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DSM elege as 10 regras de ouro do confinamento

O crescimento constante do confinamento de bovinos de corte no Brasil, que tem registrado recordes de número de animais nesse sistema ao longo dos últimos anos, exige bastante atenção dos pecuaristas que atuam com esse modelo. Como cada etapa produtiva é fundamental para o sucesso da atividade, Marcos Baruselli, gerente de categoria Confinamento da DSM, detentora da marca Tortuga® de suplementos nutricionais para animais, elegeu as “10 regras de ouro” para o confinamento.
Confira abaixo as orientações mais importantes:
1. Balanceamento correto da dieta dos animais
A dieta dos bovinos confinados deve ser corretamente balanceada em todos os nutrientes essenciais, como: proteínas, fibras, nutrientes digestíveis totais, minerais e vitaminas. Esse é um fator importante e que permite que os animais atinjam o bom desempenho zootécnico e produtivo esperado. Dietas que não são balanceadas adequadamente e/ou desprovidas de nutrientes essenciais, como minerais e vitaminas, por exemplo, podem comprometer o desempenho e expor os animais às deficiências e enfermidades de origem nutricional.
2. Disponibilidade de água limpa
O fornecimento constante de água feito por meio de bebedouros apropriados e bem localizados é de vital importância para o sucesso do confinamento. Água limpa e à vontade deve ser uma prioridade em todos os confinamentos, sem a qual os desempenhos zootécnicos planejados não serão atingidos. Limpeza periódica e manutenção constante dos bebedouros é regra. Contudo, nota-se no campo que, muitas vezes, essa regra é negligenciada ou deixada em segundo plano, o que representa um erro “fatal” para o sucesso da atividade.
3. Inclusão de aditivos na dieta (tecnologia de nutrição)
A inclusão de ingredientes com tecnologias que aumentam o desempenho zootécnico dos animais e a rentabilidade dos produtores é outra regra muito importante. Do portfólio da DSM, por exemplo, os confinadores pequenos, médios e grandes de todo o país encontram uma linha completa de núcleos minerais vitamínicos que possuem em sua formulação diversos ingredientes e aditivos, como CRINA®, RumiStar™, Hy-D® e os Minerais Tortuga.
O RumiStar (alfa amilase pura exclusiva da DSM) melhora a digestibilidade do amido do milho da dieta, reduzindo as perdas do milho nas fezes e aumentando o ganho de peso diário (GPD). O CRINA, blend de óleos essenciais, substitui com vantagens o uso de antibióticos na ração empregados como melhoradores de desempenho e melhora a eficiência alimentar. O Hy-D melhora o rendimento de carcaça e o peso da carcaça quente, gerando expressivo aumento da produtividade. E os Minerais Tortuga, como o cromo, por exemplo, reduzem o estresse e aumentam a produção de arrobas.
4. Gestão zootécnica do confinamento
Controle eficiente dos indicadores zootécnicos, como consumo diário de ração, ganho de peso diário (GPD), ganho médio diário de carcaça (GMDC), rendimento de carcaça (RC), eficiência biológica, conversão alimentar (CA) e quantidade de arrobas produzidas por animal. Isso é fundamental a todos os confinadores que almejam conhecer e fazer a gestão correta dos índices de produtividade. Os produtores eficientes devem evitar o manejo de “bica corrida”, que consiste em fornecer a ração sem o devido controle da quantidade por baia.
5. Gestão financeira (custos, receitas, lucro em R$ e % e ROI)
O controle eficiente dos indicadores financeiros é um ponto de atenção ao envolver os custos operacionais, custo da ração, custo por animal ao dia, custo por animal por período, custo total final, receita e lucro (ou ROI – retorno sobre o investimento). Nesse aspecto, um bom aliado dos confinadores é o aplicativo Mais Arroba, desenvolvido pela DSM e pelo Cepea-USP, ao permitir realizar vários cálculos e projeções financeiras.
6. Capacitação da mão-de-obra
Equipe treinada e capacitada para operar nos confinamentos é fundamental. Importante frisar, porém, que a equipe deve compreender de fato o que ela está executando no confinamento e não simplesmente realizar tarefas no “modo automático”. Treinamento constante nas áreas de manejo, lida do gado, nutrição e sanidade permitem ao produtor contar com uma mão-de-obra rural que reconhece a importância das suas atividades diárias e contribuem para o sucesso do confinamento.
7. Acompanhamento do mercado
Saber as tendências e perspectivas dos preços da arroba e do milho (base da ração) é um ponto vital para os confinadores se planejarem e impulsionarem os resultados econômicos e financeiros da atividade. Saber a hora de comprar o boi magro e os insumos da ração, como milho, farelo de soja, núcleos minerais vitamínicos e demais ingredientes faz parte do negócio e reflete de forma expressiva no resultado do confinamento. O aplicativo Mais Arroba (DSM e Cepea-USP) também fornece ao confinador informações valiosas de mercado do boi e do milho em diversas regiões.
8. Bem-estar animal e instalações apropriadas
A infraestrutura do confinamento também é uma das prioridades dos confinadores bem-sucedidos. Currais de manejo bem planejados, com baias construídas com materiais adequados e bem dimensionadas, com bebedouros e cochos em lugares corretos é fundamental para o bem-estar dos animais e, consequentemente, para a saúde e para o seu desempenho zootécnico.
9. Controle sanitário estratégico
Cumprir de forma correta o calendário de vacinação é mais uma regra de ouro. Realizar a vermifugação dos animais e manter uma farmácia com os medicamentos adequados próximo ao escritório do confinamento também é importante. Praticar ronda sanitária periódica (diária) por meio de equipe devidamente treinada é mais uma regra que o confinador deve praticar.
10. Controle dos ingredientes da ração (inventário)
Realizar um inventário periódico é mais uma regra importante. Controlar compras dos ingredientes, os estoques, época ideal de compra de gado, milho, soja etc. Deixar faltar um ingrediente no meio do manejo pode colocar em risco o sucesso da atividade. Da mesma forma, deixar sobrar também pode representar prejuízos e perdas. Portanto, estocar os ingredientes em barracões apropriados e corretamente dimensionados é uma atenção que pode fazer diferença no bolso do confinador.

