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Em meio a seca, inverno é opção para produção de silagem e pré-secado

Mixes de cultivares de trigo aproveitam a planta inteira na produção de silagem e pré-secado com alto valor nutricional. Novidade será apresentada na Expodireto Cotrijal, entre 2 e 6 de março, em Não-Me-Toque (RS)

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Os materiais estarão expostos na Expodireto Cotrijal, entre 2 e 6 de março. -Fotos: Divulgação Biotrigo

A cidade de Não-Me-Toque (RS), recebe a partir da próxima segunda-feira (2) a 21ª edição de um dos eventos mais completos do setor agropecuário do país: a Expodireto Cotrijal. O evento segue até o dia 6 de março com a exposição de várias tecnologias, palestras e fóruns técnicos. A utilização do trigo de planta inteira como fonte alternativa de proteína e energia na dieta do rebanho será um dos destaques nesta edição.

A novidade é o lançamento de mixes de cultivares de trigo para silagem e pré-secado que tem em comum duas particularidades: a ausência de aristas – por isso tem alta palatabilidade, elevada digestibilidade e qualidade nutricional – é fonte rica de proteína e de energia, além de fornecer fibra efetiva. Segundo o gerente de nutrição animal da Biotrigo, Tiago de Pauli, o objetivo do projeto da Biotrigo ao lançar trigos exclusivos para alimentação animal é atender a uma demanda comum entre os pecuaristas: a escassez de alimentação durante períodos de baixa oferta, perdas de produtividade ou seca. “Dentre as estações do ano, o verão é o período em que se faz o maior volume de alimento conservado, especialmente a silagem de milho, mas na maioria das vezes a sua produção não garante a alimentação no restante do ano e é especialmente no outono, onde ocorre a troca das pastagens de verão e entram as de inverno, que as preocupações aumentam porque essa troca se estende por até 3 meses e logo após com o frio intenso, a umidade e as geadas prejudicam o desenvolvimento das pastagens e a produção de alimentos conservados. Já o trigo, além de manter o solo produzindo na entressafra das culturas principais, pode substituir parcial ou totalmente o milho na formulação de dietas balanceadas, com a vantagem de fornecer maior concentração de proteína e ainda aumentar o retorno financeiro”, explica.

A razão que motivou a pesquisa para desenvolver uma planta exclusiva para alimentação animal e diferente dos demais trigos de duplo propósito foi facilitar o consumo por parte dos animais. Através das técnicas de melhoramento genético, foram selecionadas linhagens sem aristas que dificultavam o consumo e até provocavam lesões no trato digestivo por serem resistentes e pontiagudas. Outro problema da arista é o seu alto teor de compostos fenólicos (lignina) que o ruminante não consegue digerir. “Ao se alimentar com as cultivares TBIO Energia I e TBIO Energia II, que compõem os mixes chamados Energix, o trato digestivo do animal não será ferido, como normalmente seria com um trigo comum”, ressalta Tiago.

Em relação às características agronômicas, o analista de nutrição animal, Luiz Michelon, explica que as cultivares possuem ciclo precoce (em torno de 90 a 100 dias para ensilar), podendo liberar a área mais cedo para a próxima cultura (milho, soja, feijão), pois o período de semeadura ideal é idêntico ao zoneamento dos trigos comuns. O pré-secado é produzido entre 65 e 75 dias e a silagem entre 90 a 100 dias pós emergência no período do inverno. Luiz comenta ainda que os materiais possuem um bom pacote fitossanitário e manejo fácil. “As cultivares possuem bons níveis de tolerância às principais doenças, ótima sanidade foliar e boa resistência ao acamamento”, complementa.

 

Alto valor nutritivo

O zootecnista e supervisor de nutrição animal da Biotrigo, Ederson Luiz Henz, explica que os mixes de cultivares de trigo utilizam a planta inteira na produção de silagem e pré-secado, sendo indicados na alimentação de ovinos, gado de corte, confinados, novilhas, vacas em pré e pós-parto e vacas em lactação. “Quando avaliamos o valor nutricional ou qualidade do Energix 201 e Energix 202 para silagem, ambos mantêm a produção e ainda incrementam em proteína e energia, com produção de 25 a 30 T/ha de MV (Massa Verde) de biomassa, engordando os animais em menos tempo.  Também obtivemos índices satisfatórios para um bom funcionamento fisiológico do rúmen, bem como para síntese proteica de tecidos e produtos metabolizados, contribuindo em ótima fonte de energia (silagem) para os ruminantes, oriunda de carboidratos estruturais (celulose, hemicelulose e pectina) e não estruturais (os açúcares e polissacarídeos amiláceos) contidos na cultura”.

