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Em assembleia, deputados federais ressaltam protagonismo do Sistema Faep
Parlamentares elencaram as conquistas de 2024 e os desafios para esse ano, destacando a necessidade de união do setor

Deputados federais do Paraná e a senadora e ex-ministra Tereza Cristina reforçaram seu apoio ao setor agropecuário e ao Sistema FAEP, e destacaram o protagonismo da entidade em defesa do produtor rural. As lideranças também elencaram desafios a serem enfrentados pelo setor ao longo deste ano. As declarações ocorreram ao longo da assembleia-geral da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), realizada nesta segunda-feira (27), em Curitiba. O encontro contou com a participação de mais de uma centena de presidentes e/ou delegados de 87 sindicatos rurais do Estado.

Presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “Estamos brigando em prol do nosso produtor, assim como estamos brigando em outros temas”
Em seu discurso de abertura, o presidente interino do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, destacou ações deflagradas pela entidade em 2024. Entre elas estão a reação a invasões de terras no Oeste do Paraná por indigenas, a atuação por melhorias no fornecimento de energia elétrica no campo e a luta que reverteu o aumento na alíquota do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD), que incide em heranças.
“A passividade do governo federal gera grande preocupação. Esses ditos indígenas nos mostram que estamos reféns de um governo que acredita em narrativas. Estamos brigando em prol do nosso produtor, assim como estamos brigando em outros temas”, disse Meneguette, em relação à invasão de terras no Oeste do Estado.

Deputado federal Tião Medeiros: “É uma pauta que tínhamos apostado. Isso muda a matriz de custo e a competitividade”
O deputado federal Tião Medeiros prevê que 2025 seja um ano de desafios. Em âmbito internacional, a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos deve trazer consequências ao setor rural brasileiro. O presidente norte-americano já adotou medidas de estímulo aos combustíveis fósseis, invertendo a transição energética para matrizes renováveis – o que beneficiava o agro. “É uma pauta que tínhamos apostado. Isso muda a matriz de custo e a competitividade”, diz.
Além disso, Medeiros prevê desafios na área ambiental. Essa pauta deve ser reforçada pela edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP), que será realizada em Belém, no Pará, no fim do ano. Por isso, a união do setor se faz necessária. “Reafirmar nosso compromisso com o setor rural e com o Sistema Faep é até redundante, mas é importante fazê-lo. Será um ano desafiador e fico feliz em saber que temos uma trincheira sólida de defesa ao agronegócio. O agronegócio continuará sendo bem representado pela Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) e por nós”, ressalta.

Senadora Teresa Cristina e o deputado federal Pedro Lupion (presidente da FPA)
Em seguida, o deputado federal Pedro Lupion (presidente da FPA) e a senadora Teresa Cristina participaram da assembleia-geral, via videoconferência. Os parlamentares cumprem agenda na Europa, com compromissos que incluem visita à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e ao Parlamento Europeu.
“Estivemos na FAO, conversando sobre números de uso de agroquímicos sobre o Brasil, que nem sempre a gente concorda”, explica Teresa Cristina. “Os desafios são muitos, mas estamos juntos. E todos juntos, fortes, vamos vencer. Estamos à disposição dos agricultores do Paraná”, acrescenta a ex-ministra.
“Temos, até agora, um Plano Safra difícil de aceitar, um seguro agrícola que não existe. E a gente precisa, efetivamente, baixar os custos de produção”, aponta Lupion. “Felizmente, temos uma articulação, temos a reação da FPA em relação ao governo federal e temos a atuação consistente do Sistema Faep, que trabalha em conjunto com a gente”, completa o parlamentar.

Deputado federal Sergio Souza: “Estamos, mais uma vez, à disposição integral do Sistema Faep, do nosso setor produtivo rural e de todos os parceiros dos sindicatos rurais do Paraná”
Além de mencionar entraves do ponto de vista ambiental, o deputado federal Sergio Souza apontou que o setor agropecuário deve enfrentar desafios relacionados a novas etapas da Reforma Tributária e à discussão sobre impostos que incidem sobre patrimônio, como o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto Territorial Rural (ITR).
“Por isso a união é importante. Estamos, mais uma vez, à disposição integral do Sistema Faep, do nosso setor produtivo rural e de todos os parceiros dos sindicatos rurais do Paraná”, ressalta.

