Peixes
Efeitos de ácidos orgânicos e fitobióticos como promotores da saúde e do desempenho em tilápias
Mesmo animais aparentemente saudáveis podem disseminar doenças entre os tanques, retardando o crescimento e elevando os custos de produção.

Artigo escrito por Thiago Tetsuo Ushizima, gerente de Aquicultura Adisseo Latam
Patógenos infecciosos, como bactérias, vírus, parasitas e fungos, representam uma séria ameaça à produção de aquicultura em nível global. Esses patógenos podem se manifestar tanto de forma assintomática quanto sintomática, resultando em redução do desempenho de crescimento e infecções graves. Mesmo animais aparentemente saudáveis podem disseminar doenças entre os tanques, retardando o crescimento e elevando os custos de produção. Embora frequentemente sejam pouco visíveis, esses patógenos têm o potencial de causar surtos significativos, especialmente quando vários fatores contribuintes estão presentes.
Os fatores climáticos desempenham um papel crucial na piscicultura, que é realizada predominantemente em ambientes abertos, como tanques escavados ou redes. Variações climáticas, como temperaturas extremas, mudanças abruptas e variações na quantidade de chuvas, criam condições estressantes para os peixes. Essas condições podem comprometer o desempenho dos animais, tornando-os mais vulneráveis ao estresse e a doenças.
Além dos fatores ambientais, é importante considerar as enfermidades emergentes, como ISKNV e Lactococcus, bem como a resistência antimicrobiana e a adaptação dos patógenos às diversas regiões, sistemas de produção e tamanhos dos animais. Para atender à crescente demanda por alimentos funcionais na piscicultura, as rações evoluíram para oferecer não apenas suporte ao crescimento e à conversão alimentar, mas também benefícios adicionais como saúde, bem-estar e resistência a doenças. Isso representa um excelente custo-benefício, especialmente diante do aumento significativo das perdas por mortalidade.
Nesse contexto, aditivos alimentares funcionais, como ácidos orgânicos e fitobióticos, têm atraído crescente interesse devido às suas propriedades que promovem a saúde. Esses compostos são eficazes no controle da carga de patógenos, na redução da gravidade das doenças, na modulação da microbiota intestinal e da resposta imunológica. Como resultado, promovem melhores taxas de sobrevivência, crescimento e conversão alimentar. Assim, os aditivos que promovem a saúde contribuem de forma significativa para a lucratividade e rentabilidade dos produtores.
Combinações
Existem diversos ácidos orgânicos disponíveis no mercado, mas apenas combinações adequadas para animais aquáticos garantem um efeito inibitório eficaz sobre os patógenos. Esses ácidos alteram a estrutura e a função das membranas celulares bacterianas, dificultando a colonização de patógenos no trato digestivo dos peixes. Além disso, são altamente energéticos e facilmente absorvidos, contribuindo para a geração de energia em múltiplas vias metabólicas, incluindo a produção de ATP e promovendo o desenvolvimento das vilosidades intestinais. Também estimulam a secreção de ácido gástrico e enzimas digestivas, melhorando a digestão de proteínas e a absorção de minerais.
Por outro lado, aditivos à base de fitobióticos, além de seu amplo espectro antimicrobiano, incluem extratos específicos com a capacidade de interromper o sistema de comunicação bacteriana conhecido como quorum sensing. Esses extratos têm um efeito depressivo nas vias de sinalização que determinam a densidade bacteriana e a produção de toxinas. Ademais, reforçam mecanismos antioxidantes e anti-inflamatórios, promovendo um microbioma intestinal mais equilibrado. Isso é evidenciado pela redução de bactérias prejudiciais e pelo aumento de espécies benéficas, como Cetobacterium e Bacillus spp. Um microbioma equilibrado é crucial para aumentar a resistência a doenças.
A suplementação de ácidos orgânicos e fitobióticos em rações para peixes tem demonstrado não apenas melhorar a taxa de sobrevivência, mas também otimizar o crescimento e a eficiência alimentar, através da melhoria da digestibilidade dos nutrientes.
Promovendo a saúde e o desempenho da tilápia
Um experimento a campo com tilápia foi realizado com o objetivo de avaliar o desempenho zootécnico com adoção de programa de saúde composto por ácidos orgânicos e fitobióticos. O estudo avaliou uma ração controle e uma ração aditivo, suplementada com 0,5% de ácido orgânico e 0,2% de fitobiótico.
As tilápias foram estocadas em tanques de terra com área de 1.000 m2 e utilizado 2 tanques para cada tratamento, com aproximadamente 60.000 alevinos estocados em cada tanque. O peso médio inicial dos peixes foi de 4,7g e o período de recria durou ao redor de 40 dias.
Figura 01. Suplementação com Ácido Orgânico (0,5%) e Fitobiótico (0,2%), na recria de tilápia em tanque escavado, durante período de inverno, avaliando o Peso Médio Final (A) Taxa de Conversão Alimentar (B) e Sobrevivência (C).



