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Edital Agro 4.0 do Mapa e ABDI qualifica projeto do Oeste do Paraná

Iniciativa premiada contempla projeto Gestão e controle para avicultura 4.0, que emprega a Internet das Coisas e software de gestão para, em tempo real, monitorar o bem-estar de aves e a produtividade em aviários.

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Solução é voltada ao controle de ambiência em aviários - Foto:: Divulgação/Coopavel

O Oeste do Paraná conseguiu selecionar um entre oito projetos nacionais premiados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e ABDI (Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial) no edital Agro 4.0. Juntos, os projetos inovadores vão receber R$ 1,65 milhão para que possam ser colocados em prática e levar novas soluções a setores importantes da cadeia do agronegócio.

A região Oeste foi premiada pelo projeto Gestão e controle para avicultura 4.0. Ele emprega a Internet das Coisas e software de gestão para, em tempo real, monitorar o bem-estar de aves e a produtividade em aviários. As informações e dados gerados ajudarão o criador a melhorar e a tornar o manejo ainda mais preciso principalmente no controle sanitário. Com isso, haverá diminuição de perdas e resultados zootécnicos e financeiros melhores.

A iniciativa é da Stac, startup parceira de outros projetos da Coopavel e que está incubada no Parque Tecnológico Itaipu – o PTI, por sua vez, é parceiro da Coopavel por meio do Espaço Impulso, hub do agro inaugurado em fevereiro no parque que desde 1989 recebe o Show Rural. “A Stac, por meio da Coopavel, encontrou um ambiente propício para implementar a sua solução. Nossa cooperativa tem a inovação em seu DNA”, diz o presidente Dilvo Grolli. Com os recursos que vai receber agora do Mapa e ABDI, a startup poderá implantar o projeto em pelo menos dez aviários da Coopavel.

O projeto fará controle de ambiência dos aviários – temperatura e umidade relativa do ar interna e externa, medições dos níveis de CO2, terá plataforma de pesagem automática e sensor para medir volume de ração nos silos. Com todo esse monitoramento, informa o gerente de Inovação da Coopavel, Kleberson Angelossi, haverá dados compartilhados entre produtor, extensionistas e veterinários que prestam suporte de manejo, conduzindo ao aumento da produção.

Objetivos

A aplicação da tecnologia nos aviários contemplará os seguintes objetivos: acompanhamento em tempo real do campo para o fomento, alertas de desvios no consumo de ração, peso e mortalidade para o produtor e equipe técnica, adoção da tecnologia (objetivos/assertividade de peso no abate), integração com a fábrica de ração, auxílio na organização da agenda de visitas do extensionista aos produtores e maior rapidez na prevenção e identificação de problemas sanitários e produtivos.

“A ferramenta desenvolvida pela Stac gera dados e permite integração fundamental à interação entre produtor e cooperativa. E tudo isso potencializado com a expertise do PTI”, destaca o gerente de Inovação da Coopavel. A fase documental já foi aprovada. Agora ocorrem definições da parte prática, entre PTI e ABDI. Ao ser validada pela Coopavel, a solução chegará então a outros integrados por meio do Espaço Impulso, ambiente de negócios do ecossistema de inovação do Oeste do Paraná, Iguassu Valley.

A disseminação desse novo conhecimento acontecerá também por intermédio de cursos e dia de campo destinados aos avicultores. Uma das estruturas empregadas para isso será o CTA (Centro Tecnológico de Avicultura), também inaugurado durante a 34ª do Show Rural Coopavel. Ali, será possível demonstrar soluções que permitam ao produtor adotar tecnologias 4.0 em sua produção independentemente de seu tamanho ou infraestrutura atual, além de estimular a sucessão familiar nas propriedades a partir da utilização de tecnologias–

Selecionados

Das oito empresas inovadoras premiadas pelo Mapa e ABDI, duas são da região Sul. Uma delas é do Sudeste, duas do Nordeste e três da região Centro-Oeste do País.

