Peixes
Doença em peixes pode se espalhar pela água entre viveiros, aponta pesquisa inédita da Embrapa
Parceria entre Brasil e Itália desenvolve modelo de alerta precoce que mapeia riscos sanitários na piscicultura e pode reforçar a prevenção de surtos em diferentes espécies.

A conectividade entre viveiros inseridos em uma mesma bacia hidrográfica pode favorecer a disseminação de doenças em peixes. A constatação é resultado de uma pesquisa da Embrapa Pesca e Aquicultura, que aplicou pela primeira vez no Brasil uma metodologia italiana voltada ao monitoramento sanitário de organismos aquáticos. O estudo abre caminho para o desenvolvimento de sistemas de alerta precoce capazes de fortalecer a biosseguridade da aquicultura nacional.
O trabalho é fruto de uma cooperação técnico-científica entre a Embrapa e o Istituto Zooprofilattico Sperimentale delle Venezie (IZSVe), da Itália. A iniciativa utilizou ferramentas de Sistema de Informações Geográficas (SIG) para analisar a influência do território, da rede hidrográfica e da proximidade entre unidades produtivas na propagação de enfermidades.

Foto: Alily Melo
Como resultado, os pesquisadores elaboraram mapas capazes de classificar os viveiros em áreas de alto, médio ou baixo risco de contaminação, permitindo uma atuação mais rápida em situações de emergência sanitária.
A metodologia foi originalmente desenvolvida pelo instituto italiano para apoiar programas de vigilância em saúde animal e no controle de emergências sanitárias, incluindo a influenza aviária. No Brasil, ela foi adaptada para estudar o acantocéfalo, considerado um dos principais parasitas que afetam o tambaqui (Colossoma macropomum), espécie de grande importância para a piscicultura nacional.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura, Patricia Oliveira Maciel, a escolha da enfermidade ocorreu pela disponibilidade de informações acumuladas ao longo dos anos. “Escolhemos trabalhar com o acantocéfalo porque já tínhamos muitos dados sobre essa doença no tambaqui e também por ser a principal enfermidade que acomete a espécie. Além disso, em 2015 houve um surto em Rondônia, o que reforçou a necessidade de compreender melhor sua dinâmica de propagação”, explica.
Território influencia a saúde dos peixes
Para o geógrafo Rodrigo Macario, pesquisador do IZSVe, o estudo demonstra que a saúde animal na aquicultura vai além dos limites de uma propriedade. “Não se trata apenas de produzir mapas ou utilizar ferramentas digitais. O objetivo é compreender de forma estruturada como o território e as relações espaciais podem influenciar a saúde dos animais aquáticos”, afirma.
De acordo com ele, fatores como fluxo de água, rede hidrográfica, proximidade entre produtores, características ambientais e organização do espaço produtivo

Foto: Felipe Santos da Rosa
podem desempenhar papel decisivo na ocorrência e na disseminação de doenças. “Essa experiência mostrou, de forma concreta, como geografia, Sistemas de Informação Geográfica e saúde animal aquática podem dialogar dentro de uma abordagem territorial estruturada”, acrescenta.
Modelo pode ser aplicado a outras espécies
Além de aumentar a capacidade de prevenção, detecção precoce e resposta rápida a surtos, os pesquisadores destacam que a metodologia é flexível e pode ser utilizada em diferentes sistemas produtivos e espécies aquícolas.
A conclusão do estudo é que os Sistemas de Informação Geográfica representam uma ferramenta promissora para fortalecer programas de vigilância epidemiológica e saúde animal aquática, contribuindo para uma aquicultura mais sustentável, segura e preparada para enfrentar desafios sanitários futuros.
Metodologia italiana validada no Brasil
O estudo começou quando a pesquisadora da Embrapa Pesca e Aquicultura, Ana Paula Oeda, participou de um congresso da World Aquaculture Society (WAS). Na ocasião, ela conheceu um pesquisador italiano que trabalhava com análise espacial aplicada à aquicultura. O IZSVe, instituição à qual ele estava vinculado, já tinha um histórico consolidado no uso de ferramentas geoespaciais para mitigação de doenças, incluindo a influenza aviária, e havia desenvolvido um protocolo para conter surtos sanitários com base em análises de conectividade hídrica.

