Empresas Suinocultura
É possível aumentar a viabilidade de leitões ao nascimento através da nutrição?

Cenários desafiadores, variabilidade nos preços de matéria prima e constantes pressões internas e externas são fatores que os suinocultores enfrentam rotineiramente. A busca por melhor produtividade se torna seu melhor recurso para se manter competitivo no mercado e sustentar sua produção. Quando olhamos para a fase de reprodução, é muito claro como o aumento em produtividade melhora a rentabilidade do sistema de produção. Desmamar mais leitões por fêmea, dilui significativamente o custo por leitão e aumenta a margem por matriz alojada.
A nutrição de fêmeas é uma ciência à parte, e hoje propicia ao produtor diferentes tecnologias e estratégias que possibilitam o avanço da produtividade por matriz alojada. Matrizes suínas de alto potencial genético constituem a grande maioria dos plantéis de reprodutoras no Brasil. São fêmeas que possuem a capacidade de parir um grande número de leitões por ano. Mas afinal, se nascem mais leitões por fêmeas, por que aumentar desmamados/fêmea/ano ainda é tão desafiador?
O aumento do número de desmamados/fêmeas/ano não foi acompanhado proporcionalmente pelo aumento no número de nascidos por fêmeas. Isso se deve a maior proporção de leitões que morreram na maternidade. Nos gráficos abaixo, podemos observar que houve um aumento de 16% no número total de nascidos por fêmea entre 2014 e 2020. No entanto, nesse mesmo período, o aumento nas perdas foi de 38%

Fonte: Quiniou et al., 2002

Fonte: Agriness
As perdas de leitões na maternidade são oriundas de causas de natimortalidade e mortalidade pré-desmame. As principais causas de natimortalidade são aquelas resultantes da combinação entre partos mais prolongados e falta de assistência ou assistência inadequada. Os partos prolongados (> 4-5 horas) são bastante comuns em fêmeas que produzem leitegadas maiores. Matrizes nessas condições podem chegar ao esgotamento de reservas energéticas e diminuição do fluxo sanguíneo entre o útero e a placenta, aumentando as chances de má oxigenação dos fetos e consequentemente maior natimortalidade. Além da natimortalidade, que muitas vezes é um grande desafio nas granjas, a mortalidade pré-desmame também pode se tornar um gargalo para os produtores que buscam aumentar desmamados/fêmeas/ano.

Fonte: Quiniou et al., 2002
As dificuldades enfrentadas pelas fêmeas durante o parto não só afetam o número de natimortos, mas também o número de leitões que são perdidos nos primeiros dias de vida. Isso porque, ainda que sobrevivam ao parto, os leitões que sofrem com má oxigenação dos tecidos e/ou rompimento precoce do cordão umbilical, podem apresentar baixa vitalidade nas primeiras horas. Os leitões de baixa vitalidade, mesmo que com bom peso, são animais que ingerem menor quantidade de colostro devido a menor capacidade de sucção, maior tempo para primeira mamada e menor competitividade para chegar aos tetos. Essas características também são vistas nos leitões de baixo peso ao nascimento. No gráfico abaixo, podemos observar que a mortalidade de leitões que nascem abaixo de 1,2 kg é significativamente maior que a de leitões que nascem acima de 1,2 kg.
Os leitões de baixo peso ao nascimento são uma realidade nas granjas do mundo todo. Isso se deve, entre outros fatores, à menor capacidade uterina das matrizes suínas em suportar o crescimento fetal de maneira uniforme. Assim, quanto maior a leitegada, menor o peso médio dos leitões e maior a proporção de leitões considerados de baixo peso, como pode ser observado nos gráficos abaixo. Nesse sentido, diversas linhas de pesquisas buscam, através da nutrição, diminuir esse problema para que as fêmeas produzam leitegadas mais uniformes e de maior peso ao nascimento.


