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Notícias Auxilio para o produtor

Economia e Agricultura criam grupo de trabalho para Plano Safra

Crédito agrícola do antigo plano já acabou, mas governo liberou um novo teto, de R$ 6 bilhões, destinado a despesas de pré-custeio e custeio

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Divulgação/MAPA

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, anunciou na terça-feira (12) a criação de um grupo de trabalho conjunto com o Ministério da Economia para trabalhar o Plano Safra 2019/2020.

A expectativa é que o novo plano seja anunciado o mais depressa possível. “Eu gostaria que isso fosse o mais breve possível para trazer mais tranquilidade para o setor, que anda preocupado”, disse a minisra, em entrevista a jornalistas, durante o evento Anufood Brazil, em São Paulo, SP.

Segundo Tereza Cristina, o crédito agrícola do antigo plano já acabou, mas o governo liberou um novo teto, de R$ 6 bilhões, destinado a despesas de pré-custeio e custeio.

Carne bovina e soja

Na entrevista, a ministra disse ainda que tem boa expectativa quanto à reabertura do mercado norte-americano à compra de carne bovina in natura do Brasil. “Esperamos que os Estados Unidos voltem a importar”, disse Tereza Cristina. “Já concluímos tudo o que nos foi pedido e estamos pronto para fazer essas exportações”, a ministra, sem comentar as contrapartidas a serem oferecidas. Os Estados Unidos suspenderam os embarques da carne bovina in natura do país em 2017.

A ministra da Agricultura integrará a comitiva do presidente Jair Bolsonaro na viagem da próxima semana aos Estados Unidos. Nessa visita, destacou a ministra, dois dos temas que serão tratados com o governo norte-americano serão o etanol e o açúcar, além das carnes suína e bovina in natura.

Questionada sobre a produção brasileira de soja, principalmente com o fato de a China estar voltando sua demanda para os Estados Unidos, a ministra disse que a questão ainda não está definida. “A China não está resolvida ainda. Está suspensa. Ninguém sabe como vai ficar. Eu acho que os produtores de soja [brasileiros] vão continuar plantando soja. Mas temos que ter inteligência estratégica na produção”, afirmou a ministra.

“Temos que ter mercados abertos para produzir mais. O potencial de produção do Brasil é muito grande, mas temos que ter mercados abertos para receber essa produção”, enfatizou.

Segundo Tereza Cristina, a renda do produtor de soja caiu um pouco este ano.  Ela ressaltou, porém, que “o grande vilão”  da renda do produtor é a tabela de frete.

A ministra disse também não acreditar que as chuvas que atingiram a cidade de São Paulo nos últimos dias possam ter provocado reflexos na produção do Estado. “Acho que não. A chuva tem prejudicado mais as cidades”.

Fonte: EBC
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Notícias Segundo Sindiveg

Área tratada com defensivos agrícolas cresce 7,3% no 1º trimestre de 2020

Defensivos agrícolas modernos e eficientes cumprem seu papel no combate a doenças e pragas, contribuindo para recordes de safra, exportações e produtividade na agricultura

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Fotos: Divulgação

O Brasil acaba de colher a maior safra de grãos da história, com a produção de 250,9 milhões de toneladas (+3,6% sobre a colheita anterior). Além do recorde, a oferta cresceu 8,8 milhões de toneladas com o uso de apenas 2,2 milhões de hectares a mais. Com isso, a produtividade aumentou de 3.883 kg/ha para 3.887 kg/ha (+0,1%), de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Outro ponto importante foi o crescimento de 5,9% das exportações no primeiro quadrimestre de 2020, atingindo US$ 31,4 bilhões. Este foi o melhor resultado da história, puxado pela soja, cujos embarques somente em abril cresceram 65% em receita (US$ 5,46 bilhões) e 73% em volume (16,3 milhões/t) em relação ao ano anterior, segundo o Ministério da Agricultura.

“Colaborando com o bom desempenho da agricultura brasileira na última safra, a indústria de defensivos agrícolas cumpriu o seu papel de colocar à disposição dos produtores rurais as mais modernas e eficazes tecnologias para combater às doenças, pragas e ervas resistentes que desafiam o produtor. Com isso, a produção total de alimentos, fibras e energia tem aumentado e como resultado do aumento da produtividade, a necessidade de novas áreas para plantio tem sido menor, preservando-se áreas de florestas e evitando-se desmatamento”, ressalta Julio Borges Garcia, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

No primeiro trimestre, o Sindiveg estima que o mercado em PAT (área tratada) cresceu 7,3%, em comparação com o mesmo período de 2019, passando de 513 milhões de hectares para 550 milhões de hectares. O crescimento em toneladas de produtos aplicados foi de 7,5%, atingindo 346 mil toneladas em 2020, contra 322 mil toneladas em 2019. E o volume aplicado por hectare tratado foi de 0,63 kg/ha. Estes dados são do levantamento exclusivo do Sindiveg, encomendado à consultoria Spark.

A distribuição da área aplicada pelos segmentos de defensivos agrícolas está apresentada no gráfico abaixo:

Com o clima tropical do Brasil, as pragas, doenças e ervas resistentes não deram trégua. Para a cultura da soja, os maiores desafios ao aumento da produtividade foram as doenças (ferrugem asiática) e insetos (percevejo), enquanto para o milho foram os insetos (lagartas e percevejos). No caso da cana, as maiores preocupações foram as ervas resistentes (braquiárias) e insetos (cigarrinhas e sphenophorus). Para a cultura de algodão, os insetos, especificamente o bicudo, continua sendo o maior desafio para controle da produtividade. No café, o maior desafio observado foi em relação a insetos (bicho mineiro) e doenças (ferrugem).