Foto: Siglia Souza
Na época, o instituto italiano tinha um projeto em andamento, cujo objetivo era desenvolver protocolos baseados em SIG para contenção de doenças em animais aquáticos, e precisava de um estudo de caso real para validar a metodologia em ambientes terrestres, como pisciculturas interligadas pela mesma hidrologia.
A pesquisadora especialista em sanidade, Patricia Maciel, e a geógrafa da Embrapa Amazônia Oriental, Marta Ummus, mestre em Sensoriamento Remoto, lideraram o estudo, escolhendo como objeto de pesquisa a transmissão do acantocéfalo.
O parasita tem um ciclo de vida relativamente conhecido. Seus ovos são eliminados nas fezes dos peixes infectados e, uma vez na água, são ingeridos por ostracodes, pequenos crustáceos que atuam como hospedeiros intermediários. Os peixes sadios se infectam ao se alimentar desses ostracodes contaminados. O ciclo completo dura cerca de dois meses. “O impacto econômico da infecção é significativo. Estima-se que peixes parasitados deixem de ganhar até 20% do peso esperado em comparação com animais saudáveis, o que, em escala comercial, representa perda considerável de produtividade e elevação dos custos de produção”, destaca Ummus, ressaltando: “Para um produtor da Amazônia, que já enfrenta desvantagens logísticas em relação a outras regiões do país, cada ponto percentual de perda faz diferença no orçamento”.
Dificuldade no levantamento de dados oficiais
Se a escolha do patógeno foi relativamente simples, o mesmo não se pode dizer da obtenção dos dados. A aplicação do protocolo SIG demanda informações

Fotos: Divulgação
georreferenciadas de ocorrência da doença, idealmente fornecidas pelos órgãos estaduais de defesa sanitária animal. No entanto, não foi possível obter os dados primários por questões de segurança e política institucional dos órgãos envolvidos.
Diante desse entrave, a solução foi recorrer a dados secundários. A equipe utilizou informações de um artigo científico recém-publicado, que trazia pontos georreferenciados de ocorrência de acantocéfalo em tambaqui no estado de Rondônia, a mesma região onde a equipe pretendia realizar o estudo.
A situação acendeu um alerta entre os pesquisadores. Sem políticas públicas que garantam o compartilhamento de dados sanitários entre órgãos oficiais e instituições de pesquisa, o desenvolvimento de ferramentas de vigilância e alerta precoce fica bastante limitado. “Precisamos de uma política de dados mais transparente”, defende Ummus. “Na Itália, ao contrário do Brasil, há um controle maior no georreferenciamento de pisciculturas e seus problemas de sanidade. Aqui há muitas criações funcionando na informalidade, o que prejudica o acesso a dados espaciais e sanitários”, pontua.

Foto: Aliny Melo
Segundo Macario, na Itália e na União Europeia, esse tema é tratado dentro de um sistema regulatório estruturado de sanidade animal. No caso da aquicultura, o produtor tem responsabilidades sanitárias específicas. “Em situações como mortalidade anormal, sinais graves de doença ou queda significativa da produção sem causa conhecida, ele deve acionar um veterinário para que a situação seja avaliada e, se necessário, encaminhada aos serviços oficiais”, explica.
Como funciona o protocolo SIG
O protocolo validado no estudo confirmou que a água é um grande vetor de transmissão de patógenos, mesmo a longas distâncias. As análises consideram as direções por onde correm as águas de uma corrente fluvial: jusante é quando seguem o fluxo normal, em direção à foz, e montante é quando se dirigem à nascente, ou seja, contracorrente. Se uma propriedade está a montante de outra e há conectividade hídrica entre elas, o fluxo de água carrega consigo ovos, cistos, bactérias ou vírus, dependendo do agente infeccioso.
O estudo mapeou exatamente quais propriedades estavam em cada categoria de risco na região analisada, gerando um retrato inédito da vulnerabilidade sanitária da cadeia aquícola local.
De acordo com Ummus, o mapeamento começa com a identificação e a localização de todas as propriedades aquícolas em uma bacia hidrográfica. Em seguida,

