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Doença de Gumboro: Qual a importância das vacinas na transferência de anticorpos maternos?

O uso de vacinas não replicantes (inativadas) visa primordialmente a transferência de anticorpos maternos para a progênie.

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Foto Grupo Vencomatic / Divulgação Zoetis

Artigo escrito por, Gleidson Salles, Mestre em ciência animal e doutorando em Biotecnologia – Serviços Técnicos – Zoetis

O vírus da doença de infecciosa da bursa (IBDV), embora muito estudada e relativamente antiga, ainda traz sérios problemas para os plantéis avícolas do mundo, as perdas são sentidas não somente em mortalidade, mas também na morbidade e principalmente, imunossupressão (Jackwood et al., 2017). O IBDV é um avibirnavírus que consiste em dois segmentos de RNA de fita dupla, seu material genético está sujeito a constantes mutações, rearranjos e recombinações genômicas, esses eventos podem potencializar e aumentar a virulência alterando a antigenicidade viral (Jackwood et al., 2008).

Além disso, o IBDV pode ser divido em dois sorotipos (1 e 2), apenas o primeiro é patogênico para as aves, de acordo com as propriedades antigênicas e de virulência, o sorotipo 1 é ainda subdividido em três grupos principais: virulento clássico (cvIBDV), variante antigênica (avIBDV) e muito virulento (vvIBDV) (Eterradossi e Saif 2008). A diferença antigênica na região hipervariável da proteína VP2 sugere a classificação de 7 subtipos ou genogrupos dentro do sorotipo 1, o que é proposto por (Michel e Jackwood, 2017), a figura 1 demonstra essa classificação viral.

Figura 1. Análise filogéntica das sequências nucleotídicas de hvVP2 de IBDV.

Nesse contexto, a prevenção e controle tornam-se muito desafiadores para a indústria mundial. Os programas vacinais para IBDV buscam primariamente a proteção das aves através de vacinas replicantes (vivas), hoje em dia, é muito comum o uso de vacinas imunocomplexo em aves de vida longa, onde o programa vacinal é composto apenas por 1 dose no incubatório, como é demonstrado no gráfico 2 abaixo (Salles et al.,2022).

Gráfico 2. Demonstração de títulos médios geométricos em diferentes idades em aves reprodutoras de corte após o uso de uma vacina imunocomplexo (Poulvac Magniplex).

Essa ferramenta pode auxiliar as práticas de campo, reduzindo as doses de vacinas replicantes durante a vida das aves na fase de recria, possibilitando um efeito protetivo por todo período até a involução bursal, que coincide com fase de formação reprodutiva das aves.

No segundo momento, o uso de vacinas não replicantes (inativadas) visa primordialmente a transferência de anticorpos maternos para a progênie. Os pintinhos recém eclodidos são vulneráveis as doenças, pois seu sistema imunológico não está completamente desenvolvido, nesse contexto, a transferência de anticorpos maternal via secreções do oviduto e principalmente da gema, tornam-se um grande aliado na proteção de doenças comuns da avicultura. No entanto, não são todas os anticorpos específicos para diferentes doenças que são transmitidos em níveis protetivos para a progênie, a transferência passiva é fundamental para prevenção de algumas doenças antes do desenvolvimento de imunidade ativa contra determinados patógenos (Akheter et al., 2003).

Sendo assim, quando maior os títulos de IBDV presentes nas reprodutoras, a taxa de transferência será proporcionalmente equivalente (Moneim e Gawad 2006). O foco na escolha de uma vacina altamente imunogênica nas reprodutoras irá refletir nesse indicador de forma positiva, e assim, os pintinhos terão uma proteção passiva adequada e é importante reforçar que os anticorpos maternos possuem uma meia-vida de aproximadamente 5,5 dias, ou seja, esse é o tempo necessário para os anticorpos maternais caírem pela metade em cada indivíduo. Na tabela 3 é possível verificar o percentual de transferência de anticorpos maternos para a progênie em 3 momentos distintos de coletas (Gharaibeh et al., 2008).

 

Tabela 3. AEV = vírus da encefalomielite aviária; AIV = vírus da gripe aviária; CAV = vírus da anemia das galinhas; IBV = vírus da bronquite infecciosa; IBDV = vírus da doença infecciosa bursal; LTV = vírus da laringotraqueíte; MG = Mycoplasma gallisepticum; MS = Mycoplasma synoviae; NDV = vírus da doença de Newcastle; Reo = reovírus. O IBDV apresenta um percentual médio mais alto de transferência de título. Período 1 = 37 semanas, período 2 = 42 semanas e período 3 = 45 semanas.

