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Dólar em alta e tensão global reacendem valorização da soja no Brasil

Produtores seguram vendas e ampliam a força do grão brasileiro no mercado externo diante das novas tarifas dos EUA à China.

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Foto: Shutterstock

Os preços domésticos da soja subiram na última semana, apontam levantamentos do Cepea. O impulso veio sobretudo da retração de produtores para vendas envolvendo grandes volumes.

Segundo o Centro de Pesquisas, sojicultores estão atentos à valorização do dólar frente ao Real (o que torna a commodity brasileira mais atrativa em detrimento do grão norte-americano), à maior demanda externa e às novas tarifas anunciadas pelo governo dos Estados Unidos à China, que entram em vigor em novembro e que podem ampliar ainda mais as vendas do Brasil ao país asiático.

No entanto, pesquisadores explicam que esse cenário pressionou as cotações futuras da soja nos EUA e, por sua vez, as desvalorizações externas limitaram as altas no mercado brasileiro.

Quanto à safra brasileira 2025/26, dados da Conab indicam aumento de área em 3,6% frente à anterior, para um recorde de 49,07 milhões de hectares, o que se deve, principalmente, à substituição do cultivo de arroz por soja. A produção está estimada em 177,6 milhões de toneladas.

Fonte: Assessoria Cepea

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Centro FAO/AIEA destaca uso de técnicas nucleares na agricultura

Painel na LARC39 apresentou iniciativas que vão do controle de pragas ao manejo sustentável do solo e da água.

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Foto: Divulgação/APS

O trabalho desenvolvido pelo Centro Conjunto FAO/AIEA de Técnicas Nucleares na Alimentação e Agricultura foi apresentado na última sexta-feira (06) durante um painel da Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe (LARC39). O centro, sediado em Viena, na Áustria, é resultado de uma parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O painel foi conduzido pela cientista Dongxin Feng, diretora do centro, que participa da conferência no Brasil. Segundo a pesquisadora, tecnologias nucleares aplicadas à agricultura têm contribuído para enfrentar desafios como a fome, a desnutrição, a sustentabilidade ambiental e a segurança dos alimentos.

O Centro FAO/AIEA reúne mais de 120 cientistas e trabalha no desenvolvimento e na disseminação de tecnologias nucleares e isotópicas voltadas à produção agrícola. As pesquisas buscam melhorar a produtividade das lavouras, controlar doenças e pragas, manejar solos e desenvolver culturas mais resistentes às mudanças climáticas.

Entre as aplicações dessas técnicas estão estudos sobre a absorção de nutrientes pelas plantas, o uso eficiente da água no solo, o rastreamento de fontes de poluição e o aprimoramento do manejo de fertilizantes.

As principais áreas de atuação do centro incluem o combate à fome e à desnutrição, o aumento da segurança alimentar por meio da irradiação de alimentos para ampliar a vida útil, o monitoramento de recursos naturais, melhorias na saúde e na reprodução animal e o controle de pragas agrícolas. Nesse último caso, é utilizada a técnica do inseto estéril, que consiste na criação de insetos em laboratório, esterilizados por radiação e liberados no campo para reduzir populações de pragas.

O centro coordena mais de 25 projetos de pesquisa por ano em todo o mundo, com a participação de mais de 400 instituições de pesquisa e estações experimentais. Além disso, apoia mais de 200 projetos de cooperação técnica nacionais e regionais voltados à transferência dessas tecnologias para países membros.

No Brasil, as ações são desenvolvidas principalmente por meio de cooperação técnica e redes de pesquisa com instituições nacionais. Entre os projetos está o controle da mosca-das-frutas com a técnica do inseto estéril, conduzido em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo (CENA/USP). Também há estudos voltados ao manejo da mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae), praga que pode afetar exportações agrícolas.

Outras iniciativas no país envolvem projetos de manejo sustentável de solos e fertilizantes, com o uso de isótopos estáveis para avaliar a eficiência de fertilizantes orgânicos e biofertilizantes, além de medir o uso de nitrogênio pelas plantas.

Pesquisadores brasileiros também participam de estudos voltados ao monitoramento de rios e aquíferos com o uso de isótopos naturais, contribuindo para a gestão de recursos hídricos. O país ainda integra o programa de cooperação técnica da AIEA, que inclui formação de especialistas, fortalecimento da infraestrutura científica e pesquisas sobre aplicações nucleares na agricultura e no meio ambiente, com participação de instituições como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), universidades e centros de pesquisa.

Fonte: Assessoria Centro Conjunto FAO/AIEA
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União Europeia aprova pré-listing para gelatina e colágeno do Brasil

Mecanismo simplifica a autorização de exportações e amplia acesso desses produtos ao mercado europeu.

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Imagem criada por ChatGPT

Entre os dias 04 e 05 de março, representantes do Brasil e da União Europeia participaram, em Brasília, de uma reunião do Mecanismo Sanitário e Fitossanitário (SPS). Durante o encontro, foi aprovado o mecanismo de pré-listing para estabelecimentos brasileiros produtores de gelatina e colágeno.

