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Eficiência no processamento de ração é caminho para reduzir custos na produção animal
Tema será debatido na 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, de 12 a 14 de maio, em São Paulo.

Melhorar o processamento dos ingredientes nas fábricas de ração é uma das estratégias que ganha força na indústria de nutrição animal diante da volatilidade no preço das matérias-primas. Para o médico veterinário e Nutricionista Animal da MBRF, Keysuke Muramatsu, o caminho passa por aproveitar melhor os recursos já disponíveis nas unidades industriais. “Dentro de casa, o que pode ser feito é um melhor processamento dos ingredientes disponíveis, usando a tecnologia já instalada e tirando o máximo do que temos nas fábricas”, defende o especialista, que vai debater o Uso de ferramentas para melhoria da eficiência do processo de fabricação de ração e o impacto no resultado durante a 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, de 12 a 14 de maio, em São Paulo.
Granulometria e qualidade de pellets

Médico veterinário e Nutricionista Animal da MBRF, Keysuke Muramatsu: “Fornecer uma granulometria adequada aos suínos contribui para maximizar a eficiência de digestão dos ingredientes”
Nessa direção, Keysuke destaca a granulometria de moagem dos ingredientes, os processos de dosagem e o processamento térmico de ração entre as áreas de maiores oportunidades. “Fornecer uma granulometria adequada aos suínos contribui para maximizar a eficiência de digestão dos ingredientes. E a peletização, por sua vez, reduz o desperdício de ração e facilita a ingestão do alimento, o que pode ser traduzido em melhores ganho de peso e conversão alimentar”, salienta. Ele reforça a importância da indústria ter e seguir um plano mínimo de amostragem de ingredientes e rações acabadas para certificar o atendimento das especificações técnicas e de investimentos em moagem e sistemas de condicionamento de ração. “E, por fim, assimilar novas tecnologias, como a de otimização de fórmulas em tempo real”, diz.
Resultados no campo
De acordo com o especialista, essas melhorias na eficiência da fábrica têm efeito direto no desempenho zootécnico, especialmente em indicadores como consumo, ganho de peso e conversão alimentar. “E tudo isso leva a uma melhoria de custo na produção animal”, salienta. Neste cenário, ele destaca a relevância estratégica da métrica de retorno sobre o investimento. “A métrica precisa estar clara já que o recurso financeiro é limitado dentro de uma agroindústria e ele pode ser investido em várias áreas. Então, ela é importante para ajudar a diretoria na definição das áreas que devem receber o investimento”, diz o executivo, que ainda menciona outros desafios da cadeia produtiva, como a retenção e motivação de mão de obra qualificada e os custos de matérias-primas e ingredientes alternativos em tendência de alta, entre outros.
Debate na Reunião Anual do CBNA
Confirmado no Painel Retorno do investimento na nutrição, Keysuke vai ministrar a palestra no dia 13 de maio, no Distrito Anhembi. A 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos vai reunir especialistas da cadeia produtiva para discutir o futuro da nutrição animal. Este painel terá ainda a participação de especialistas da agroindústria e da academia, como o especialista em Nutrição de Aves da Seara, Bruno Reis de Carvalho, o professor da FMVZ/USP, Cesar Augusto Garbossa e o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Marcelo Miele.
Além da Reunião Anual, o CBNA vai promover outros dois eventos técnicos no mesmo local. Um deles é o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e outro é o XXV Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14 de maio. Toda essa programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa.
As edições deste ano têm o patrocínio de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, EsalqLab, Evonik, FS Biocombustível, ICC Pet, Kemin Nutrisurance, MBRF, Nestlé Purina, Novus, PremieRpet, Royal Canin, Sanfer, Sapiens, Special Dog, Symrise, Sindirações e Waltham. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What’sApp (19) 3232.7518.

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.