O programa de ácido orgânico e fitobiótico utilizado, foi recomendado devido ao alto desafio para época do ano e tamanho dos animais. A ração com aditivo melhorou significativamente os índices zootécnicos, evidenciado por um aumento do peso médio de 16%, diminuição de 19% na conversão alimentar e aumento de 27% na sobrevivência, quando comparada a ração controle. Para este experimento a campo, o retorno sobre o investimento (ROI) indicou que para cada dólar investido no uso dos aditivos, houve um retorno de 14 dólares.
O uso de ferramentas estratégicas para prevenção e controle de enfermidades, como os aditivos funcionais, ainda é visto apenas como aumento do custo da ração e não como investimento ou prevenção. Entender a realidade e os desafios encontrados em cada fazenda e definir estratégias que possam contribuir para minimizar o impacto das enfermidades na produção são essenciais para garantir um bom resultado nos programas preventivos adotados.
Conclusão
Aditivos à base de ácidos orgânicos e fitobióticos são amplamente utilizados em rações para peixes e camarões como uma estratégia eficaz para prevenir infecções bacterianas e melhorar o crescimento, a sobrevivência e a conversão alimentar. Estudos mostram que animais suplementados com esses aditivos apresentam taxas superiores de sobrevivência e crescimento, além de um retorno sobre investimento positivo, mesmo em ambientes de produção com desafios mínimos. Isso ocorre devido ao controle mais eficaz dos patógenos subclínicos e à otimização da utilização dos recursos energéticos, o que promove um crescimento mais robusto e saudável.
As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: mariana.correa@adisseo.com.
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Peixes
Brasil mira 1 milhão de toneladas de peixe cultivado enquanto regulações desafiam setor
Embora ainda não haja dados consolidados para 2025, a piscicultura brasileira chega ao fim do ano com a percepção clara de expansão, mesmo sob um ambiente regulatório considerado adverso pelo setor.

Embora ainda não haja dados consolidados para 2025, a piscicultura brasileira chega ao fim do ano com a percepção clara de expansão, mesmo sob um ambiente regulatório considerado adverso pelo setor. O presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, afirma que a atividade cresceu frente a 2024, impulsionada sobretudo pela tilapicultura, ao mesmo tempo em que enfrentou entraves provocados por decisões governamentais que alteraram o ritmo natural do mercado.
A expectativa é que a produção nacional ultrapasse as 968.745 toneladas registradas em 2024 e possa, pela primeira vez, romper a marca de 1 milhão de toneladas. Esse avanço é impulsionado especialmente pela tilápia, cuja produção cresceu 14,36% no ano anterior, respondendo por mais de 68% dos peixes cultivados no país.