Com a decisão, o processo de autorização para exportação desses produtos ao mercado europeu passa a ser simplificado. Utilizados em setores como alimentos, medicamentos e cosméticos, a gelatina e o colágeno passam a ter um caminho mais direto para acesso ao bloco. A aprovação do pré-listing também indica o reconhecimento, por parte da União Europeia, dos controles sanitários adotados pelo Brasil nessa área.

Pelo lado europeu, participaram representantes da Direção-Geral da Saúde e Segurança dos Alimentos (DG Santé) e da Direção-Geral do Comércio (DG Trade), ambas ligadas à Comissão Europeia.

Do lado brasileiro, estiveram presentes representantes da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) e da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), do Ministério da Agricultura e Pecuária, além de integrantes do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

A reunião faz parte do diálogo técnico mantido entre Brasil e União Europeia para tratar das regras sanitárias e fitossanitárias que regem o comércio de produtos agropecuários entre as duas partes.

O avanço ocorre em um momento de maior aproximação entre o Mercosul e a União Europeia, após a assinatura do acordo comercial entre os blocos, concluído depois de 26 anos de negociações.

Fonte: Assessoria Mapa
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Brasil e países do Caribe avançam em diálogo sobre cooperação no agro

Encontro reuniu ministros da região e representantes do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura e tratou de tecnologia, comércio e segurança alimentar.

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Foto: Carlos Silva/Mapa

O secretário-executivo adjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária, Cleber Soares, reuniu-se na última quinta-feira (05), em Brasília, com ministros e representantes de países do Caribe e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) para discutir oportunidades de cooperação na área agrícola.

O encontro ocorreu na mesma semana da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura para a América Latina e o Caribe (LARC39) e buscou identificar parcerias e apresentar iniciativas do governo brasileiro voltadas ao desenvolvimento do setor agropecuário.

Durante a reunião, Soares destacou a importância da aproximação entre o Brasil e os países caribenhos por meio do IICA e mencionou o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) no desenvolvimento tecnológico do agro brasileiro. Ele também apresentou a estrutura do ministério e iniciativas conduzidas pela pasta, abrindo espaço para que representantes dos países participantes apresentassem demandas e oportunidades de cooperação.

O diretor-geral do IICA, Muhammad Ibrahim, ressaltou a importância da participação dos países da Comunidade do Caribe (Caricom) e de parceiros como o México. Segundo ele, o fortalecimento da cooperação regional pode contribuir para o desenvolvimento da agricultura e para a segurança alimentar.

Durante o encontro, Soares anunciou a criação de um Hub de Inovação e Agricultura Sustentável das Américas na Guiana. A iniciativa, articulada entre o Mapa, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a Agência Brasileira de Cooperação, a Embrapa e o IICA, busca reunir demandas dos países do Caribe e ampliar a cooperação técnica na região.

Representantes do ministério também apresentaram ações conduzidas por diferentes áreas da pasta. O secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Fiadeiro, destacou políticas de sustentabilidade como o Programa Caminho Verde Brasil, o Plano ABC+ e o Programa Solo Vivo. Já o secretário adjunto de Política Agrícola, Wilson Vaz, apresentou medidas relacionadas a crédito rural, apoio à comercialização e seguro rural.

A diretora de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, Judi Nóbrega, explicou o papel da Secretaria de Defesa Agropecuária na fiscalização sanitária e na garantia da credibilidade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Na área de comércio exterior, o secretário adjunto de Comércio e Relações Internacionais, Augusto Billi, destacou ações voltadas à abertura de mercados e informou que o primeiro carregamento de carne bovina brasileira chega nesta semana a São Vicente e Granadinas. Segundo ele, hortaliças e vegetais produzidos a partir de sementes doadas pelo Brasil em missão anterior também já estão sendo colhidos no país.

Durante o encontro, ministros caribenhos apresentaram desafios enfrentados pela agricultura na região, como impactos das mudanças climáticas, problemas de manejo pós-colheita e a necessidade de ampliar mercados para os produtos agrícolas. Também foram discutidas estratégias para tornar o setor mais atrativo para os jovens, incluindo o uso de tecnologias como drones e agricultura de precisão.

Questões relacionadas à segurança no campo também foram mencionadas, como o roubo de colheitas em algumas regiões. Representantes de São Cristóvão e Névis relataram prejuízos causados por animais que invadem plantações, enquanto representantes do Haiti destacaram a situação de insegurança alimentar no país, onde mais da metade da população enfrenta dificuldades de acesso a alimentos.

Ao final da reunião, os participantes ressaltaram a importância da cooperação internacional, do acesso a mercados e do uso de tecnologias para fortalecer a agricultura na região, especialmente em países com características de agricultura tropical.

Fonte: Assessoria Mapa
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