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Embaixadores conhecem a capacidade produtiva da agroindústria paranaense

Representantes das embaixadas de El Salvador, Guatemala, Irã, Panamá e Reino Unido estiveram em Palotina, no Oeste do Estado, para visitar instalações onde são processados peixe e frango. Eles elogiaram a capacidade produtiva do Paraná.

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Representantes das embaixadas de El Salvador, Guatemala, Irã, Panamá e Reino Unido visitaram a C.Vale nesta terça-feira (22)

Representantes das embaixadas de El Salvador, Guatemala, Irã, Panamá e Reino Unido visitaram nesta terça-feira (09) a C.Vale, em Palotina, no Oeste do Paraná, com o objetivo de conhecer o processo de produção da cooperativa. A capacidade produtiva do Estado, com respeito ao meio ambiente e às normas sanitárias, foi bastante elogiada. Os convidados puderam acompanhar todo o processo industrial nas unidades de peixe e frango.

A visita foi acompanhada pelo secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “A vinda dos representantes desses países sinaliza para uma aproximação, para uma prospecção de mercado, e fortalece as relações comerciais para ampliar o nosso esforço de vender a produção paranaense para o mundo”, disse.

Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara: “A vinda dos representantes desses países sinaliza para uma aproximação, para uma prospecção de mercado, e fortalece as relações comerciais para ampliar o nosso esforço de vender a produção paranaense para o mundo” – Fotos: Evandro Fadel/SEAB

O presidente da C. Vale, Alfredo Lang, destacou a história de quase 60 anos da cooperativa que congrega pequenos, médios e grandes produtores. “Mas estamos muito focados nos pequenos”, salientou. “Uma das coisas que mais chama a atenção é que as comunidades tinham começado a esvaziar e ir para a cidade, mas agora acontece o inverso, eles moram nas comunidades, estão com mais conforto, com área pequena de terra, bem diversificada, bem explorada tecnicamente. O pequeno produtor ganha dinheiro”.

O embaixador do Panamá, Miguel Lecaro Bárcenas, que visitou o Paraná pela primeira vez, salientou o fato de Brasília ser uma cidade administrativa e diplomática, mas distante do Brasil de verdade. “É preciso sair de Brasília para conhecer o país, o Brasil trabalhador, o empreendedor, e este é um exemplo magnífico porque vemos produção com sanidade e também muito cuidado com o meio ambiente”, afirmou.

Segundo Bárcenas, a visita ao Paraná e à cooperativa representa uma grande oportunidade. “Oportunidade de aprendizagem, de intercâmbio, de comércio”, enumerou. Ele apresentou o Panamá como “plataforma logística muito importante”. “Qualquer empresa que estabelecer um ponto no Panamá não tem só o mercado do país, tem o mercado da América Central e do Caribe”, disse.

O diretor de Comércio da Embaixada do Reino Unido, Martin Maccombe, ressaltou a importância do Paraná no setor de agroindústria. O Estado é o maior produtor de frango e peixe do Brasil, e tem a segunda maior cadeia produtiva de suínos da Federação. “É importante estar aqui para ver as indústrias de produção, para ver a qualidade dos sistemas, o cuidado com o meio ambiente, ver como tudo funciona para dar mais confiança às pessoas de nosso país”, disse.

A ministra conselheira e encarregada de Negócios da Embaixada de El Salvador, Iveth Zoraida Pineda Panameño, acentuou o compartilhamento de experiências com o Estado do Paraná, onde o país instalou um Consulado Honorário. “Tentamos fazer parcerias em cultura, e precisamos seguir avançando porque o Estado tem grande experiência com a agricultura”, destacou. “Nosso país também está reativando a agricultura e esta visita é muito importante”.

O embaixador do Irã, Hossein Gharibi, afirmou que o Paraná e o Irã já têm uma boa relação comercial. Eles fornecem fertilizantes, e o Estado envia soja, milho, carne de boi e de frango. “As empresas iranianas estão sempre em contato com Paranaguá, e essa relação é importante”, disse.

C.Vale

A C.Vale é uma cooperativa agroindustrial com atuação no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Paraguai. Possui 182 unidades de negócios, mais de 25.500 associados e 13.300 funcionários. Destaca-se na produção de soja, milho, trigo, mandioca, leite, frango, peixe e suínos, e atua na prestação de serviços, com mais de 260 profissionais que dão assistência agronômica e veterinária aos associados.

Presenças

Também estiveram presentes a ministra conselheira da Embaixada da Guatemala, Lissete Ordoñez Saénz; a analista comercial da Embaixada do Reino Unido, Thaysa Caracas de Oliveira; o vice-chefe de missão do Panamá, Zuriany Zadday Rodriguez; e o assessor técnico da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Agricultura, Marco Túlio Santiago.

Fonte: AEN

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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Foto: Divulgação

O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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