Notícias Sustentabilidade
Em Mato Grosso, Mapa realiza oficina para definir ações de recuperação e conversão de pastagens degradadas
A atividade reuniu gestores públicos e representantes de instituições ligadas ao setor agropecuário mato-grossense para validar os dados territoriais e socioeconômicos

Com os objetivos de compartilhar conhecimentos e identificar as ações e áreas improdutivas prioritárias em Mato Grosso, passiveis de recuperação, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, nesta quarta-feira (10), em Cuiabá (Mato Grosso) oficina sobre as ações de recuperação e conversão de áreas degradadas.
A atividade reuniu gestores públicos e representantes de instituições ligadas ao setor agropecuário mato-grossense para validar os dados territoriais e socioeconômicos, de maneira a traçar diretrizes e estratégias para a implementação do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD) em convergência com o Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária 2020-2030 (Plano ABC+), em Mato Grosso.
As ações contribuirão com a ampliação das áreas produtivas de estabelecimentos rurais, de diferentes tamanhos e que estão fora de áreas restritas, proporcionando o crescimento econômico, social e ambiental do setor, no estado.
A secretária de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo, Renata Miranda, destacou a importância do evento para a integração, qualificação e validação de dados e informações, que venham subsidiar propostas de investimentos para a implementação do PNCPD no estado.
“Mato Grosso é uma potência produtiva do setor agropecuário, mas é também o estado com maior área de pastagem com baixo vigor produtivo, cerca de 7 milhões de hectares. Nosso trabalho aqui é discutir, junto com os atores públicos e privados, estratégias e soluções para tornar essas áreas produtivas e rentáveis novamente, criando mais oportunidades de negócio para o produtor rural” afirmou.
O superintendente Federal de Agricultura de Mato Grosso, Leny Rosa Filho, destacou a importância da iniciativa. “Estamos formando multiplicadores por meio de oficinas e treinamentos, proporcionando aos agricultores a oportunidade de incorporar novas tecnologias em suas práticas diárias e, assim, aumentar sua renda. A expectativa é que possamos aumentar ainda mais a produção, mantendo a segurança e o respeito ao meio ambiente como prioridades”.
De acordo com a superintendente de Agronegócios e Crédito da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso e coordenadora do Grupo Gestor Estadual (GGE) do Plano do ABC+/MT, Linacis Silva Lisboa, a convergência de ações (PNCPD e ABC+) e a maior participação dos atores envolvidos vão possibilitar que Mato Grosso possa atingir a meta de 3,8 milhões de hectares de conversão de áreas degradadas até 2030. “A sinergia de esforços é de suma importância para que, de fato, as metas se tornem realidade, ampliando a produção de alimentos de forma sustentável e rentável para o produtor”, completou.
O evento contou com a parceria do Instituto Cidadania e Sociedade (ICS), Centro de Inteligência e Governança de Terras e Desenvolvimento Sustentável (CITE), Consultoria Agroícone, Esalq/Gpp, Olab e Colab.
Conversão de pastagens degradadas
O Pncpd foi criado em dezembro de 2023, por meio do Decreto 11.815/2023, e tem como finalidade promover e coordenar políticas públicas destinadas à conversão de pastagens degradadas em sistemas de produção agropecuários e florestais sustentáveis.
Entre as atividades previstas estão: a adoção e manutenção das tecnologias sustentáveis; o mapeamento das áreas prioritárias para o desenvolvimento de cadeias produtivas condizentes com a sociobioeconomia local e regional; o financiamento a produtores rurais; o desenvolvimento de planos de negócios de acordo com os mapas de aptidão (áreas e culturas/práticas agropecuárias prioritárias), entre outros.

Notícias
Primeira ferrovia do país implantada sob autorização estadual amplia o corredor logístico entre Mato Grosso e o Porto de Santos
Quando concluída, a ferrovia terá mais de 700 quilômetros de extensão, passando por 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal para Cuiabá

