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Notícias Segundo pesquisa

Em dez anos, área plantada será ampliada em 10,3 milhões de hectares no Brasil

Culturas como soja, milho e cana ganharão novas áreas, conforme estudo feito pelo ministério

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Arquivo/OP Rural

O estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29 prevê que a área total plantada com lavouras no país passará de 75,4 milhões de hectares para 85,68 milhões, um acréscimo de 10,3 milhões de hectares em dez anos. A expansão se dará, principalmente, sobre pastagens naturais e áreas degradadas. O grupo reúne os cultivos de algodão, arroz, feijão, milho, soja (grão), trigo, café, mandioca, batata inglesa, laranja, fumo, cana-de-açúcar, cacau, mandioca, uva, maçã, banana, manga, melão e mamão.

Produzido pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o estudo traz as perspectivas para produção, consumo, exportação, importação e área plantada no Brasil.

De acordo com o levantamento, a área cultivada de grãos (algodão, amendoim, arroz, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale) saltará de 62,9 milhões de hectares para 72,4 milhões de hectares, o que corresponde a um acréscimo anual de 1,4%, ou 15,3% no período de 10 anos.

Na próxima década, o Brasil vai produzir 300 milhões de toneladas de grãos, ou seja, mais 62,8 milhões de toneladas (27%). O crescimento será principalmente com o aumento da produtividade das culturas.

Lavouras

As projeções apontam para o crescimento das seguintes lavouras: soja  (+ 9,54 milhões de hectares), milho segunda safra (+ 4 milhões de hectares) e cana-de-açúcar (+ 1,64 milhão de hectares). Haverá retração nas lavouras de arroz (-1 milhão de hectares), laranja (-100 mil hectares) e mandioca (-180 mil de hectares).

Conforme o estudo, as lavouras que irão perder área, como mandioca, café, arroz, laranja e feijão, serão compensadas por ganhos de produtividade. A expansão de soja e cana-de-açúcar ocorrerá “pela incorporação de áreas novas, áreas de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder área. A área de milho deve expandir-se sobre áreas liberadas pela soja, no sistema de plantio direto”.

“Algumas incertezas são inerentes às características da agricultura e outras, como tensões nas relações comerciais e doenças, que podem afetar as lavouras e as criações, e eventos climáticos extremos, como chuvas, geadas e secas”, explica José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação do ministério e um dos pesquisadores.

Entre as regiões do país, o Centro-Oeste terá a maior ampliação da área plantada no período, com crescimento de 26,5 milhões de hectares para 34 milhões de hectares, alta de 28,5%.

No Sul, o incremento será de 8%, de 19,5 milhões de hectares para 21 milhões de hectares. No Norte, o crescimento será de 19%, de 3 milhões de hectares para 3,6 milhões de hectares.

A região denominada Matopiba (formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e pela Bahia) “deverá apresentar aumento elevado da produção de grãos assim como sua área deve apresentar também aumento expressivo. As projeções indicam que essa região deverá produzir cerca de 28,7 milhões de toneladas de grãos em 2028/29 numa área plantada de grãos de 8,8 milhões de hectares ao final do período das projeções”, aponta o estudo.

Fonte: MAPA
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Notícias Segundo Cepea

PIB agro segue em alta em maio e crescimento no ano é de 4,62%

Pelo quinto mês consecutivo, o PIB do agronegócio cresceu em maio, 0,78%

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Divulgação/AENPr

Pelo quinto mês consecutivo, o PIB do agronegócio cresceu em maio, 0,78%, de acordo com cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizados em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Assim, o setor amplia o avanço no ano (de janeiro a maio) para 4,62%.

Entre os ramos do agronegócio, o agrícola voltou a subir em maio, 0,75%, acumulando aumento de 2,51% em 2020. O pecuário mantém o ritmo de crescimento mensal, com elevação de 0,9% em maio e de expressivos 9% no ano.

