Notícias No Distrito Anhembi (SP)
Em paralelo à Fenagra, CBNA realiza congressos técnicos com foco no desenvolvimento sustentável do setor de nutrição animal
De 13 a 15 de maio, das 11 às 19 horas, acontecerá a Fenagra – principal Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento na América Latina.

De 13 a 15 de maio, das 11 às 19 horas, no Distrito Anhembi, em São Paulo, acontecerá a Fenagra – principal Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento na América Latina. Em paralelo à exposição, serão realizados os tradicionais congressos técnicos promovidos pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA). A expectativa é receber aproximadamente 9 mil pessoas, entre visitantes e congressistas, durante os dias de evento.
Godofredo Miltenburg, presidente do CBNA, atribui o sucesso dos eventos ao alto nível da programação e das empresas expositoras. “Os congressos e a feira se complementam. Para os congressos do CBNA, reuniremos especialistas, tanto nacionais quanto internacionais, criando um ambiente propício para interação e intercâmbio de conhecimento e para a criação de soluções inovadoras que impulsionem o mercado de nutrição animal”, destaca.
Para Daniel Geraldes, diretor da Fenagra, a realização dos congressos do CBNA durante a feira só reforça a grandiosidade e o prestígio do evento, além de fortalecer o compromisso em contribuir para o desenvolvimento sustentável da indústria de alimentação animal.
Os congressos do CBNA também abrem espaço para que pesquisadores, acadêmicos e profissionais da indústria apresentem trabalhos científicos. Na programação, destaque para a 35ª Reunião Anual CBNA que trará a temática central “Nutrição Animal Aplicada no Contexto das Mudanças Climáticas: Estratégias e Soluções”, com palestras focadas nos setores de Aves, Suínos e Bovinos. Serão debatidas estratégias nutricionais para mitigar os impactos ambientais e adaptar a produção animal às mudanças climáticas, com ênfase em soluções técnicas e científicas aplicadas no Brasil e no mundo.
A programação iniciará com uma sessão solene no dia 13 de maio, às 14h, momento em que organizadores e representantes do setor se reunirão para dar as boas-vindas aos participantes. Em seguida, às 14h30, o empresário Roberto Betancourt, diretor do Deagro e presidente da FeedLatina, promete trazer uma reflexão profunda e atual sobre o tema “As mudanças climáticas e as ações políticas para mitigação”.
As explanações nas Salas Aves e Suínos ocorrerão de forma intercalada entre os dias 13 e 15 de maio, organizadas em seis grandes blocos temáticos: As mudanças climáticas e as ações políticas para mitigação; É possível alinhar a comunicação entre ambientalistas e produtores de carne?; Mudanças climáticas e a normatização da nutrição animal; Importância do estresse calórico; Ingredientes, qualidade da carne e nutrição; e Nutrição aplicada e eficiência. Esses temas nortearão discussões de alto nível técnico, conectando ciência, sustentabilidade e produtividade.

Presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg: “Os congressos e a feira se complementam. Para os congressos do CBNA, reuniremos especialistas, tanto nacionais quanto internacionais, criando um ambiente propício para interação e intercâmbio de conhecimento e para a criação de soluções inovadoras que impulsionem o mercado de nutrição animal” – Foto: Giracom
Já a Sala Bovinos, que será realizada nos dias 14 e 15 de maio, contará com uma programação rica em conteúdo técnico e estratégico. Entre os temas apresentados por palestrantes convidados estão: Produção Animal em Pastagens no Contexto das Mudanças Climáticas: Estratégias e Soluções; Convergência Tecnológica na Agropecuária Digital: Como Maximizar a Lucratividade a partir da Inteligência Artificial, IoTs e Métodos Genômicos; Impacto do Estresse Térmico no Comportamento e na Nutrição de Vacas Leiteiras; Como a Nutrição de Bovinos Pode Ajudar a Esfriar o Planeta?; PecPlace: Uma Plataforma para Otimização Econômica e Minimização do Impacto Ambiental de Rações; e Intensificação da Pecuária e suas Consequências Nutrigenômicas e Ambientais.
Outro destaque da programação será o 5º Workshop CBNA sobre Nutrição em Aquacultura, que acontecerá no dia 13 de maio. Segundo a comissão organizadora do CBNA, o evento tem como objetivo fomentar o crescimento da atividade aquícola e discutir os desafios relacionados à nutrição em sistemas produtivos. Para Ariovaldo Zani, diretor do CBNA, a iniciativa busca promover um debate técnico qualificado que contribua para o aprimoramento da produção. “A aquacultura consagrou-se como uma atividade pecuária essencial e apresenta perspectivas positivas de crescimento contínuo. Por conta desse futuro promissor, é fundamental que o fornecedor de alimentos para organismos aquáticos esteja tecnicamente preparado para coparticipar dessa evolução”, afirma Zani.
O evento contará com a participação de especialistas que abordarão temas estratégicos para a cadeia produtiva, incluindo novas tecnologias em rações, biossegurança, inovações no fornecimento de insumos e sustentabilidade. Entre os assuntos em destaque estão: Sustentabilidade na Aquicultura; Aquicultura e Mudanças do Clima: Desafios e Estratégias para um Futuro Sustentável; e Otimização da Pegada de Carbono na Aquacultura através de Aditivos Funcionais, entre outros.
No dia 13 de maio também acontecerá o 8º Workshop CBNA sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, em parceria com a Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutriPet) e coordenado pelo Dr. Fábio Alves Teixeira, presidente do Comitê SBNutriPet, que abordará assuntos como: “Cuidados Práticos nas Análises Laboratoriais de Vitamina D e Frações Lipídicas”; “Aplicações Práticas da Quantidade e Tipos de Fibra na Dieta dos Endocrinopatas”; “Medicações para Tratamento da Obesidade – Já são realidade na Medicina Veterinária?”, entre outros. “Proporcionaremos discussões abrangentes como dietas caseiras, suas vantagens, desvantagens e impactos ambientais, além de questões sociais e econômicas”, destaca Dr. Fábio.
Já nos dias 14 e 15 de maio, os profissionais da indústria pet food contarão com o 24º Congresso CBNA PET, coordenado pelo Prof. Dr. Aulus Carciofi, uma das maiores referências científicas no segmento de Pet Food. O evento trará temáticas como: “Desafios em Sustentabilidade na Seleção de Ingredientes em Pet Food”; “Ingredientes Vegetais com Adequado Potencial Ambiental e Nutricional”; “Desafios na Inclusão de Carne em Alimentos Extrusados”; “Seleção Consciente de Ingredientes e o Futuro do Pet Food”, e outros. “Estamos comprometidos em promover um congresso que não só traga as principais tendências do mercado, mas também fortaleça a base científica por meio da apresentação de pesquisas de ponta”, destaca Dr. Aulus.

Notícias
Geopolítica, clima e logística entram no centro do debate da cadeia da soja
Seminário em Londrina (PR) vai reunir especialistas para discutir os desafios que podem definir a competitividade da soja brasileira nos próximos anos. As inscrições são gratuitas.

A relação comercial entre Brasil e China, os impactos das mudanças climáticas, os gargalos logísticos e a descarbonização da produção estarão entre os principais temas do 8º Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 04 e 05 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja
O evento vai reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, representantes da indústria, produtores rurais e especialistas da cadeia da soja. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do seminário, enquanto houver vagas.
Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi estruturada para discutir fatores que influenciam diretamente a competitividade do setor. “Vamos debater a geopolítica e a relação comercial entre Brasil e China, além dos desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira. Também teremos discussões sobre cultivares adaptadas às mudanças climáticas, logística, descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da produção”, afirma.
Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança brasileira no mercado internacional depende não apenas do volume produzido, mas também da qualidade do produto.”Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira. Garantir um produto de alto

Foto: Shutterstock
padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor”, destaca.
O seminário é promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades representativas da produção, da indústria e da exportação de grãos, entre elas Abiove, Anec, Aprosoja Brasil, CNA, Sistema OCB e Sindirações.
Brasil amplia liderança
O encontro ocorre em um momento de expansão da produção brasileira. Na safra 2025/26, o país colheu 180 milhões de toneladas de soja, em uma área próxima de 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período, os Estados Unidos produziram 116 milhões de toneladas.
Além da produção recorde, o processamento industrial também segue em crescimento. A Abiove estima que o Brasil processe 63 milhões de toneladas de soja em 2026, com produção de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja.
Notícias
El Niño pode encher os silos e esvaziar as margens
Pesquisa aponta que o clima deve favorecer a produção agrícola, enquanto a maior oferta tende a pressionar as cotações das commodities.