“Produzir alimentos num país tropical é um grande desafio, pois as pragas, insetos e ervas resistentes encontram condições extremamente favoráveis ao seu desenvolvimento. A indústria de defensivos continua a fazer significativos investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos cada vez mais eficazes, para que o agricultor possa lidar com este grande desafio à produtividade”, explica Júlio.

O uso de defensivos agrícolas por cultura em termos de PAT (área tratada), para o primeiro trimestre de 2020, ficou da seguinte forma:

Juntos, soja, milho, cana, algodão e café representaram cerca de 90% da utilização de defensivos agrícolas para o controle de pragas, doenças e ervas resistentes.

Compromisso com a produção

As empresas do Sindiveg são parte importante da cadeia produtiva de alimentos e contribuem de forma significativa com o produtor rural no financiamento de suas atividades. Em pesquisa contratada pelo Sindicato, as empresas associadas financiaram em 2019, aproximadamente R$ 21 bilhões para compras de defensivos agrícolas pelo produtor rural em um prazo médio de 240 dias, com aumento em relação a 2018, quando o valor e o prazo médio foram, respectivamente, de R$ 16 bilhões e 225 dias.

Considerando o ano de 2019, a contribuição à sociedade em geral, pode ser observada, em outros, pelo seguinte:

  • As 27 associadas geraram 5.000 empregos diretos e cerca de 15.000 beneficiários diretos. Com pagamento de salários, PLR e benefícios e encargos sociais na ordem de R$1.083 milhões;
  • Investimentos de R$ 354 milhões, em ativos fixos, ações de marketing, P&D e outros;
  • Recolhimento de R$ 548 milhões em impostos federais, estaduais, municipais e taxas regulatórias.

Fonte: Assessoria
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Notícias Estimativa

INTL FCStone estima consumo atenuado de fertilizantes em 2020 de 36,6 mi ton

Número representa avanço anual de 1,0%, motivado pelas aplicações nas lavouras de grãos

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O avanço do consumo de fertilizantes no Brasil em 2020 deve ser atenuado. Segundo estimativa da INTL FCStone, agricultores nacionais devem consumir 36,6 milhões de toneladas (contra 36,9 milhões de toneladas estimadas anteriormente), o representa avanço de 1,0% em relação ao consolidado em 2019, liderado, principalmente, pela perspectiva de leve incremento nas aplicações nas lavouras de grãos.

“A pandemia do Coronavírus instaurou um quadro de incerteza a nível mundial, influenciando as perspectivas de crescimento econômico de importantes consumidores do complexo NPK e insumos”, explica a analista de mercado da INTL FCStone, Gabriela Fontanari.

A conjuntura acarreta na maior volatilidade das cotações das principais commodities, como no caso dos grãos. Do ponto de vista do produtor rural brasileiro, a variação dos preços da soja e milho, por exemplo, foram compensados por uma desvalorização acentuada da taxa de câmbio do Brasil – o dólar comercial chegou à marca recorde de BRL 5,90 em 13 de maio – corroborando para perspectivas ainda favoráveis à aplicação de adubos no segundo semestre.

Em contrapartida, o consumo de fertilizantes por setores nos quais as cotações permanecem em patamares mais baixos pode ser impactado negativamente, considerando o encarecimento dos adubos no mercado interno, em decorrência do “custo dolarizado” dos nutrientes. “A taxa de câmbio brasileira atualmente impede que a queda das cotações internacionais do complexo NPK seja repassada completamente para o âmbito doméstico, chegando a alterar a trajetória dos preços em semanas de desvalorização acentuada da moeda nacional”, avalia a analista Fontanari.

O nível de investimentos em fertilizantes por setores com custos de produção mais acentuados, como o cotonicultor e o sucroenergético pode ser impactado, resultante da atual conjuntura dos preços internacionais das commodities e adubos mais onerosos no mercado interno. No que tange o setor de açúcar e etanol, especificamente, as recentes quedas nos preços internacionais do açúcar foram parcialmente compensadas pela forte apreciação do dólar frente ao real. Contudo, a receita das usinas sofre com a dinâmica do mercado de etanol, marcada por demanda arrefecida e preços baixos.

Diversas incertezas ainda permeiam as perspectivas para o mercado de fertilizantes no segundo semestre. Com a aproximação do período de decisão de plantio para a próxima safra, a disponibilidade de crédito público e privado, o nível de remuneração dos produtores e as relações de troca ganham evidência – e, em 2020, a COVID-19 se coloca como ponto central para determinação dos fundamentos do mercado.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Mercado externo aquecido e menor oferta interna sustentam preços da arroba

Indicador do boi gordo CEPEA/B3 fechou a R$ 206,65 na quarta-feira (27), elevação de 3,42% entre 30 de abril e 27 de maio

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Os preços da arroba do boi gordo têm sido sustentados pelo mercado externo aquecido e pela oferta restrita de animais prontos para o abate neste período de entressafra brasileira, segundo informações do Cepea. O Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo, à vista) fechou a R$ 206,65 na quarta-feira (27), elevação de 3,42% entre 30 de abril e 27 de maio.

Quanto às exportações, segundo dados preliminares da Secex, até a terceira semana de maio, já haviam sido embarcadas 114,07 mil toneladas de carne bovina in natura. Diante disso, possivelmente, as exportações totais deste mês devem atingir novamente um recorde.

Até este momento, quando considerados os meses de maio, o volume atual está abaixo somente do total embarcado em 2007, de 138,23 mil toneladas.

Fonte: Cepea
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