Segundo pesquisadores do Cepea, ainda como efeito da covid-19, o PIB da agroindústria, segmento mais prejudicado pela pandemia, foi o único a recuar em maio, 0,68%, tornando negativo o resultado do acumulado do ano, em 0,24%. Assim como observado em abril, a agroindústria foi pressionada em maio pelos setores industriais de base agrícola, já que o desempenho da indústria pecuária seguiu positivo.

Já o avanço mais intenso entre os segmentos foi observado para o primário, que cresceu 3,08% em maio, acumulando alta de 11,67% no ano. No mês, o PIB do segmento primário agrícola registrou alta de 4,62% e no ano, de expressivos 15,17%. Pesquisadores do Cepea indicam que, entre os produtos, os destaques em termos de altas de preços foram: milho, café, cacau, arroz, soja e trigo, todos com elevações superiores a 15%. No caso do segmento primário pecuário, o PIB cresceu 0,54% no mês e 6,20% de janeiro a maio, impulsionado pelos maiores preços, principalmente de boi gordo, suínos e ovos. Pesquisadores do Cepea indicam que o elevado patamar dos preços pecuários nos primeiros meses de 2020 ainda refletiu um efeito inercial da forte elevação ao longo de 2019 reforçada pela baixa oferta de bovinos para abate e pelo elevado ritmo de exportações de carnes ao longo deste ano.

O segmento de agrosserviços também cresceu em maio e no ano, apesar da pandemia. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse resultado reflete, por um lado, o fato de que não houve paralisação do agronegócio ou problema de distribuição e abastecimento de alimentos para os supermercados e a população brasileira e, por outro, o forte ritmo de exportações do agronegócio no período.

Fonte: Cepea
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Notícias Safra de inverno

São Paulo espera colher safra recorde de 300 mil toneladas de trigo

Relato das cooperativas indicou expectativa de boa colheita se o clima colaborar nas próximas semanas

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Divulgação/AENPr

O setor triticultor paulista se reuniu na manhã de 05 de agosto para o segundo encontro da Câmara Setorial do Trigo no estado, que desta vez, por conta da pandemia da Covid-19, foi realizado remotamente.

“Mesmo online esse encontro é muito importante para dividirmos os desafios e as necessidades dos segmentos que atuam com o cereal no estado, entendendo como está o mercado e promovendo a união do setor como um todo”, destacou o presidente da Câmara Setorial do Trigo de São Paulo, Victor Oliveira.

As quatro maiores cooperativas do estado, Cooperativa Agro Industrial Holambra, Castrolanda, Capal e a Cooperativa Agrícola de Capão Bonito estiveram presentes na reunião e destacaram a boa evolução das lavouras, devido ao clima favorável e as chuvas dos últimos meses.

“De acordo com o levantamento feito por meio do reporte dos representantes das cooperativas temos potencial para um volume estimado de trigo em São Paulo acima da casa das 300 mil toneladas, se o clima permitir. Ainda existe uma pequena necessidade de chuva para o mês de agosto, e por outro lado, há preocupações com as chuvas previstas para setembro, período de ampla colheita do trigo e que pode prejudicar a qualidade e a produtividade do grão”, afirmou Oliveira.

Ainda de acordo com as cooperativas, devido ao início tardio do semeio da cultura no estado, a colheita será realizada entre os meses de setembro e outubro. “As lavouras estão indo muito bem e temos a expectativa de obter um trigo de boa qualidade. Claro que dependemos muito do fator clima, mas a tendência é que tenhamos uma safra muito boa este ano”, reforça o presidente da Câmara.

Em um cenário geral, o representante da Gavilon, Pedro Sampaio apresentou na reunião um panorama do grão no Brasil e no mundo, destacando o aumento da produção de trigo no Brasil, o que pode representar uma redução no volume a ser importado da Argentina e de outros países, como a Rússia, EUA ou Ucrânia.

Incremente de nova área de trigo em SP

A equipe da Biotrigo também participou do encontro online e apresentou um estudo que indica a possibilidade de crescimento da área de trigo no estado, visando atender quase que totalmente o volume de moagem dos moinhos paulistas.

