Conectado com

Notícias

Em parceria com iniciativa privada, Governo do Paraná discute agropecuária sustentável em Toledo

Vice-governador Darci Piana e representantes do Estado participaram do Seminário Agenda para o Desenvolvimento Regional Sustentável e da entrega do selo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte para duas agroindústrias da região.

Publicado em

em

O Governo do Estado e a iniciativa privada buscam novas iniciativas para o desenvolvimento sustentável na região de Toledo, no Oeste do Paraná. Um dos passos foi dado nesta segunda-feira (16) com o Seminário Agenda para o Desenvolvimento Regional Sustentável, no Centro de Eventos Ismael Sperafico, que teve a presença do vice-governador Darci Piana. “O Estado tem a preocupação de manter a sustentabilidade como princípio dos nossos negócios, principalmente na questão do agronegócio”, afirmou Piana. “Não poderíamos ficar ausentes de uma discussão tão importante para a região de Toledo. Por isso estamos aqui, para dar o suporte necessário para que tudo isso se concretize o mais rápido possível e todos saiam ganhando”, declarou.

Vice-governador do Paraná, Darci Piana, com o prefeito de Toledo, Beto Lunitti, e demais autoridades – Fotos: Fabio Ulsenheimer

O seminário faz parte do projeto Oeste Sustentável, que tem o objetivo de discutir e somar esforços para a implantação de um programa de gestão, tratamento e transformação dos dejetos e resíduos das atividades agropecuárias e da agroindústria da região, para a produção de biocombustíveis. O projeto é implementado em parceria de órgãos públicos com a iniciativa privada. “É uma atitude muito inteligente ter um movimento a favor da agricultura sustentável”, afirmou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, também presente ao evento.

Ele salientou que o Estado vem recebendo vários investimentos, o que garante crescimento na produção de proteínas animais. Isso exigirá mais energia e, ao mesmo tempo, haverá mais produção de biomassa passível de se transformar em bioenergia. “Nós precisamos aproveitar esses potenciais para termos agricultura sustentável com energia de qualidade”, disse.

Para o prefeito de Toledo, Beto Lunitti, os debates devem auxiliar a vencer os desafios colocados sobre o Brasil, o Estado e a região de Toledo de produzir alimentos para o mundo. “Vencer os desafios requer criação de eventos para o debate. É um momento em que o município, junto com o Estado do Paraná, promove uma ambientação para discutir esses avanços e, diante daquilo que se impõe como desafio, propor cenários de mudança e alteração para ampliar a produção de alimentos, com respeito ao ambiente”, destacou.

O seminário teve a presença de representantes do governo alemão, de agências bilaterais e de cooperação, além de empresários da Alemanha interessados em reaproveitamento de dejetos animais para uma economia sustentável.

O chefe da Chancelaria do Estado de Mecklenburg, Patrick Dahlemann, disse que seu estado também é um grande produtor de proteína animal e, em consequência, de dejetos.  “Mas esses dejetos, em vez de serem problemas, podem ser aproveitados para gerar biogás, e o biogás, por sua vez, pode ser transformado em outros derivados. É essa ideia que implementamos na Alemanha, que funciona bem há anos e que a gente gostaria de trazer e desenvolver mais no Brasil e, assim, proteger o clima”, propôs.

“Há muito nós temos um diálogo baseado na confiança. Portanto, não se trata de chegar aqui e tentar convencer as pessoas de uma tecnologia, mas de desenvolver algo juntos, sempre ouvindo e atendendo as necessidades concretas dos agricultores, pois isso significa melhorar a produtividade, aumentar e agregar valor à produção e melhorar a qualidade de vida de todos”, acrescentou Dahlemann.

Susaf

O vice-governador e o secretário da Agricultura e do Abastecimento participaram também da entrega do selo Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf) para duas agroindústrias: a queijaria Atami e a empresa Sabor D´Oeste, de embutidos e defumados. Com esse selo de sanidade, elas podem vender seus produtos em todo o território paranaense e não se restringir aos limites do município de origem.

