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Eduardo Leite articula em Brasília ações contra gripe aviária e renegociação de dívidas rurais

Em reunião com o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, governador do Rio Grande oo Sul busca reforço no controle sanitário e solução definitiva para passivos de produtores afetados por enchentes e estiagens.

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Foto: Mauricio Tonetto

Em dia de agendas em Brasília, o governador Eduardo Leite participou, na última terça-feira (20), de reunião no Ministério da Agricultura para tratar do enfrentamento a dois desafios urgentes do Rio Grande do Sul: o combate à gripe aviária e a renegociação das dívidas dos produtores rurais, fortemente impactados por sucessivos eventos climáticos como enchentes e estiagens.

Leite e os secretários Artur Lemos (Casa Civil) e Edivilson Brum (Agricultura) alinharam, junto ao ministro Carlos Fávaro, novas ações para reforçar o controle sanitário nas granjas afetadas pelo vírus. O governador destacou a importância da atuação conjunta entre governo federal, Estado e municípios, que tem permitido uma resposta rápida e eficiente.

“Esse episódio é uma oportunidade para o Brasil e para o Rio Grande do Sul demonstrarem ao mundo a robustez do nosso sistema de defesa sanitária, feito com seriedade, responsabilidade e muito trabalho técnico”, afirmou Leite.

O ministro reforçou que o trabalho integrado vem garantindo o bloqueio dos focos e destacou que a adoção de protocolos rigorosos é essencial para preservar a sanidade do plantel e a reputação do Brasil no mercado internacional.

Além da pauta sanitária, a reunião tratou da prorrogação das dívidas dos produtores rurais, uma reivindicação antiga do setor. Segundo Fávaro, o encaminhamento para a prorrogação já está pactuado dentro do governo federal e terá como próximo passo a construção de uma proposta para reestruturação de perfil das dívidas, criando condições reais para que os produtores possam se recuperar e investir novamente.

“O produtor quer trabalhar, quer fazer a sua parte, mas as adversidades climáticas dos últimos anos no Rio Grande do Sul exigem do poder público uma atuação à altura. Vejo disposição do governo federal em construir soluções, e é isso que estamos buscando: garantir a prorrogação das dívidas, mas, mais do que isso, construir um caminho definitivo, com segurança jurídica, técnica e financeira, para que nossos produtores possam seguir produzindo e gerando riqueza para o país”, destacou Leite.

Fávaro reiterou que o entendimento sobre a necessidade da prorrogação já está consolidado.

“Está claro para nós que a prorrogação é necessária e já está pacificada dentro do governo federal. Agora, nosso desafio é construir, junto com o governo do Estado e as entidades, uma solução definitiva, que permita aos produtores retomar sua capacidade de investimento e produção com segurança e sustentabilidade.”

O ministro explicou que a proposta será construída com as equipes técnicas do governo federal, do governo estadual e das entidades representativas, como a Farsul. A ideia é apresentar uma solução que permita alongar os prazos das dívidas, considerando as particularidades dos produtores e da atividade agropecuária no Estado.

O governador também teve agendas no Ministério de Minas e Energia, onde tratou de pautas relacionadas ao gás natural, e se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Fonte: Assessoria Seapi

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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