O outro projeto do Sul, também do Paraná, é de Monitoramento digital de solos (com sensor proprietário) e lavouras (com imagens RGB e software de IA).

Os outros projetos são: Sistema inteligente para manejo de irrigação usando tecnologias de ponta para produtores de café (Minas Gerais); Inteligência artificial para classificação de carcaças bovinas no frigorífico (Mato Grosso).

E mais: Sistema de apoio à decisão do produtor (Mato Grosso); Uso de visão computacional para monitoramento de perdas na colheita de soja (Mato Grosso do Sul).

E ainda: Implementação de sistema machine vision automatizado para setor agro de frutas (Paraíba/Rio Grande do Norte), e Plataforma tecnológica agrovoltaica para sensoriamento e automatização da coleta dos parâmetros físico-químicos do solo para a fruticultura (Ceará).

Fonte: Ascom Coopavel

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Paraná atualiza regras para licenciamento de poços e agiliza processos

Nova norma do IAT integra outorgas e elimina exigências em algumas etapas do procedimento.

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Fotos: Patryck Madeira/SEDEST

O Instituto Água e Terra (IAT) atualizou o procedimento de licenciamento ambiental para a captação de água subterrânea por meio de poços no Paraná. A Instrução Normativa nº 09/2026 aprimora o processo, integrando-o de forma mais eficiente com a emissão de outorgas, documentos obrigatórios para o uso de recursos hídricos no Estado.

Além de tornar mais claro o fluxo de documentos que devem ser requisitados, a medida estabelece algumas mudanças no procedimento, como a remoção da necessidade da Outorga Prévia (OP) para algumas modalidades de licenciamento, agilizando os trâmites.

“É mais um passo que damos para agilizar, de maneira segura e eficaz, esse processo tanto importante para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, diz a diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves.

Para os empreendimentos monofásicos, que requerem apenas a emissão de uma licença por possuírem um potencial poluidor ou degradador menor, a norma determina que a Outorga Prévia não é mais necessária para os processos que envolvem poços ainda não perfurados, necessitando apenas da obtenção de uma anuência prévia pelo órgão responsável por iniciar o licenciamento. No entanto, o documento ainda é imprescindível para o uso de poços já perfurados.

Após essa etapa inicial, deve ser solicitada a licença apropriada ao empreendimento (seja ela Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental, Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, ou Licença Ambiental Simplificada), e em seguida a Outorga de Direito, que autoriza o uso da água no poço.

O gerente de Outorga do IAT, Tiago Bacovis, acrescenta que com esse novo fluxograma os produtores rurais podem obter o licenciamento ambiental apenas com a apresentação da anuência prévia ou da outorga prévia, trazendo uma série de benefícios. “Isso permitirá um acesso mais rápido ao financiamento e aos recursos necessários para a implantação do empreendimento e do poço. Na sequência, poderá ser realizada a perfuração, bem como os testes de bombeamento e a análise da qualidade da água, para, então, solicitar a outorga de direito de uso”, explica.

“Também é muito importante que os proprietários levem em conta a demanda de água do empreendimento antes de solicitar a outorga. Caso o poço não consiga atender a necessidade, será preciso procurar outras fontes de abastecimento”, acrescenta a chefe da Divisão de Demanda e Disponibilidade Hídrica do IAT, Gláucia Tavares Paes de Assis

A Outorga Prévia também deixou de ser exigida em processos de empreendimentos com alto potencial poluidor e degradador. Nesses casos, o processo funciona de forma trifásica, com a emissão de três licenças, seguindo a seguinte sequência de requisições: Anuência Prévia, Licença Prévia, Outorga de Direito, Licença de Instalação, e por fim a Licença de Operação.

Já nos casos em que o responsável estiver com a portaria de outorga em processo de renovação, poderá requisitar a prorrogação da licença ambiental com condicionante, o que reduz o tempo necessário para a solicitação.

