Suínos
É preciso esmiuçar (e entender) os indicadores
Palestra teve objetivo de promover uma mudança de perspectiva na gestão, tornando-a mais apurada e que incentive a busca por indicadores de entrega final e não apenas de monitoramento
Júnior Salvador, especialista em gestão para suinocultura, sócio da Agriness, coordenador e mentor do projeto de certificação do Pensamento+1, desafiou o público do Info360º ao proferir a palestra com o tema “quando 100% da taxa de parição não é bom”. Participante ativo da informatização e implantação de gestão em centenas de granjas na América Latina, ele destacou que muitas vezes as pessoas detêm-se em alguns indicadores, mas não conseguem ter uma visão global dos índices e da meta fim, o que acarreta perdas na produtividade. Para Salvador, há grandes oportunidades de crescimento nas granjas que são perdidas por falta de interpretação correta dos indicadores.
O objetivo foi promover uma mudança de perspectiva na gestão, tornando-a mais apurada e que incentive a busca por indicadores de entrega final e não apenas de monitoramento. “A suinocultura evoluiu muito. Hoje somos os mais tecnificados (entre os setores de proteína animal). Além do suíno ligth, ganhamos em nutrição, sanidade, genética, equipamentos, mas ainda precisamos melhorar na gestão”, justificou.
“A maioria das pessoas que a gente encontra nas granjas está presa a indicadores com o a taxa de parição. A taxa de parição não é o mais importante indicador da produtividade”, disse. Para o palestrante e empresário, devem ser observados outros indicadores, como número de leitões desmamados, idade de desmame, repetição de cio, morte e descarte e nascidos vivos e especialmente dias não produtivos (DNP) e intervalo desmame cio (IDC).
Ele destacou a importância de fazer a equipe da granja entender de onde os indicadores são extraídos. “Quando a granja tem gestão informatizada, tem muitas informações. Nossos funcionários têm que entender, por exemplo, que o desmamado/fêmea/ano é fruto de dois indicadores: parto/fêmea/ano multiplicado pela média de desmamados. E que o cálculo para parto/fêmea/ano é a soma de dias de gestão, dias de lactação e os dias não produtivos. E que o número de desmamados é o resultado dos nascidos vivos menos a mortalidade. Temos que explicar para o funcionário como que se chega aos indicadores”, disse.
“Quando falo que 100% de taxa de parição não é bom, é só para chamar a atenção que podemos ter uma visão míope de um indicador apenas e não do todo”, frisou. “Temos muita oportunidade de crescimento sem gastar dinheiro: é só eliminar o desperdício dentro das granjas. Se tenho determinada capacidade instalada, tem que aproveitar ao máximo essa capacidade. Tem que saber o custo de matriz instalada ou custo por metro quadrado de instalação. É preciso olhar para a suinocultura de forma sistêmica, e a equipe tem que ter visão macro para chegar a nossa meta fim”, pontuou Salvador.
Mais informações você pode encontrar na edição impressa de Suínos e Peixes de maio/junho de 2016 ou online.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.






