atenção redobrada dos produtores no manejo fitossanitário.

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Foto: ANeto/Arquivo Embrapa

De acordo com o Consórcio Antiferrugem,  a safra de soja 2025/2026 conta com 144 registros de ferrugem-asiática da soja, uma das doenças mais severas para a cultura da soja: sendo 88 casos no Paraná, 44 no Mato Grosso do Sul, 5 no Rio Grande do Sul, 4 em São Paulo, 2 em Santa Catarina e 1 registro em Minas Gerais. Ao se comparar o mesmo período do ano passado, observa-se que o Paraná havia registrado 41 no início de janeiro. Portanto, o Paraná tem o dobro das ocorrências da safra passada. “O aumento no número de relatos não indica perda de controle da doença, mas sim que a ferrugem foi identificada na região e precisa ser manejada adequadamente. É um sinal de que há esporos circulando e de que o produtor precisa utilizar fungicidas com eficiência para o manejo da ferrugem.”, destaca a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja.

Na avaliação da pesquisadora, a maior ocorrência de relatos de ferrugem-asiática da soja na região Sul do Brasil está relacionada a maior sobrevivência de plantas voluntárias de soja na entressafra, à janela de semeadura, na região, e ao monitoramento da doença. A pesquisadora afirma que o clima mais úmido durante o inverno, no Sul, favorece a sobrevivência da soja voluntária — plantas que nascem espontaneamente após a colheita — e, consequentemente, do fungo causador da ferrugem. “Com a ocorrência de chuvas no inverno, há maior sobrevivência da soja voluntária, na qual o fungo acaba se mantendo”, explica. “No Cerrado, onde o inverno é mais seco, essa sobrevivência é menor”, diz a pesquisadora.

Foto: Fernando Dias/Ascom Seapi

O vazio sanitário, período de 90 dias em que é proibido semear soja –  determina a eliminação das plantas de soja. “Mesmo assim, há presença significativa dessas plantas em meio a outras lavouras na região Sul, o que contribui para a manutenção da doença”, diz. Outro fator apontado pela pesquisadora é a janela de semeadura. “Estados como o Paraná iniciam o plantio já no dia 1º de setembro, assim como regiões do Paraguai. Quanto mais cedo se semeia, mais cedo a ferrugem começa a aparecer, principalmente quando há proximidade com fontes de inóculo”, afirma Cláudia.

Além disso, o número elevado de relatos no Sul também está ligado à metodologia de registro. Os dados do Consórcio Antiferrugem são contabilizados por município, e o Paraná, por exemplo, possui um número maior de municípios em comparação a outros estados. “Os registros são voluntários e dependem da atuação de técnicos e agrônomos em campo. E as regiões com forte presença de cooperativas, como ocorre no Paraná, acabam apresentando maior número de notificações”, explica Cláudia.

No Centro-Oeste brasileiro, por outro lado, a colheita se aproxima e a ferrugem tende a causar menos impacto. “Os produtores estão conseguindo maior “escape” da doença. Porém, nessa região, outras enfermidades, como a mancha-alvo, têm maior relevância econômica”, ressalta Cláudia.

Orientações ao produtor

Com o avanço da resistência do fungo causador de ferrugem-asiática aos fungicidas há a necessidade do uso de produtos multissítios em associação. Esses fungicidas atacam o fungo em múltiplos pontos do seu metabolismo simultaneamente, por isso, o risco de o fungo desenvolver resistência a eles é mais baixo. “Essa estratégia é fundamental para aumentar a eficiência do controle e prolongar a vida útil dos fungicidas disponíveis”, afirma.

Os produtores podem baaixar o aplicativo do Consórcio Antiferrugem na Google Play e Apple Store e acompanhar os dados do Consórcio Antiferrugem.  A eficiência dos fungicidas disponíveis no mercado pode ser consultada no aplicativo “Classificação de eficácia de fungicidas químicos e biológicos: módulo soja” no site da rede de fitossanidade tropical (RFT), com informações baseadas em ensaios cooperativos de quatro safras. As circulares técnicas com ensaios detalhados para ferrugem-asiática são disponibilizadas no site da RFT.

A publicação Eficiência de fungicidas para o controle da ferrugem-asiática da soja, Phakopsora pachyrhizi, na safra 2024/2025: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos traz informações atualizadas para colaborar com a estratégia de manejo dos produtores.

Fonte: Assessoria Embrapa Soja
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