O El Niño previsto para o ciclo 2026/2027 tem potencial para se tornar um dos eventos climáticos mais intensos da última década. Para a agricultura da América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina, o fenômeno pode favorecer a produção de grãos e oleaginosas, mas também trazer um efeito colateral: mais oferta no mercado e menor rentabilidade para o produtor.

Foto: Fernando Dias
A avaliação é da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, que analisou os impactos econômicos do fenômeno climático sobre diferentes regiões do mundo. Confira aqui o estudo completo.
Com base em episódios anteriores de El Niño, o estudo mostra que a produção agrícola brasileira tende a superar a média histórica. Em 2015, por exemplo, a safra de soja ficou cerca de 4% acima da tendência dos cinco anos anteriores, enquanto a produção de café arábica registrou desempenho aproximadamente 5% superior ao esperado.
Segundo os pesquisadores, o aumento das chuvas no Sul da América do Sul favorece o desenvolvimento das lavouras e amplia a oferta de alimentos. No entanto, esse crescimento da produção pode pressionar as cotações das commodities agrícolas, reduzindo a margem dos produtores.
Outro desafio apontado pelo levantamento é a capacidade de armazenagem. Em anos de safra cheia, a oferta elevada

Foto: Shutterstock
tende a ocupar rapidamente os silos, elevando os custos de estocagem tanto para produtores quanto para tradings.
Efeitos diferentes dentro do Brasil
Embora o El Niño favoreça boa parte das áreas agrícolas do Centro-Sul, seus efeitos não são uniformes. O estudo destaca que a Região Norte e a Amazônia podem enfrentar períodos de seca mais severos, com reflexos sobre a navegação fluvial, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de alimentos.
Esse cenário também pode exercer pressão sobre a inflação em países como Brasil, Colômbia e Peru, principalmente por impactos na logística e nos custos de produção.
Oferta maior e preços menores
No mercado internacional, a expectativa é que o aumento da produção de soja e milho na América Latina contribua para ampliar a oferta global de alimentos e aliviar parte das pressões inflacionárias observadas em outras regiões.
Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar do maior volume embarcado, enquanto indústrias processadoras e empresas expostas à volatilidade das commodities agrícolas tendem a enfrentar um ambiente mais desafiador diante da possibilidade de queda nos preços.
Notícias
Frete rodoviário terá novas regras, mas sem piso nacional para caminhoneiros
Proposta amplia as penalidades para quem descumprir o piso do frete, altera as regras de fiscalização e prevê atualização semestral da tabela de preços.

O piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância ficou fora da versão final da Medida Provisória nº 1343/2026 que atualiza as regras do frete rodoviário. Aprovado pelo Senado, o texto segue para sanção presidencial com mudanças no cálculo do piso mínimo do frete, na fiscalização do transporte de cargas e nas penalidades aplicadas ao setor.

Foto: Geraldo Bubniak
A previsão de uma remuneração mínima mensal não fazia parte da proposta original do governo. O dispositivo foi incluído durante a tramitação na Câmara dos Deputados, mas acabou retirado pelo Senado sob o entendimento de que o tema não tinha relação direta com o conteúdo da medida provisória.
Com isso, a remuneração dos motoristas profissionais de longa distância continuará sendo definida por acordos e convenções coletivas de trabalho.
Anistia a multas
Além das mudanças nas regras do frete, a proposta concede anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias durante as manifestações de 2022. O perdão das penalidades foi incluído durante a tramitação da medida provisória no Congresso.
O texto também transforma em advertência as multas aplicadas até a publicação da futura lei por descumprimento

Foto: Divulgação
das regras do piso mínimo do frete, como o pagamento abaixo dos valores previstos na Lei nº 13.703/2018. A medida vale para processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas que ainda não foram quitadas.
A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. Também não haverá devolução de valores já pagos. O direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei permanece assegurado.
Além das anistias, a proposta promove uma ampla atualização da legislação do transporte rodoviário de cargas. Entre as principais mudanças estão novos critérios para o cálculo do piso mínimo do frete, atualização semestral da tabela de referência, reforço da fiscalização, endurecimento das penalidades para quem pagar abaixo do piso, novas regras para o cadastro de transportadores e alterações na fiscalização do peso dos caminhões.

Foto: Divulgação/Freepik
Frete mínimo
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).
A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.
Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que

Foto: Divulgação
pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.
A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

Foto: Divulgação
A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.
Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.
Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.
Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao

Foto: Divulgação
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.
A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.
As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações.