A Rumo entregou no último sábado (20/6) a primeira fase da Ferrovia de Mato Grosso (FMT), primeira ferrovia do país implantada sob o modelo de autorização estadual e a maior obra ferroviária em execução no Brasil. A cerimônia marcou a entrada em comissionamento operacional dos primeiros 162 quilômetros do empreendimento e do novo terminal rodoferroviário da BR-070, em Dom Aquino (MT), ampliando a conexão entre o principal estado produtor de grãos do país e o Porto de Santos. O evento contou com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e reuniu autoridades federais, estaduais e representantes do setor produtivo.
A entrega representa mais um marco para a Rumo, maior operadora ferroviária de cargas do Brasil, que investiu mais de R$ 5 bilhões nesta primeira fase. A etapa conecta o Terminal de Rondonópolis ao novo terminal da BR-070, em Dom Aquino, projetado para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. Juntos, os empreendimentos aproximam os trilhos da origem da carga e ampliam a capacidade de escoamento de uma das regiões mais estratégicas para o agronegócio brasileiro.
O vice-presidente Geraldo Alckmin comentou sobre os ganhos proporcionados pela expansão do corredor logístico com a Ferrovia de Mato Grosso. “Precisamos chegar aos portos e, para isso, a ferrovia é fundamental. Ela ligará o Mato Grosso ao Porto de Santos, reduzindo custos logísticos e impulsionando o desenvolvimento brasileiro. Não há nada mais ambientalmente correto do que ferrovias, que reduzem a emissão de carbono, diminuem acidentes e geram mais emprego e renda”, ressaltou.
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, destacou a relevância da FMT para a competitividade do estado. “A Ferrovia de Mato Grosso é um sonho que virou realidade, em um encontro entre empreendedorismo e trabalho. Continuamos a investir em um estado que é exemplo do que o Brasil pode ser.”
Para o CEO da Rumo, Pedro Palma, a entrega da primeira fase da FMT representa um passo importante na estratégia de expansão da companhia em Mato Grosso e no fortalecimento da logística nacional. “A Ferrovia de Mato Grosso foi concebida para acompanhar o crescimento de uma das regiões mais produtivas do mundo. A entrega desta primeira fase reforça nossa visão de longo prazo de investir em infraestrutura capaz de sustentar o aumento da produção brasileira com eficiência, previsibilidade e capacidade para atender a demanda das próximas décadas.”
Modelo pioneiro de expansão ferroviária
Inserida no Novo PAC do Governo Federal, a Ferrovia de Mato Grosso (FMT), oficialmente denominada Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo, representa um marco para a infraestrutura nacional. Pioneira no país, a iniciativa inaugura um novo modelo de expansão ferroviária baseado em autorização estadual e investimento privado.
Quando concluída, a ferrovia terá mais de 700 quilômetros de extensão, passando por 16 municípios entre Rondonópolis e Lucas do Rio Verde, além de um ramal para Cuiabá. O projeto foi concebido para aproximar a infraestrutura ferroviária das principais regiões produtoras do estado e ampliar a capacidade logística do Centro-Oeste.
A primeira fase entregue inclui também o novo terminal da BR-070, instalado em uma área de 200 hectares. O complexo conta com capacidade para descarregar até 35 caminhões por hora, carregar até 16 vagões por hora e armazenar até 42 mil toneladas de grãos, além de oferecer estrutura de apoio aos motoristas e estacionamento para até 250 caminhões.
Notícias
Programa Milho 100% amplia alcance no Rio Grande do Sul
Mais de 42,5 mil agricultores e pecuaristas familiares já solicitaram sementes para a safra 2026/2027. Com investimento previsto de R$ 95,4 milhões, iniciativa mantém subsídio integral e chega a 471 municípios gaúchos.

O Programa Extraordinário de Recuperação das Lavouras de Milho e Sorgo – Milho 100% já ultrapassou, ainda durante o período de solicitação das sementes, o número de produtores atendidos na edição passada. Dados parciais da safra 2026/2027 mostram que mais de 42,5 mil agricultores e pecuaristas familiares realizaram pedidos, superando o total de famílias beneficiadas em 2025/2026.

Foto: Divulgação
Criado pelo governo do Rio Grande do Sul em junho de 2025, o programa distribuiu gratuitamente, na última safra, 135.217 sacas de sementes de milho e sorgo. Com investimento de R$ 93 milhões, a iniciativa alcançou mais de 40 mil famílias em 456 municípios, por meio da participação de 685 entidades.
Para a nova safra, além do crescimento no número de produtores interessados, o Milho 100% também ampliou sua presença no Estado. Até o momento, 803 entidades já efetuaram pedidos, um aumento de 17% em comparação com a edição anterior.
Desse total, 441 prefeituras aderiram ao programa, incluindo 46 novos municípios participantes, enquanto 362 sindicatos, associações e cooperativas integram a iniciativa, com a entrada de outras 85 entidades. Ao todo, 471 municípios gaúchos já estão contemplados nesta etapa.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Gustavo Paim, os números demonstram a

