Conectado com

Avicultura Opinião

Em tempos de pandemia, cuidados com biosseguridade na avicultura se tornam cada dia mais fundamentais

Independente do desafio sanitário, o controle do programa de biosseguridade é feito de acordo com a tendência atual do mercado

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por Eduardo Conte, médico veterinário e especialista em Saúde Animal

Nos últimos anos foi possível observar no sistema de produção intensivo de proteína animal, no Brasil e no mundo, um aumento significativo das pressões nos aspectos e desafios sanitários. Um exemplo da história recente é o advento da Influenza Aviária, em 2006, quando o vírus se adaptou ao homem transformando-se em um problema mundial de caráter emergencial e zoonótico.

Esse vírus, em função principalmente da movimentação das aves migratórias da Ásia, assim como dos indivíduos de uma região a outra, causou um risco pandêmico para o mundo, motivo pelo qual as autoridades sanitárias de produção animal adotaram medidas mais rigorosas para controle de pessoas e programas de isolamento. Nesse sentido, o Brasil ganhou destaque.

Isso porque, desde o surgimento do primeiro quadro até hoje, o Brasil não registrou nenhuma incidência da enfermidade, evidenciando a qualidade do sistema de controle de produção e das medidas de biosseguridade e segurança adotadas no país.

Além disso, outras espécies animais, ao longo desses últimos anos, têm sofrido com situações nas quais a pressão viral tem comprometido tanto os aspectos financeiros quanto zootécnicos da produção animal. Recentemente o Senecavírus causou danos no mercado de suinocultura, com perdas econômicas também no Brasil, no entanto, a rápida ação de todas as entidades envolvidas para a execução das medidas de segurança tem surtido efeito, e o controle efetivo na área de produção animal diminuiu o impacto.

Independente do desafio sanitário, o controle do programa de biosseguridade é feito de acordo com a tendência atual do mercado. Por exemplo, o Brasil, um grande exportador de proteína animal, segue principalmente a legislação do mercado Europeu, onde as normas de produção e controle de aditivos, com foco em qualidade, programas de melhorias de trabalho, bem-estar animal e ambiência, buscam oferecer ao consumidor final uma qualidade de proteína com custos competitivos e isentos de contaminantes e micro-organismos, assim como um melhor resultado econômico.

Nesse sentido, a avicultura brasileira cresceu e deve continuar crescendo, não só como um grande produtor global, mas principalmente como um país referência na exportação de carne segura para diversos países do mundo. Parte do sucesso desse trabalho está relacionado aos protocolos de controle de biosseguridade e biossegurança estabelecidos no Brasil.

Biosseguridade e biossegurança no sistema de produção

Dentro do sistema produtivo é importante saber diferenciar a biosseguridade da biossegurança, embora ambas tenham finalidades semelhantes, na prática são bem diferentes.

A biosseguridade engloba tudo o que é desenvolvido em termos de produção animal e vegetal para minimizar os riscos da entrada de patógenos no sistema produtivo. Esse sistema de controle com programas de biosseguridade trazem normas mais flexíveis e tem a premissa de melhorar a saúde animal e das plantas, assumindo alguns riscos no sistema de produção.

O programa de biosseguridade se caracteriza por um conjunto de regras de manejo, protocolos e procedimentos que são destinados à redução de risco de entrada ou a disseminação de doenças. Em produção animal, ele visa uma melhor eficiência na produção, com uma redução de riscos e melhora nos custos de produção.

Quando falamos em programa de biossegurança, ele é direcionado à saúde humana, as normas são permanentes e o risco é zero, ou seja, o indivíduo precisa estar 100% protegido. Esse tipo de protocolo é utilizado comumente em laboratórios de pesquisas com organismos geneticamente modificados, laboratórios de vacinas e medicamentos, sempre por indivíduos que trabalham em áreas de alto desafio sanitário, como é o caso dos profissionais da linha de frente da Covid-19.

Criar barreiras protetivas para a produção animal é o foco de um programa de biosseguridade, a avicultura de corte brasileira é hoje referência em programas dessa categoria. Tanto os mercados de postura comercial e suinocultura apresentaram investimentos nessa área nos últimos anos, assim como a produção de camarão, peixes e agrícola.
Um ponto importante do programa de biosseguridade é, portanto, a redução da pressão de infecção, ou seja, a carga infectiva de um determinado ambiente, de forma que ele consiga obter resultados econômicos e zootécnicos com baixo risco de contaminação.

