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Drones reduzem impacto ambiental e ampliam eficiência da produção agrícola

Estudos da Embrapa mostram que o uso de drones pode diminuir em até 15% o impacto ambiental da aplicação de insumos e fertilizantes, promovendo uma agricultura mais sustentável.

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Foto: Freepik

A adoção de drones agrícolas tem transformado a forma como o agronegócio brasileiro gerencia recursos naturais e busca maior sustentabilidade produtiva. Mais do que ferramentas de pulverização, as aeronaves não tripuladas se tornaram aliadas na economia de água, no uso racional de defensivos e na preservação do solo, pilares fundamentais de uma agricultura de baixo impacto ambiental.

Estudos recentes da Embrapa indicam que práticas de agricultura de precisão, como o uso de drones, podem reduzir em até 15% o impacto ambiental associado à aplicação de insumos, fertilizantes e defensivos. Essa redução se deve à capacidade da tecnologia de calibrar o tamanho das gotas e a concentração das caldas, garantindo que o produto atinja o alvo com eficiência e sem desperdício.

Foto: Rafael Soares

No campo, isso representa um avanço concreto para a gestão hídrica. Enquanto pulverizações convencionais podem consumir centenas de litros de água por hectare, os drones operam com volumes muito menores, utilizando taxas de aplicação de 10 a 20 litros de calda por hectare. Essa economia é essencial em um país que, segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), já enfrenta cenários críticos de estiagem em mais de 40% do território agrícola. “Quando falamos em drones, falamos em sustentabilidade na prática. A utilização de Ultra Baixo Volume (UBV), já são viáveis em muitas operações com aeronaves remotamente pilotadas trazendo efetividade em resultados com taxas de aplicação de 5 a 8 litros por hectare de calda. É uma tecnologia que permite fazer mais com menos: menos água e menos impacto no solo. E isso se traduz em produtividade e longevidade para o produtor”, afirma o engenheiro agrônomo Victor Gomes Silva

A aplicação aérea também elimina o tráfego de máquinas pesadas dentro das lavouras, reduzindo a compactação do solo e melhorando a penetração da água em diferentes camadas do solo. Essa preservação da estrutura do terreno é fundamental para culturas perenes como café, citrus e até cana-de-açúcar que é semiperene, nas quais a saúde radicular tem impacto direto na longevidade e na produtividade das plantas.

Outro ponto de destaque é a precisão na aplicação. Com auxílio de sensores e sistemas de navegação RTK, os drones podem operar com margem de erro inferior a dez centímetros, assegurando cobertura uniforme e evitando sobreposição ou falhas. Isso contribui para o uso racional de defensivos e para o equilíbrio ecológico, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água.

Foto: Shutterstock

O uso de drones também torna possível aplicar defensivos em estágios mais avançados da lavoura, quando tratores ou aviões não conseguem acessar o terreno sem causar danos. Essa flexibilidade aumenta a eficácia no combate a pragas e doenças, sobretudo em momentos de estiagem ou alta umidade, quando o tempo de resposta é decisivo.

Além dos ganhos diretos na operação, a tecnologia reforça o papel do agronegócio brasileiro na agenda global de sustentabilidade. De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o uso racional de insumos e água está entre as práticas mais efetivas para mitigar emissões e adaptar a agricultura a cenários de extremos climáticos.

Contudo a inovação precisa vir acompanhada de capacitação. Não basta entregar o drone. É preciso garantir que o operador saiba usar cada recurso em favor da sustentabilidade.

Ao combinar produtividade, conservação e tecnologia, os drones agrícolas se consolidam como uma das principais apostas para o futuro do campo brasileiro. Em um cenário global que exige eficiência e responsabilidade ambiental, o avanço da agricultura de precisão mostra que inovação e sustentabilidade podem, sim, caminhar lado a lado.

Fonte: Assessoria Fotus Agro

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Nova plataforma da Embrapa integra dados sobre produção e mercado do trigo

Solução traz mapas, cenários e estimativas inéditas para o setor.

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Fotos: Jaelson Lucas

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) lança na próxima terça-feira (24) a plataforma digital Trigo no Brasil, que reúne dados e mapas sobre toda a cadeia produtiva do cereal no país. A ferramenta apresenta informações que vão desde a produção no campo e importações até o processamento industrial e as exportações.

Entre os destaques está uma estimativa inédita sobre a predominância de sistemas de produção irrigados e de sequeiro na região do Brasil Central, onde o cultivo de trigo tem avançado nos últimos anos. A plataforma também traz cenários sobre o potencial de aumento da produção nacional.