Ao longo do último ano, os preços pagos ao produtor de tilápia registraram uma recuperação consistente nas principais regiões produtoras do país. Nos Grandes Lagos, o valor saiu de R$ 7,04 por quilo em janeiro para R$ 9,14 em dezembro. Em Morada Nova de Minas, a elevação foi de R$ 7,55 para R$ 9,23 no mesmo intervalo. No Norte do Paraná, a valorização também foi expressiva, passando de R$ 8,84 para R$ 10,07. No Oeste do Paraná, houve avanço mais moderado, de R$ 7,75 para R$ 8,81. Já no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o preço subiu de R$ 7,50 para R$ 9,41. “Começamos 2025 com preços baixos pagos ao produtor, agora estamos praticamente na nona semana de recuperação dos preços da tilápia”, celebra Medeiros, enfatizando que apesar das flutuações típicas do mercado houve uma recuperação gradual nos valores pagos aos produtores, o que deve contribuir para o desempenho positivo do setor em 2025.
Na contramão
Apesar do bom desempenho, o desenvolvimento da piscicultura ocorreu em um ambiente político classificado como hostil por Medeiros. O primeiro grande obstáculo foi a liberação da importação de tilápia do Vietnã, um ato que, segundo o dirigente, se trata de uma interferência política. “As condições de produção no Vietnã são completamente diferentes das do Brasil. Lá, é permitido colocar água dentro do peixe, algo proibido por aqui”, diz categoricamente o presidente da Peixe BR, frisando que esse procedimento cria uma desvantagem competitiva para os produtores brasileiros, que cumprem rigorosas exigências ambientais e de produção.
Outro ponto crítico foi o impacto do tarifaço de 50% adotado pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras de tilápia, medida que atingiu especialmente Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, principais produtores da espécie. “Houve queda no volume embarcado, mas a indústria reagiu de forma rápida, realocando produtos e buscando novos destinos, o que evitou desequilíbrios no mercado doméstico”, pontua, ressaltando os efeitos da tarifa já foram totalmente absorvidos pela cadeia e não representam mais risco.

Presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros: “Com produto competitivo e abertura comercial, as perspectivas são positivas para 2026” – Foto: Divulgação/Peixe BR
Contudo, a maior ameaça surgiu em outubro, quando o Ministério do Meio Ambiente anunciou a inclusão da tilápia na lista preliminar de espécies exóticas invasoras. Medeiros avalia que, se essa classificação fosse oficializada, o impacto sobre o setor seria devastador. “Ao integrar a lista, a tilápia passaria a figurar em um documento compartilhado com 188 países, comprometendo a participação de empresas certificadas internacionalmente, já que espécies classificadas como invasoras não podem ser fomentadas, produzidas ou adquiridas por companhias que seguem protocolos globais de sustentabilidade. A medida colocaria em risco um mercado que hoje movimenta mais de R$ 10 bilhões por ano”, salienta.
Além disso, segundo o dirigente, Vietnã e China também enquadram a tilápia como exótica sob parâmetros similares, mas não avançaram na formalização da classificação, evitando restrições internas que afetariam seus produtores. Para ele, o avanço unilateral do Brasil geraria desvantagem competitiva num setor no qual o país já figura como o quarto maior produtor do mundo e projeta alcançar a segunda posição até 2030. A mobilização técnica e política resultou na suspensão temporária do processo de elaboração da Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras Presentes no Brasil pelo governo federal, no início de dezembro. A decisão busca ampliar o diálogo com setores econômicos que utilizam espécies exóticas, como agricultura, pecuária, pesca e indústria, de modo a reunir contribuições consistentes antes da definição de medidas de prevenção e controle.
Entraves internos
A complexidade regulatória interna segue como outro entrave. A piscicultura é, segundo Medeiros, a atividade mais regulada do país, demandando até 13 registros para operação, um nível de exigência que ele afirma não existir em nenhum outro mercado no mundo. “Hoje o maior risco à competitividade do setor não é a burocracia, mas a interferência política”, aponta.