Secretário de Estado de Indústria e Comércio, Ricardo Barros: ” Queremos continuar nessa linha de gerar empregos e produzir qualidade de vida”
Deputado federal licenciado e atual secretário de Estado de Indústria e Comércio, Ricardo Barros, destacou o trabalho de articulação do Sistema Faep, que tem assumido o protagonismo no diálogo com outras entidades do setor produtivo. Apesar dos desafios, o secretário apontou o bom momento de atividades agropecuárias, com o avanço na produção de frango, tilápia e suínos, além da ampliação relacionada ao biodiesel e etanol de milho.
“Vivemos em um momento importante para o Paraná, que é o Estado que mais cresce, economicamente. Queremos continuar nessa linha de gerar empregos e produzir qualidade de vida”, diz Barros. Dirigindo-se ao Sistema Faep, o secretário concluiu: “Nosso Paraná é agro e vocês são nossa representação”.

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Credenciamento inédito no Paraná autoriza coleta de animais mortos com rastreabilidade
Processo transforma resíduos em biocombustível e fertilizantes, sob fiscalização e normas sanitárias rígidas.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) celebrou de forma oficial, na quinta-feira (16), o primeiro credenciamento de uma empresa que será responsável pelo recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária em propriedades rurais de todo o Estado. A empresa é a A&R Nutrição Animal, sediada em Nova Aurora, região Oeste. O evento ocorreu na sede da empresa, com a presença de representantes da Adapar, diretores e funcionários.
A autorização representa uma alternativa formal e regulamentada, por meio da publicação da Portaria nº 012/2026, à eliminação desses materiais nas próprias fazendas. O documento de autorização é de janeiro deste ano e foi assinado pelo diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, com base na Lei Estadual nº 11.504/1996 e no Decreto Estadual nº 12.029/2014. A medida responde a uma demanda antiga do setor pecuário por soluções estruturadas no descarte de animais mortos.
A A&R Nutrição Animal chegou a essa atividade após deixar o ramo de ração animal e reinvestir toda a sua infraestrutura para atender à necessidade da região. O redirecionamento das atividades aconteceu em parceria com a Secretaria da Agricultura de Toledo e a Suíno Oeste, Associação dos Suinocultores do Oeste do Paraná.
Agora, a empresa passa a poder recolher carcaças de suínos e peixes mortos em qualquer propriedade rural paranaense, embora em um primeiro momento a atuação seja exclusivamente com suínos. O credenciamento tem validade de três anos e é responsabilidade do representante legal da empresa providenciar a renovação dentro do prazo.
O diretor da A&R Nutrição Animal, Charbel Syrio, comemorou a conquista e diz que pretende expandir o negócio de recolhimento dos animais em propriedades rurais. “O objetivo é capitanear esse processo no Brasil e no Paraná, em função de termos o mercado que mais produz o suíno. E a gente vem nessa demanda”, pontuou.
Charbel também explicou o processo e a finalidade do trabalho. “Esses animais, hoje, serão coletados, irão para uma unidade de indústria que vai processar as carcaças e os produtos acabados terão dois destinos: o óleo vai para o biocombustível, para a indústria de higiene e limpeza, indústria química; e a farinha vai para adubos”, complementou.
O chefe do departamento de Saúde Animal, Rafael Gonçalves Dias, destacou a importância do manejo correto das carcaças e do credenciamento de empresas como uma das alternativas disponíveis. Mas frisou que a prática só deve ser realizada quando permitida pela Adapar. “É importante abrir novos caminhos, mas temos que reforçar que é proibida a retirada de animais mortos, de qualquer espécie produzida, de dentro das propriedades por terceiros. Essa prática é somente permitida para empresas credenciadas pela Adapar. Por isso, o principal destino dos suínos mortos ainda deve ser a compostagem dentro das próprias propriedades, permanecendo como a prática mais recomendada e utilizada”, elucida.
Dias também explicou que, por regra geral, a prática de manejar e tratar os animais mortos dentro das propriedades diminui os riscos sanitários envolvidos nesse processo. “É fundamental que a empresa agora credenciada, assim como qualquer outra que venha a se credenciar no futuro, não adentre nas áreas limpas das propriedades, a fim de evitar qualquer tipo de contaminação cruzada entre elas”, conclui.
Restrições e vedações
A portaria estabelece limitações claras sobre a atuação da empresa. Fica expressamente proibido o recolhimento de animais mortos oriundos de outros estados da federação, restringindo a atividade ao território paranaense. Além disso, os produtos gerados a partir do processamento das carcaças não poderão ser utilizados na fabricação de alimentos, seja para consumo animal ou humano.
É de responsabilidade da Adapar a garantia da rastreabilidade de toda a operação. A Agência define que apenas veículos previamente vistoriados e credenciados pelo órgão estão autorizados a realizar o transporte, que deve ser acompanhado da documentação específica. As carcaças são processadas na indústria e transformadas em farinha, destinada posteriormente à produção de adubo ou fertilizante.
Controle sanitário
Em situações em que a Adapar identifica a suspeita de doenças de notificação obrigatória em explorações pecuárias, o recolhimento de animais mortos ficará automaticamente sujeito a restrições, só podendo ser retomado mediante autorização expressa do órgão fiscalizador. O descumprimento das normas previstas na portaria ou das demais regulamentações do Serviço de Defesa Agropecuária pode resultar na suspensão ou no cancelamento do credenciamento.
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Frimesa apresenta novidades em proteínas suínas e fortalece posicionamento de marca
Lançamentos destacam sofisticação, versatilidade e nova identidade visual da cooperativa.

