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Notícias 21º CBSementes

Edição gênica, a revolução das sementes

Cadeia sementeira tem muito a ganhar com as novas tecnologias; Brasil não pode perder as oportunidades que surgem na pesquisa e no mercado.

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Chefe-geral da Embrapa Soja, Alexandre Nepomuceno: "Hoje, temos mais de 230 organismos geneticamente modificados pela Embrapa para uso no país" - Foto: Divulgação/CBSementes

O melhoramento genético avançou em muitas casas com a edição gênica que é a base do crescimento do agronegócio brasileiro. Uma revolução que, para ser ainda maior, depende de investimentos em pesquisa. “Biotecnologia – A era da edição gênica e impactos na produção de sementes” foi tema da palestra do doutor Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, na segunda-feira (12), no 21º Congresso Brasileiro de Sementes (CBSementes). O evento acontece até esta quinta-feira (15), na Expo Unimed, em Curitiba (PR). A realização é da Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes (Abrates).

O presidente desta edição do CBSementes, Fernando Henning, o doutor e pesquisador da Embrapa Soja, foi o mediador deste momento da programação científica. Na sua exposição, Nepomuceno destacou que vivemos várias revoluções tecnológicas, que vão impactar o dia a dia, nos laboratórios e no campo.

É mais do que quebrar paradigmas. As inovações estão preparando o caminho para que, até 2050, possamos alimentar os 11 bilhões de pessoas – expectativa para a população mundial.

O pesquisador percorreu na palestra, a trajetória das tecnologias no Brasil, antes da primeira geração de transgênicos, no final dos anos de 1990. Ele destacou que, sem o desenvolvimento da soja transgênica não seria possível o Sistema Plantio Direto, que ocupa em torno de 60% da área de produção no Brasil. Mas, antes disso, em 1994, os Estados Unidos, já desenvolviam a primeira planta transgênica, que era uma variedade de tomate. Em 1996, chegou ao mercado o primeiro produto comercial.

Em 1997, a Argentina também entrava nessa corrida tecnológica. O Brasil ficou de 1998 a 2005 sem liberação de transgênicos. O que só aconteceu com a nova Lei de Biossegurança. “Hoje, temos mais de 230 organismos geneticamente modificados pela Embrapa para uso no país, como cana-de-açúcar, eucalipto e soja. O único feijão modificado no mundo foi desenvolvido pela Embrapa. O Brasil é o segundo país produtor de plantas modificadas no mundo”, afirmou Nepomuceno.

O pesquisador destacou a importância do investimento em pesquisa. Para se ter uma ideia do que isso representa, o custo de colocação de uma planta transgênica no mercado é alto. As empresas públicas têm poucas condições de desenvolver tecnologias a um custo baixo, por isso precisam de parcerias com empresas privadas.

Tecnologia CRISPR

Os anos se passaram e desembarcamos na tecnologia CRISPR, que abriu as portas para a edição do genoma, o que pode democratizar o uso da biotecnologia na agricultura.

Em sua palestra, Nepomuceno também abordou temas que demandam de muitas discussões, como a propriedade intelectual da tecnologia CRISPR. Finalizou dizendo que o Brasil não pode deixar de se posicionar melhor neste mercado com o risco de ficar “trocando ouro por espelhos”.

Fonte: Ascom

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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