Fonte: Quiniou et al., 2002
Estratégias nutricionais para mitigar esse problema são efetivas quando aliadas a um bom manejo das fêmeas gestantes. Por exemplo, a manutenção de um plantel em boa condição corporal é tão importante quanto suplementos e/ou estratégias nutricionais para esse objetivo. Além disso, a sanidade do plantel pode afetar diretamente o desempenho da fêmea na maternidade como também as taxas de mortalidade e reposição de matrizes, que impactam muito os custos de produção.
Durante o período de gestação, a formação da placenta e dos vasos sanguíneos que a irrigam são de grande importância para a eficiência placentária, que nada mais é que a capacidade da placenta em trocar gases e nutrientes entre os fetos e a mãe. Buscando a otimização desses processos no período gestacional, suplementos nutricionais que favorecem e/ou são precursores de óxido nítrico se mostram promissores. O óxido nítrico é um gás presente na circulação sanguínea que promove a formação dos vasos sanguíneos (angiogênese). Os principais exemplos nesse caso são a L-arginina, L-citrulina e outras fontes de nitrogênio não protéico. A formação de novos vasos e o aumento do seu calibre também favorecem a irrigação da glândula mamária, o que pode resultar em maior produção de leite quando essas tecnologias são aplicadas nas dietas de lactação. Em todos os casos, mas principalmente dos aminoácidos cristalinos citados acima, a decisão da utilização dessa estratégia deve ser criteriosamente avaliada em relação ao retorno sobre o investimento, já que os aminoácidos têm um custo elevado.
A necessidade de alta eficiência de aporte de oxigênio e vascularização dos tecidos é foco da nutrição de atletas de alta performance. Inspirados nesse conceito, pesquisadores da Cargill desenvolveram uma solução inovadora que atua como precursora de óxido nítrico e melhora a viabilidade de leitões através dos mecanismos citados acima. O LivaPig melhora o peso ao nascimento dos leitões, aumenta a vitalidade e vigor dos leitões nascidos e diminui as perdas na maternidade.


Fonte: Cargill
Além dos processos de aporte de nutrientes e oxigênio, a partição de energia e metabolismo de insulina são outros pontos que servem de base para estratégias nutricionais que auxiliam o desenvolvimento dos fetos. Nesse sentido, o cromo e a L-carnitina, um aminoácido não proteico, podem auxiliar no metabolismo energético e taxa de ovulação. Um outro problema comum, principalmente em fêmeas acima da condição corporal ideal, é a resistência à insulina, que de maneira geral prejudica o metabolismo energético. Alguns fitogênicos também podem ser utilizados na fase de gestação e ter efeitos positivos sobre a digestibilidade dos nutrientes e sobre a resistência à insulina, o que pode ter efeito positivo no consumo de ração diário na lactação, como mostra o gráfico abaixo.
Para o período de transição, aquele que antecede o parto, várias estratégias nutricionais podem e devem ser adotadas com objetivo de se ter um parto de qualidade, formação adequada da glândula mamária e um bom início da lactação. A utilização de fibras que promovem lenta liberação de glicose evita o esgotamento energético da fêmea durante o parto. Na dieta de transição, uma atenção especial deve ser dada ao balanço eletrolítico e ao balanço de cálcio/fósforo.
No período de lactação, de maneira geral, deve-se garantir um bom consumo de ração para que a fêmea expresse seu potencial produtivo. Além de uma dieta de qualidade, que atenda os requerimentos nutricionais do animal, um bom manejo alimentar, com estímulo ao consumo, ambiente de qualidade, ração fresca e água de qualidade são fatores primordiais para o desempenho da matriz.
Em resumo, estratégias aplicadas na gestação podem contribuir para a melhoria da uniformidade da leitegada e melhor peso médio ao nascimento. Uma atenção especial no período pré-parto, pode evitar partos prolongados e diminuir riscos de natimortalidade. Já na lactação, a garantia de um consumo adequado de uma dieta balanceada garante melhor produção de leite e desempenho de leitegada. Leitões mais uniformes e de peso acima de 1,2 kg que não sofreram no processo do parto, e fêmeas saudáveis sem problemas de consumo são os elementos necessários para o aumento em desmamados/fêmea/ano de maneira efetiva na suinocultura atual.
Ricardo Miranda Garcia, Consultor Técnico de suínos da Cargill Nutrição Animal

