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Em meio à volatilidade do trigo no mundo, Abitrigo reúne a cadeia para debater o panorama do setor no atual contexto político-econômico global

Painelista Élcio Bento, da Safras & Mercado, define evento, que será realizado em Atibaia (SP), como o Oscar do mercado do cereal.

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Foto: Divulgação

As 29 edições prévias do Congresso Internacional da Indústria do Trigo, evento anual organizado pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), se destacaram por seus temas e conteúdos, que contribuíram para o desenvolvimento da cadeia produtiva do cereal no Brasil. A 30ª edição, que será realizada entre os dias 25 e 27 de outubro no Boubon Resort, em Atibaia (SP), não será diferente. Com a presença de importantes especialistas do setor, a palestra inaugural e o primeiro painel do evento trarão uma perspectiva do cenário atual do mundo e do segmento para os participantes.

Presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa – Foto: Divulgação/Abitrigo

A palestra inaugural, a ser ministrada no dia de abertura do Congresso, será coordenada pelo presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa. Ele e o palestrante convidado, o jornalista William Waack, discutirão projeções políticas e econômicas sobre o Brasil e o mundo e como o trigo se insere nesse cenário.

“Os últimos 12 meses foram de muitas mudanças na política e na economia brasileira, por isso é fundamental iniciarmos os trabalhos do 30º Congresso Internacional da Indústria do Trigo abordando esses temas. Dessa forma, poderemos discutir com mais assertividade as questões envolvendo o cereal, que se correlacionam com o contexto político-econômico que estamos inseridos”, explica Barbosa.

Já o primeiro painel da programação do evento, que ocorre no segundo dia de atividades, abordará a situação atual do mercado de trigo, fornecendo as bases para todas as análises e debates do Congresso.

Participarão do painel a presidente da Olam Brasil, Cátia Jorge, o Senior Trading Manager da Bunge, Eduardo Bulgarelli, o analista de Mercado da Safras & Mercado, Élcio Bento, e o vice-presidente do Conselho Deliberativo da Abitrigo, Irineu Pedrollo.

Analista de Mercado da Safras & Mercado, Elcio Bento – Foto: Elcio Bento

“O Congresso da Abitrigo é um divisor de águas dentro do mercado de trigo, é o ‘Oscar’ do setor. Todos os elos da cadeia produtiva, desde compradores até agentes que monitoram esse cenário, ficam atentos aos conteúdos debatidos nos três dias de evento. A alta volatilidade do trigo internacional e as mudanças na produção nacional pautarão esse primeiro momento de discussão, trazendo todas as atualizações sobre esses temas aos participantes”, detalha Élcio Bento.

A programação completa e as informações para as inscrições e hospedagem podem ser conferidas clicando aqui.

Fonte: Assessoria Abitrigo

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Copercampos registra crescimento de 17% no faturamento em 2025

Assembleia em Campos Novos (SC) aprova destinação de sobras, destaca investimentos em armazéns e elege novo Conselho Fiscal para 2026.

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Foto: Divulgação

A Copercampos realizou em na quinta-feira (19), na Associação Atlética Copercampos (AACC), em Campos Novos, a sua 55ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), reunindo associados para apreciação do relatório de gestão, prestação de contas do exercício 2025, deliberação sobre destinação das sobras e eleição do novo Conselho Fiscal.

Durante a assembleia, o Conselho de Administração apresentou a análise dos negócios e os principais indicadores econômicos e sociais da cooperativa, reforçando a transparência e a participação dos associados nas decisões estratégicas da organização.

A cooperativa encerrou o exercício de 2025 com faturamento total de R$ 5,016 bilhões, crescimento de aproximadamente 17% em relação ao ano anterior.  O setor de cereais permaneceu como principal atividade econômica da cooperativa, sendo seguida por comercialização de insumos, produção de sementes e produção de suínos.

A assembleia deliberou sobre o resultado do exercício, que foi superior a R$ 147 milhões. Deste valor, uma parte foi destinada aos fundos de investimento e à reserva legal. O montante de sobras à disposição da assembleia foi superior a R$ 81 milhões, ficando aprovada a capitalização de 90% das sobras — maisc de R$ 73,1 milhões —, proporcional ao movimento dos associados, enquanto 10% do valor será distribuído em dinheiro aos associados — mais de R$ 8 milhões.

Além destes valores de sobras, a Copercampos distribuiu no ano, R$ 32,8 milhões aos associados que participam dos programas de: Fidelidade, Bonificação de Sementes e Bonificação de Suínos.

A cooperativa fechou o ano com evolução no quadro social, alcançando 2.550 associados, inaugurando novas unidades e ampliando a sua atuação regional. Os maiores investimentos foram para construção de armazéns de grãos e sementes, além da Indústria de Etanol.

Conselho Fiscal eleito – Gestão 2026

Durante a AGO também ocorreu a eleição do Conselho Fiscal para a gestão 2026, ficando definido:

  • Édio Rafael Franco – Agronômica/SC
  • Givanildo Bombarda – Barracão/RS
  • Marlon Andrigo Scarabotto – Campos Novos/SC
  • Maurício Bruneto – Otacílio Costa/SC
  • Jair Socolovski – Campos Novos/SC
  • Lourdes Maria Berwig – Campos Novos/SC

“Nossa Assembleia Geral Ordinária reafirmou o modelo cooperativista da Copercampos, baseado na participação dos associados, na transparência da gestão e na distribuição dos resultados. Tivemos muitos desafios no ano, mas um bom resultado ao final do ciclo de 2025 e distribuímos um bom valor aos associados”, ressalta o Diretor Presidente Luiz Carlos Chiocca.