O IBDV tem como foco principal, o estímulo imunológico dos linfócitos B, esse pode ser o motivo da alta transferência de anticorpos maternal. Essa evidencia reforça a importância em utilizar vacinas não replicantes muito imunogênicas, que produzam altos níveis de anticorpos por longos períodos e que de preferência, em sua composição abriguem cepas clássicas e variantes, aumentando assim o range de proteção para a progênie.

A escolha de um programa vacinal em reprodutoras deve levar em consideração muitos fatores, entre eles, eficácia das vacinas, redução da mão-de-obra, foco em bem-estar-animal e com baixas reações inflamatórias pós-vacinal.

As referencia bibliográficas estão com o autor em gleidson.salles@zoetis.com

Fonte: Zoetis e O Presente Rural

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Condenações no abatedouro impactam rentabilidade da avicultura

Falhas de manejo, condições ambientais inadequadas e desafios sanitários ao longo da criação estão entre os principais fatores associados às condenações de carcaças de frangos de corte no abatedouro.

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Foto: Divulgação

Falhas de manejo, condições ambientais inadequadas e desafios sanitários ao longo da criação estão entre os principais fatores associados às condenações de carcaças de frangos de corte no abatedouro. Já entre as causas patológicas mais frequentes estão a artrite, a pododermatite e a ascite, afecções de origem multifatorial que afetam o desempenho zootécnico, o bem-estar animal e os resultados econômicos da atividade.

No caso da artrite, as lesões articulares podem levar à condenação parcial ou total das carcaças durante a inspeção post mortem. A pododermatite, por sua vez, compromete a qualidade das patas, subproduto de alto valor comercial, enquanto a ascite está associada a distúrbios metabólicos relacionados ao rápido crescimento das aves, resultando em condenações e perdas adicionais no abate.

Além dos impactos sanitários, as condenações representam prejuízos econômicos relevantes para o setor. Estimativas indicam que as perdas podem variar entre 0,5% e 2% da produção total, a depender da frequência e da gravidade das lesões.

Segundo Brunna Garcia, nutricionista da Agroceres Multimix, as principais causas de condenação de carcaças estão diretamente relacionadas a falhas de manejo e a condições ambientais inadequadas ao longo da criação, o que reforça a importância de uma abordagem integrada de prevenção.

“A redução dessas ocorrências não está associada apenas ao bem-estar animal, mas também à viabilidade econômica dos sistemas produtivos”, afirma.

A análise completa sobre as causas das condenações e estratégias de prevenção está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix. Acesse já, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Agroceres Multimix
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Topigs Norsvin reforça equipe de produção no Sul e Sudeste com novos coordenadores

Profissionais assumem gestão de multiplicadores no Paraná, São Paulo e Santa Catarina com o objetivo de elevar a excelência técnica e garantir entrega de valor superior aos parceiros

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Divulgação Topigs Norsvin

A Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, anuncia a expansão de seu time técnico no Brasil com a contratação de dois novos coordenadores de Produção. Beatriz Quadros e Daniel Cruz chegam para fortalecer a assistência aos parceiros multiplicadores nas regiões Sul e Sudeste, reportando-se diretamente à gerência da área.

A movimentação faz parte de uma estratégia de fortalecimento do capital humano da companhia, visando alinhar performance genética com responsabilidade sanitária e bem-estar animal. Segundo o diretor de Produção da Topigs Norsvin, Leocir A. Macagnam, a chegada dos profissionais tem o objetivo de complementar as competências do time existente.

“O foco central é buscar resultados zootécnicos superiores, alicerçados no envolvimento das pessoas e na produção de suínos reprodutores de alta qualidade genética e sanitária. Com perfis altamente qualificados e experiências consolidadas em campo, a Beatriz e o Daniel atuarão no engajamento e capacitação das equipes nas granjas”, destaca.

Foco estratégico no Paraná e São Paulo

Responsável pelas regiões do Paraná e São Paulo, Beatriz de Carmo de Quadros é graduada em Zootecnia pela USP e cursa atualmente Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal. Com 11 anos de experiência na suinocultura, a executiva traz uma bagagem focada em diagnóstico técnico e habilitação de equipes.