Marcos Baruselli, gerente de categoria Confinamento da DSM, detentora da marca Tortuga®

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Agroceres Multimix apresenta a agCare, divisão de produtos de especialidades
Nova estrutura reúne pesquisa, validação científica e desenvolvimento de produtos de alta performance.

A Agroceres Multimix apresenta a agCare, nova divisão dedicada à pesquisa, desenvolvimento, validação, produção e comercialização de produtos de especialidade para a nutrição animal.
Estruturada sobre ciência, método e comprovação, a divisão agCare é resultado de uma estratégia voltada a transformar conhecimento técnico em especialidades capazes de responder às demandas reais do campo.
Segundo Ricardo Ribeiral, diretor da Agroceres Multimix, a criação da divisão consolida uma visão já presente na empresa. “A agCare nasce com o propósito de ampliar a fronteira tecnológica do setor, oferecendo ao mercado produtos de alta performance, com elevado nível de confiabilidade e resultados comprovados”.

“Divisão agCare entrega produtos de alta performance, com elevado nível de confiabilidade e resultados comprovados”, resume Ricardo Ribeiral
Trata-se de um movimento estratégico, completa o diretor: “Desta forma, reforçamos nosso compromisso com a inovação e com a evolução contínua da nutrição animal no Brasil e no mundo, entregando produtos com alto rigor científico e foco em performance”.
Base científica e validação técnica. Toda especialidade desenvolvida pela divisão agCare segue um rito de desenvolvimento. “O rigor científico é o principal pilar que garante a confiabilidade do produto e o resultado no campo”, garante Ricardo Ribeiral.
Cada produto parte de uma investigação aprofundada, passa por validações criteriosas e é sustentado por uma estrutura analítica e de pesquisa preparada para garantir precisão, confiabilidade e performance.
Apenas produtos que demonstram consistência estatística e biológica, com segurança e aplicáveis no campo, avançam até a etapa de comercialização.
Para isso, a divisão mantém parcerias técnicas e científicas com instituições de referência, como Esalq-USP, UFV, Unesp, UFMG e Kansas State University, além de Conselhos Técnicos que contribuem não apenas para validações, mas também para a compreensão aprofundada de mecanismos, respostas e limites de uso dos produtos.
Nos últimos cinco anos a Agroceres Multimix investiu mais de R$ 80 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento. No período, foram conduzidos 274 estudos, sendo mais da metade direcionado para especialidades da divisão agCare. Esse modelo já se reflete em um portfólio robusto de produtos disponíveis no mercado.
A divisão agCare reforça um posicionamento que a empresa vem consolidando ao longo de décadas. A Agroceres Multimix é uma empresa brasileira que construiu, ao longo de 50 anos, uma base sólida de pesquisa, geração de conhecimento técnico científico e desenvolvimento de produtos diferenciados, contribuindo para a evolução do agronegócio nacional.
Acesse o canal da Agroceres Multimix no YouTube e confira alguns momentos do evento que marcou esse lançamento, clique aqui confira.
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Conexão Aviagen in Company reúne lideranças da Granja Faria para excelência em manejo
Encontro de três dias em Santa Catarina focou no manejo de matrizes e na maximização do potencial genético da linhagem Ross

