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Em 1 ano de uso, aplicatico da BRF transforma dia a dia de produtores integrados

Plataforma Digital Agro (AgroBRF) consolida-se como uma ferramenta que facilita o monitoramento de dados e de rotinas da produção e melhora a gestãonas granjas

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É ganho de tempo, porque você acompanha tudo diariamente”, diz Jarbas Salvin / Divulgação

A BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, transformou rotinas no campo com a utilização de aplicativo para estreitar a comunicação com os produtores integrados em todo o Brasil. Em um ano de implantação, aPlataforma Digital Agro (AgroBRF) consolidou-se como uma ferramenta no dia a dia das granjas.Está disponível para os integrados que atendem às fábricas da BRF, com informações como o peso das aves, status do lote, acompanhamento de sanidade dos animais e previsão de abate, programação de ração e previsões de remuneração podem ser acessadas em tempo real.Os produtores, que se utilizam do app, descrevem que a tecnologia mudou o seu dia a dia e melhorou a gestão de sua atividade.

Produtor integrado com quatro aviários na Linha Barra do Tigre, em Concórdia (SC), Jarbas Salvin utiliza oAgroBRFdesde o seu lançamento no ano passado e percebe como a tecnologia o ajuda a monitorar números que lhe dão mais segurança, inclusive, para expandir a produção. Nos próximos dias, Jarbas Salvin começa aconstruir outros dois aviários na granja, onde já produz 1,3 milhão de aves por ano.“Essa tecnologia dá agilidade no trabalho, porque em tempo real, por exemplo, você fica sabendo a quantidade de ração que foi entregue”, ressalta. “Você acompanha tudo pelo portal, desde lançamento de pesagem, abate, alojamento. É uma ótima ferramenta criada pela BRF. É ganho de tempo, porque você acompanha tudo diariamente”.

Roseli Marcon, que tem uma granja na Linha Roça Grande, em Luzerna, município do Meio-Oeste catarinense, há seis anos produz frango de corte e há 14 anos frango de postura, cujos ovos vão para o incubatório da BRF em Herval D’Oeste. Ela relata que oAgroBRFcontribuiu muito para o trabalho no dia a dia e ressalta a facilidade de aprendizado para uso da ferramenta. “A gente utiliza direto o aplicativo para tudo, confere o dia de abate, de carregamento, da ração que está para chegar, o peso das aves”, destaca. “Não precisa ser de gestão, até o meu colaborador domina a plataforma e já pegou o jeito”. Formada em Administração, Roseli destaca que os aprimoramentos que o aplicativo vem recebendo são bem-vindos.

“O aplicativo nos colocou no século 21”

A família de Darci dos Santos cria aves em duas granjas no município de São Jorge do Oeste (PR) há 40 anos, mesmo período de integração com a unidade da Companhia em Dois Vizinhos, no Sudoeste do Paraná. “Já passamos por todas as etapas na forma de controle da produção, meu pai começou com papel e lápis”, diz ele. “O aplicativo nos colocou no século 21.”Com o AgroBRF, Santos se mantém atualizado com dados como lote de pintos, produtividade e chegada de ração. “Antes, tínhamos que telefonar e nem sempre a informação era tão rápida como a gente precisa. Agora é só tirar o celular do bolso e se programar.”

Antes do aplicativo, o fluxo de informações da BRF com os produtores era feito de forma manual, e a comunicação passava pelo extensionista, o técnico de integração rural. Com o aplicativo, não há intermediários. “Fica mais rápido e fácil”, afirma Bruno Vansetto, produtor no município de Ampére (PR) e há seis anos integrado da unidade da BRF em Francisco Beltrão (PR). “O celular já é nossa principal ferramenta de trabalho, e o uso do aplicativo é natural”, diz ele.  Pelo celular, Vansetto acompanha informações que recebe da BRF, como a data para a chegada de pintos, e mantém a unidade atualizada sobre peso e desenvolvimento das aves, por exemplo. “Essa troca imediata de dados tem grande impacto positivo na produção.”

Além disso, a ferramenta contribui com treinamentos para dar continuidade ao processo de educação continuada dos integrados. Por meio da plataforma, os produtores contam também com a difusão de novas tecnologias e uma comunicação ágil, principalmente para ajudar na gestão e nos comparativos de produção.

