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Edição digital da Expointer é oficialmente aberta com o tradicional desfile dos campeões

Expointer 2020 manteve a tradicional abertura com o Desfile dos Campeões

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Foto: Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini

Em uma edição completamente diferente dos últimos 43 anos, incluindo transmissão integral pela internet, negociações e leilões virtuais e drive-thru da agricultura familiar, a Expointer 2020 manteve a tradicional abertura com o Desfile dos Campeões. Nesta sexta-feira (2/10), o Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, recebeu autoridades e o melhor da genética animal para celebrar a edição histórica da maior feira agropecuária da América Latina.

Devido às restrições de presença de público e aos protocolos sanitários ainda rígidos impostos pela pandemia de Covid-19, a chamada Expointer Digital 2020, que começou oficialmente em 26 de setembro e se encerrará no domingo (4/10), promete ser lembrada como o maior e mais moderno evento do agronegócio em plataformas digitais já realizado no Brasil.

“A Expointer deste ano é muito especial para todos nós. Ela é marcada por duas características que são próprias do povo gaúcho: superação e reinvenção. A realização da feira, apesar de todas as dificuldades, materializa o empenho do governo e do agronegócio em superar uma das maiores crises sanitárias de todos os tempos”, destacou o governador Eduardo Leite em vídeo transmitido durante a abertura, já que estava em compromissos fora do Rio Grande do Sul.

“Tivemos de redobrar os esforços e, principalmente, tivemos de nos reinventar e trabalhar muito. Hoje, temos uma Expointer Digital forte, que alcança dezenas de países mundo afora, com transmissão de eventos e até mesmo venda de produtos via drive-thru. Esse processo de digitalização e modernização é um importante legado que ficará para o futuro. É verdade que não temos público no Parque de Exposições Assis Brasil, mas a Expointer não perdeu a sua alma empreendedora”, complementou Leite.

A cerimônia contou com a presença da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, representando o presidente Jair Bolsonaro; do governador em exercício, o vice-governador Ranolfo Vieira Júnior; do secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho; e de outras autoridades e representantes de entidades copromotoras da feira.

“O agronegócio tem uma representatividade suprema para o nosso Estado e todos os gaúchos, tanto que responde por 40% do nosso PIB. E a Expointer é o símbolo do agro do Rio Grande do Sul, é o cartão-postal do nosso Estado”, afirmou Ranolfo. “Não tenho dúvida que esta Expointer ficará com o símbolo da superação, da resiliência, da renovação e do empreendedorismo. E meu desejo é para que em 2021 possamos estar aqui novamente diante de um grande público, celebrando negócios presenciais junto com os virtuais, tornando a nossa feira ainda maior.”

Em uma versão reduzida, o Desfile dos Campeões contou com cerca de 40 animais de diferentes raças de ovinos, bovinos de corte e de leite e equinos. Eles desfilaram pela pista central exibindo suas rosetas e faixas de campeões ao lado de seus cabanheiros e criadores. Todos passaram pelos julgamentos que começaram meses antes da feira, em etapas classificatórias que determinaram o melhor da genética de cada espécie entre os 1.017 inscritos de 463 expositores do RS e de outros oito Estados, bem como do Uruguai e da Argentina.

Segundo o secretário da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural, Covatti Filho, não é possível comparar os valores movimentados na Expointer 2019 com os desse ano, quando mais de 400 mil visitantes passaram pela feira e geraram R$ 2,7 bilhões em negócios.

“Mas o ambiente virtual aproximou quem quer comprar de quem quer vender de forma mais intensa, de qualquer lugar onde estiverem. Além disso, os resultados dessa aproximação não vão acabar com o fim da feira. As negociações seguirão, assim como a plataforma criada para a edição digital e que, pelo sucesso, veio para ficar”, destacou Covatti.

Conforme os dados mais recentes divulgados desta edição, até o momento, quase 146 mil pessoas acessaram a plataforma on-line do evento. No parque, houve 1.019 animais de 18 raças diferentes – quase 30% a menos em relação ao ano passado – e 1,4 mil carros já passaram pelo drive-thru da Agricultura Familiar – possivelmente chegando a 2 mil até domingo. “Excelentes números para uma exposição em ano de pandemia e que foi lançada há apenas 30 dias”, celebrou Covatti.

Além do desfile dos campões, o evento incluiu apresentação musical da Fanfarra do Exército, uma exibição do 3º Regimento de Cavalaria de Guarda – Regimento Osório e discursos, entre eles da ministra Tereza Cristina, do prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal, e dos presidentes das entidades parcerias: da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), Leonardo Lamachia; da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul (Ocergs), Vergilio Perius; do Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no RS (Simers), Claudio Bier; da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Carlos Joel da Silva; e da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Gedeão Pereira.

ÚLTIMO FINAL DE SEMANA

Acompanhe a programação pela plataforma www.expointer.rs.gov.br.