A Aviagen® promoveu a sua mais recente edição do Conexão Aviagen in Company em Lauro Müller (SC), entre os dias 3 e 5 de março. O evento reuniu a equipe técnica e de gestão da Granja Faria de todas as regiões do Brasil, para fortalecer o manejo dos lotes e as práticas de bem-estar animal.
A Granja Faria possui um histórico de alta eficiência com as matrizes Ross®, figurando frequentemente no terço superior de produtividade do setor, inclusive com premiações anteriores.
Aviagen oferece suporte prático no manejo
Uma característica marcante do formato Conexão in Company é sua abordagem personalizada. A programação combinou discussões em sala com aplicação prática na granja, incluindo análise de dados, visitas a granjas de recria e de produção, além de palestras sobre conformação ideal de machos e fatores críticos dos processos, sempre com um olhar direcionado para os objetivos de produção da Granja Faria.
O supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Denilson Vanin, enfatizou a importância de conceber o programa em torno da realidade do cliente: “Este evento foi especificamente desenvolvido com base nos objetivos e realidade da Granja Faria, para compartilhar conhecimento técnico, ferramentas de manejo e gestão operacional que auxiliem suas equipes a fortalecer o bem-estar animal e a assertividade de decisões em todas as unidades”.
Já o supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Alcides Paes, destacou como o progresso genético e o manejo responsável das matrizes caminham juntos: “Conhecemos a capacidade de entrega da genética Ross e o nosso principal objetivo foi fornecer as ferramentas adequadas para que continuem atingindo os melhores resultados zootécnicos possíveis”.
Impulsionando resultados por meio da colaboração
Iniciativas como o Conexão Aviagen in Company reforçam o compromisso da Aviagen com o sucesso de seus clientes, fornecendo suporte prático e próximo que os ajuda a traduzir o progresso genético em resultados diários.
O gerente de Serviços da Aviagen no Brasil, Rodrigo Tedesco, afirmou que “reunir representantes de todo o país ajuda a elevar os padrões em suas operações. Quando equipes de diferentes regiões se alinham em torno de objetivos comuns, a produtividade aumenta em toda a organização. O sucesso vem do aprimoramento do manejo das aves e das decisões diárias. Estar perto de nossos clientes nos permite fazer esses ajustes de forma significativa”.
Por meio da colaboração contínua, a Aviagen continua a apoiar seus clientes no avanço de práticas de produção de carne de frango responsáveis que priorizem o bem-estar animal e o manejo ambiental, ajudando a garantir um fornecimento global confiável de proteína de qualidade.
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Primeiro módulo do Qualificases 2026 reúne suinocultores para discutir gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados
A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas.

Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES) realizou o primeiro módulo do Qualificases 2026 no dia 26/02. A iniciativa é voltada à formação e atualização técnica dos suinocultores capixabas, com foco em gestão, nutrição, sanidade e sustentabilidade.
Com o tema “Gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados”, a palestra foi conduzida pelo gerente Nacional Suínos na Agroceres Multimix, Edmo Carvalho, que trouxe uma reflexão estratégica sobre um dos maiores desafios atuais do setor: a gestão de pessoas em um cenário de escassez de mão de obra e equipes cada vez mais diversas.
Durante sua apresentação, Edmo destacou que, apesar do avanço técnico dos gestores, impulsionado pelo acesso facilitado à informação, cursos e plataformas digitais, muitos ainda encontram dificuldades no essencial: liderar pessoas. “Liderança vai muito além do cargo. É a capacidade de influenciar de forma voluntária, sem deixar rastros de sangue decorrentes de estilos autoritários e relações frágeis”, afirmou.
A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas. Segundo o palestrante, falar é simples, mas comunicar com presença, escuta ativa e empatia é um diferencial competitivo. Ele alertou ainda que o excesso de interações digitais e impessoais pode empobrecer as relações e reduzir a sensibilidade emocional, especialmente em momentos de tensão.
Outro ponto de destaque foi a gestão de equipes multigeracionais. Baby Boomers, gerações X, Y e Z possuem expectativas distintas em relação ao trabalho, hierarquia e propósito. “Nada é tão desigual quanto tratar igualmente pessoas desiguais”, ressaltou Edmo, reforçando a necessidade de adaptar a liderança às diferentes realidades e perfis dentro das organizações.
Entre as soluções práticas apresentadas estão a criação de rituais de conexão, a presença mais próxima da liderança no dia a dia das equipes, o estímulo à colaboração e a revisão das cargas de trabalho para evitar a exaustão emocional. Pequenos gestos constantes, como conversas semanais curtas, pausas coletivas e rodas de diálogo, podem gerar impactos mais duradouros do que grandes ações pontuais.
Neste módulo, a ASES contou com o apoio da empresa Agroceres Multimix, parceira constante do setor, reforçando a importância da cooperação entre a iniciativa privada e as entidades representativas na construção de uma suinocultura cada vez mais técnica, humana e sustentável.
Para o diretor executivo da ASES, Nélio Hand, a qualificação é o caminho para resultados cada vez mais sustentáveis e competitivos. “Reunimos em Conceição do Castelo produtores e profissionais comprometidos com a evolução do setor numa noite de aprendizado, conexão e troca de experiências. Tudo isso visa fortalecer a suinocultura capixaba”, pontua Hand.
O Qualificases 2026 segue ao longo do ano com novos módulos, ampliando o debate sobre temas estratégicos e reforçando o compromisso da ASES com o desenvolvimento contínuo do setor no Espírito Santo.