Em sua nova função, Beatriz supervisionará o desempenho de multiplicadores, garantindo que a produção de fêmeas atenda aos rigorosos padrões da empresa. “Meu foco será atuar de forma estratégica e técnica para assegurar que cada granja alcance suas metas com eficiência, qualidade e consistência. Isso inclui orientar as equipes, apoiar na tomada de decisão e monitorar indicadores”, afirma a nova coordenadora.

Ela ressalta ainda que sua experiência prévia será vital para a cultura de melhoria contínua da Topigs Norsvin. “Espero promover uma gestão próxima, colaborativa e orientada a resultados, fortalecendo o trabalho do time comercial e elevando a satisfação dos clientes finais”, completa Beatriz.

Gestão intensiva em Santa Catarina

Assumindo a coordenação da regional de Santa Catarina, Daniel Moreira Pinto Cruz é médico-veterinário com sólida trajetória em gestão de produção intensiva e passagens por grandes empresas do setor, como Smithfield Foods e JBS. Seu perfil é marcado pela especialização em conceitos de Saúde Única (One Health), compliance sanitário e metas ESG.

O foco do novo coordenador será a gestão conjunta do programa genético com os parceiros, assegurando a disponibilidade de animais de alta qualidade fenotípica nos prazos previstos. “Acredito que minha experiência trabalhando em grandes empresas nacionais e internacionais do ramo, juntamente com a grande expertise dos meus colegas técnicos da Topigs e parceiros multiplicadores, serão decisivos para impulsionar os avanços técnicos que desejamos”, projeta Daniel.

Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento das equipes das granjas multiplicadoras alinhado aos objetivos estratégicos da companhia. “Espero contribuir de forma ativa para a evolução de nosso melhoramento genético e indicadores produtivos”, finaliza.

Fonte: Ass. de imprensa
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Nematoides e carrapatos oferecem grande risco a bezerros e vacas em período de pós-parto

Adoção do manejo adequado para o controle dos inimigos da pecuária proporciona impacto produtivo e econômico na propriedade

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Divulgação Vetoquinol

A produtividade de uma fazenda pecuária com vacas no pós-parto é desafiada pela ação de diversos parasitas, como nematoides e carrapatos. “Caso as matrizes estejam infestadas por vermes, a contaminação ambiental ganha força pela intensa eliminação de ovos no bolo fecal”, informa o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de Serviços Técnicos para Bovinos e Equinos da Vetoquinol Saúde Animal.

Com condições favoráveis, os ovos eclodem e a propriedade entra num ciclo vicioso de alta proliferação dos parasitas. Jovens e com o sistema de defesa em construção, os bezerros ficam ainda mais expostos aos vermes, que não enfrentam nenhuma resistência para parasitá-los. Uma vez parasitados, os bezerros sofrem severos impactos em termos de crescimento e ganho de peso, com efeito claro no índice de peso ao desmame.

Entre os principais prejuízos causados pelo parasita ao bezerro estão: diarreias, anemia, redução crítica da conversão alimentar, aumento na taxa de mortalidade e perda de peso e cenário favorável para a infestação ambiental – já que os bezerros infectados depositam ainda mais ovos no ambiente.

“Os carrapatos trazem tantos problemas quanto os nematoides. O pós-parto demanda muita energia da vaca, direcionada para sua recuperação física e produção de leite para o recém-nascido. Em caso de infestação por carrapato, a matrizes sofrem perdas fisiológicas importantes, devido a espoliação sanguínea, inflamação cutânea, estresse e desconforto. Fatores que reduzem a eficiência metabólica da vaca, a qual compromete a produção de leite”, explica o veterinário. Com menos acesso ao leite, os bezerros tendem a apresentar menor ganho de peso, atraso no desenvolvimento corporal e, consequentemente, menor peso ao desmama quando comparado aqueles oriundos de matrizes com infestação de carrapato controlada.

“O pecuarista conta com ferramentas eficazes para enfrentar esses problemas e controlar as infestações, como o Contratack® Injetável. O produto é desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal”, indica Lucas Croffi, gerente de produto da Vetoquinol.

Contando com a ação conjunta dos princípios ativos fluazuron e ivermectina, Contratack® Injetável inibe o desenvolvimento de carrapatos e é altamente efetivo contra verminoses, o que o indica para vacas em períodos de cria. Seu uso protege as matrizes de infestações dos parasitas e garante o fornecimento do leite em quantidade e qualidade ideais para ter bezerros saudáveis.

Fonte: Ass. de imprensa
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