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Suínos / Peixes

Eficiência do controle dos processos da granja é fundamental

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Nós temos animais de ótima genética no mercado. Mas a capacidade de expressarem todo o seu potencial depende das ações do criador. Esta foi a principal mensagem deixada pela doutora Maria Nazaré Lisboa, em entrevista concedida a O Presente Rural, no intervalo do 7º Suinter. O evento foi realizado pela Consuitec, dias 19, 20 e 21 de junho, em Foz do Iguaçu (PR). Sumidade no que tange à suinocultura, Maria Nazaré, inclusive, falou durante o Suinter sobre “Manejo Reprodutivo Integrado à Sanidade”. Assim, O Presente Rural reproduz aqui um pouco das informações e orientações que ela dá ao suinocultor. 
O Presente Rural – Quais os principais gargalos nas unidades produtoras de leitões (UPL)?
Maria Nazaré Lisboa – O maior problema da UPL está na organização do fluxo e o fluxo começa não com a reprodução em si, mas na análise de quantos animais você vai entregar no frigorífico por semana. A partir dessa informação deve ser feito o levantamento do potencial real da granja, com base no histórico produtivo, e então deve ser feita uma programação de cobertura. Por exemplo: se eu vendo dez animais por fêmea coberta e necessito entregar 100 animais, tenho que ter controle de quantas coberturas ou quantos partos precisam haver para atingir essa meta. 
OP – Falta organização das granjas para isso?
MNL – Não é exatamente uma questão de desorganização. Muitas empresas e suinocultores já pensam nisso. Contudo, não com o valor que realmente precisa visando que o fluxo de produção seja contínuo e realmente cumpra com o objetivo de número de animais entregues no final da linha. Porque a partir disso é possível organizar a granja do final para o início, que seriam: número de coberturas, número de partos, de leitões desmamados e leitões vendidos. Eficiência do controle dos processos da granja é fundamental.
OP – Que índice ou metas que devem ser priorizadas na UPL?
MNL – O produtor precisa saber quantos quilos ou quantas cabeças de animais necessita vender ou quer produzir. Os dados que tem na granja devem dar condições de avaliar, sendo realista, sobre quais os manejos que devem ser priorizados ou medidas que precisam ser tomadas para atingir essas metas. Ou seja, devem ser analisados que para eu entregar um número X de animais com um peso Y em média, eles precisam ocupar um espaço na terminação por período específico, ocupando tantos metros quadrados etc. E precisa ir melhorando isso para aumentar a eficiência da granja, através de melhores índices reprodutivos. Antigamente se cobria dez fêmeas para entregar 100 animais, mas hoje cubro o mesmo número para entregar 120. Então a eficiência vai modernizando o processo.
OP – E a genética? Qual a importância dela nesse processo e quais características devem ser buscadas?
MNL – A genética já fez e ainda faz bem seu trabalho. Hoje as linhas genéticas que estão no país são bastante competitivas. Toda linha que temos tem capacidade para desmamar 12 leitões ou mais. O que a gente precisa aprender é aproveitar esse material genético e adequar um bom manejo de sanidade, nutrição e bem-estar para atender as exigências desses animais, que por sua vez vão poder expressar todo o seu potencial. Toda genética também está com condições de tirar 2,4 na conversão alimentar da terminação ou menos. O que realmente precisa é fazermos dentro da granja tudo o que esses animais de alta genética precisam ter para expressar seu potencial. 
OP – O escore corporal da matriz pode interferir na eficiência reprodutiva dela?
MNL – O escore corporal é interessante. Porém, quando se fala nisso a gente vê fêmea muito gorda ou muito magra, enquanto o escore corporal está muito relacionado à massa muscular e espessura de toicinho. Hoje as genéticas apresentam matrizes de linha magra, que são muscular. Neste caso, quando analisa “no olho”, não medindo a espessura de toicinho, a fêmea já perdeu muita massa muscular difícil de recuperar e aí compromete muito o resultado dos próximos três partos. Por isso temos que analisar o escore corporal a partir do medidor de toicinho, porque essas fêmeas evoluíram e têm mais massa muscular do que gordura e essa perda de gordura até pode ser recuperada rapidamente, mas a recuperação de massa muscular é mais complicada. Temos que ter em mente que são (as fêmeas) animais muito produtivos, no entanto mais exigentes. Precisam de mais aminoácidos, são fêmeas mais prolíferas que precisam ser monitoradas enquanto indivíduos e plantéis constantemente. Se o monitoramento não for rotineiro, quando se perceber uma perda de massa muscular ou gordura, já poderá ser tarde.
OP – E com relação à inseminação artificial, o que o suinocultor deve levar em conta para escolher o sistema mais adequado para sua granja?
MNL – Não é exatamente um sistema adequado, mas sim a capacitação adequada de quem trabalha com a inseminação na granja. O pessoal deve estar bem treinado para preparar os animais, coletar o sêmen, saber a hora exata de inseminar, executar bem o processo em padrões de higiene e com controle de qualidade, depois cuidar bem dos animais e vários outros detalhes que, seja qual for o sistema escolhido na granja, se for feito por um profissional bem preparado, vai refletir nos resultados. A melhor técnica deve ser escolhida através da orientação profissional, mas os seus resultados só serão positivos se a técnica for executada com um bom controle. Se há um controle eficiente no sistema tradicional, os resultados podem ser melhores do que se for executado algum outro sem o devido controle. Se a granja quer evoluir de técnica, precisa fazer um planejamento, preparar o pessoal que vai lidar com a inseminação para dominá-la e mudar o sistema aos poucos. A mudança não pode ser por modismo, mas sempre visando aumentar a eficiência reprodutiva.
OP – A matriz carece de manejos diferenciados. Dentre eles, qual a Sra. apontaria como primordial por refletir em resultados práticos?
MNL – O primeiro é oferecer boas instalações, com as condições que os animais necessitam. Não se trata de sofisticação de processo, mas sim necessidade e investimento em resultados produtivos. Na maternidade, por exemplo, enquanto o leitão precisa de temperatura de 30º C, a porca carece de 22º C para ter bem-estar. Precisamos respeitar isso e dar as condições às duas fases. Um leitão desmamado aos 21 dias precisa de aquecimento, ou sua saúde vai ficar debilitada, com desitratação, diarreia, doenças respiratórias e outros problemas. A fêmea moderna precisa estar muito bem nutrida e saudável. Conforto é fundamental para os animais expressarem seu potencial genético. Vale a pena investir no preparo das marrãs, em boa ambiência, na aquisição de animais de boa procedência e fazer a quarentena desses para não colocar o restante do plantel em risco de contaminação por doenças. A qualificação e comprometimento de quem trabalha diretamente com os animais também fará toda a diferença, porque será a garantia de que os manejos estarão sendo bem executados.
Leia esta entrevista e outras reportagens na edição impressa de O Presente Rural, ou as edições online

