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Em nota, APS teme atrasos na emissão e na renovação de licenças ambientais

Já estão sendo tomando as medidas necessárias para tentar evitar que o atraso nos processos de emissão e renovação das licenças ambientais prejudiquem os produtores de suínos paranaenses

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A entidade que representa a suinocultura do Paraná, em Nota à Imprensa, aponta inevitáveis prejuízos para os produtores de suínos do estado que precisam de emissão e renovação de licenças ambientais para alojar animais em suas granjas, diante de Portaria emitida pelo órgão no último dia 9. “Os prejuízos à atividade serão inevitáveis, pois segundo Portaria do Instituto Ambiental do Paraná somente técnicos com ensino superior podem emitir pareceres das licenças ambientais, e isso provocará grandes atrasos na emissão e na renovação dessas licenças no estado a partir de agora”, observa a Associação Paranaense de Suinocultores (APS).

O presidente da entidade, Jacir Dariva, informa que já estão sendo tomando as medidas necessárias para tentar evitar que o atraso nos processos de emissão e renovação das licenças ambientais prejudiquem os produtores de suínos paranaenses. “Na verdade, isso já está ocorrendo e a tendência é de se agravar, trazendo grandes prejuízos aos suinocultores que dependem das licenças para desenvolver suas atividades nas granjas”, comenta Dariva, que já manteve contatos com o IAP e com o Governo do Estado para saber que medida será tomada para resolver a questão.

Ocorre que há quase 30 anos o Estado não contrata técnicos com habilitação para emitir os pareceres exigidos para as licenças ambientais no Paraná. A demanda é grande e abrange várias áreas (tanto para funcionamento de empreendimentos novos quanto de estruturas já existentes que exigem licença ambiental). E os escritórios do IAP vinham resolvendo a falta de servidores com habilitação para emitir os pareceres, usando servidores de nível médio treinados para esse serviço.

A Portaria do IAP segue despacho do Tribunal de Contas do Estado que apontou a irregularidade (Processo 891442/17, Despacho 187/18) e o órgão ambiental foi obrigado a emitir a Portaria Nº 034, de 09 de fevereiro de 2018, determinando a cessação imediata da emissão de Parecer Técnico Conclusivo de licenciamento ambiental por servidor sem habilitação legal, bem como a cessação imediata da emissão de Decisão Administrativa por servidor que tiver emitido Parecer Técnico Conclusivo no mesmo processo de licenciamento ambiental. “Com essa medida, estão se acumulando nos escritórios regionais do IAP os processos de novas licenças e de renovação das já emitidas”, aponta a APS.

Em razão disso, a entidade prevê que a suinocultura deve contabilizar grandes prejuízos com o atraso no alojamento de animais em razão da demora nos processos de emissão ou renovação das licenças ambientais. “A atividade, como as demais da agropecuária, não pode ser prejudicada pela falta de ações do governo diante das suas demandas. Já nos bastam os problemas da crise econômica que afetam o consumo e o mercado de suínos, com preços baixos do produto que sequer cobrem os custos de produção”, frisa o presidente da APS.  “Enquanto não for resolvida a carência desses técnicos no órgão, os processos devem se acumular e o atraso, que já é evidente, será ainda maior”, complementa Dariva.

Na opinião do presidente da APS, para atender a agropecuária (aves, suínos e bovinos), o que representa cerca de 60% da demanda de serviços do IAP, o órgão teria que deslocar servidores técnicos habilitados que atuam em outros setores da economia (indústrias em geral, postos de combustíveis, etc.), para a emissão desses pareceres. “Não sabemos se isso ocorrerá, e enquanto persistir essa determinação, nossa atividade ficará altamente comprometida, pois não haverá alojamento de animais em granjas que não tenham licença ambiental em vigor ou que estejam em processo de renovação de licença, bem como que dependa de novas licenças ambientais. Isso porque as empresas integradoras não entregarão animais para os produtores integrados que estejam com granjas nessas condições”, acrescenta Dariva.

Somente no Oeste do Paraná, são mais de 130 processos no escritório regional do IAP na área agropecuária aguardando pareceres. O escritório do IAP atende 22 municípios e a região é a que concentra o maior número de granjas integradas do Paraná. Mesmo problema também ocorre no Sudoeste, nas áreas dos escritórios do IAP de Francisco Beltrão e Pato Branco, onde há grande produção também de aves e suínos. “Os processos que levavam em média de duas ou três semanas, no máximo um mês, para serem concluídos, agora nem têm nenhuma previsão de tempo para seguirem adiante”, informa Jacir Dariva.

Fonte: Assessoria

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Notícias 53 anos

Bet, nos 53 anos da Alfa: “Honestidade, ética e humildade, são tudo”

Cooperativa tem previsão de obter receita bruta, em 2020, 21% superior a 2019( que foi de R$ 3,7 Bi)

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Presidente Romeo Bet - Foto: Divulgação

Em 19 de outubro, a Alfa chegou aos 53 anos, com previsão de obter receita bruta, em 2020, 21% superior a 2019( que foi de R$ 3,7 Bi). Aqui, o presidente Romeo Bet, relata o atual estágio de crescimento e aponta rumos.

