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Em ambiente virtual, Pig Meeting alcançou, ao vivo, 500 profissionais da suinocultura

Evento híbrido virtual reuniu especialistas em ambiência, mercado e sanidade que apresentaram uma ampla visão sobre tendências e tecnologias

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Com a bagagem de duas décadas de encontros técnicos anuais de Avicultura, Suinocultura e Bovinocultura de Leite, o Nucleovet – Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas precisou inovar e adaptar. O ano pediu, o momento exigiu e a tecnologia permitiu a realização do Pig Meeting, um encontro virtual para a troca de conhecimentos.

Realizado na quarta-feira, 14 de outubro, o Pig Meeting alcançou a marca de 500 expectadores que acompanharam palestras técnicas voltadas para a suinocultura. Em estúdio, na cidade de Chapecó-SC, a equipe do Nucleovet conversou com os palestrantes que estavam em outros estados do Brasil, na Espanha e no Vietnã.

Para o presidente do Nucleovet, médico veterinário Luiz Carlos Giongo, a experiência foi instigante e desafiadora. “Nos últimos 20 anos, o Nucleovet tem como tradição realizar diversos eventos, simpósios presenciais para suínos, aves e leite. Neste ano, em que todos nós fomos afetados pela pandemia, nos desafiamos a fazer algo diferente e continuar levando conhecimento para os profissionais, empresas e produtores, com palestras técnicas, assuntos modernos e da atualidade”, destacou.

Na abertura do evento, Giongo destacou a importância da resiliência para superarmos momentos difíceis como os vividos em 2020. “Nesses 49 anos de existência do Nucleovet e mais de 20 anos realizando simpósios anuais, precisamos dar algo a mais e resistir às fortes pressões”, resumiu. Para dar sequência ao propósito de contribuir com o aperfeiçoamento dos profissionais, a entidade organizou a conferência virtual. “Com nossos eventos presenciais cancelados em 2020, o Pig Meeting abre uma nova fronteira na realização dos eventos. Para 2021, os Simpósios de aves, suínos e bovinos de leite serão híbridos, permitindo que mais pessoas possam participar à distância”, adiantou.

Mário Sérgio Cortella, filósofo, escritor, educador e professor universitário com Mestrado e Doutorado em Educação, abriu o Pig Meeting com a palestra “Cenários Turbulentos, Mudanças Velozes”.

Ele iniciou sua apresentação ressaltando a necessidade de hidratação, do corpo e da mente. “Quando eu me hidrato, busco não perder a minha vitalidade”. Para Cortella, encontros como o Pig Meeting tem a finalidade de “hidratar nossas cabeças, percepções, concepções, visões e atividades para construir o futuro”.

O futuro, diz ele, não acontecerá se não o edificarmos. “Não há lugar marcado no futuro, nem para pessoas, nem para empresas, nem para países. Para edificar o futuro, é preciso ter esperança. Esperança vem do verbo esperançar e não esperar”. Esperançar, diz Cortella, é ir atrás, juntar-se, não desistir, colaborar. “O caipira tem uma forma muito boa para expressar isso, dizendo que ‘é junto dos bons que a gente fica mió’”. Segundo ele, quem é bom sozinho, é apenas bom. “A gente só consegue ficar melhor quando nos juntamos com outras pessoas”.

Cortella discorreu ainda sobre a importância da coragem, que não é a ausência do medo, que difere do pânico paralisante. “Numa situação como a que vivemos agora e em outras dificuldades da vida, ou senta e chora, ou levanta e enfrenta. Claro que choramos em alguns momentos, mas é necessário lembrar que isso não pode perdurar. É uma situação complexa, que exige esforço, mas não pode nos derrotar”.

Como a ambiência impacta os resultados na suinocultura?