O Susaf-PR foi criado por lei em 2013 e regulamentado em 2020. O programa é destinado especialmente à agroindústria familiar e às de pequeno porte. Os estabelecimentos interessados em obter o selo do Susaf/PR devem seguir os programas de autocontrole necessários, como limpeza, desinfecção e higiene, hábitos higiênicos e saúde dos manipuladores.

Além disso, são exigidos a manutenção das instalações e equipamentos, controle de potabilidade da água, seleção de matérias-primas, ingredientes e embalagens, controle de pragas e vetores e controle de temperatura. Também devem contratar um profissional legalmente habilitado, que tenha cursado a disciplina de tecnologia, industrialização e conservação de produtos de origem animal ou análogas.

O selo é conferido pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Toledo aderiu ao programa em agosto de 2021. As duas novas empresas se juntam à agroindústria de queijos finos Flor da Terra, que já tinha licença para comercializar em todo o Paraná.

Fonte: AEN

Notícias

Exportadores terão acesso a R$ 15 bilhões em crédito para ampliar competitividade

Recursos poderão financiar capital de giro, expansão da produção, inovação e adequação às exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade dos mercados internacionais.

Publicado em

em

Fotos: Claudio Neves

Empresas exportadoras da agropecuária, da agroindústria e de outros setores produtivos poderão acessar até R$ 15 bilhões em linhas de crédito destinadas a reduzir os impactos das instabilidades no comércio internacional e de medidas comerciais unilaterais adotadas por outros países. O Plenário do Senado aprovou, na última quarta-feira (08), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026, originado da Medida Provisória (MP) 1.345/2026. O texto segue para sanção presidencial.

A proposta amplia o alcance da política oficial de crédito às exportações e autoriza a utilização de recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para respaldar as operações de financiamento. A medida dá continuidade às ações adotadas pelo governo federal desde 2025 para enfrentar os efeitos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e de outras restrições ao comércio internacional.

Além da agroindústria, passam a ser contempladas empresas dos setores da agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e recursos minerais. Cooperativas e associações também poderão acessar as linhas de crédito, desde que atendam aos critérios de elegibilidade estabelecidos na proposta.

Os financiamentos poderão ser destinados ao capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade produtiva e investimentos em inovação tecnológica. Os recursos também poderão financiar a adaptação de produtos, serviços e processos às exigências dos mercados internacionais, incluindo requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade regulatória.

O limite autorizado é de até R$ 15 bilhões, provenientes principalmente do superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE), apurado em 31 de dezembro de 2025, além de outras fontes orçamentárias. As operações serão realizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou por instituições financeiras habilitadas, enquanto o Conselho Monetário Nacional (CMN) ficará responsável por definir encargos, prazos e critérios para concessão dos financiamentos.

O texto aprovado também reorganiza o modelo de compartilhamento de riscos entre os fundos garantidores, com o objetivo de fortalecer a segurança das operações de crédito e ampliar o acesso ao financiamento para empresas exportadoras.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Notícias

Programa Milho 100% amplia distribuição de sementes no Rio Grande do Sul

Número de agricultores atendidos cresceu 41% em relação à safra anterior. Iniciativa terá investimento de R$ 96,2 milhões e alcançará 472 municípios gaúchos.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

O Programa de Recuperação das Lavouras de Milho e Sorgo (Milho 100%) registrou recorde de adesão para a safra 2026/2027 no Rio Grande do Sul. Ao todo, 57 mil agricultores familiares solicitaram participação na iniciativa, número 41% superior ao registrado na edição anterior.

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) também confirmou a participação de 850 entidades na operacionalização do programa, entre prefeituras, sindicatos, cooperativas e associações. As instituições atuarão em 472 municípios gaúchos, ampliando a distribuição das sementes aos produtores cadastrados.

O aumento da adesão ocorreu após a ampliação do limite de sementes disponibilizadas por agricultor, que passou a permitir o acesso a até quatro sacas por beneficiário. Na safra anterior, o programa tinha alcance menor.