Como exemplo, cita a decisão do governo de permitir a importação de tilápia do Vietnã após um acordo comercial envolvendo a JBS, que ampliou as vendas de carne bovina ao país asiático em troca da entrada do pescado vietnamita no Brasil. “São 32 contêineres de filé que chegaram ao mercado interno, volume equivalente a cerca de 4% da produção mensal nacional. Cada contêiner representa 160 toneladas de filé que deixam de ser vendidas pelo produtor brasileiro e a redução de aproximadamente 70 mil tilápias na produção interna”, salienta.
O presidente da Peixe BR demonstra confiança no futuro da tilapicultura brasileira e acredita que os entraves serão superados. Ele destaca que o Brasil possui vantagens competitivas claras, especialmente frente a concorrentes asiáticos. “O Vietnã não tem condição de competir com o Brasil, seja nos custos ou na produtividade. Para se ter uma ideia, o Oeste do Paraná tem produtividade 2,5% superior à do Vietnã e da China”, reforça.
Medeiros aposta que o alinhamento político e institucional será determinante para manter o ritmo de expansão do setor. “Acreditamos que nossos congressistas e governadores irão resolver essa questão e que, em 2026, continuaremos nessa curva de crescimento. Eu acredito na resolução desses problemas e na continuidade da produtividade e da produção da tilapicultura nacional”, disse, confiante.
Medeiros reforça que o setor não se opõe às importações, desde que ocorram com isonomia e segurança sanitária. Ele lembra que, na primeira tentativa de entrada da tilápia vietnamita, a Peixe BR entregou uma nota técnica alertando para doenças presentes no Vietnã e ausentes no Brasil, levando o Ministério da Agricultura a barrar a operação. Agora, afirma, esses riscos persistem, mas foram relativizados, configurando mais uma interferência política em um segmento já pressionado por excesso de normas.
Consumo per capita
No mercado consumidor, a tilápia tem sido protagonista na dinâmica de crescimento. O consumo per capita de pescado no Brasil permanece ao redor de 10 kg por ano, somando produtos da aquicultura, pesca e importações. A tilapicultura, que cresce a uma média anual de 10,3% na última década, sustentou o aumento do consumo interno, especialmente em um cenário de perda de força da pesca extrativa. Dados recentes do Ministério da Pesca mostram que a aquicultura já produz o dobro do volume proveniente da pesca, reforçando a mudança estrutural da oferta. Medeiros projeta que o consumo siga no patamar atual em 2025 e que, na próxima década, o país possa alcançar entre 12 e 13 kg per capita. “A preocupação, porém, é evitar que esse crescimento ocorra apoiado em maiores importações, o que, não faz sentido nenhum para um país com forte capacidade produtiva”, analisa Medeiros.
Custos de produção
O cenário de custos em 2025 foi marcado por estabilidade nos insumos mais relevantes e pressão em itens operacionais. A ração, maior componente do orçamento do produtor, manteve preços estáveis graças ao bom desempenho das safras de grãos. Por outro lado, energia elétrica, transporte, combustíveis, fretes e encargos trabalhistas registraram altas, comprimindo a rentabilidade principalmente no primeiro semestre, quando os preços pagos ao produtor estavam mais baixos. A recuperação observada no segundo semestre aliviou parte da pressão.
Futuro da atividade
Medeiros diz que vê oportunidades otimistas para o setor desde que haja estabilidade regulatória e políticas alinhadas à competitividade. “É preciso que o governo federal busque soluções que favoreçam a atividade sem prejudicar os pequenos produtores, que representam 98% da produção nacional e dependem de previsibilidade para manter investimentos”, aponta.

Segundo o executivo, a grandes perspectivas de crescimento para a tilápia nos próximos anos, com a previsão de aumentar sua participação na produção total de peixe de cultivo para 80% até 2030. “Com forte investimento em tecnologia, genética e nutrição, acredito que o Brasil poderá liderar a produção global de tilápia em um curto espaço de tempo. Hoje os principais players são China, Indonésia e Egito”, anseia Medeiros.
De acordo com o presidente da Peixe BR, a tilapicultura brasileira, classificada por ele como a mais tecnológica, sustentável e produtiva do mundo, deve aprofundar ganhos de eficiência e buscar novas frentes no comércio exterior. “Os Estados Unidos ainda absorvem metade das exportações brasileiras, mas há expansão potencial no Canadá e em outros mercados. Com produto competitivo e abertura comercial, as perspectivas são positivas para 2026”, enfatiza, destacando que espera que o alinhamento institucional elimine ruídos políticos, permitindo ao país consolidar sua posição entre os maiores produtores globais de tilápia.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Peixes
Preços da tilápia iniciam 2026 com estabilidade nos principais polos produtores
Levantamento do Cepea aponta variações pontuais nas cotações, refletindo equilíbrio entre oferta e demanda no começo do ano.