Foto: Divulgação
calcula-se a conectividade hídrica entre elas, isto é, quais propriedades estão ligadas pelo mesmo curso d’água e em que posição (montante ou jusante) cada uma se encontra.
De posse dessas informações, o sistema classifica as propriedades em categorias de risco:
- Alto risco: propriedades a jusante de uma fonte de infecção confirmada, diretamente conectadas pelo fluxo hídrico.
- Médio risco: propriedades em áreas de conectividade indireta ou sazonal.
- Baixo risco: propriedades sem conectividade hídrica com focos conhecidos da doença.
“No caso de Rondônia, na Bacia do Rio Machado, há uma particularidade importante. Assim como em outros locais da região amazônica, é comum que os tanques sejam escavados diretamente no leito dos igarapés. Isso cria uma conectividade hídrica praticamente permanente entre as propriedades, o que, do ponto de vista sanitário, aumenta significativamente o risco de propagação de patógenos”, destaca Maciel.
Um sistema de alerta precoce para a aquicultura
A validação do protocolo abre caminho para aplicações práticas de alto impacto. A principal delas é a criação de um sistema de alerta precoce para doenças em animais aquáticos. “O raciocínio é o seguinte: uma vez confirmado um caso de determinada doença em uma propriedade aquícola, o protocolo SIG permite identificar imediatamente quais outras propriedades estão em risco e em que grau com base na conectividade hídrica”, ressalta Ummus, enfatizando: “Com essa informação em mãos, os serviços de defesa sanitária podem direcionar recursos de vigilância e contenção para as áreas mais críticas, otimizando o uso de equipes, insumos e laboratórios”.

Foto: Wikimedia Common
Uma vez detectado um foco de infecção, as propriedades a jusante devem ser monitoradas por um período de até dois meses, tempo equivalente ao ciclo de vida do acantocéfalo. Para patógenos com ciclos diferentes, o período de monitoramento pode ser ajustado proporcionalmente.
Outro ponto destacado pela equipe é a necessidade de um melhor controle da movimentação de peixes, especialmente de alevinos (formas jovens), e a água do transporte entre as propriedades. O trânsito de animais vivos é uma das principais rotas de disseminação de doenças na aquicultura, e sua regulação ainda é incipiente em grande parte do território nacional.
Caráter universal do protocolo
Um dos pontos positivos da ferramenta validada é a sua universalidade. Embora o estudo de caso tenha focado no acantocéfalo, o protocolo SIG é neutro em relação ao agente infeccioso. Desde que o modo de transmissão seja pela água, a metodologia se aplica. “Cada um exigirá ajustes nos parâmetros, tempo de sobrevivência no ambiente, período de incubação, dose infectante mínima, mas a estrutura básica de análise espacial permanece a mesma”, esclarece Ummus.
Para a equipe de pesquisa, esse caráter genérico é o que confere ao protocolo o seu maior potencial de impacto. Ele não é uma solução para um problema específico,

Foto: Divulgação
mas uma plataforma metodológica que pode ser empregada continuamente, adaptada a diferentes contextos e patógenos, e incorporada a políticas públicas de sanidade aquícola.
Adversidades a serem enfrentadas
Apesar do avanço representado pela validação do protocolo, os pesquisadores apontam os desafios que ainda precisam ser superados para que a ferramenta chegue efetivamente ao campo.
O primeiro deles é a já mencionada restrição de acesso a dados primários. Sem a colaboração ativa dos órgãos estaduais de defesa sanitária, qualquer sistema de alerta precoce irá operar com informações incompletas ou defasadas.
O segundo é a informalidade na aquicultura amazônica e de regiões fronteiriças. Muitos produtores da região não possuem licenciamento ambiental, nem registro nos órgãos competentes, o que os coloca à margem dos sistemas oficiais de vigilância.
O terceiro ponto é a falta de integração vertical na cadeia produtiva. Diferentemente de setores como o de frangos e suínos, onde a integração entre produtores e indústria permite rastreabilidade sanitária, a aquicultura amazônica opera majoritariamente de forma fragmentada. Cada elo da cadeia: produção de alevinos, engorda, abate e processamento funciona de maneira independente, o que dificulta o fluxo de informações sanitárias e a implementação de medidas coordenadas de contenção. “A aquicultura brasileira tem potencial para crescer de forma sustentável e competitiva, mas isso passa necessariamente pelo fortalecimento dos sistemas de vigilância sanitária. E, nesse campo, a inteligência geográfica pode ser uma aliada poderosa, desde que haja dados, política pública e vontade institucional para colocá-la em prática”, frisa Ummus.

