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Economista Geraldo de Melo Filho é novo presidente do Incra

Filho disse que seu principal desafio no comando da instituição será levar adiante processo de regularização fundiária no país

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Divulgação/MAPA

O economista Geraldo de Melo Filho tomou posse na quinta-feira (17) na presidência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ao empossar o presidente, a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) desejou sucesso à nova gestão.

“Que o Incra entre em um caminho de tranquilidade para que a gente possa fazer o trabalho que o Brasil espera do Incra. Podem ter certeza de que terão todo o meu apoio. Vamos olhar para a frente e resolver esse problema tão grave e que tantos pequenos produtores anseiam por isso”, disse a ministra, reforçando a necessidade de avançar no processo de regularização fundiária. A posse ocorreu no final da tarde de hoje, no gabinete da ministra.

O novo presidente do Incra disse que seu principal desafio no comando da instituição será levar adiante a regularização fundiária no país, prioridade do atual governo. “O grande desafio é destravar esse processo e fazer com que ele seja efetivo e que a família que faz jus, ou seja, que tem direito a ser titulada, efetivamente receba [o título] e possa ser integrada na condição de pequeno ou médio produtor ao nosso meio de produção agropecuária”, afirmou.

Melo disse que, depois de tomar posse, vai avaliar o andamento das ações de regularização fundiária e dar continuidade ao trabalho que vinha sendo desenvolvido. “Vamos tomar pé de tudo e ver como estão os programas, o andamento das ações e dar continuidade ao que vinha sendo feito”, destacou. Segundo ele, “os assuntos fundiários sempre foram relevantes para a tranquilidade do setor e para dar condições efetivas de produção”.

Conforme o presidente do Incra, algumas ações foram estruturadas nestes primeiros meses de governo e agora serão agilizadas. “O governo tem uma linha de priorização na parte de regularização fundiária. Vamos fazer um levantamento da situação dos assentamentos, da qualidade no atendimento dessas famílias que estão na ponta e precisam de atendimento, mas atacar a questão da regularização fundiária, que é uma prioridade do governo”, destacou.

O novo presidente tem uma vasta experiência no setor agropecuário. “Sou de uma família que tem tradição de trabalhar com o campo e trabalho com isso praticamente desde que nasci”, contou. Melo trabalhou com cadeias agroindustriais na Confederação Nacional da Indústria, foi superintendente-geral da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) no Paraná. Em agosto passado, foi nomeado para a assessoria da Casa Civil.

Fonte: MAPA

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Milho recua no início de junho com pressão da demanda e avanço da colheita

Estoques elevados no curto prazo, segunda safra em andamento e cenário externo mais fraco pressionam cotações no mercado interno monitorado pelo Cepea.

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Foto: Shutterstock

Os preços do milho seguem em trajetória de queda neste início de junho na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. O movimento é influenciado principalmente pela postura mais cautelosa dos compradores no mercado spot, que permanecem afastados das negociações imediatas.

Segundo pesquisadores da instituição, a demanda doméstica tem recorrido aos estoques já formados para atender o consumo de curto prazo, reduzindo a necessidade de novas aquisições. Ao mesmo tempo, o avanço da colheita da segunda safra e a recente desvalorização do cereal no mercado internacional reforçam a pressão baixista, ao reduzir a paridade de exportação e enfraquecer as referências de preço no mercado interno.

Do lado dos vendedores, o comportamento também contribui para a baixa liquidez. Produtores que não precisam realizar caixa imediato ou liberar espaço em armazéns têm evitado fechar novos negócios, aguardando possíveis reações das cotações. A expectativa de parte dos agentes é de sustentação futura nos preços, apoiada na projeção de menor produção na safra 2025/26 e nos riscos climáticos já observados, como a estiagem em Goiás e em áreas de Mato Grosso do Sul, além das geadas registradas no Paraná.

No cenário externo, o início de junho foi marcado por forte recuo nos preços internacionais do milho. A pressão vem da melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos, do aumento da oferta sul-americana e do avanço da colheita da segunda safra brasileira. A entrada da safra argentina também reforça o volume disponível no mercado global. Soma-se a esse quadro a desvalorização do trigo, que acabou influenciando negativamente o milho nas bolsas internacionais.