A solução foi desenvolvida a partir de uma demanda do Ministério da Agricultura e Pecuária, com o objetivo de integrar dados de diferentes bases públicas e privadas e apoiar a formulação de políticas públicas e decisões de investimento no setor.

O lançamento ocorre no Ministério da Agricultura e Pecuária, durante o Fórum do Trigo Tropical. A programação começa às 9 horas, e a apresentação da plataforma está prevista para as 10 horas.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Justiça reconhece atribuições exclusivas de auditores no Vigiagro

Decisão envolve fiscalização em pontos de entrada no país; sindicato defende ajuste com governo para evitar impacto nas operações.

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Foto: Divulgação

Uma decisão da Justiça Federal da 1ª Região, na Seção Judiciária do Distrito Federal, reconheceu que parte das atividades de fiscalização no Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) é de atribuição privativa dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs). A ação foi proposta em 2019, em meio a questionamentos sobre o cumprimento da legislação que define as competências da carreira, especialmente em operações nos pontos de entrada de produtos agropecuários no país.

Em nota, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) informou que irá conduzir diálogo com o Ministério da Agricultura e Pecuária para tratar dos desdobramentos da decisão. A entidade defende a construção de uma solução que permita a implementação do entendimento judicial sem comprometer a continuidade e a eficiência das atividades de fiscalização.

Foto: Mapa

As discussões devem envolver a coordenação do Vigiagro, o Departamento de Serviços Técnicos (DTEC) e a ANTEFFA, entidade que representa os técnicos da fiscalização agropecuária. Um dos pontos em análise é a adequação das atribuições atualmente exercidas por diferentes carreiras dentro do sistema.

O sindicato também admite a possibilidade de ajustes normativos ou alterações legislativas, caso sejam necessários para compatibilizar a decisão judicial com a operação cotidiana do Vigiagro. A avaliação será feita em conjunto com a assessoria jurídica da entidade, uma vez que a sentença ainda pode ser objeto de recurso.

O Vigiagro atua na inspeção e fiscalização de produtos agropecuários em portos, aeroportos e fronteiras, sendo considerado um dos principais instrumentos de proteção sanitária e de controle do comércio internacional do agronegócio brasileiro.

Fonte: O Presente Rural
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Tecnoshow quer zerar emissões e busca selo de carbono neutro em 2026

Feira em Rio Verde (GO) vai medir transporte, energia e resíduos. Em 2025, compensou 84 toneladas de CO₂, equivalente a 492 árvores.

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Cooperativa fará compensação das emissões de gases de efeito estufa desde a montagem até a desmontagem do evento – Foto: Divulgação/Comigo

A Tecnoshow Comigo pretende obter o Selo Verde de Carbono Neutro na edição de 2026, com a ampliação do controle e da compensação das emissões de gases de efeito estufa geradas durante o evento. A feira será realizada entre 06 e 10 de abril, em Rio Verde (GO).

A certificação exige a mensuração completa das emissões associadas à montagem, realização e desmontagem da feira. Na prática, a organização passará a monitorar fontes como transporte de visitantes e expositores, deslocamento de máquinas e consumo de combustíveis, além do uso de energia elétrica e da destinação de resíduos.

Entre os pontos que serão incluídos na medição estão as viagens aéreas de participantes, com base em dados do aeroporto local, e o consumo de insumos utilizados nas áreas demonstrativas, como fertilizantes. Também serão avaliados resíduos sólidos, como plástico, ferro e papelão, além de orgânicos e efluentes gerados durante o evento.

Na edição de 2025, a Tecnoshow já havia compensado 84 toneladas de dióxido de carbono, volume equivalente ao plantio de 492 árvores, o que garantiu ao evento o selo Evento Neutro Azul, concedido pela Eccaplan.

Para 2026, a estratégia inclui também a participação do público. Totens instalados no Centro Tecnológico Comigo permitirão que visitantes calculem sua própria pegada de carbono durante a visita. O sistema considera deslocamentos e permanência no evento, e a compensação poderá ser feita por meio de pagamento simbólico, com recursos destinados a uma instituição local.

Após o encerramento da feira, a organização fará o balanço total das emissões e realizará a compensação por meio da compra de créditos de carbono, direcionados a projetos certificados. A meta é atender aos critérios exigidos para o reconhecimento como evento de carbono neutro.

Fonte: Assessoria Tecnoshow
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