A programação técnica do Pig Meeting apresentou o Painel Ambiência, iniciando com o Médico Veterinário pela Universidade Autônoma de Barcelona – Espanha e Mestrado em Sanidade e Produção de Suínos, Miquel Collell com o tema “Ambiência na produção de suínos e como isso pode prejudicar o desenvolvimento dos animais: Desafios e Oportunidades”.

Em sua apresentação, Collell “quebrou mitos” e conceitos estabelecidos com relação à   ventilação e ao comportamento do suíno. “Ventilamos por razoes químicas, físicas e biológicas”. Porém, o suíno, reage e se adapta de acordo com as condições que tem à disposição.

Um dos mitos: suínos não suam. “Para combater o calor, os suínos têm o mecanismo de ventilação pulmonar, que vai resfriar seu organismo fazendo passar mais ar pelos pulmões, isto é, ele perde temperatura”. Assim, o animal bebe menos água e isso, diz Collell, é um problema. “Quando sente calor, uma das coisas que ele vai fazer é se sujar, tentar se esfregar com suas próprias fezes, o que tiver envolta para simular o efeito do suor”. Outro mito, afirma o veterinário, é de que o suíno é um animal sujo. “Quando está sujo é porque não recebeu as condições adequadas”.

Já ao sentir frio, o suíno tenta reduzir sua superfície de contato com o meio externo. Um dos fatores apresentados por Collell é a temperatura mais fria do piso, que faz com que perca calor. “Quando sente calor, por cada grau acima da sua temperatura de conforto, o suíno deixa de comer 100 gramas de alimento”, afirma. Ao sentir frio, o animal vai comer mais para produzir calor e não para crescer. “Dessa forma perdemos capacidade de crescimento do animal. Portanto, a gente precisa manter o suíno numa ambiência termicamente neutra”, afirma.

Caso as condições desagradáveis permaneçam, os níveis de cortisol/estresse aumentam, e isso faz com que o animal tenha doenças. “É importante reconhecermos os sinais que indicam que o suíno não está confortável, o comportamento, indicando que alto está errado. Se tem alguma doença, com certeza o suíno já deu sinais de que não está em um ambiente adequado”, finalizou.

Na sequência,  a Engenheira Agrônoma, especializada em Engenharia de Construções Rurais, conhecedora dos temas Ambiência e Zootecnia de precisão para suinocultura, Daniella Jorge de Moura abordou as “Novas tecnologias aplicadas ao controle ambiental na produção de suínos”.

Daniella demonstrou como a engenharia agrícola pode contribuir quando aplicada ao controle ambiental na produção de suínos. Para isso, ela explicou o conceito de PLF – Precision livestock farming, que corresponde a pecuária de precisão ou ambiência de precisão. A professora da Unicamp apresentou diversos estudos que mostram a evolução dessas tecnologias. “A zootecnia de precisão tem o objetivo de gerenciar os animais individualmente, monitorando de forma continua, em tempo real a saúde, o bem-estar, a produção, reprodução e o impacto ambiental”, afirmou.

Esses sistemas geram dados dos quais se extrai conhecimento que possibilitam a tomada de decisões mais assertivas para controlar a produção de maneira geral. “A tecnologia pode proporcionar o controle integrado de vários fatores como temperatura, umidade, gases, ventilação, iluminação, consumo de alimentos e água, comportamento, e até a pesagem dos animais automatizada”, afirma. “A ambiência de precisa é solução muito importante para os produtores, permitindo o monitoramento remoto dos animais em sistemas intensivos”.

A pandemia, diz ela, reforçou a digitalização dos dados e os processos incentivando o trabalho remoto e, consequentemente, a precisão na tomada de decisão. “A tecnologia não substitui os seres humanos nas decisões, mas apoia o processo”. Nesse contexto, a PLF traz efeitos positivos sobre os pontos de vista ambiental, econômico e social. “Proporcionando resultados positivos não apenas aos produtores, mas também à indústria e aos consumidores”, finaliza.