Para atender a demanda desta edição, o governo estadual destinou R$ 96,2 milhões, provenientes do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento dos Pequenos Estabelecimentos Rurais (Feaper), com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). O investimento permitirá a aquisição de 134.416 sacas de sementes de milho e sorgo, com média de 2,35 sacas por produtor.

Segundo a SDR, a área cultivada com milho no Estado terá cerca de 11% de participação direta do programa nesta safra. As entregas das sementes estão previstas para começarem ainda em julho.

Ampliação da rede de atendimento

Além do número de agricultores beneficiados, a edição 2026/2027 ampliou a rede de entidades envolvidas. São 850 organizações responsáveis por receber e distribuir as sementes aos produtores, em uma estrutura que envolve municípios, cooperativas, sindicatos e associações rurais.

O secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, afirmou que a expansão do programa está relacionada à articulação com as entidades locais. “O crescimento do Milho 100% comprova a importância do programa para a agricultura familiar gaúcha. Chegar a 850 entidades envolvidas e atender praticamente todo o Estado demonstra a capilaridade desta política pública e o trabalho realizado pela SDR na construção de parcerias com municípios, cooperativas e associações”, declarou.

O diretor do Departamento de Agricultura Familiar e Pecuária Familiar (DAFA), Jonas Wesz, atribuiu o resultado ao trabalho de planejamento e execução da equipe técnica da secretaria. “Esse resultado é fruto do trabalho permanente da equipe do Departamento, que atua desde o planejamento até a execução do programa, sempre buscando aperfeiçoar a política pública e ampliar o atendimento aos agricultores e pecuaristas familiares”, afirmou.

Nesta edição, os produtores também terão acesso a diferentes grupos de sementes, fornecidos por 11 empresas, permitindo a escolha de materiais conforme as características das propriedades. “O agricultor poderá escolher a tecnologia mais adequada à realidade de sua propriedade”, disse o coordenador do programa, Vicenti Ney.

Programa sem custo para produtores

Criado para apoiar a recuperação das lavouras de milho e sorgo, o Milho 100% prevê o fornecimento gratuito das sementes aos agricultores familiares cadastrados. A iniciativa faz parte das ações do Plano Rio Grande voltadas à recuperação produtiva do meio rural após eventos climáticos que afetaram o Estado.

A regulamentação da safra 2026/2027 está prevista na Resolução Feaper nº 05/2026. Entre os objetivos do programa estão ampliar a área cultivada, reduzir custos de implantação das lavouras e contribuir para a produção de milho e sorgo no Rio Grande do Sul.

Fonte: Assessoria Seapi
Continue Lendo

Notícias

USDA projeta produção mundial de trigo menor para safra 2026/27

Estimativa de 819,969 milhões de toneladas representa queda de 2,8% frente à temporada anterior.

Publicado em

em

Foto: Fábio Carvalho

Os preços do trigo registraram avanço, influenciados pela expectativa de menor oferta global após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzir a projeção para a safra norte-americana, que pode alcançar o menor volume desde 1970/71.

Foto: Breno Lobato

De acordo com o Cepea, no mercado brasileiro, a disponibilidade limitada da safra anterior (“velha”) contribuiu para a sustentação dos preços. Por outro lado, a desvalorização do dólar frente ao Real favoreceu as importações e reduziu o espaço para altas mais intensas no mercado doméstico.

Em seu relatório mais recente, o USDA estimou a produção mundial de trigo da safra 2026/27 em 819,969 milhões de toneladas, uma redução de 0,01% em relação à previsão divulgada em junho. Na comparação com a temporada 2025/26, a produção global deve recuar 2,8%.

Segundo o órgão norte-americano, a redução está relacionada principalmente às menores projeções para as safras dos Estados Unidos e do Canadá. O movimento foi parcialmente compensado por revisões positivas nas estimativas de produção da Rússia e da Ucrânia.

Para os Estados Unidos, o USDA reduziu a previsão de produção em 0,5% na comparação com o relatório anterior e em 22,6% frente à safra 2025/26, para 41,81 milhões de toneladas. Caso a estimativa seja confirmada, o volume será o menor registrado pela triticultura norte-americana desde a temporada 1970/71.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.