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Em seu melhor momento, Cocamar completa 60 anos
Depois de fechar o exercício 2022 com o maior faturamento de sua história, de R$ 11,1 bilhões, e de distribuir um volume inédito de sobras superior a R$ 107 milhões no final do ano passado aos cooperados, a cooperativa segue em sua trajetória consistente de crescimento.

A Cocamar Cooperativa Agroindustrial comemora 60 anos de fundação, nesta segunda-feira (27), fazendo o que tem sido uma rotina nas suas atividades: conquistando recordes, como o recebimento de soja, que nessa safra será superior a 2 milhões de toneladas, mais que 33 milhões de sacas.
Depois de fechar o exercício 2022 com o maior faturamento de sua história, de R$ 11,1 bilhões, e de distribuir um volume inédito de sobras superior a R$ 107 milhões no final do ano passado aos cooperados, a cooperativa segue em sua trajetória consistente de crescimento.
“A safra atual trouxe um novo ânimo, sobretudo depois de ter enfrentado em 2021 uma forte frustração das safras de soja e de milho”, afirma o presidente executivo Divanir Higino, destacando que a Cocamar planeja faturar R$ 13,7 bilhões em 2023, registrando expansão sustentável em todas as suas áreas.
Praticamente metade da soja recebida é processada em seu parque industrial, situado em Maringá. O óleo de soja, um dos mais vendidos do país, é o carro-chefe da linha de varejo da cooperativa, que inclui cafés, bebidas à base de soja, néctares de frutas, molhos, farinha de trigo e outros itens. Nos próximos meses, essa lista será acrescida de carne bovina com marca própria.
A organização finaliza detalhes para oferecer aos cooperados a oportunidade de diversificarem seus negócios com a produção de outra proteína animal, peixes, a partir de um modelo inovador que dispensa a construção de represas e se baseia em reservatórios com recirculação de água.
“A inovação permeia a nossa história e é uma marca registrada da Cocamar”, pontua Higino, mencionando o pioneirismo, por exemplo, no sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF).
São cerca de 20 mil famílias de cooperados que mantêm seus negócios – em especial a produção de grãos – em diversas regiões dos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. “É para eles que trabalhamos, a cooperativa existe para apoiá-los em suas atividades para que obtenham o melhor resultado possível”, comenta.
Nesse sentido, é oferecida uma linha completa de insumos com as marcas de maior prestígio do mercado, que inclui a concessão de máquinas agrícolas John Deere. E, em suas indústrias, a Cocamar produz também fertilizantes foliares e adjuvantes, rações e suplementos minerais.
“Estamos impulsionando a agricultura de precisão, lançando mão das tecnologias mais avançadas, como a conectividade das máquinas e o uso de drones”, explica o presidente, salientando o esforço para o aumento da produtividade das lavouras, o que se dá, também, por meio da promoção de centenas de dias de campo, na soma de todas as regiões, envolvendo empresas parceiras, e a realização do Safratec, importante feira regional organizada pela Cocamar que, tradicionalmente em janeiro, inaugura o calendário técnico.
Nos últimos anos, para turbinar ainda mais seu crescimento, a cooperativa adquiriu diversas estruturas de recebimento de grãos, assim, ampliou de forma exponencial a sua rede de unidades, atualmente ao redor de 115 nos três estados e já avançando também em direção ao Mato Grosso e Goiás.
Nesta segunda-feira, a propósito dos 60 anos, um café da manhã deve reunir cooperados e seus familiares em todas as estruturas de atendimento. “Temos muito a comemorar e a agradecer pela confiança e por tantas conquistas”, completa Higino.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