Fonte: O Presente Rural – por Luciany Franco

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Suínos / Peixes Suinocultura

Nutrição avançada de vitamina D melhora desempenho de fêmeas suínas

Suplementação de fêmeas com metabólito bio-ativo de D3 resulta em valor econômico significativo graças à melhora de desempenho ao longo de sua vida produtiva

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Brian Fisker, Rene Bonekamp e Antoine Meuter da DSM Nutritional Products

Com inúmeros aditivos nutricionais à disposição, os suinocultores dispõem de uma crescente variedade de oportunidades para otimizar o potencial genético e a produtividade de seus animais. A rentabilidade dos suínos aumenta quando fêmeas e leitoas produzem um maior número de leitões saudáveis ao longo de sua vida produtiva, o que pode ser influenciado pela otimização da suplementação de vitamina D3.

Ainda que o papel da vitamina D na manutenção da estrutura e saúde ósseas seja amplamente conhecido, os produtores estão se voltando cada vez mais para a vitamina D3 como uma solução mais ampla, que ajuda as fêmeas a expressarem seu pleno potencial reprodutivo. Diversos estudos demonstram que fêmeas mais longevas não só vivem mais tempo, como também produzem e desmamam um maior número de leitões mais pesados por leitegada. Como a rentabilidade depende da otimização da produção e do desempenho das fêmeas, estes efeitos combinados resultam em maior retorno financeiro.

Rentabilidade das fêmeas

A rentabilidade das fêmeas é aumentada quando fêmeas e leitoas produzem mais leitões ao longo de sua vida produtiva. Isto significa manter as fêmeas no rebanho por um número maior de parições, produzindo leitegadas maiores de leitões saudáveis, com peso elevado ao nascimento e ao desmame. É importante que os leitões nasçam com maior peso, pois terão maior probabilidade de apresentar maior ganho de peso e menor mortalidade pré-desmame.