 

História bonita

“É uma história muito bonita. Passamos por várias etapas, de dificuldades e vitórias, de algumas paradas e, outras, de maior velocidade, porém, sempre com ímpeto de todas as diretorias que passaram, dos funcionários e associados, de tocar o barco adiante. Foi muito trabalho e muita dedicação, de muita gente”.

 

Uma grande sacada

“Quando a cooperativa começou a perceber que haviam várias outras pequenas com dificuldades, iniciou as incorporações, visando o fortalecimento e, também, para salvaguardar o próprio sistema associativo. Um exemplo foi a junção da então CooperChapecó com a CooperXaxiense, em 1975, gerando o nome ALFA. Isso tomou corpo e vieram mais estruturas em seguida”.

“Quem não cresce, ou fica estagnado, ou regride”. Romeo Bet

 

A modernização

“Outra estratégia excelente, foi o ingresso na industrialização, em 1977, com a indústria de milho, depois trigo e em 1983 a soja. Mais adiante as fábricas de ração. De alguma forma, a modernização foi um importante pilar. A cada pouco tempo, de lá para cá, há ampliação de área e mais incorporações, como a CooperCanoinhas e a ida ao MS há cinco anos. No RS, em 2017, alugamos parte das estruturas da Cotrel. Tudo isso para fazer frente ao aumento dos custos que, só tendem a baixar com novas frentes, novos negócios, mantendo os mesmos níveis de rentabilidade, ou ampliando-os. Quem não cresce, ou fica estagnado, ou regride”.

 

Alfa repaginada

Quando assumi, no início de 2009, depois de três mandados expansionistas de Mário Lanznaster – que sucedeu a ao saudoso Aury Luiz Bodanese -, a Alfa já estava muito bem, já vinha num ritmo crescente. Lógico que, o tempo foi passando e as estruturas já não davam mais conta. Assim, ao longo dos últimos 12/13 anos, fomos ampliando silos, lojas e mercados, novos mixes de mercadorias e melhorando o entrosamento das equipes.

“O crescimento da Alfa se deve, em grande parte, à confiança que os associados depositaram em nós e nas gestões anteriores. Creio que o jeito simples de administrar, focando a rentabilidade, os novos nichos de mercado que se apresentaram, a atualização tecnológica com pés no chão, tudo isso gerou um enorme salto de qualidade e, também, em solidez financeira” (Romeo Bet)

 

R$ 400 milhões em dois projetos

“Somente o novo projeto da Linha Tomazelli, Chapecó (que vai processar 2 mil toneladas de soja/dia a partir de 2022), mais a UPL em Sidrolância – MS (que vai abastecer com suínos o frigorífico Aurora de São Gabriel do Oeste), deverão consumir cerca de R$ 400 milhões. Por isso, este ano, estamos tendo um certo cuidado com outros investimentos. Contudo, alguns são inevitáveis, como é o caso do novo Superalfa e Loja em São Lourenço do Oeste – e em Itaiópolis – ambos em SC, onde também não temos estrutura própria”.

 

A transformação das pessoas

“Já no início da década de 1970, começou a assistência técnica, o preparo das pessoas, os sistemas de comunicação e isso nunca parou justamente por sermos uma cooperativa. De um lado, o caixa precisa ser forte; de outro, o preparo das pessoas deve ser permanente, olhando-se para as tecnologias viáveis. Uma cooperativa jamais deve esquecer seu trabalho social.  Treinamentos, programas com jovens, mulheres, casais de líderes, novos associados, campos demonstrativos, com temas sempre voltados ao interesse do associado, para que sua família também dê seus saltos evolutivos. Isso tudo vai ampliando a confiança e a segurança dos cooperados, nos negócios da Alfa. Se a confiança se vai, estaríamos fadados a sucumbir. Assim que a pandemia permitir, deveremos desencadear vários eventos presenciais, com segurança extrema, até porque, teremos um fim de ano com encaminhamentos bem importantes, por conta das eleições do Conselho em fevereiro de 2021”.

 

E o ´coração´?

A grande maioria notabiliza a Cota-Capital e o elevado grau de consultoria técnica que ofertamos. O mesmo ocorre com a pontualidade nos pagamentos e aplaude o trato feito e cumprido. A alfa está bem conceituada com o quadro social, os funcionários, os parceiros, os terceirizados, os clientes e a comunidade em geral.