Os desafios do mercado mundial de suínos com a PSA

A programação do Pig Meeting apresentou ainda o Painel Biosseguridade e Mercado. Wagner Hiroshi Yanaguizawa – Analista Rabobank, falou sobre “O que esperar do mercado mundial de carnes com a Peste Suína Africana?”

Yanaguizawa informou sobre os principais players e todas as influencias e impactos que a PSA tem gerado no mercado mundial de suínos neste ano. Nesse cenário, a China é o ator principal. Dados de 2018 informam que metade da produção mundial de suínos estava concentrada em território chinês. “De uma produção global de pouco mais de 110 milhões de toneladas, só o mercado chinês respondia por 55 milhões de toneladas”, afirmou. Além de maior produtor, a China também é o maior consumidor de carne suína do mundo.

Justamente por se disseminar na China, a Peste Suína Africana ganhou holofotes da imprensa e do mercado mundial a partir de 2018. Os casos da doença se espalharam por todo sudeste asiático e, recentemente, vem impactando a produção de suínos na Alemanha, no continente europeu.

Em 2019, com a PSA, o volume da produção chinesa de carne suína caiu 22%. “Praticamente metade do rebanho foi perdido”, afirmou o palestrante. Além dos abates sanitários, o abate intenso de matrizes também acentuou o cenário. “Algumas particularidades da China com relação à estrutura e perfil de produção e distribuição geográfica facilitaram a dispersão do vírus”. Metade da produção de suínos do país era em pequenas criações de fundo de quintal, sem tecnificação, nutrição adequada ou escala. “Além de uma alta concentração da produção no norte e nordeste do pais”.

Yanaguizawa destaca o esforço do país asiático para reestruturar a produção. Uma das ações é reduzir pela metade o número de pequenas criações. “Reduzir esse perfil de produtor e melhorar a distribuição geográfica, levando a produção um pouco mais para o centro Sul do pais”. Essas medidas, em tese, estão apresentando alguns resultados positivos. “O número de novos casos segue uma tendência de redução, mas continua ativo ainda”.

Enquanto isso, as exportações de carne suína do Brasil, no acumulado dos nove primeiros meses desse ano, aumentaram 140%, um volume de 177 mil toneladas. “Já ultrapassou todo o volume exportado em 2019. Esse ano deve fechar com um novo recorde superior ao de 2019”. Metade das exportações brasileiras são para o mercado chinês, seguido por Hong Kong. “Essa dependência de um único comprador acende um sinal de alerta”. Por outro lado, nesse cenário em que o Covid-19 provocou queda do PIB mundial e no consumo de proteínas, “a gente tem a sorte que a China é nosso maior importador, pois é um dos poucos países que está importando”.

O consultor reafirma a necessidade de ficar alerta para os próximos anos com relação à tendência de redução do mercado chinês. “Mas, por ora, estamos tendo um dos melhores anos de exportação por conta da China”. O Brasil registrou aumento de 44% do volume exportado em 2020 e faturamento de 53%. “Conseguimos vender mais volume e, mesmo com a forte desvalorização do real frente ao dólar, estamos conseguindo vender com preços melhores”.

A última palestra técnica do Pig Meeting foi realizada, direto do Vietnã, pelo Médico Veterinário e PhD em Nutrição de Suínos, Francisco Domingues – Head of Swine Operation at Japfa Comfeed Vietnam que falou sobre a “Peste Suína Africana sob o ponto de vista prático: o que aconteceu e qual será o futuro na produção de suínos”.

Domingues relatou sua experiência no país asiático, onde está desde 2017, e os desafios no enfrentamento da peste suína africana. “Esperamos que não chegue a América do Sul de forma alguma, é um desafio muito grande, mas nada que não se consiga contornar”, destaca.

Enfrentando os desafios da PSA, ele afirmou que é possível atuar na suinocultura mesmo com a enfermidade. “Vimos uma diminuição drástica do rebanho, em torno de 60% na China e 50% no Vietnã e outros países afetados”.