Fonte: Assessoria Cepea
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Brasil mira Canal do Panamá para fortalecer logística de fertilizantes

Missão do Ministério da Agricultura identificou oportunidades para ampliar o abastecimento de insumos agrícolas e abriu o mercado panamenho para sementes brasileiras de coco e café.

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A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao Panamá avançou na construção de parcerias voltadas ao fortalecimento da segurança no abastecimento de fertilizantes para o Brasil e à ampliação do comércio agropecuário entre os dois países. A agenda permitiu identificar oportunidades de cooperação em logística de insumos agrícolas, bioinsumos e tecnologia agrícola, além de resultar na formalização da abertura do mercado panamenho para sementes brasileiras de coco e café.

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A iniciativa integra os esforços do Governo Federal para diversificar rotas logísticas estratégicas, ampliar o acesso de produtos brasileiros aos mercados internacionais e promover ações que contribuam para a competitividade e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Com apoio institucional do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) no Panamá, a delegação brasileira realizou uma série de encontros com representantes dos setores público e privado panamenhos. O representante do organismo no país, Miguel Arvelo, acompanhou a programação e contribuiu para a articulação das atividades.

Um dos destaques da missão foi a visita técnica a três terminais portuários do complexo de Cristóbal, administrados

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por uma das maiores operadoras portuárias do Panamá. A comitiva conheceu a infraestrutura utilizada na recepção, movimentação, armazenamento e transbordo de cargas, além dos sistemas de integração logística que conectam o país às principais rotas marítimas internacionais.

Durante a visita, foram apresentados os procedimentos relacionados ao transporte de fertilizantes, grãos, gás natural e matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes. A agenda permitiu avaliar o potencial do Panamá como plataforma logística estratégica para o fornecimento desses insumos ao mercado brasileiro.

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A localização geográfica privilegiada do país e sua conectividade com os principais corredores marítimos globais, por meio do Canal do Panamá, reforçam sua relevância para futuras iniciativas de cooperação voltadas ao fortalecimento das cadeias de suprimentos do agronegócio.

A programação incluiu ainda visita ao Centro de Visitantes de Água Clara, no lado atlântico do novo Canal do Panamá. No local, a delegação acompanhou o funcionamento das eclusas e a passagem de embarcações de grande porte, aprofundando o conhecimento sobre a importância da via para o comércio marítimo internacional e para a logística global de cargas.

A comitiva também se reuniu com representantes da Asociación Nacional de Distribuidores de Insumos

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Agropecuarios y Maquinarias (ANDIA), entidade que reúne empresas dos setores de insumos agropecuários e máquinas agrícolas do Panamá. Durante o encontro, foram discutidos aspectos relacionados à produção, distribuição e logística de fertilizantes, além de oportunidades de cooperação em fertilizantes, bioinsumos e inovação tecnológica aplicada à agricultura.

Cooperação com o setor produtivo

A agenda incluiu reuniões com representantes das principais entidades do setor agropecuário panamenho. Os encontros abordaram oportunidades de cooperação técnica, intercâmbio de conhecimento, transferência de tecnologia, logística de insumos e ampliação das relações comerciais entre os dois países.

Foto: Divulgação/Mapa

As discussões reforçaram o interesse mútuo em ampliar a integração entre os setores produtivos do Brasil e do Panamá, especialmente em áreas relacionadas à segurança alimentar, inovação e desenvolvimento sustentável da agropecuária.

Participaram do encontro Alicia Jiménez, presidente da Federación de Cámaras de Comercio, Industrias y Agricultura de la República de Panamá (FEDECAMARAS); Víctor Epifanio e Carlos Pitty, da Asociación Nacional de Porcicultores (ANAPOR); Ivvana Quintero, da Asociación Nacional de Molineros (ANALMO); Samuel Vernaza, da Asociación Nacional de Ganaderos (ANAGAN); e Italo Salcedo, da Asociación Nacional de Avicultores (ANAVIP).

Abertura de mercado

No âmbito governamental, a delegação brasileira foi recebida pelo ministro do Desenvolvimento Agropecuário do

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Panamá, Roberto Linares, e pelo vice-ministro José Aníbal Rincón Stanziola, em reunião que contou com a participação de autoridades das áreas de sanidade vegetal, saúde animal, engenharia rural e irrigação, agricultura, pecuária, agroindústria e desenvolvimento rural.