Colunistas
Consumo de tilápia quase dobra em dez anos e muda hábitos à mesa dos brasileiros
Proteína de baixo teor de gordura, preparo rápido e maior oferta de produtos impulsionam a espécie, que já representa 68,3% dos peixes de cultivo consumidos no Brasil.

O brasileiro está se rendendo à tilápia. O consumo praticamente dobrou nos últimos dez anos, atingindo cerca de 2,5 quilos per capita. Esse avanço acompanha a mudança nos hábitos alimentares, com a preferência por alimentos saudáveis. A tilápia ajusta-se perfeitamente a essa tendência e o resultado é que a espécie já responde por 68,3% da demanda dos chamados peixes de cultivo, aqueles criados de acordo com boas práticas de segurança.
Esse avanço pode ser explicado pelos benefícios nutricionais da tilápia. Trata-se de uma carne com

Foto: Divulgação/OP Rural
baixo teor de gordura, índices elevados de proteína e alta digestibilidade, características que favorecem a absorção dos nutrientes pelo organismo.
Um filé de 120 gramas fornece cerca de 30 gramas de proteína e apenas 2 gramas de gordura, combinação que atende tanto pessoas que buscam alimentação equilibrada quanto quem pratica atividades físicas ou está em processos de controle de peso.
Em muitos casos, uma refeição com tilápia oferece mais proteína do que produtos industrializados voltados para esse objetivo, como as famosas barrinhas.

Foto: Divulgação/OP Rural
Outro diferencial importante está na praticidade. O preparo de tilápia é rápido. Ela combina com diferentes receitas e não exige grande experiência na cozinha. Além disso, tem sabor suave e não deixa o cheiro forte que alguns associam ao preparo de peixes.
Em um contexto em que cada vez mais brasileiros vivem em apartamentos e têm pouco tempo para cozinhar, essas características ajudam a explicar a popularidade crescente.
Esse momento também é acompanhado por maior variedade de cortes e apresentações disponíveis no mercado. O filé de 400 gramas é uma solução prática para refeições de uma ou duas pessoas e pode ser preparado em poucos minutos. Já postas atendem consumidores que buscam pratos mais elaborados, enquanto a carne moída de tilápia amplia as possibilidades de preparo em receitas como hambúrgueres e molhos.

Artigo escrito por Juliano Kubitza, especialista em Aquicultura e diretor da Fider Pescados – Foto: Divulgação
O consumo de tilápia aumenta, mas ainda há espaço para crescer. Estudo da Universidade de São Paulo (USP) aponta que os habitantes do Estado de São Paulo consomem peixes, em média, de uma a três vezes por mês. O levantamento identificou a tilápia como a espécie mais consumida entre os participantes da pesquisa.
Ainda assim, o consumo per capita permanece abaixo da recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que sugere a ingestão de cerca de 250 gramas de peixes por semana, o equivalente a duas refeições.
O fato é que combinando valor nutricional, praticidade e versatilidade, a tilápia reúne características que caem no gosto do consumidor moderno e deve continuar ampliando sua presença na mesa das famílias nos próximos anos. Até porque a oferta está crescendo e o Brasil já é o quarto maior produtor mundial da espécie.
Peixes
Conferência de Aquicultura e Pesca abre espaço para contribuições da sociedade
Cidadãos com cadastro no gov.br podem apresentar contribuições até 3 de julho para a construção de políticas voltadas ao setor.