Neste momento, esses países veem uma leve recuperação, mas a guerra continua. “A redução de planteis elevou os preços, mas não é fácil manter o rebanho, pois é necessário um mínimo de cabeças para fazer o negócio girar”. Nesse cenário, as pequenas granjas são as mais afetadas. “Na tentativa de recuperar a produção, acabaram provocando uma segunda onda de PSA”, relata.

O antídoto tem sido focar em biossegurança como prioridade total, convivendo com a doença. “Identificamos áreas de risco e implementamos diversas medidas, com isso diminuímos as perdas”, revela. Há dois anos a empresa vinha reforçando a biosseguridade como forma de evitar PRRS e PED. As medidas caíram como uma luva para a crise da PSA. “No final das contas, tudo se resume a biossegurança”.

Mais de uma tonelada de carne suína doada

Conforme Giongo, o Nucleovet tem como tradição realizar ações sociais casadas com seus eventos técnicos. Neste ano, com apoio de parceiros, realizou a doação de mais de uma tonelada de carne suína a entidades. “Denota a sensibilidade de olhar para o lado, perceber a necessidade da sociedade e fortalecer essas ações”, afirmou. As entidades beneficiadas foram: APAE Chapecó, Pastoral da Criança de Videira, Lar do Idoso de Xanxerê, Centro de Convivência do Idoso de Chapecó e para a Associação de Voluntários do HRO, APAE de São Carlos e Programa Viver de Chapecó, Amigos Cooperados de Chapecó, APAE Seara e Casa de Acolhida João Piltz.

Fabiano Parisoto, diretor da Ecofrigo, uma das parceiras nas doações de carne suína, falou sobre o orgulho de poder contribuir e parabenizou o Nucleovet pela brilhante iniciativa. “Nessa parceria com entidades filantrópicas, poder auxiliar o próximo, é algo maravilhoso”, afirmou.

Ao longo de 2020, o Nucleovet realizou ações distintas de doações à sociedade, como kits de respiradores e cardioversor para a UTI do para o Hospital Regional de Chapecó e kits para diagnóstico do Covid-19, auxiliando o trabalho da Embrapa Concórdia.

Fonte: Assessoria

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Projeto leva diagnóstico de nematoides em tempo real para dentro das lavouras

Iniciativa permite identificar espécies diretamente no campo e busca reduzir perdas causadas por uma das pragas mais difíceis de detectar na agricultura.

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Foto: Divulgação/Vitalforce

Uma iniciativa vai levar ciência aplicada diretamente para dentro das lavouras brasileiras. O projeto Caçadores de Nematoides tem como objetivo fortalecer o manejo de uma das pragas mais silenciosas e subestimadas da agricultura: os nematoides. Diferente do modelo tradicional, baseado na coleta de amostras e envio para laboratório, o projeto realiza o diagnóstico diretamente na área do produtor, com identificação das espécies em tempo real, por meio de microscopia e análise conduzida por especialista.

A proposta é permitir que o produtor veja, no próprio campo, os organismos microscópicos responsáveis por perdas de produtividade que, muitas vezes, passam anos sem diagnóstico preciso.

Os nematoides estão presentes em todas as diferentes regiões agrícolas e culturas e podem comprometer o desenvolvimento das plantas ao afetar diretamente o sistema radicular. Ainda assim, o manejo no campo segue marcado por lacunas técnicas importantes, especialmente pela ausência de diagnóstico adequado e pela adoção de estratégias isoladas.

Sem a identificação da espécie presente na área, decisões de manejo tendem a ser genéricas e pouco eficientes. Na prática, isso leva a um cenário recorrente: o produtor trata os sintomas, como a queda de produtividade, sem atuar sobre a causa, relacionada à alta pressão populacional no solo. “Um dos principais erros no manejo de nematoides é a ausência de diagnóstico. Sem saber qual espécie está presente, o produtor acaba tomando decisões genéricas, tratando o sintoma e não a causa, e isso permite que a infestação se mantenha ou até aumente ao longo das safras”, afirma O mestre em Agronomia e Proteção de Plantas, Lucas Silva.