 

Recomendações

Conforme o zootecnista, a silagem do Energix pode substituir até 100% do volumoso para gado de corte, confinado, novilhas e vacas em pré-parto. Para vacas leiteiras de alta produção, até 60% do volumoso. O pré-secado é recomendado também para vacas lactantes de alta produtividade e gado de corte.

 

Trigo para pastejo

Outra tecnologia de trigo que pode ser utilizada no sistema integração lavoura-pecuária é uma cultivar de trigo exclusiva para o pastejo também do portfólio da Biotrigo Genética. Ao contrário do trigo para produção de alimento conservado, Lenox tem ciclo longo e não espiga, fornecendo sempre a fração mais nobre da planta que são as folhas para os animais. A semeadura pode ser feita a partir do dia 10 de março, e pela alta capacidade de rebrota, proporciona novos pastejos em poucos dias, com intervalo entre 20 a 25 dias, mantendo teores de proteína em 30% até o último pastejo safra.

 

Expodireto Cotrijal 2020

Os materiais estarão expostos na Expodireto Cotrijal, entre 2 e 6 de março, em Não-Me-Toque/RS. O estande da Biotrigo Genética está localizado na Avenida B – área de produção vegetal do parque de exposições.

 

O mix de cultivares de trigo sem aristas mostra bons resultados na nutrição e produtividade do plantel.

 

 

Fonte: Assessoria da Biotrigo

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MOVING FLOOR traz ao Brasil tecnologia inovadora de baias autolimpante, sem uso de água e sem antibióticos para suínos

Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.

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Fotos: MOVING FLOOR

A MOVING FLOOR, empresa sueca reconhecida mundialmente por seus sistemas patenteados de pisos autolimpantes para suinocultura, anuncia sua entrada oficial no mercado brasileiro. A tecnologia, que elimina a necessidade de água na limpeza e reduz significativamente o uso de antibióticos, representa um grande avanço em bem-estar animal, sustentabilidade e biossegurança para a indústria suinícola.

Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.

O evento contará com a participação de presidentes e diretores das principais cooperativas do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, executivos de grandes empresas, líderes de opinião da Embrapa Suínos e Aves, UFV, Iowa State University e de associações do setor e mídias especializada.

Um Novo Padrão Tecnológico para a Produção de Suínos

O sistema da MOVING FLOOR automatiza a limpeza das baias de suínos por meio de um piso mecânico patenteado que remove os dejetos continuamente, sem o uso de água, reduzindo as emissões de amônia, melhorando a higiene e criando um ambiente mais saudável para os animais e trabalhadores.

“O Brasil é um dos maiores produtores de carne suína do mundo, e acreditamos que esta tecnologia pode contribuir significativamente para as metas de sustentabilidade do setor”, disse Antonio Lot, representante da MOVING FLOOR.

Uma Parceria Estratégica com a PUC – Paraná

O primeiro showroom brasileiro foi instalado na PUC – PR, onde produtores, pesquisadores e líderes da indústria poderão ver o sistema em operação e avaliar seu potencial de adoção em granjas comerciais.

Fonte: Assessoria MOVING FLOOR
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Vaxxinova marca presença na Abraves PR e reforça compromisso com a evolução da suinocultura

Participação no evento destaca proximidade com o setor, troca técnica e soluções recentes voltadas à sanidade dos plantéis

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Equipe Vaxxinova Suinocultura / Foto: Divulgação

A Vaxxinova participa, nos dias 11 e 12 de março, da Abraves PR, um dos principais encontros técnicos da suinocultura paranaense. A presença da equipe de suínos no evento reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento do setor, por meio do diálogo técnico, da proximidade com os profissionais da cadeia produtiva e do acompanhamento das principais discussões relacionadas à sanidade da atividade.