Fonte: Assessoria Copercampos
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China recebe primeira carga brasileira de insumo para ração feito de milho

Produto é coproduto da produção de etanol e teve 13 plantas habilitadas para exportação.

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Foto: Claudio Neves

Como resultado do trabalho conduzido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), partiu no sábado (14) o primeiro navio carregado com DDG (Dried Distillers Grains), coproduto da produção de etanol de milho, com destino à China. A operação marca um avanço na pauta exportadora brasileira.

O cargueiro esteve atracado no Porto de Imbituba (SC), de onde saiu com aproximadamente 62 mil toneladas do produto – a primeira remessa enviada ao mercado chinês após a recente abertura comercial.

Após a assinatura do protocolo sanitário bilateral, o Mapa, por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), iniciou o processo de registro, habilitação e inspeção das plantas produtoras interessadas em acessar o novo mercado. Ao todo, 13 estabelecimentos brasileiros foram oficialmente autorizados a exportar DDG para a China, após avaliações técnicas que verificaram boas práticas de fabricação, controles de segurança, rastreabilidade e demais requisitos exigidos pelas autoridades chinesas.

O DDG vem ganhando relevância no mercado internacional. O Brasil, terceiro maior produtor mundial de milho, exportou aproximadamente 791 mil toneladas do insumo em 2024. No mesmo ano, a China importou mais de US$ 66 milhões em produtos dessa natureza, destinados à alimentação animal.

Em 2025, o desempenho brasileiro foi ainda mais expressivo. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), o país exportou 879.358 toneladas de DDG e DDGS para 25 mercados, crescimento de 9,77% em relação a 2024. O resultado fortalece os chamados Brazilian Distillers Grains como importantes vetores de agregação de valor à cadeia do milho e da bioenergia.

O avanço está diretamente relacionado à expansão da indústria de etanol de milho, que projeta para a safra 2025/2026 a produção de quase 10 bilhões de litros de etanol, acompanhada do aumento na oferta de coprodutos derivados do processamento de grãos.

A combinação entre abertura de novos mercados e ampliação da capacidade produtiva reforça o papel do Brasil como fornecedor confiável e competitivo na cadeia global de nutrição animal e bioenergia.

O que é DDG?

DDG é a sigla em inglês para Distillers Dried Grains (grãos secos de destilaria). Trata-se de um coproduto obtido no processamento do milho para a produção de etanol. Após a fermentação e a destilação, os componentes não convertidos em álcool (como proteínas, fibras e lipídios) são concentrados e secos, resultando no DDG.

Fonte: Assessoria Mapa
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Exportações crescem 20,7% em fevereiro e impulsionam saldo positivo

Apenas na segunda semana do mês, superávit foi de US$ 1,501 bilhão, com corrente de comércio de US$ 12,403 bilhões.

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Foto: Claudio Neves

A balança comercial de janeiro à segunda semana de fevereiro registrou saldo positivo de US$ 5,136 bilhões e corrente de comercio de US$ 72,625 bilhões, resultado de US$ 38,88 bilhões em exportações e de US$ 33,744 bilhões em importações.

Os resultados da balança comercial preliminar foram divulgados na quinta-feira (19) pela Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Balança Comercial Preliminar Parcial do Mês – 2ª Semana de fevereiro/2026

Apenas na 2ª semana de fevereiro de 2026, a balança registrou superávit de US$ 1,501 bilhão e corrente de comércio de US$ 12,403 bilhões, resultado de exportações no valor de US$ 6,952 bilhões e importações de US$ 5,451 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 13,727 bilhões e as importações, US$ 12,934 bilhões, com saldo positivo de US$ 793 milhões e corrente de comércio de US$ 26,661 bilhões.

Nas exportações, comparadas as médias diárias até a 2ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,3 bi) com a de fevereiro/2025 (US$ 1,1 bi), houve crescimento de 20,7%. Em relação às importações, houve crescimento de 11,4% na comparação entre as médias até a 2ª semana de fevereiro/2026 (US$ 1,29 bi) com a do mês de fevereiro/2025 (US$ 1,16 bi).

Exportações e Importações por Setor

No acumulado até a 2ª semana do mês de fevereiro/2026, comparando com igual mês do ano anterior, o desempenho dos setores exportadores, pela média diária, foi o seguinte: crescimento de US$ 121,93 milhões (57,2%) em Indústria Extrativa; crescimento de US$ 107,5 milhões (15,9%) em produtos da Indústria de Transformação; e crescimento de US$ 3,41 milhões (1,4%) em Agropecuária.

Já nas importações, no acumulado até a 2ª semana de fevereiro/2026, comparando com fevereiro do ano anterior, o desempenho dos setores pela média diária foi o seguinte: crescimento de US$ 9,49 milhões (20,0%) em Indústria Extrativa; crescimento de US$ 127,78 milhões (11,8%) em produtos da Indústria de Transformação; e queda de US$ 3,56 milhões (13,4%) em Agropecuária.

Fonte: Assessoria MDIC
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