Com foco em inovação e diversificação, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, escolhe a vitrine da ExpoApras 2026 – um dos principais eventos do setor supermercadista no Brasil – para apresentar novos itens do portfólio de proteínas animal. A aposta são os lançamentos das linhas premium Fogo & Sabor e os novos hamburgueres da marca, que chegam às gôndolas de todo o país a partir de junho.
Entre as novidades, estão as novas linguiças saborizadas e a Manta de Linguiça Toscana, da marca Fogo & Sabor, que são voltadas aos entusiastas do churrasco e valorizam a inovação e a experimentação de novos cortes e temperos. Versátil, a manta permite aplicações que vão da grelha a air fryer até o preparo de recheios e ragus. Pioneira no formato de linguiça frescal, a nova Chistorra da Frimesa é um diferencial exclusivo no mercado nacional. Já a versão Chimichurri insere na categoria de embutidos a herança dos sabores platinos, amplamente apreciados no Brasil.
Já a linha de hambúrgueres de 120g, nos sabores Toscana, Defumado e Pernil, com assinatura Frimesa, foi projetada para o consumidor que deseja replicar a experiência das hamburguerias artesanais em casa. Ambas as linhas foram desenvolvidas para o segmento premium, posicionando-os junto aos produtos gourmet já consolidados no varejo. Com as inovações, a Frimesa visa suprir a demanda do consumidor que busca valor agregado e qualidade superior.
Rodrigo Fossalussa, superintendente comercial da Frimesa, explica que o lançamento das linhas marca uma fase estratégica de evolução e consolidação do portfólio da Frimesa, alinhado ao novo posicionamento de marca e identidade visual. “O momento exige não apenas inovação, mas sofisticação técnica para demonstrar ao mercado porque somos a maior especialista em carne suína do Brasil. Estamos elevando a percepção de valor da proteína suína”, afirma.
O estande da Frimesa na ExpoApras conta com uma estrutura de 296m² e explora o conceito “A Casa da Família Frimesa”, convidando o varejista a degustar os novos produtos, além dos itens tradicionais já consolidados no mercado. O evento também é uma oportunidade para apresentar a nova identidade visual, lançada em março deste ano junto ao rebranding, que tem como um dos pilares a família. O tema é explorado na campanha de comunicação veiculada a partir de abril e se faz presente também no estande da cooperativa na ExpoApras
“Estamos chegando com presença física em São Paulo, mas as raízes da Frimesa estão no Paraná. Fazer parte da ExpoApras reforça o nosso compromisso com o varejo regional e nacional e o quanto valorizamos esse mercado que tanto nos abraça”, comenta Fossalussa.
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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos
Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.
No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.
Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.