“Quando se fala em associado, estamos falando do ‘coração´ do sistema; o cooperado representa tudo para a cooperativa. Ao longo dos anos, os laços foram se fortalecendo. É motivo de alegria ver o associado satisfeito com sua entidade, por se abastecer de insumos e mercadorias na própria casa, bem como a comercialização da produção. É entendível, num universo de mais de 20 mil famílias, um ou outro caso apresentar, eventualmente, alguma insatisfação, especialmente quando acontecem oscilações de preços na produção. Preciso lembrar que isso é reflexo do mercado, e não da Alfa”. (Romeo Bet)

 

Os espelhos

“Espelhando-se o País e a esfera púbica, com a Alfa e seus times, vejo que há gestores e políticos corretos, que fazem o bem para a sociedade. Contudo, muitas atitudes na esfera pública são perversas. Percebo uma Cooperalfa e sua gente, com retidão. Para mim, ética, humidade e honestidade, é tudo; são qualidades preponderantes para pessoas e corporações. Desejo vida longa à cooperativa, transparência, sem acomodação, que continuemos pagando a cota em dia, inovando com consciência e que as próximas cinco décadas sejam tão profícuas quanto foram os primeiros 53 anos. Que nossas raízes fiquem bem firmes a quem virá, seja um filho, um neto. Que o Menino Jesus nos abençoe e que possamos nos cuidar para a travessia do momento”.

Fonte: Assessoria
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Notícias Exportação

Maior volume e dólar alto sustentam faturamento recorde neste ano

Volume exportado pelo agronegócio brasileiro cresceu mais de 16% frente ao mesmo período de 2019

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Ivan Bueno/APPA

As exportações do agronegócio brasileiro seguem demostrando excelente desempenho ao longo deste ano. Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizadas com base em dados da Secex mostram que, de janeiro a setembro de 2020, o volume exportado pelo setor cresceu mais de 16% frente ao mesmo período de 2019, atingindo recorde da série histórica.

Quanto ao faturamento em dólar, nos primeiros nove meses de 2020, somou 79 bilhões, 8% acima do registrado entre janeiro e setembro de 2019. Esse aumento no montante, por sua vez, está relacionado ao maior volume exportado, tendo em vista que os preços médios em dólar recuaram 6% nos nove primeiros meses de 2020 frente ao mesmo período do ano anterior. Em moeda nacional, o faturamento cresceu 26% na mesma comparação, favorecido pela desvalorização do Real frente ao dólar, de quase 16%.

Produtos exportados

Pesquisadores do Cepea indicam que o aumento das vendas externas se deve a incrementos nos embarques dos produtos do complexo da soja, das carnes, do setor sucroalcooleiro, algodão, frutas e madeira.

No caso dos produtos do complexo da soja, os crescimentos nos embarques em 2020 foram de 32% para soja em grão e de 7% para o farelo e para o óleo. O açúcar tem sido grande destaque neste ano, com forte avanço de 71% nas exportações, devido à aquecida demanda internacional – as vendas externas de etanol cresceram 27%. As exportações de algodão em pluma seguem apresentando bom desempenho, com alta de 59%. As carnes também têm passado por bom período de vendas ao exterior, com altas de 47% para a suína, de 18% para a bovina e de 3% para a de aves. Aumentaram também os embarques de frutas (8%), madeira (5%) e café (1%). Já os produtos que registraram quedas nos embarques foram:  papel e celulose (-2%), suco de laranja (-9%) e milho (-30%)

Destino

A China, a cada ano, tem aumentado sua participação nas vendas totais do Brasil. De janeiro a setembro, 37% do total vendido pelo agronegócio brasileiro ao exterior teve como destino a China. Os países da Zona do Euro mantiveram participação de 14,3%, e os Estados Unidos, de 6,3%

Perspectivas

Caso o clima não atrapalhe, a elevada produção brasileira e o câmbio alto devem seguir favorecendo as vendas externas dos produtos do agronegócio nos próximos meses. Assim, tanto o volume quanto o faturamento em Reais com as exportações brasileiras do agronegócio podem atingir recordes em 2020.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Colheita do trigo se aproxima do final no PR; preço segue em alta

Alta nos preços externos e a estimativa de redução na safra da Argentina também sustentam as cotações no Brasil

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Divulgação/AENPr

A colheita da nova safra de trigo caminha para o fim no Paraná, maior estado produtor do País. No Rio Grande do Sul, as atividades de campo se aproximam de 1/3 da área.

Apesar disso, pesquisas do Cepea mostram que os valores do trigo e dos derivados continuam avançando no Brasil, influenciados, especialmente, pela retração das vendas por parte de produtores.

Além disso, a alta nos preços externos e a estimativa de redução na safra da Argentina também sustentam as cotações no Brasil.

Entre 19 e 26 de outubro, os preços do trigo no mercado de lotes subiram 5,05% no Paraná e 8,8% no Rio Grande do Sul, fechando respectivamente a R$ 1.343,56/tonelada e R$ 1.311,2/t nessa segunda-feira (26).

Fonte: Cepea
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Evonik Guana

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