Para expressar seu potencial genético e produzir leitões mais saudáveis, as fêmeas hiperprolíficas exigem maior suporte nutricional de nutrientes vitais como vitaminas e minerais. A vitamina D3 não é bio-ativa por si só e precisa ser metabolizada até sua forma funcional. Em um primeiro passo, o fígado converte a vitamina D3 em 25(OH)D3. O composto final, calcitriol ou 1,25(OH)2D3, é formado então nos rins. Algumas vezes, entretanto, este primeiro passo é suprimido nas fêmeas hiperprolíficas e a vitamina D3 nem sempre é totalmente transformada em sua forma funcional. Desta forma, como a quantidade efetiva de vitamina disponível para o animal é reduzida, os suínos apresentam maior incidência de problemas locomotores devido à mineralização óssea deficiente, desenvolvimento muscular fetal inadequado e contrações musculares menos intensas durante o trabalho de parto. Como consequência, o desempenho e rentabilidade do rebanho são afetados.

Considerando o quadro acima descrito, os suinocultores estão recorrendo ao metabólito bio-ativo de D3 que é prontamente absorvido e utilizado pelo animal. Otimizando a disponibilidade da vitamina D3 Ao incorporar diretamente a forma ativa da vitamina D3, 25(OH)D3, à ração da fêmea, os suinocultores podem evitar os passos metabólicos críticos envolvidos na degradação da vitamina D3 padrão, aumentando assim sua biodisponibilidade.

Um estudo recente realizado pelo centro SEGES (Danish Pig Research Center, Dinamarca), conduzido em um rebanho comercial com 650 fêmeas/ano, teve como objetivo determinar se a inclusão de 50mg de 25(OH)D3 por kg de ração durante todo o período de gestação (correspondendo a 2.000 UI de vitamina D3) poderia aumentar o peso da leitegada ao desmame, se comparada a níveis padrão de vitamina D3 na ração (800 UI por kg de ração).

Foram utilizadas 800 UI de vitamina D3, pois um estudo anterior havia demonstrado um efeito limitado quando o teor de vitamina D3 passava de 800 para 2.000 UI por fêmea. Além disso, o estudo teve como objetivo avaliar se o ganho diário de peso e a mortalidade, indicadores-chave da rentabilidade dos suínos, eram afetados positivamente nos leitões nascidos e criados pelas fêmeas que receberam o metabólito bio-ativo de D3 durante a gestação.

Leitegadas maiores e com maior peso ao desmame

Estudos anteriores indicaram que os leitões de baixo peso ao nascer apresentavam menor ganho de peso, baixa produtividade e maior mortalidade prédesmame, importantes causas de baixa rentabilidade da produção de suínos. Neste estudo, os principais efeitos do metabólito bio-ativo de D3 foram observados entre as leitoas.

Os resultados mostraram que o peso da leitegada foi significativamente mais alto no grupo (19,8 kg em comparação com 18,8 kg no grupo controle) e o peso da leitegada ao desmame foi 3,6 kg maior em comparação com o grupo que recebeu vitamina D3 (Fig. 1).

O ganho da leitegada foi usado como um indicador da produção de leite das fêmeas. Como o peso ao desmame foi maior, os resultados indicam que a vitamina D3 teve um efeito positivo sobre a eficiência reprodutiva ao ajudar as fêmeas a parir mais rapidamente leitões mais sadios, de melhor desempenho e vida mais longa. Isto foi confirmado pelo maior número de leitões desmamados no grupo suplementado.

Elevação dos níveis de vitamina D3

Níveis ideais de vitamina D obtidos através da suplementação com a forma bio-ativa da vitamina D3 permite que as fêmeas atinjam as metas reprodutivas, tenham melhor desempenho ao longo de sua vida produtiva, contribuindo para máxima rentabilidade geral da granja. Este estudo demonstrou claramente que o nível sérico de 25(OH)D3 foi duplicado nas fêmeas que receberam a forma bio-ativa de D3 ao longo de todo o ciclo reprodutivo (Tabela 1) em comparação com o grupo suplementado com vitamina D3. Este resultado é altamente significativo, considerando que as fêmeas foram alimentadas com doses equivalentes de vitamina D3 (2.000 UI por unidade de ração).