Além disso, fatores como a sucessão de culturas hospedeiras, a falta de rotação eficiente e o uso inadequado de ferramentas de controle contribuem para a manutenção ou até o aumento da infestação ao longo do tempo.

Outro ponto crítico é a falta de precisão no manejo. Cada espécie de nematoide apresenta comportamento, hospedeiros e nível de dano distintos, o que exige estratégias específicas. Sem esse nível de detalhamento, o produtor pode adotar medidas ineficientes ou até favorecer a multiplicação da praga. É justamente essa desconexão entre problema e manejo que o projeto busca enfrentar.

Ao levar o diagnóstico para dentro da propriedade, o projeto Caçadores de Nematoides reduz o tempo entre identificação e tomada de decisão, além de ampliar a compreensão do produtor sobre o que está acontecendo em sua lavoura. A visualização dos nematoides ao microscópio, no próprio campo, transforma um problema abstrato em evidência concreta.

A iniciativa também expõe um desafio cultural no campo. Como são invisíveis a olho nu e de difícil diagnóstico sem análise especializada, os nematoides ainda são frequentemente subestimados ou confundidos com outros fatores, como fertilidade do solo ou doenças, o que retarda o manejo adequado.

Mais do que uma agenda técnica, o projeto se posiciona como uma ação de conscientização, ao aproximar o produtor do problema e estimular decisões mais assertivas no manejo.

O projeto é desenvolvido pela Vitalforce e conta com participação da pesquisadora, doutora em Agronomia e nematologista Angélica Calandrelli, a iniciativa combina rigor técnico e abordagem prática para transformar conhecimento científico em experiência direta no campo.

Fonte: Assessoria Vitalforce
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Com 2,9 milhões de hectares cultivados, milho paranaense segue em condição favorável

Maior parte das lavouras apresenta bom desenvolvimento e previsão climática reduz risco de perdas por geadas.

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As lavouras de milho segunda safra mantêm um cenário favorável no Paraná, embora as condições climáticas das últimas semanas exijam atenção dos produtores. Levantamento divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostra que 79% da área cultivada apresenta boas condições de desenvolvimento.

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Segundo o boletim conjuntural do Deral, dos 2,9 milhões de hectares plantados na safra 2025/26, outros 14% das lavouras estão em condição considerada mediana e 7% apresentam situação ruim.

De acordo com o analista de mercado da Seab, Edmar Wardensk Gervásio, a expectativa geral ainda é de uma boa produção no Estado. No entanto, o comportamento recente do clima pode limitar parte do potencial produtivo das lavouras. “O cenário continua positivo, mas a ocorrência de mais dias nublados e de temperaturas mais baixas pode reduzir a produtividade média das lavouras paranaenses”, observa o analista no boletim.

Geadas seguem como principal preocupação

Neste momento, o principal fator de risco para a segunda safra continua sendo a possibilidade de geadas, especialmente para as áreas que ainda se encontram em estágios mais sensíveis de desenvolvimento.

Apesar dessa preocupação, os dados meteorológicos trazem alívio aos produtores. Segundo o Deral, a previsão estendida do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná

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(Simepar) não indica ocorrência de geadas nos próximos 14 dias.

O avanço do ciclo das lavouras também contribui para reduzir a vulnerabilidade da safra. Atualmente, 17% das áreas cultivadas já entraram na fase de maturação, estágio em que o risco de perdas provocadas por geadas é considerado muito baixo.

Por outro lado, 83% das lavouras ainda permanecem suscetíveis a eventuais danos causados por frio intenso. Ainda assim, com a ausência de previsão de geadas e o avanço natural do desenvolvimento das plantas, a tendência é que uma parcela crescente dessas áreas alcance a maturação nas próximas semanas e fique fora da zona de risco.