“Com o aplicativo Plataforma Digital Agro conseguimos incentivar os cerca de 10 mil produtores integrados parceiros a interagir com uma troca rápida de informações. Além disso, o app contribui para a cadeia, já que os dados inseridos na plataforma beneficiam a todos, com previsibilidade que ajudará na tomada de decisões”,destaca Guilherme Brandt, diretor CIEX de agropecuária da BRF.

Disponível para download em todas as plataformas, o produtor passa por um treinamento fornecido pelo extensionista e é orientado a incluir e analisar as informações do painel, monitorar as prioridades e garantir o cumprimento dos padrões, avaliando indicadores e atuando na prevenção de possíveis enfermidades dos animais.

Fonte: Assessoria

Notícias

Copercampos supera R$ 9,6 milhões em economia com Mercado Livre de Energia

Estratégia iniciada em 2018 já envolve 13 unidades da cooperativa e reduz custos com eletricidade em mais de 25% em comparação ao mercado cativo.

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Foto: Divulgação

A decisão estratégica da Copercampos de migrar parte de suas unidades para o Mercado Livre de Energia segue gerando resultados expressivos e consolida a cooperativa como referência em gestão eficiente de custos e visão de longo prazo. Iniciado em 2018, o projeto começou com a migração de cinco unidades e, ao longo dos anos, foi sendo ampliado de forma planejada, acompanhando a evolução do consumo energético e as oportunidades do setor elétrico brasileiro.

Somente em 2025, as unidades da Copercampos inseridas no mercado livre registraram uma economia de R$ 1.866.154,16, o que representa uma redução média de 25,55% nos custos com energia elétrica em comparação ao mercado cativo, sem considerar o ICMS. No período, o consumo total dessas unidades somou 11.168,040 MWh, evidenciando a relevância do impacto financeiro da estratégia adotada.

Além do ganho econômico, toda a energia adquirida pela cooperativa no Mercado Livre é proveniente de fontes 100% renováveis, o que reforça o compromisso da Copercampos com práticas sustentáveis e responsáveis. “A utilização de energia limpa contribui diretamente para a sustentabilidade econômica, social e ambiental, alinhando eficiência operacional com responsabilidade ambiental”, destaca o Gerente Operacional Ricardo Saurin.

Desde o início do projeto, a cooperativa avançou de forma consistente. Em 2018, cinco unidades passaram a operar no mercado livre. Em 2024, outras três migraram, seguidas por mais cinco unidades em 2025. Atualmente, o grupo conta com 13 unidades no ambiente de contratação livre, e o planejamento segue ativo, com mais cinco unidades em processo de migração em 2026, reforçando o compromisso contínuo com a eficiência energética e a competitividade.

No acumulado desde 2018, a economia total alcançada pela Copercampos com o mercado livre de energia é superior a R$ 9,6 milhões. O maior destaque está na Indústria de Rações, unidade que apresenta o maior consumo energético do grupo. Migrada ainda em 2018, essa unidade já acumula, até o momento, uma economia de R$ 5,3 milhões, demonstrando como o modelo é especialmente vantajoso para operações industriais de grande porte e consumo intensivo.

“Além da redução direta de custos, a atuação no mercado livre proporciona ganhos estratégicos, como previsibilidade orçamentária, análises de impacto de reajustes tarifários, otimização de demanda e avaliação contínua do perfil de consumo. Para 2026, estamos realizando a contratação de três novos contratos de fornecimento, ampliando a gestão ativa da energia e fortalecendo a segurança no abastecimento”, ressalta Ricardo Saurin.

O gerente da área ressalta ainda que a experiência da Copercampos no Mercado Livre de Energia demonstra que a eficiência energética vai além da economia financeira. “Trata-se de uma ferramenta estratégica para fortalecer a competitividade, sustentar investimentos e contribuir para um modelo de gestão cada vez mais moderno, sustentável e alinhado às boas práticas ambientais”, complementa.

Fonte: Assessoria Copercampos
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Colunistas

Inventário pode consumir até 40% do patrimônio familiar

Holding rural pode reduzir custos e evitar inventário na sucessão patrimonial

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Manoel Terças - Foto: Divulgação

Até 40% do patrimônio bruto de uma família pode ser consumido em um processo de inventário, somando impostos, custas judiciais e outras despesas. Além do custo elevado, o procedimento costuma se arrastar por anos: em média, cinco até a conclusão.