“A Abraves PR é um ambiente estratégico para troca de conhecimento e atualização técnica. Estar presente nos permite acompanhar de perto as demandas do setor e fortalecer nossa atuação como parceiros da suinocultura brasileira”, afirma Rogério Petri, gerente da área de Suínos da Vaxxinova Brasil.

Durante o evento, a equipe da Vaxxinova estará em contato direto com médicos veterinários, produtores, consultores e demais profissionais, acompanhando a programação técnica relacionadas à sanidade, manejo e produtividade dos plantéis.

“Nosso foco é entender profundamente os desafios enfrentados no campo e oferecer soluções cada vez mais alinhadas à realidade da produção. A participação em eventos regionais como a Abraves PR é fundamental para essa construção conjunta com o setor”, destaca Mayara Tamanini, coordenadora técnica e de marketing da Vaxxinova.

A presença da empresa na Abraves PR ocorre em um momento importante da sua trajetória na suinocultura, marcado por lançamentos recentes e pela ampliação do portfólio de soluções voltadas à saúde animal. Entre os avanços, destacam-se investimentos em inovação, fortalecimento do suporte técnico e a ampliação da capacidade produtiva de vacinas autógenas, iniciativas que reforçam a proposta de oferecer respostas mais rápidas, precisas e personalizadas aos desafios sanitários dos sistemas produtivos.

“Acreditamos que a evolução da suinocultura passa por informação qualificada, diagnóstico preciso e decisões estratégicas baseadas em ciência. Nossa atuação tem sido direcionada exatamente para apoiar o produtor nesse processo”, complementa Rogério Petri.

A Abraves PR reúne profissionais, pesquisadores, estudantes e lideranças do setor, consolidando-se como um espaço relevante para atualização técnica, networking e discussão de tendências que impactam o futuro da suinocultura no Paraná e no Brasil.

Fonte: Assessoria
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Show Rural 2026 discute como atravessar períodos de crise na cadeia leiteira

Necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate.

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Estande da Agroceres Multimix recebeu o debate sobre os desafios da cadeia leiteira durante o Show Rural Coopavel 2026, reunindo produtores, técnicos e especialistas em um bate-papo aberto ao público

A necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate realizado durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, entre os dias 9 e 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel (PR).

Para a zootecnista Josiane Mangoni, coordenadora de Pecuária da Coopavel, o atual momento do leite exige diálogo e troca de experiências. Segundo ela, apesar do cenário delicado, o produtor está habituado a lidar com desafios.

“O leite vai muito além de uma atividade econômica. Ele é paixão, é amor pelas nossas mimosas. Somos uma cadeia acostumada à resiliência, e esse tipo de conversa é fundamental para ajudar o produtor a se manter na atividade”, afirma.

Da esquerda para a direita: Cristian Iothi, Gilson Dias, Josiane Mangoni, Lúcio Drehmer e Marcos Pereira Neves

Josiane destaca ainda que o Show Rural tem como missão levar inovação, tecnologia e ferramentas práticas ao campo. “O evento existe para que o produtor consiga produzir mais e melhor. E, mesmo em períodos de crise, já enxergamos sinais de reação do mercado, o que nos permite acreditar em um novo momento para a cadeia leiteira”, completa.

O debate reuniu diferentes visões da atividade, trazendo para a conversa produtores e especialistas com realidades distintas. Participaram Marcos Pereira Neves, professor da Universidade Federal de Lavras e produtor de leite; Cristian Iothi, engenheiro agrônomo, produtor e cooperado da Coopavel; e Lúcio Drehmer, zootecnista, consultor técnico e produtor de leite em Santa Catarina.

O debate foi conduzido por Gilson Dias, gerente Técnico de bovinos de Leite da Agroceres Multimix. A conversa foi registrada em formato de podcast e integra uma edição especial do agCast. O episódio será disponibilizado em breve nas plataformas digitais da Agroceres Multimix, que esteve presente no Show Rural 2026 com um novo estande, ampliado e voltado ao atendimento de produtores, cooperados e parceiros.

Fonte: Assessoria Agroceres Multimix
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