Produção segue dependente das condições climáticas

O milho segunda safra ocupa uma área de 2,9 milhões de hectares no Paraná e representa uma das principais culturas do agronegócio estadual. Além da relevância para as exportações, a produção é estratégica para o abastecimento das cadeias de proteína animal, especialmente aves e suínos.

Embora o quadro atual seja considerado favorável, o desempenho final da safra dependerá do comportamento climático nas próximas semanas, período decisivo para a definição da produtividade em parte importante das áreas ainda em desenvolvimento.

Fonte: O Presente Rural
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Paraná exporta US$ 22,6 milhões em carne de peru e mantém 79% do milho em boas condições

Estado ocupa a terceira posição nacional nos embarques da proteína, enquanto produtores seguem otimistas com a segunda safra diante da ausência de geadas no curto prazo.

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A segunda safra de milho segue sustentando boas expectativas no Paraná. Levantamento divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostra que 79% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento, enquanto 14% estão em condição mediana e apenas 7% são classificadas como ruins.

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A área cultivada foi mantida em 2,9 milhões de hectares na safra 2025/26. Embora o excesso de dias nublados e as temperaturas mais baixas exijam cautela em relação ao potencial produtivo, a ausência de previsão de geadas para os próximos 14 dias mantém o otimismo entre os produtores.

O milho é a principal cultura de inverno do Paraná e um dos pilares da produção de proteínas animais do Estado, servindo como base para a alimentação de aves, suínos e bovinos confinados.

Exportações de carne de peru ganham força

Outro destaque do boletim é o desempenho da carne de peru no mercado internacional. Nos quatro primeiros meses de 2026, o Brasil exportou 22,3 mil toneladas do produto, com receita cambial de US$ 90,8 milhões.

O Paraná ocupou a terceira posição entre os estados exportadores, com embarques de 4.739 toneladas e faturamento de US$ 22,6 milhões.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, as exportações paranaenses cresceram 6,9%. O avanço foi acompanhado pelos demais estados da Região Sul, com altas de 38,4% em Santa

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Catarina e de 21,2% no Rio Grande do Sul.

Além do aumento nos volumes comercializados, houve forte valorização do produto. O preço médio da carne de peru in natura alcançou US$ 4.059,03 por tonelada, valor 77,6% superior ao registrado no primeiro quadrimestre do ano anterior, quando a média ficou em US$ 2.285,33 por tonelada.

Entre os principais destinos da proteína brasileira estão México, Chile, África do Sul, Países Baixos, Peru, Guiné Equatorial, Gana, Benin, Gabão e Bahamas.

Amendoim pode alcançar nova safra histórica

O boletim do Deral também destaca a expansão da cultura do amendoim no país. A estimativa para a safra brasileira 2025/26 é de produção recorde de 1,2 milhão de toneladas.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Caso o volume se confirme, será o maior já registrado na série histórica nacional, superando o recorde alcançado na safra anterior.

No Paraná, a expectativa é colher 5,6 mil toneladas. A região de Paranavaí concentra pouco mais de metade da produção estadual, enquanto a região de Umuarama responde por cerca de 23% da área cultivada.

Segundo o analista do Deral, Edmar Gervásio, os trabalhos de campo estão atualmente concentrados em Umuarama, uma das principais regiões produtoras da cultura no Estado.

Historicamente, o amendoim teve papel importante na indústria brasileira de óleos vegetais. Até a década de 1970, grande parte da produção era destinada à fabricação de óleo para consumo doméstico. Com a expansão da soja e o aumento de sua competitividade econômica, o amendoim perdeu espaço nesse mercado e passou a buscar novas alternativas de comercialização, especialmente voltadas ao consumo alimentício e à indústria de alimentos.

Fonte: O Presente Rural com AEN-PR
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