Fonte: Assessoria

Avicultura

Queda do frango vivo reduz poder de compra do avicultor paulista

Após quatro meses consecutivos de perdas, produtor consegue adquirir menos milho e farelo de soja, apesar do ritmo recorde das exportações brasileiras.

Publicado em

em

Foto: Shutterstock

Os recuos nos preços do frango vivo ao longo de fevereiro devem consolidar o quarto mês consecutivo de perda no poder de compra do avicultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja, conforme apontam pesquisadores do Cepea.

Até o dia 25, o frango registra o menor patamar real desde maio de 2024, considerando série deflacionada pelo IGP-DI de janeiro de 2026. No mesmo período, os preços médios do milho permanecem praticamente estáveis, enquanto os do farelo de soja apresentam leve alta.

Em São Paulo, a média do frango vivo está em R$ 5,04 por quilo nesta parcial de fevereiro, recuo de 2,1% frente a janeiro. Segundo o Cepea, o ritmo recorde das exportações da proteína brasileira tem ajudado a conter uma desvalorização mais intensa no mercado interno.

Com a atual relação de troca, o produtor paulista consegue adquirir 4,47 quilos de milho com a venda de um quilo de frango, volume 1,9% inferior ao de janeiro. No caso do farelo de soja, a compra possível é de 2,73 quilos por quilo de ave comercializada, queda de 2,6% na mesma comparação.

Fonte: Assessoria Cepea
Continue Lendo

Avicultura

Ovos sobem mais de 36% e fortalecem relação de troca com milho e soja

Com a venda de uma caixa, produtor passa a adquirir até 147 quilos de milho e mais de 90 quilos de farelo em São Paulo.

Publicado em

em

Foto: Rodrigo Felix Leal

As fortes altas nos preços dos ovos registradas até o dia 25 de fevereiro elevaram o poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade: milho e farelo de soja. O movimento interrompe uma sequência de quedas que já durava cinco meses em relação ao cereal e sete meses no caso do derivado da oleaginosa, segundo pesquisadores do Cepea.

Em Bastos (SP), o ovo branco tipo extra, a retirar (FOB), apresentou média de R$ 147,98 por caixa com 30 dúzias nesta parcial de fevereiro, alta de 36,7% em comparação com janeiro. Para o ovo vermelho, a média foi de R$ 166,57 por caixa, avanço de 37% no mesmo comparativo.

Foto: Giovanna Curado

Com base no Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho, o produtor paulista conseguiu adquirir 131,22 quilos do cereal com a venda de uma caixa de ovos brancos ou 147,77 quilos com a comercialização de uma caixa de ovos vermelhos, volumes 36,7% e 37,1% superiores aos de janeiro, respectivamente.

No caso do farelo de soja negociado no mercado de lotes de Campinas (SP), o poder de compra também avançou. Com a venda de uma caixa de ovos brancos, o avicultor pôde comprar 80,27 quilos do insumo, enquanto com a caixa de ovos vermelhos foi possível adquirir 90,40 quilos. Os aumentos foram de 41,3% e 41,7%, respectivamente, frente ao mês anterior.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
Continue Lendo

Avicultura

Rio Grande do Sul realiza em março 2º Fórum Estadual de Influenza aviária

Encontro vai reunir em Montenegro o setor avícola para discutir prevenção e contingência após registros recentes da doença na Argentina e no Uruguai.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Asgav

O município gaúcho de Montenegro, no Vale do Caí, vai sediar no dia 17 de março, a partir das 13h30, o 2º Fórum Estadual de Influenza aviária – Prevenção e Contingência. O evento será realizado no Teatro Roberto Atayde Cardona e reunirá lideranças do setor, técnicos e produtores rurais para debater estratégias de biosseguridade e resposta sanitária.

As inscrições para o fórum são gratuitas e podem ser realizadas clicando aqui.

A iniciativa é organizada pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (DDA/Seapi), em parceria com a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

O objetivo é promover a troca de experiências e reforçar protocolos de prevenção diante do cenário sanitário regional. Neste mês, foram confirmados focos da doença em aves comerciais na Argentina e em aves silvestres no Uruguai, o que acendeu o alerta no setor.

De acordo com a médica-veterinária Alessandra Krein, do Programa de Sanidade Avícola do DDA, o momento exige vigilância máxima. “Com os registros recentes nos países vizinhos, o momento se torna propício para a sensibilização máxima do setor avícola. Não podemos aliviar nas medidas de biosseguridade”, afirmou.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.