Empresas
Jyga Technologies anuncia a abertura de uma quarta filial, agora no Brasil

A Jyga Technologies amplia sua presença global com a abertura da Jyga Tech Brasil, nova subsidiária na região do Paraná. Impulsionada pela forte demanda de produtores brasileiros, a empresa decidiu estabelecer uma presença local que permitirá a nacionalização de seus produtos e fortalecerá sua posição em um dos principais mercados para a suinocultura mundial.
Nos últimos dez anos, os sistemas de alimentação eletrônicos de precisão GESTAL foram adotados por operações brasileiras focadas em desempenho e bem-estar animal. Ampliando a estratégia, iniciada em 2025, com a adição de um novo Gerente de Desenvolvimento de Negócios para o Brasil, Vinicius Espeschit de Morais, a Jyga consolida agora mais uma etapa nesta estratégia de expansão, reforçando o compromisso da empresa com as pessoas, com a proximidade do mercado e com as parcerias de longo prazo.
Maior acesso às soluções Gestal
A criação da Jyga Tech Brasil permitirá que produtores brasileiros adquiram produtos GESTAL fabricado no Brasil, aumentando sua acessibilidade financeira e possibilitando o acesso a linhas de financiamento locais. A nova entidade também oferecerá suporte técnico e pós-venda local, alinhado às realidades das granjas brasileiras. A operação deverá atingir plena capacidade antes do final do terceiro trimestre de 2026.
Investindo em pessoas, investindo no Brasil
A Jyga Technologies tem orgulho de investir em talentos locais, contribuindo para o desenvolvimento econômico regional e reforçando seu compromisso de longo prazo com o mercado brasileiro.
“A abertura da Jyga Tech Brasil é mais do que uma expansão; ela reflete nosso compromisso de estar presente, ouvir de perto e construir parcerias duradouras com aqueles que confiam em nossas soluções”, afirmou Natalia Rimi Heisterkamp, Vice-Presidente Executiva da Jyga Technologies e brasileira nata.
Empresas
Quimtia Brasil anuncia novo centro de distribuição no Nordeste
Nova unidade será na cidade de Eusébio, região metropolitana de Fortaleza (CE) e terá capacidade para armazenar mais de mil toneladas em produtos; Previsão é atender 30% dos estados nordestinos e impulsionar presença da companhia na região.

A Quimtia Brasil está prestes a dar um passo estratégico importante para se firmar como a principal indústria especializada na produção, comercialização e distribuição de insumos para nutrição animal no país. A empresa acaba de anunciar a inauguração de um novo Centro de Distribuição (CD) no Nordeste. A expectativa é que a nova unidade, localizada na cidade de Eusébio, região metropolitana de Fortaleza, no Ceará, impulsione a logística e o atendimento ágil aos produtores animais da região.
De acordo com o country manager da Quimtia, Renato Klu, o novo centro de distribuição é mais do que uma expansão física — é uma ponte direta com o produtor animal nordestino. “Estamos investindo em infraestrutura para garantir que nossos produtos cheguem com mais agilidade, menor custo logístico e maior confiabilidade”, afirma.
Ele ressalta que a ideia é facilitar o escoamento de produtos para diversos estados do Nordeste, como uma resposta ao crescimento da demanda regional, aliando à necessidade de reduzir prazos de entrega e aumentar a eficiência operacional, além de fortalecer a competitividade da Quimtia na região. “Isso nos coloca em uma posição mais competitiva e nos aproxima do nosso objetivo de ampliar ainda mais o market share na região”, comenta o country manager.
Com a nova unidade, a Quimtia também espera melhorar aspectos que vão desde a previsibilidade de abastecimento, à redução de riscos de logística, além do atendimento personalizado. A previsão é que o CD em Eusébio entre em operação já em março deste ano e comporte uma estrutura moderna voltada à sustentabilidade e segurança operacional, com capacidade para armazenar mais de mil toneladas em produtos e atender 30% dos estados nordestinos.
O Nordeste estava na mira da Quimtia desde o ano passado, quando passou a contar com profissionais locais exclusivos para atender o mercado regional e atuarem como consultores técnicos, auxiliando na implementação de soluções específicas de produtores.
Agora, com um Centro de Distribuição local e a aproximação desses profissionais, a expectativa, segundo Renato, é que esse haja uma aceleração ainda mais intensa da presença da marca na região e um impacto direto maior na produtividade e rentabilidade dos produtores rurais.
Ainda para o executivo da fabricante, a região é vista como estratégica por ter sido pouco explorada até agora. “Ela é conhecida por sua ampla capacidade produtiva no setor agropecuário e por mercados emergentes. Por isso, a região é enxergada como um termômetro importante para os planos da empresa”, conclui.
Empresas Relacionamento e suporte
Conexão Aviagen in Company fortalece parceria com suporte técnico personalizado na Copacol, no Oeste do Paraná