Os preços da tilápia apresentaram comportamento predominantemente estável na semana encerrada em 02 de janeiro, segundo dados do Cepea. Em importantes polos produtores do País, as variações foram pontuais, indicando equilíbrio entre oferta e demanda no início do ano.
Na região dos Grandes Lagos, a cotação permaneceu em R$ 9,27 por quilo, sem variação em relação à semana anterior. Estabilidade semelhante foi observada no Norte do Paraná, onde o preço médio ficou em R$ 10,11/kg. Já em Morada Nova de Minas, houve leve alta de 0,31%, com o valor alcançando R$ 9,44/kg.
No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a tilápia foi comercializada a R$ 9,57/kg, registrando a maior elevação semanal entre as regiões acompanhadas, com avanço de 0,39%. Em sentido oposto, o Oeste do Paraná apresentou pequena retração de 0,19%, com o preço médio recuando para R$ 8,76/kg.
De acordo com o Cepea, as oscilações discretas refletem um mercado ajustado, típico do período, sem movimentos bruscos de oferta ou pressão significativa da demanda sobre as cotações.
Peixes
Instituto de Pesca inicia 2026 com foco em ciência e inovação para aquicultura
Com atuação em diferentes regiões de São Paulo, o IP-Apta reforça pesquisas e soluções sustentáveis que fortalecem a produção de alimentos aquáticos, a segurança alimentar e a geração de renda.

“Promover soluções científicas, tecnológicas e inovadoras para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura” é a missão do Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que inicia o ano a reforçando, comprometido com a geração de conhecimento científico e com o fortalecimento do setor, contribuindo diretamente para a segurança alimentar, a geração de renda e o uso sustentável dos recursos naturais.

Foto: Divulgação/IP-Apta
Com atuação altamente relevante e presença em diferentes regiões do estado, o Instituto desenvolve pesquisas que impactam desde a produção até o consumo de alimentos aquáticos, apoiando pescadores artesanais, aquicultores, técnicos, gestores públicos e instituições sociais. O trabalho científico realizado se traduz em tecnologias, orientações técnicas, inovação em produtos e soluções que chegam a laboratórios, universidades e até à mesa da população.
Na pesca artesanal, o Instituto de Pesca atua no desenvolvimento de estudos, monitoramentos e ações de apoio que valorizam o conhecimento tradicional, promovem o uso sustentável dos recursos pesqueiros e contribuem para a manutenção da atividade como fonte de alimento, trabalho e identidade cultural para diversas comunidades. Essas iniciativas buscam fortalecer a pesca artesanal de forma responsável, aliando preservação ambiental e inclusão social.
Na aquicultura, as pesquisas e ações desenvolvidas pelo Instituto contribuem para o aprimoramento dos sistemas produtivos, o aumento da eficiência, a melhoria da qualidade dos produtos e a adoção de práticas sustentáveis. O apoio técnico e científico ao setor aquícola favorece a competitividade dos produtores, a geração de renda e a expansão de uma produção alinhada às demandas ambientais e de segurança alimentar.

Foto: Divulgação/IP-Apta
Entre as principais frentes de atuação da instituição também estão a valorização do pescado como alimento saudável e acessível, a melhoria dos processos produtivos e o aproveitamento integral dos recursos, reduzindo desperdícios e promovendo eficiência econômica e ambiental.
As pesquisas conduzidas pela instituição subsidiam políticas públicas e ações voltadas ao desenvolvimento regional, contribuindo para a inclusão produtiva, o fortalecimento das economias locais, a promoção de sistemas alimentares mais justos e resilientes, além da preservação e proteção dos recursos hídricos.
Ao conectar ciência, produção e sociedade, o Instituto reafirma seu papel estratégico como referência em pesquisa aplicada e inovação, alinhando tradição e conhecimento técnico aos desafios contemporâneos da sustentabilidade, da segurança alimentar e das mudanças climáticas. “Neste novo ano a instituição segue comprometida com sua missão e busca ampliar parcerias, disseminar conhecimento, conquistar novos programas e gerar impactos positivos que beneficiem tanto o setor produtivo quanto a população, fortalecendo o pescado como um aliado da saúde, da economia e do meio ambiente”, ressalta o vice-coordenador do IP, Eduardo de Medeiros Ferraz.