O advogado Manoel Terças, com 18 anos de atuação jurídica e especialista em holding rural, explica que a constituição de uma holding é hoje uma das estratégias mais utilizadas para organizar o planejamento patrimonial, sucessório e tributário no meio rural.

Segundo ele, a estrutura permite organizar a transferência de bens ainda em vida, reduzir a carga tributária, prevenir conflitos familiares e dar maior previsibilidade à sucessão, evitando a necessidade de inventário judicial.
A possibilidade de criação de holdings no Brasil existe há quase cinco décadas e tem sido amplamente utilizada como instrumento de proteção e gestão do patrimônio familiar. Em determinadas operações, a estrutura também pode oferecer vantagens fiscais, como a não incidência de ITBI.

Fonte: Artigo escrito por Manoel Terças, advogado com 18 anos de atuação jurídica e especialista em holding rural.
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Notícias

Conflito no Oriente Médio pressiona custos e fertilizantes do agro brasileiro, aponta estudo

Interrupção de rotas logísticas e alta nos preços do petróleo e fertilizantes pode encarecer produção de grãos, rações e carne, enquanto safra recorde mantém perspectiva positiva.

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Foto: Freepik/Divulgação

A escalada do conflito no Oriente Médio após a intervenção dos Estados Unidos no Irã pode gerar impactos relevantes para o agronegócio brasileiro, com pressão sobre custos logísticos, fertilizantes e cadeias de produção de alimentos. A avaliação integra o relatório econômico Cenário do Agronegócio, apresentado pela Bateleur durante a Expodireto Cotrijal, que está sendo realizada até esta sexta-feira (13) em Não-Me-Toque (RS).

Ainda de acordo com o estudo, o impacto do conflito sobre a inflação global influencia o nível das taxas de juros, o que, no Brasil, associado à pressão inflacionária decorrente do repasse das cadeias globais e da desvalorização do câmbio, pode dificultar o ciclo de cortes na Selic e diminuir a perspectiva de redução dos juros do Plano Safra, encarecendo o crédito e prejudicando a capacidade de investimento.

Fotos: Claudio Neves

Outro fator de preocupação é a interrupção parcial do fluxo global de petróleo pelo Estreito de Ormuz, rota responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. A restrição elevou os preços da commodity e ampliou os custos logísticos em escala global. “O fechamento do canal gerou um entrave logístico extremamente relevante, resultando em uma disparada nos preços do petróleo e, por consequência, no aumento sistêmico do custo logístico global”, destaca o relatório. O impacto sobre as cadeias de suprimento que passam pelo Oriente Médio, somado à necessidade de alterar rotas marítimas e ao encarecimento do frete, tende a gerar efeitos indiretos sobre diversas commodities.

Fertilizantes e cadeia produtiva

O Oriente Médio também tem papel relevante no fornecimento global de fertilizantes, insumo essencial para a produção agrícola. Eventuais restrições na oferta podem elevar custos ao longo de toda a cadeia do agronegócio, com efeitos que começam na produção de grãos e se estendem à pecuária, por meio do aumento no preço das rações. “No Brasil, cerca de 85% dos fertilizantes utilizados são importados, e aproximadamente um terço da ureia vem do Oriente Médio. Esse cenário torna o setor particularmente sensível a choques de oferta e de preços”, aponta o estudo.

O aumento dos custos de energia também pode afetar polos industriais estratégicos, como a China, principal compradora de commodities brasileiras, pressionando a inflação global e influenciando decisões de política monetária. No Brasil, esse contexto pode impactar investimentos.

Exportações

No que tange às exportações, o Brasil vende para o Oriente Médio principalmente carne de frango, carne bovina, milho e açúcar. Eventuais bloqueios logísticos na região podem afetar temporariamente essa demanda, exigindo o redirecionamento das exportações para outros mercados.

Por outro lado, o relatório aponta que o cenário internacional também pode abrir oportunidades. O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia tende a ampliar o acesso do agronegócio brasileiro a novos mercados nos próximos anos, ainda que a indústria nacional enfrente maior concorrência.

Apesar das incertezas externas, as perspectivas para a produção agrícola brasileira permanecem positivas. A safra nacional 2025/2026 pode alcançar 353,4 milhões de toneladas de grãos, um novo recorde.

Fonte: Assessoria Bateleur
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