A Aviagen® América Latina realizou recentemente o segundo evento do programa Conexão Aviagen In-Company de 2026, no dia 12 de fevereiro, em Cafelândia (PR). O evento focou em abordagens práticas de manejo para ajudar os lotes a atingirem seu pleno potencial genético, ao mesmo tempo que apoia os objetivos diários da Copacol para uma produção de frangos consistente e responsável.
Lançada em 2024, a série de eventos Conexão Aviagen In-Company reflete os esforços contínuos da empresa em visitar os produtores de aves em todo o Brasil, compartilhando informações práticas e focadas no campo, com o objetivo de otimizar a sanidade, o bem-estar, a sustentabilidade e o desempenho dos lotes de aves Ross® 308 AP.
Trabalhando em estreita colaboração com a Copacol em grande escala
A Copacol figura entre as principais forças do agronegócio brasileiro, com uma cadeia produtiva de alta complexidade. Por isso, a iniciativa visou oferecer suporte técnico personalizado para sustentar os índices de eficiência exigidos por uma operação desta escala, apoiar práticas sustentáveis e reforçar o desempenho em toda a operação da cooperativa.
O supervisor de Serviços Técnicos da Aviagen, Tiago Gurski, destaca que o evento cumpre o papel duplo de relacionamento e suporte operacional. “A Copacol é uma referência no setor, com uma cadeia produtiva robusta, que segue em constante projeto de estruturação e crescimento. Além de estreitar o relacionamento com este cliente estratégico, nosso objetivo central é auxiliá-lo diretamente no desenvolvimento das equipes e na melhoria contínua dos resultados zootécnicos”, afirma Gurski.
Imersão em fertilidade e processos
A programação foi estruturada para abordar pontos críticos da produção, com ênfase no manejo de machos, um fator decisivo para o rendimento final. A agenda técnica incluiu palestras aprofundadas sobre a conformação ideal dos galos e estratégias de manejo voltadas à fertilidade.
Além dos temas reprodutivos, o encontro debateu os fatores críticos dos processos produtivos, intercalando o conteúdo teórico com base em resultados da Aviagen e com dinâmicas de grupo conduzidas pela própria equipe da Copacol, garantindo a integração entre o conhecimento genético e a rotina operacional da cooperativa.
Precisão em larga escala
Para o gerente de Serviços Técnicos da Aviagen no Brasil, Rodrigo Tedesco, a personalização do atendimento é essencial principalmente para empresas com grande volume de produção.
“Em operações de grande porte como a da Copacol, a precisão no manejo dos lotes tem um efeito multiplicador na rentabilidade de toda a cadeia. O programa permite transferir conhecimento atualizado e específico para a realidade do parceiro, assegurando que o pacote genético Ross expresse sua máxima eficiência e contribua para as metas de expansão da cooperativa”, ressalta.