A Tabela 2 mostra que fêmeas suplementadas com a forma bio-ativa de D3 durante duas semanas apresentaram níveis séricos de 25(OH) D3 no momento da parição 2,3 vezes maiores que as fêmeas suplementadas com vitamina D3 comum. Além disso, depois de sete semanas de suplementação, os níveis séricos foram 3,2 vezes mais elevados que nas fêmeas do grupo controle (46,7 ng/ml).

Um estudo similar conduzido com fetos de 90 dias mostrou elevação dos níveis de vitamina D3 depois da inclusão do suplemento na ração de gestação das leitoas, em comparação com o uso de vitamina D3 comercial. Os resultados também demonstram aumento de 9,3% no número total de fibras musculares dos fetos, fator que indica leitões saudáveis e fortes.

Além disso, as leitoas suplementadas produziram maior número de leitões de maior peso por leitegada. Outros testes também enfatizaram os efeitos positivos da suplementação sobre outras funções essenciais do organismo, como reprodução, desenvolvimento muscular e modulação da resposta imune, todos fatores importantes e que contribuem para melhora do desempenho do plantel.

Conclusão

Podemos concluir que a suplementação de fêmeas com metabólito bio-ativo de D3 resulta em valor econômico significativo graças à melhora de desempenho ao longo de sua vida produtiva. É evidente que a vitamina D desempenha um papel-chave para melhor desempenho, sustentabilidade e rentabilidade das fêmeas, além de beneficiar a saúde e o ganho de peso dos leitões.

Os suinocultores estão sempre buscando novas soluções que permitam otimizar a saúde e a produtividade de fêmeas hiperprolíficas. Estudos recentes suportam o uso metabólito bio-ativo de D3 eleva os níveis séricos de vitamina D, que resulta em produção de leitegadas com maior número de leitões mais viáveis, com maior peso ao nascer e ao desmame.

Já está comprovado que essa suplementação é a forma mais biodisponível de vitamina D, garantindo maior eficiência de assimilação do metabólito 25(OH)D3, resultando em esqueleto mais forte e saudável, animais mais produtivos, chave para maior rentabilidade dos rebanhos.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Suinocultura

Qual o melhor relatório de custos de suínos?

Se não usarmos a ferramenta correta a resposta pode não atender as reais necessidades e questionamentos

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Foto: O Presente Rural

 Artigo escrito por Luis César Nogueira e Silva, administrador com ênfase em análise de sistemas com MBA em Gestão de negócios, Controladoria e Finanças Corporativas

luiscesarnogueira@gmail.com

Essa é uma ótima pergunta e está sempre presente nas reuniões de avaliação financeira do negócio de produção de suínos.

É comum empresários e produtores demonstrarem a intenção de receber todas as respostas em apenas um relatório financeiro, mas, se não usarmos a ferramenta correta a resposta pode não atender as reais necessidades e questionamentos.

Para isso precisamos montar um “Dashboard” – ou seja, um painel de interface gráfica que proporciona a visualização dos principais indicadores de desempenho econômicos financeiros.

Facilmente podemos fazer uma analogia com o painel de nosso carro, em uma rápida olhada temos várias informações importantes para o momento e avaliações, tais como:

  • Se teremos combustível para chegar ao destino
  • Se estamos na velocidade correta da via
  • Se não existe nenhum problema maior, como uma luz de defeito acesa

Agora, de nada adianta querer saber se está na velocidade correta olhando  para o indicador de combustível do tanque. Apesar de “obvio”, muitas vezes fazemos isso com os relatórios financeiros.

Para começar a desenvolver todo esse trabalho de análises, precisamos ter no mínimo três relatórios:

Orçamento 

Todas as principais empresas do mundo fazem esse trabalho de orçamento, que consiste em montar o cenário dos próximos anos, para que consiga dentro das suas possibilidades, se organizar para sanar os vários desafios que fazem parte da atividade.

Pensando em nosso setor, vamos imaginar uma empresa de fornecimento de genética – quantos anos ela  precisou projetar/enxergar para ter disponível hoje as fêmeas que serão comercializadas para atender as granjas em todo País, por exemplo.

Um orçamento bem feito pode ajudar o produtor a se organizar melhor ao invés de esperar o caixa avisar que algo está dando errado, e assim gerando os efeitos colaterais indesejados como juros, multas, e atrasos em fornecimento de insumos para a produção.

Não poderia deixar de mencionar um fato muito curioso dos orçamentos que normalmente acompanho, onde é comum serem considerados somente cenários positivos e cenários de crescimento, o que é certo que não vai ocorrer.