Transmissões

No sábado (3/10), serão realizadas duas transmissões pelo Canal Agro da Expointer Digital 2020.

  • 14h30 – Rastreabilidade de produtos vegetais frescos
  • 16h – Bioinsumos. Apresentação para técnicos e agricultores sobre novidades em termos de tecnologias e registro de bioinsumos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

50 anos do parque

Ainda no sábado, ocorre a divulgação do resultado do concurso artístico de pintura e escultura em homenagem aos 50 anos do Parque de Exposições Assis Brasil. No domingo (4/10), às 13h, haverá o descerramento da placa alusiva ao cinquentenário na Praça Central, com a presença de autoridades. O parque foi inaugurado no dia 29 de agosto de 1970, em Esteio, sediando em 1972 a Primeira Exposição Internacional de Animais.

Feira da Agricultura Familiar

A venda de produtos da agricultura familiar ocorre no formato drive-thru, com os consumidores dentro do carro, usando máscara, enquanto são atendidos. No local, 55 empreendimentos, divididos em 52 estandes, ofertam produtos como salames, queijos, panificados, cachaças, sucos, vinhos, mel e artesanato, produzidos em diferentes regiões do Estado. O acesso ocorre pelo portão 1 do parque, exclusivamente para veículos, e é gratuito.

Shows

Na programação cultural, há três projetos artísticos: Mostra Musical dos 50 Anos do Parque Assis Brasil, Festival Cultural de Esteio e Projeto Preserva a Água e a Vida Tchê. Há transmissão de todos os eventos.

Campeões

Confira aqui a lista dos campeões que participaram do desfile oficial da Expointer Digital 2020.

Fonte: SECOM
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Notícias Segundo Conab

Monitoramento Agrícola atribui atraso de plantio da safra ao período seco

Anomalias do Índice de Vegetação refletem tanto o atraso na semeadura dos cultivos de verão quanto os impactos nos cultivos de inverno

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Divulgação/AENPr

O início de semeadura da safra 2020/21 está em compasso de espera de chuvas mais abundantes na maioria das regiões produtoras de grãos do país.  A ajuda da natureza até a primeira quinzena deste mês ficou abaixo da média esperada, assim como a umidade de solo ideal para cultivo, sobretudo nas maiores regiões produtoras como Centro-Oeste e Sudeste.

A análise está no Boletim de Monitoramento Agrícola, produzido e publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). As anomalias do  Índice de Vegetação, de acordo com a publicação,  refletem tanto o atraso na semeadura dos cultivos de verão quanto os impactos nos cultivos de inverno. Por outro lado, o tempo firme favorece as lavouras na maturação e a colheita do trigo nos três estados da região Sul.

Evolução das lavouras

O estado do Paraná é o que mais adiantou a colheita do trigo, com 79% da área cultivada, cenário que é semelhante ao da safra passada. No Rio Grande do Sul, cujo desenvolvimento do cereal foi favorecido pelo tempo firme, radiação solar e significativas amplitudes térmicas na maturação dos grãos em alguns locais, a colheita atingiu 19% e, em Santa Catarina, 12% das lavouras estão em condições de colheita.

Para a soja, em Mato Grosso, com a semeadura lenta até o final da primeira quinzena, foram registrados atrasos de 14% em relação à safra anterior, em grande parte das localidades produtoras. Em Goiás,  as previsões de chuvas volumosas não se confirmaram e o plantio da oleaginosa ocorreu de forma lenta em grande parte do estado. Já em Mato Grosso do Sul, muitos produtores iniciaram a semeadura, mas permanece a expectativa de previsões climáticas favoráveis. Em Minas Gerais, o plantio está estimado em torno de 15%, e São Paulo sofre também com atraso em relação ao ano anterior.

Quanto à evolução do milho primeira safra, com risco de comprometimento das condições regulares ou ruins das lavouras, devido o baixo volume pluviométrico, melhor situação encontra-se no Paraná, que não sofreu atraso significativo no plantio em relação à safra passada. Minas Gerais estima o plantio em 25%, e em Goiás, a jornada deve ocorrer após o plantio da soja.

Fonte: Conab
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Notícias Safra 2020/2021

Plantio de soja do Paraná quase dobra em 1 semana; clima ainda preocupa, diz Deral

Em igual período da safra 2019/20, o plantio atingia 65% da área

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Paulo Pires/Divulgação

O plantio de soja 2020/21 do Paraná atingiu até segunda-feira (26) 61% da área estimada, avanço de 29 pontos percentuais em relação à semana anterior, reduzindo o atraso frente aos níveis vistos nos últimos anos, mostraram dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) na terça-feira (27).

Em igual período da safra 2019/20, o plantio atingia 65% da área, mesmo nível que era verificado na temporada 2018/19. Nos últimos cinco anos, de acordo com o Deral, o ritmo mais acelerado foi registrado em 2017/18, quando a semeadura alcançava 73% da área nesta data.