A 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (4ª CNAP) está mobilizando representantes do setor em todo o país para discutir os rumos da pesca e da aquicultura brasileiras. O processo inclui conferências livres e temáticas, etapas estaduais e distrital, além de uma fase virtual e do encontro nacional, previsto para novembro, em Brasília.
Com o tema “Pesca e Aquicultura: de Política de Governo a Política de Estado”, a conferência pretende reunir diferentes segmentos para construir propostas voltadas ao fortalecimento da atividade, à ampliação de direitos e à consolidação de políticas públicas permanentes para o setor. A iniciativa também busca aproximar o conhecimento científico dos saberes tradicionais presentes nas comunidades pesqueiras e aquícolas.
A etapa virtual segue aberta até o dia 03 de julho, por meio da plataforma Brasil Participativo. Qualquer cidadão com cadastro no portal gov.br pode apresentar sugestões e contribuir com o debate.
Coordenado pelo Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca (Conape), o processo reforça a participação de entidades, produtores, pescadores, pesquisadores e demais representantes da sociedade na formulação de propostas para a atividade. A última conferência nacional do setor foi realizada em 2009.
Entre os principais temas em discussão estão a valorização da pesca artesanal e das comunidades tradicionais, o desenvolvimento sustentável da aquicultura, a geração de emprego e renda, a participação das mulheres no setor, o fortalecimento da cadeia produtiva do pescado, além de questões relacionadas à pesquisa, inovação e aos impactos das mudanças climáticas.
A etapa nacional da 4ª CNAP será realizada entre os dias 11 e 13 de novembro, em Brasília (DF), sob coordenação do Ministério da Pesca e Aquicultura, com apoio do Conape e da Comissão Organizadora Nacional.
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Prazo para participação nas entrevistas do Seguro-Defeso termina em 30 de junho
Ausência na coleta complementar de informações pode resultar na suspensão da análise e na não habilitação ao benefício, conforme regulamentação vigente.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) informa aos pescadores artesanais, requerentes do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal, conhecido como Seguro-Defeso, que o prazo para participação nas entrevistas presenciais relacionadas à coleta complementar de informações ao benefício encerra-se em 30 de junho de 2026. As entrevistas são importantes para a habilitação ao benefício. A ação ocorre em 132 municípios do Pará, Amazonas, Bahia, Maranhão e Piauí, estados que concentram o maior número de pescadores.

Foto: Claudio Neves
A coleta complementar de informações constitui uma etapa do processo de análise do benefício e tem por finalidade confirmar a elegibilidade do requerente e a veracidade das informações prestadas no momento da solicitação. O atendimento é realizado presencialmente por agentes capacitados, que aplicam entrevistas e questionários, além de prestarem orientações sobre o benefício.
Os pescadores artesanais convocados para essa etapa devem comparecer ao local indicado dentro do prazo estabelecido. Nos termos da regulamentação vigente, a ausência na coleta complementar de informações poderá resultar na suspensão da análise e na não habilitação ao benefício. As localidades e os horários de atendimento estão disponíveis neste link.
O MTE orienta os pescadores artesanais que receberam, no Portal Emprega Brasil ou no aplicativo Carteira de Trabalho Digital, a notificação “Aguardando fase presencial obrigatória e/ou confirmação do pescador na CTPS/Portal” e que ainda não participaram da entrevista a procurarem os pontos de atendimento o quanto antes, observando o prazo final de 30 de junho de 2026.

Foto: Claudio Neves
Mais de 666 mil atendimentos realizados
Entre 24 de novembro de 2025 e 13 de junho de 2026, foram realizados 666.730 atendimentos a pescadores artesanais nos cinco estados contemplados pela ação.
• Pará: 264.455 atendimentos realizados, correspondentes a 99,9% dos 264.455 requerimentos registrados nos 22 municípios atendidos, com atuação presencial de 137 agentes.
• Maranhão: 148.687 atendimentos realizados, equivalentes a 90,3% dos 164.681 requerimentos registrados nos 26 municípios atendidos, com atuação presencial de 128 agentes.
• Bahia: 111.194 atendimentos realizados, correspondentes a 100,6% dos 110.534 requerimentos registrados nos 35 municípios atendidos, com atuação presencial de 98 agentes.
• Amazonas: 98.367 atendimentos realizados, equivalentes a 107,0% dos 91.918 requerimentos registrados nos 33 municípios atendidos, com atuação presencial de 96 agentes.
• Piauí: 44.309 atendimentos realizados, correspondentes a 104,4% dos 42.433 requerimentos registrados nos 16 municípios atendidos, com atuação presencial de 30 agentes.
A iniciativa é executada pelo MTE em parceria com a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), com o objetivo de fortalecer os mecanismos de verificação da elegibilidade ao benefício e garantir maior segurança na concessão do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal.