Durante o encontro, foram assinados os documentos que formalizam a abertura do mercado panamenho para a importação de sementes brasileiras de coco e café. A medida representa mais um avanço na agenda de acesso a mercados conduzida pelo Mapa e fortalece o comércio agropecuário bilateral.

A abertura amplia as oportunidades para os exportadores brasileiros do setor de sementes e reforça a confiança entre os sistemas de controle sanitário dos dois países. A iniciativa também contribui para a diversificação das relações comerciais e para o fortalecimento da cooperação agropecuária entre Brasil e Panamá.

Os resultados da missão reforçam o compromisso do Mapa com a ampliação de mercados para os produtos agropecuários brasileiros e com a construção de parcerias estratégicas que fortaleçam o abastecimento de insumos essenciais à produção agropecuária nacional.

Fonte: Assessoria Mapa
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Programa para recuperar 40 milhões de hectares busca US$ 500 milhões para pequenos produtores

Governo negocia recursos da agência japonesa JICA para ampliar a restauração de áreas degradadas e financiar sistemas produtivos sustentáveis.

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A recuperação de áreas degradadas e o acesso a recursos para financiar a transição para sistemas produtivos mais sustentáveis estiveram no centro dos debates do  3º Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza, realizado no Rio de Janeiro.

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Durante o evento, representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentaram os próximos passos do Programa Caminho Verde Brasil, iniciativa que tem como meta recuperar 40 milhões de hectares de terras degradadas ao longo da próxima década.

A proposta busca transformar áreas com baixa produtividade em sistemas agrícolas sustentáveis, combinando aumento da produção, recuperação ambiental e geração de renda no campo.

Novo leilão deve ampliar recursos

Representando o Mapa no encontro, o assessor especial do ministro da Agricultura e coordenador do programa, Pedro Cunto, informou que o governo prepara uma nova rodada de captação de recursos internacionais por meio do Eco Invest Brasil.

Segundo ele, a expectativa é mobilizar US$ 500 milhões da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA),

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com foco em pequenos e médios produtores rurais. “Ano que vem vamos fazer um novo leilão pelo Eco Invest Brasil, com US$ 500 milhões da JICA para atender pequenos e médios produtores. Estamos negociando para que empresas japonesas participem como empresas-âncoras para dar apoio aos produtores e garantias aos bancos”, afirmou.

A proposta também prevê assistência técnica e monitoramento dos projetos para reduzir custos operacionais e facilitar a implementação das iniciativas financiadas.

Crédito ainda é desafio

Apesar do interesse internacional em projetos ligados à agenda climática, especialistas apontam que atrair capital estrangeiro para o Brasil continua sendo um desafio.

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Durante o debate, Cunto destacou que fatores como o custo do hedge cambial e o nível das taxas de juros dificultam a entrada de recursos externos. “Trazer capital estrangeiro para o Brasil fica inviável por causa do hedge cambial e da taxa de juros. Precisamos de mecanismos de garantia e de redução de risco mais baratos que tornem viável esse fluxo de capital internacional”, afirmou.

Recuperação do solo ganha destaque

Outro tema discutido durante o painel foi a importância da recuperação da fertilidade dos solos para a sustentabilidade da produção agrícola.

O sócio-diretor da Agroícone, Rodrigo Lima, defendeu a ampliação dos instrumentos de financiamento destinados à restauração de áreas degradadas. “Um elemento inerente a qualquer agricultura regenerativa é solo fértil. E solo em processo de degradação é sempre um problema e pode chegar a ser improdutivo”, disse.

Segundo ele, ampliar o acesso ao crédito para diferentes perfis de produtores será um dos desafios centrais das

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discussões internacionais sobre clima e agricultura nos próximos anos.

Meta é recuperar áreas degradadas

Coordenado pelo Ministério da Agricultura, o Programa Caminho Verde Brasil foi lançado como uma das principais iniciativas brasileiras voltadas à recuperação produtiva de áreas degradadas.

A meta é restaurar 40 milhões de hectares em dez anos, utilizando essas áreas para atividades agropecuárias sustentáveis e contribuindo para metas relacionadas à segurança alimentar, produção de energia renovável e redução das emissões de gases de efeito estufa.

A iniciativa também integra a estratégia brasileira de apresentar soluções ligadas à produção de alimentos e à agenda climática em fóruns internacionais, especialmente no período que antecede a COP31.

Fonte: Assessoria Mapa
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