Os trabalhos deste ano têm sido afetados por uma seca prolongada no Estado, um dos maiores produtores de grãos do país. Segundo o Deral, algumas chuvas registradas na semana passada ajudaram com a semeadura, mas os agricultores seguem enfrentando dificuldades.

“O produtor paranaense está correndo contra o tempo, tentando plantar o máximo que ele consegue no que lhe é permitido na questão de umidade”, disse à Reuters o analista Marcelo Garrido, do Deral. “Ainda não dá para falar em quebra de safra, em redução de produtividade, mas a gente fica acompanhando bem a situação de como vai ser essa continuidade… justamente porque a tendência é que o clima continue a ser irregular por causa da previsão do La Niña”, acrescentou.

Em relação às condições da soja, o órgão indicou que 83% das lavouras apresentam condição boa, enquanto apenas 1% foi classificada como ruim. O atraso no plantio da oleaginosa impacta também na janela para a segunda safra de milho, principal do cereal no país, cujo plantio tem início logo após a colheita da soja. Segundo Garrido, já é possível dizer que isso “preocupa o produtor, de uma forma geral”.

O Deral informou que divulgará na próxima quinta-feira dados atualizados de área e produção do levantamento de outubro. No mês passado, a safra 2020/21 de soja foi estimada em 20,4 milhões de toneladas, queda de 1% na comparação anual.

Ainda de acordo com o departamento, o plantio da primeira safra de milho atingiu 92% da área projetada, avanço de 6 pontos ante a semana passada e em linha com o registrado em igual período da safra anterior.

Já a colheita do trigo da safra 2019/20 alcançou 90% da área, versus 84% na semana anterior e 87% no ano passado. O Deral avaliou 82% das lavouras em condições boas, e somente 1% em condição ruim.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Preço do milho sobe 28% em outubro e tem novo recorde no Brasil, diz Cepea

Indicador do milho está em alta consecutiva há 20 dias e, na terça-feira (27) atingiu R$ 81,48/saca de 60 kg

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Divulgação

O Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) está em alta consecutiva há 20 dias e, na terça-feira (27) atingiu R$ 81,48/saca de 60 kg, recorde real da série histórica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, iniciada em agosto de 2004 (os valores diários foram deflacionados pelo IGP-DI de setembro/2020).

No acumulado de 2020, o Indicador do milho ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) acumula alta de 67,7%, em termos nominais. Na parcial de outubro (até dia 27), a média é de R$ 71,11/sc, valor 45,6% superior ao do mesmo período do ano passado, em termos reais.

Segundo pesquisadores do Cepea, o impulso tem vindo principalmente da elevação dos valores nos portos – diante da maior paridade de exportação, por conta das valorizações internacionais e do dólar. Além disso, as aquecidas demandas doméstica e externa também influenciam os preços no Brasil. Atentos à baixa disponibilidade do cereal e aos possíveis impactos do clima sobre a próxima safra, vendedores limitam novas ofertas e sustentam o movimento de alta.

Muitos compradores consultados pelo Cepea já demostram dificuldades em encontrar novos lotes de milho no spot e também indicam ter margens comprometidas diante do atual preço. Com isso, no último dia 16, o governo anunciou a suspensão temporária das tarifas de importação de milho e também de soja. Contudo, ao avaliarem a viabilidade das importações, demandantes se esbarram nas dificuldades logísticas e no dólar elevado.

Portos

Enquanto a importação é facilitada, o milho brasileiro segue atrativo ao mercado internacional, contexto quem mantém firme as exportações. Nos primeiros 16 dias úteis de outubro, a Secex aponta que foram embarcadas 4,3 milhões de toneladas do cereal. Quanto aos preços, levantamento do Cepea mostra que, no acumulado da parcial de outubro (até o dia 27), as cotações do cereal subiram 21% em Paranaguá (PR) e 19% em Santos (SP).

Regiões

Os preços do milho estão em alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea, mas as valorizações mais intensas são verificadas nas consumidoras, como São Paulo e Santa Catarina, devido a dificuldades em encontrar o cereal para negociar. Também há relatos de baixa disponibilidade de cereal no spot do Rio Grande do Sul, fazendo com que compradores busquem novos lotes de Mato Grosso do Sul, do Paraná e, até mesmo, de países vizinhos. No Paraná, apesar de a colheita da segunda safra ter sido finalizada há poucos dias, produtores consultados pelo Cepea limitam as ofertas e se concentram nos trabalhos de campo.

Quanto ao Centro-Oeste brasileiro, pesquisadores do Cepea indicam que a colheita foi elevada neste ano, mas produtores, aproveitando os altos preços, já comercializaram boa parte da produção, mantendo armazenado o volume restante, à espera de novas valorizações. No Nordeste, nem mesmo a colheita regional em estados como Sergipe limitou o avanço nas cotações.

Fonte: Cepea
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