Foto: Divulgação
consolidação da política pública e o esforço do governo estadual em ampliar o acesso dos produtores às sementes, mantendo o benefício integral. “Conseguimos ampliar o alcance do programa e chegar a ainda mais famílias, mantendo o compromisso do governo do Estado de garantir a entrega das sementes sem custo aos agricultores e pecuaristas familiares. O Milho 100% é uma política pública que gera resultado direto na propriedade, reduz custos de produção e contribui para a recuperação e o fortalecimento da atividade produtiva no campo”, afirma Paim.
Investimento de R$ 95,4 milhões
Para a safra 2026/2027, o governo estadual prevê investir R$ 95,4 milhões para assegurar novamente o subsídio de 100% na aquisição das sementes. Cada produtor poderá receber até quatro sacas de milho ou sorgo, destinadas à produção de grãos, silagem e alimentação dos rebanhos nas propriedades familiares.
A medida busca fortalecer a produção agropecuária e reduzir os custos dos agricultores em um momento de recuperação das atividades no campo.

Foto: Divulgação
Quem pode participar
Podem acessar o programa agricultores familiares enquadrados na Lei Federal nº 11.326/2006 e pecuaristas familiares definidos pelo Decreto Estadual nº 48.316/2021, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação estadual.
Os interessados devem procurar prefeituras, sindicatos, associações ou cooperativas de seus municípios para formalizar a solicitação por meio da plataforma do Programa Milho 100%.
Levantamento parcial
Números parciais da safra 2026/2027 mostram a dimensão do programa: mais de 42,5 mil agricultores e pecuaristas familiares já realizaram pedidos de sementes; 803 entidades participam da iniciativa, entre elas 441 prefeituras e 362 sindicatos, associações e cooperativas; ao todo, 471 municípios gaúchos estão contemplados. Para esta edição, o governo do Estado prevê investimento de R$ 95,4 milhões, mantendo o subsídio integral para a distribuição de sementes de milho e sorgo.
Notícias
Frísia recebe primeiro encontro do projeto Avança + Paraná 2026 nos Campos Gerais
Evento será realizado nesta terça-feira (23), em Carambeí (PR), e vai discutir governança ambidestra, sucessão e transformação organizacional com lideranças do cooperativismo e do setor empresarial da região.

A Frísia Cooperativa Agroindustrial será a anfitriã da primeira edição do projeto “Avança + Paraná 2026” nos Campos Gerais. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), por meio do Capítulo Paraná, o encontro será realizado nesta terça-feira (23), em Carambeí (PR), e terá como tema central “Governança Ambidestra: preservando a essência, transformando o futuro”.
A iniciativa faz parte do projeto Avança + PR, criado com o objetivo de descentralizar as discussões sobre governança corporativa no Estado, ampliando o acesso a conteúdos especializados e fortalecendo a conexão com lideranças regionais, especialmente ligadas ao cooperativismo.

Presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob: “Acreditamos que o equilíbrio entre a preservação de nossos valores e a busca contínua pela inovação é fundamental para o futuro do cooperativismo e para o desenvolvimento sustentável de nossas comunidades” – Foto: Divulgação
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Frísia, Geraldo Slob, sediar o encontro representa uma oportunidade para ampliar o debate sobre os desafios e as oportunidades do setor. “É uma honra para a Frísia receber o IBGC e as lideranças dos Campos Gerais para discutir um tema tão relevante. Acreditamos que o equilíbrio entre a preservação de nossos valores e a busca contínua pela inovação é fundamental para o futuro do cooperativismo e para o desenvolvimento sustentável de nossas comunidades”, afirma.
O conceito de governança ambidestra está relacionado à capacidade das organizações de preservar sua identidade, cultura e valores ao mesmo tempo em que desenvolvem competências para inovar, adaptar-se e responder às transformações econômicas, sociais e tecnológicas.
A programação contará com palestra da pesquisadora e especialista em governança e cooperativismo, Dra. Schirlei Freder. Na sequência, será realizado um painel sobre governança, sucessão e transformação organizacional, com a participação de Geraldo Slob e mediação de Ruth Bandeira, CEO da Propósito e cofundadora do Grupo Propósito. O coordenador-geral do Capítulo Paraná do IBGC, Marcos Leandro Pereira, também participará do evento.
Voltado a cooperados, dirigentes, conselheiros e lideranças empresariais da região dos Campos Gerais, o encontro pretende promover o debate sobre temas como sucessão, inovação, liderança, sustentabilidade e os desafios da transformação organizacional.
As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas, clique aqui para garantir sua participação.