Nessa hora precisamos conseguir andar sobre a tênue linha entre o otimismo e o pessimismo. Em resumo, quem tiver a melhor visão do seu negócio e do mercado vai conseguir se posicionar de forma mais adequada.

Fluxo de Caixa 

Aqui estamos em um ambiente que os produtores convivem diariamente, uns de forma mais amigável e outros nem tanto!

O fluxo de caixa é um relatório elaborado com as informações de entrada e saída de recursos, ou seja, pagamentos e receitas.

Empresas e produtores que possuem um sistema de gestão alimentado de forma correta conseguem visualizar a linha do tempo com o cruzamento dessas informações em tempo real.

Seguindo a nossa analogia, é mais fácil fazer uma curva perigosa à esquerda  (falta de recursos) quando se tem uma placa com a distância correta fazendo essa indicação, ainda mais se estiver a noite e chovendo, algo que a suinocultura nos proporciona todos os anos, meses e porque não falar semanas.

Uma característica interessante que devemos destacar é que muitas vezes no dia a dia pode passar desapercebido pelo empreendedor é de que – caixa atual positivo, com tranquilidade pode ser indicativo de prejuízos futuros, e o contrário também é verdadeiro –  caixa apertado pode estar significando crescimento, investimentos, aumento no peso de abate, visando maior lucro posterior, enfim, quem está melhor informado toma a melhor decisão sempre.

D.R.E

Esse relatório é um dos meus preferidos com toda certeza, pois é ele que responde qual foi o resultado de todo o processo, se chama Demonstrativo de Resultado de Exercício.

É um relatório contábil, que ajustado para realidade do seu negócio, vai te informar se sua atividade teve lucro ou não.

Até para falar em lucro precisamos entender um pouco mais sobre como essas ferramentas funcionam, uma vez que existem mais de um tipo de lucro, como:

  • Lucro bruto
  • Lucro Operacional
  • Lucro líquido

A ferramenta de DRE, quando bem trabalhada, conseguirá informar ao produtor o resultado de todo exercício, apresentando do faturamento bruto até o último dado possível que é o resultado do exercício.

Analisando esse relatório poderemos identificar rapidamente um dos fatores primários e mais importantes, se a operação está saudável ou não, pois é comum granjas com operações saudáveis, mas com “pesos” de outros exercícios fazendo com que não sobre dinheiro no final do mês, dentre outros tantos desdobramentos que são possíveis.

Abaixo temos um gráfico simples apenas para ilustrar um pouco do que tratamos acima, onde temos:

  • Linha azul é a meta média de faturamento projetada para 2020.
  • Linha verde a média de faturamento real em 2020.
  • Linha laranja, o valor real faturado mês a mês.

Fonte: Autor do artigo
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Suínos / Peixes Saúde Animal

Óleo essencial de orégano melhora desempenho de porcas e leitões

Óleo essencial de orégano fornece uma ferramenta natural para melhorar a saúde e o desempenho de porcas e progênies

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Reginaldo Sérgio Teixeira Filho, gerente Vendas Anpario Plc

Estamos atravessando hoje no mundo uma das maiores crises pandêmicas da era moderna, a Covid-19 transformou nossos hábitos, ações e condições humanas rapidamente. Talvez como nunca tivemos tais desafios sociais e políticos ficamos perplexos com toda a situação. Porém, como afirma o filósofo Yuval Noah Harari, “a melhor defesa que os seres humanos têm contra patógenos não é o isolamento – é a informação”.

Neste momento devemos ter mais força no agronegócio, pois somos nós que temos que garantir a continuidade da produção e que a população permaneça sendo abastecida com alimentos seguros, segundo a própria Confederação da Agricultura e Pecuária. Hoje temos uma grande vantagem competitiva em relação aos outros países na suinocultura brasileira, a boa situação sanitária é evidenciada pelos índices produtivos alcançados por seus rebanhos tecnificados, que são semelhantes aos de outros países onde a atividade também é desenvolvida.

No Brasil, as principais doenças de suínos relatadas são multifatoriais e virais, geralmente imunossupressoras, e causam elevada morbidade, mortalidade variável e, principalmente, redução no desempenho com aumento no custo de produção. Outro fato relevante e desafiador, é o desenvolvimento da resistência do uso de antibióticos em suínos e, consequentemente, o banimento das moléculas para uso como promotores de crescimento.

Várias são as opções de substituição dos antibióticos no mercado, por exemplo, prebióticos, probióticos, simbióticos, vacinas, óleos essenciais naturais, ácidos orgânicos, entre outros.

