Suínos
Em ano de Copa, Associação Brasileira de Proteina Animal destaca plano de preservação da Biosseguridade
Em coletiva de imprensa hoje realizada na capital catarinense, o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, detalhou o plano de ações e restrições proposto pela entidade nacional às agroindústrias dos setores produtivos de aves e suínos, em especial durante a realização dos eventos esportivos internacionais neste ano.
O plano repassado às agroindústrias do setor foca, principalmente, na prevenção da Influenza Aviária, na avicultura, e na prevenção da Diarreia Suína Epidêmica (PEDv), na suinocultura.
No caso da avicultura, o plano recomenda a proibição de visitas, às instalações produtoras de aves e ovos, de estrangeiros procedentes de países com focos ativos de Influenza Aviária de alta patogenicidade. Para países com focos extintos há menos de 30 dias, é indicada a realização de quarentena de sete dias no país de origem e outros sete em território brasileiro.
O plano abrange recomendações sobre vestimentase objetos utilizados porvisitantes nas instalações, sejam elas granjas de reprodutoras, poedeiras e incubatórios, ou granjas de frangos de corte, fábricas de rações e abatedouros.
Para a suinocultura, a ABPA recomendou às agroindústrias a realização de vazio sanitário de, no mínimo, 72 horas, em especial para visitantes da Ásia, Leste Europeu e EUA, países com registros recentes de Diarreia Suína Epidêmica (PEDv). A entidade advertiu, ainda, sobre a necessidade de cautela com relação à importação de produtos de origem animal, com potencial de disseminar a doença, provenientes de regiões com focos de PEDv.
Receberemos mais de 500 mil estrangeiros, de acordo com dados da EMBRATUR. São visitantes que estarão no Brasil com os mais diversos objetivos, do turismo à realização de novos negócios. Nossa intenção é que a biosseguridade da cadeia produtiva nacional seja preservada, evitando situações que coloquem em risco a produção. Nosso status sanitário é o bem mais precioso da nossa produção, que permitiu ao país ocupar o papel deprotagonista internacional nos embarques de proteína animal, destaca Turra.
Juntamente com Francisco Turra, participaram da coletiva o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Luiz Stabile Benício, o presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados de Santa Catarina (SINDICARNE-SC), Osório Dalbello, e o Diretor Executivo da ACAV e do SINDICARNE-SC, Ricardo de Gouvêa.
Fonte: Ass. Imprensa da ABPA

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