Outorga

A outorga é um documento essencial para delimitar o uso da água em ações comerciais e de geração de energia. Assim, qualquer pessoa ou empreendimento com interesse em aproveitar recursos hídricos superficiais ou subterrâneos deve solicitar uma Portaria de Outorga ou uma Declaração de Uso Independente de Outorga, quando aplicável. Passar por esse procedimento é o que assegura que a alocação da água foi feita conforme as orientações estabelecidas pelo IAT.

Para solicitar o documento, o requerente deve acessar a página do SIGARH no site do IAT. Lá, o usuário deve fazer tanto o registro pessoal do usuário quanto o cadastro completo do empreendimento. Feito isso, o proprietário deve enviar os documentos e as informações necessárias para a formulação do requerimento seguindo as orientações expostas no site.

Licenciamento

O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo emitido pelo IAT que autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.

Para mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental no Estado do Paraná, é possível consultar o site do Instituto Água e Terra.

Fonte: AEN-PR
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Cooperja firma acordo com cinco países e amplia presença no comércio global

Negociação inclui exportação de grãos e ração com foco em qualidade e logística eficiente.

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Foto: Divulgação

A Cooperja deu um importante passo rumo à internacionalização ao firmar um contrato de marco integrado de fornecimento com El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras na América Central. O acordo prevê a exportação de arroz, milho e ração.

A cerimônia de assinatura aconteceu na manhã de terça-feira (14), no auditório da Unidade de Santo Antônio da Patrulha/RS, com a presença do presidente Vanir Zanatta, do vice-presidente Antonio Moacir Denoni, diretor Carlos Roberto Wilk e do Conselho Administrativo da cooperativa. Também participaram Omar Salazar Castro, representante da empresa Cemersa, que atua como compradora internacional, importadora, distribuidora regional e operadora comercial para a América Central e Panamá.

O evento contou ainda com a presença de Rodrigo Veiga, representante da Origrains, empresa responsável pela integração e estruturação das operações internacionais, conectando produção, logística e mercado global com eficiência e segurança.

A parceria estabelece uma relação comercial de longo prazo, garantindo condições estruturadas de fornecimento, com foco na qualidade dos produtos e na eficiência logística. O contrato fortalece a presença da Cooperja no mercado internacional e evidencia a competitividade do agronegócio brasileiro.

Para El Salvador, o acordo representa acesso a produtos de alto padrão, contribuindo diretamente com a qualidade ofertada a população e o desenvolvimento da economia daquele país.

Durante a solenidade, Omar Salazar Castro destacou a relevância da parceria e o papel dos agricultores. “A Cooperja é mais do que um negócio, é uma parceira estratégica, comprometida com o desenvolvimento a longo prazo. É uma cooperativa que acredita em construir, dia após dia, resultados sólidos e duradouros. Valorizamos cada conquista e, principalmente, cada pessoa que faz parte dessa história”, ressaltou.

Além de ampliar mercados, a iniciativa reforça o papel das cooperativas brasileiras como agentes estratégicos no cenário global, promovendo geração de renda, inovação e desenvolvimento sustentável no campo.

Para o presidente Vanir Zanatta, o momento representa um marco na trajetória da cooperativa. “Estamos levando a qualidade da produção dos nossos cooperados para além das fronteiras, abrindo novas oportunidades e agregando valor ao que produzimos. A internacionalização é um caminho estratégico que fortalece a Cooperja e gera desenvolvimento para todos”, destacou.

A Cooperja segue avançando, conectando o produtor rural às oportunidades do mercado internacional e consolidando sua atuação como protagonista no agronegócio.

Fonte: Assessoria Cooperja
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Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro, aponta Banco Central

Alta é puxada pela indústria, enquanto serviços e agro registram avanço moderado.

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Fotos: Shutterstock

A atividade econômica brasileira teve crescimento em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

As altas foram de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.

Já na comparação com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice acumula uma alta de 1,9%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução o ritmo da economia do país e incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.

O índice ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre os juros básicos da economia, a Taxa Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação.

Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.

Fonte: Agência Brasil
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