Foi realizado trabalho nos EUA, em que foi verificado o efeito do óleo essencial natural de orégano na saúde da progênie e no desempenho das porcas suplementadas.

Foram utilizadas 200 fêmeas LW x LR alocadas aleatoriamente, com tratamento controle (CON) ou suplementadas com óleo essencial natural de orégano (OS) e equilibradas quanto à paridade no serviço.

As dietas (CON) gestação e lactação, foram formuladas para atender ou exceder os requisitos da NRC (NRC, 2012) e as dietas (OS), foram suplementadas com 500g / t de óleo essencial de orégano, durante a gestação e lactação até o desmame (~ 19 dias). Todos os leitões foram marcados no nascimento e realocados conforme o necessário. Todos os leitões foram registrados, independenmente de vivos, natimortos, mortos. O peso dos leitões foi medido no nascimento, no dia 2 e dia 19, para avaliar os números de nascidos, desmamados e crescimento da leitegada para cada tratamento. Amostras de leite foram coletadas de 30 porcas (15 por tratamento) dentro de 48 horas após o parto.

O número médio de leitões nascidos vivos foi conservado em ambos os grupos de tratamento (14,61 vs 14,36 para CON e OS, respectivamente). No desmame, o peso médio dos leitões foi semelhante, mas o peso da leitegada foi numericamente mais pesado do que as porcas suplementadas com OS, devido ao aumento do número de leitões desmamados.

As remoções (mortalidade e abate) mostraram uma tendência de redução (p = 0,05) após a suplementação de OS com um maior número de leitões desmamados (11%) e uma redução de 2% na mortalidade pré-desmame em comparação com o controle (11,13 vs 9,09 para CON e OS, respectivamente).

As melhorias na capacidade de sobrevivência dos leitões resultaram em um número significativamente maior de leitões desmamados de porcas suplementadas com OS, visto também nas análises de IgA e IgG, segundo as análises ​​pelo risco relativo (rr = 0,92) (p = 0,0001).

As diferenças citadas acima, proporcionam um benefício econômico significativo, comum número maior de leitões desmamados por porca/ano, fornecendo uma margem sobre o valor de alimentação de U$ 74 por porca/ano.

O óleo essencial de orégano fornece uma ferramenta natural para melhorar a saúde e o desempenho de porcas e progênies. Melhora o desempenho e a saúde do desmame, que podem ter efeitos significativos no desempenho da vida e no uso de medicamentos.

Outro estudo foi realizado para demonstrar como o óleo essencial de orégano pode ser uma alternativa natural aos antibióticos para melhorar o desempenho dos leitões pós desmama. Foi realizado um estudo em uma unidade comercial na Grécia desde o desmame até os 21 dias de vida. Os leitões foram alocados aleatoriamente em uma 1 das 6 dietas de tratamento de 8 a 21 dias de idade, enquanto foram submetidos a estressores naturais associados ao desmame. Dos dias 1 a 7 do estudo, uma dieta basal comercial inicial foi fornecida a todos os grupos. O desempenho dos leitões foi medido considerando o ganho médio diário (GMD), mortalidade, escore de diarreia e conversão alimentar (FCR). Os níveis fecais de E. coli também foram monitorados.

O ganho médio diário foi significativamente melhorado com a inclusão de 0,5 kg / t do óleo essencial natural de orégano, em comparação ao controle negativo e dietas contendo colistina ou ácido orgânico. O óleo essencial natural de orégano reduziu a mortalidade em 11,1% quando adicionado a 0,5 kg / t em comparação ao controle negativo.  Também reduziu significativamente os escores de diarréia e forneceu uma das porcentagens mais baixas de amostras fecais com resultado positivo para E. coli.

O óleo essencial natural de orégano teve desempenho igual ou significativamente melhor que o tratamento com antibióticos durante o período pós-desmame, fornecendo uma ferramenta natural para reduzir os antibióticos nesse período crítico na vida dos leitões.

O óleo essencial natural de orégano mantêm a integridade intestinal dos suínos, fortalecendo o sistema imune, com isso se observa a melhoria no desempenho zootécnico, conversão alimentar, aumentando o ganho de peso e diminuindo a mortalidade. Também foi verificado extra proteção e controle para Salmonella spp, E.Coli, Brachyspira spp e Ileíte (Lawsonia intracellularis).

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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