“São Paulo é um case de sucesso em termos de ampliação de área e de melhora da qualidade do trigo no país. Acreditamos que há a possibilidade de aumentar a área de produção no estado e com isso oferecer trigo de qualidade aos moinhos e rentabilidade aos produtores paulistas”, ressaltou a supervisora de qualidade industrial da Biotrigo Genética, Kênia Meneguzzi.

Segundo os dados apresentados, o estado possui 20 moinhos em atividade, que consomem cerca de 12% da demanda por trigo no Brasil, o que significa algo em torno de 1,6 mi toneladas. São Paulo possui hoje uma área de produção de aproximadamente 85 mil ha, o que segundo a Biotrigo poderia ser ampliado de maneira significativa, explorando outras regiões que já foram triticultoras no passado, mas que hoje perderam atratividade para outras culturas.

“Esse é um estudo muito positivo, pois nos apresenta um potencial grande para o crescimento de área e produção, que seria facilmente absorvido pelos moinhos paulistas, além de oferecer uma oportunidade rentável aos produtores do estado. Nós como Câmara Setorial seguiremos apoiando este trabalho, visando ampliar a presença do trigo nos campos paulistas”, finalizou Oliveira.

Fonte: Assessoria
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Notícias Pecuária

Associação de Girolando encerra 1º semestre com aumento no número de Registro Genealógico e de associados

Número de Registros Genealógicos efetuados em rebanhos de todo o país foi de 46.790, entre janeiro a junho

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O primeiro semestre de 2020 foi de crescimento para a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. O número de Registros Genealógicos efetuados em rebanhos de todo o país foi de 46.790, entre janeiro a junho, um crescimento de 4,26% em comparação ao mesmo período de 2019 e de 21,21% em relação a 2018.

Separando esse volume por categoria, o desempenho foi o seguinte: 12.430 registros de CGD – GD (Genealogia Desconhecida); 16.538 registros de CGD/RGD – GC (Genealogia Conhecida); 17.822 registros de CGN/RGN  (Registros de Nascimento).

De acordo com o coordenador operacional do Serviço de Registro Genealógico da Raça Girolando (SRGRG), Edivaldo Ferreira Júnior, esse crescimento pode ser atribuído a fatores de mercado e ações de incentivo promovidas pela Girolando. “O momento que vivemos na cadeia produtiva do leite, com aumentos consecutivos no preço do leite pago ao produtor e as perspectivas de novos aumentos, está refletindo na procura pelo serviço de registro. Os preços dos animais também estão em elevação”, explica o coordenador do SRGRG.

Segundo ele, há uma grande procura por bovinos mais especializados para produção de leite. “Mesmo os produtores que ainda não são associados da Girolando estão buscando animais que tenham genealogia conhecida, o que aquece o mercado e gera demanda pelos serviços da Associação”, diz Edivaldo Júnior. Uma das ações desenvolvidas no primeiro semestre pela entidade foi a campanha de novos associados, que ofertou desconto, atraindo 150 novos criadores para os quadros associativos da Girolando, que hoje conta com quase 4 mil associados. Também foram concedidos descontos em determinadas categorias de registro, com descontos progressivos de acordo com o volume de exemplares registrados no rebanho, além de descontos em multas.

A expectativa da entidade é encerrar 2020 com um crescimento em torno de 7%, somando todas as categorias. No ano passado, o total de registros foi de 81.412. De acordo com o presidente da Girolando, Odilon de Rezende Barbosa Filho, a entidade vem investindo para oferecer aos associados ferramenta de seleção capazes de acelerar o melhoramento genético dos rebanhos. “O Brasil está bem próximo de atingir a autossuficiência na produção de leite. Isso só reforça o relevante papel do associado da Girolando dentro da cadeia produtiva do leite, principalmente se levarmos em conta que 80% do leite produzido no País vem de rebanhos Girolando”, assegura o presidente.

Fonte: Assessoria
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