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Dobrar a produção do agro com sustentabilidade e fortalecer a marca Agro Brasil no mundo é tema central do CNMA 2023

Evento já tem data confirmada e será nos dias 25 e 26 de outubro, no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).

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A 8ª edição do Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA) terá como tema “Dobrar o Agro de tamanho com sustentabilidade: A Marca Brasileira”. Entre os assuntos que estarão em pauta o destaque será o tripé segurança alimentar, segurança energética e segurança ambiental, além de reforçar o papel das mulheres do agronegócio como líderes conscientes da necessidade de diálogo e aperfeiçoamento dessas bases.

Curador de conteúdo do CNMA, José Luiz Tejon: “No sistema agroalimentar somos convocados a aumentar a produção de alimentos, já que podemos expandir sem cortar uma única árvore” – Foto: Divulgação/CNMA

Segundo o professor e sócio-diretor da Biomarketing José Luiz Tejon, curador de conteúdo do CNMA, o conceito do tema deste ano está suportado por uma mudança de expectativas mundiais após o período da pandemia de Covid-19 e a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, que teve início no ano passado. “O Brasil é o único país do mundo que pode oferecer essa trilogia (segurança alimentar, energética e ambiental) de forma convergente, na qual cada uma das pernas do tripé tenha sinergia com as demais. No sistema agroalimentar, somos convocados a aumentar a produção de alimentos, já que podemos expandir sem cortar uma única árvore”, pontua Tejon, cuja afirmação é confirmada pela Embrapa, que já identificou 30 milhões de hectares à disposição do agro brasileiro. Atualmente, segundo a instituição, a área que está inativa pode ser usada para dobrar a produção de grãos do País, levando em 10 anos a cerca de 600 milhões de toneladas de produção.

Segundo o curador, o agro brasileiro precisa se adequar a essa visão sistêmica do negócio para se manter como um fornecedor de alimento que atende as exigências e tendências mundiais. Para isso, precisa estar aberto aos processos de digitalização e aplicar em suas propriedades a gestão cientifica e tecnológica. “Temos que olhar para nossos recursos como parte dos negócios. O agro não vai dobrar sem uma gestão eficiente do solo e da água, por exemplo. Nesse cenário, a mulher tem como vocação estar mais atenta e preparada para entender as necessidades e mudar a gestão das propriedades para que produzam mais e com maior qualidade”.

Novas oportunidades se abrem para o agro brasileiro

Em paralelo à expertise brasileira com a produção de grãos, o País conta com um grande potencial de crescimento de produtividade que reside na agricultura familiar, na qual gastronomia, especialidades como azeite, queijos, vinhos, sucos, geleias, pimentas, hortaliças, doces, entre outros produtos, podem ser viabilizados nos arranjos produtivos com iniciativas público-privadas, como o Sebrae.

“O Brasil já possui centenas de exemplos de sucesso, mas ainda pouco percebidos. Com iniciativas de ‘terroir brasilien’, atreladas à agricultura local e vertical, também nas grandes metrópoles será possível encontrar uma fórmula para além de ‘dobrar o agro de tamanho’ na sua visão sistêmica como produção, indústria, comércio e serviços agropecuários, podermos também dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) em 10 anos”, acredita Tejon.

Em um mundo de insegurança energética, o Brasil servirá de exemplo nessa integração do alimento com a energia, como já está em andamento na criação de cooperativas agro energéticas, que podem agregar ao agribusiness brasileiro uma receita de US$ 1.2 trilhão nos próximos anos.

“É neste contexto de dobrar a produção de forma sustentável, com a ação da agroindústria de alimentos e bebidas, dos supermercados, tradings, dos pós e antes da porteira, da ciência e tecnologia, unidos com a educação e conectividade que surgirá novas oportunidades para o agronegócio brasileiro”, assinala.

O meio ambiente como centro da discussão

Para Tejon, nenhuma das ações citadas acima podem existir se não contemplarem o meio ambiente, as mudanças climáticas e a sustentabilidade. Isso significa o uso correto da ciência moderna para um crescimento sustentável, que representa uma gestão eficiente contra o desperdício e acompanha as mensurações dos efeitos do carbono e metano nas propriedades.

“O agro passará a ser uma central de saúde humana, climática, ambiental, vegetal e animal. Instituições de pesquisa, como a Embrapa, Institutos Agronômicos, ONG’s e universidades, unidas ao agronegócio brasileiro, construirão um modelo de produção e uma marca de exportação sob o pilar da sustentabilidade”.

É na condução dessa visão, englobando os três pilares, que está a esperança do mundo com maior segurança alimentar. “As mulheres do agronegócio terão papel fundamental na condução desse projeto, que busca garantir alimentos para todo o mundo com uma produção cada vez mais eficiente e sustentável, aliando aperfeiçoamento, trabalho duro e responsabilidade social e ambiental”, salienta Tejon.

Nesse cenário, a comunicação passa a ter um papel central. “É preciso considerar a comunicação da marca Agro Brasil de forma inteligente e perene, destacando feitos e fatos positivos comprovados do sistema do agronegócio brasileiro para todos os mercados mundiais. Vamos promover uma agrocidadania consciente. É a marca brasileira feita por uma potência agrohumana, dos trópicos para a saúde planetária. A necessidade de investir em comunicação será, portanto, um dos pontos debatidos no CNMA”, adianta Tejon.

Grande encontro das mulheres do agro

Em sua 8ª edição, o CNMA 2023 volta a ser palco do maior encontro entre as mulheres do setor. “Estamos preparando para esse ano um Congresso ainda mais especial, com temas de relevância para o atual cenário e desafios que o agronegócio brasileiro enfrenta no mundo, e como as mulheres do agro têm um papel de destaque nesse novo modelo de produção”, declara a Gerente de Desenvolvimento e Novos Negócios no Transamerica Expo Center, Renata Camargo.

O Diretor Geral do Transamerica Expo Center, Alexandre Marcílio se diz animado e confiante com o sucesso de mais uma edição. “Esperamos que todas as participantes das últimas edições estejam conosco revivendo a atmosfera de união e pujança, características do agronegócio brasileiro. Temos a certeza de que será um evento memorável”.

Fonte: Assessoria CNMA

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Cadeia da soja impulsiona exportações brasileiras em julho

Soja em grão cresceu 16,9% e farelo avançou 52,9%, enquanto carnes de aves também ganharam espaço nas vendas externas até a terceira semana do mês.

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Fotos: Claudio Neves

As exportações brasileiras registraram crescimento de 6,7% na média diária até a terceira semana de julho de 2026, na comparação com o mesmo período de julho do ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço dos embarques do setor agropecuário, com destaque para a soja, além do aumento nas vendas da indústria extrativa e da indústria de transformação.

De acordo com a publicação semanal da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a balança comercial registrou, na terceira semana de julho, superávit de US$ 526 milhões, resultado de US$ 6,113 bilhões em exportações e US$ 5,587 bilhões em importações.

No acumulado do mês até a terceira semana, as exportações somam US$ 19,383 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 14,433 bilhões, garantindo saldo positivo de US$ 4,95 bilhões. A corrente de comércio chegou a US$ 33,816 bilhões. No acumulado de 2026, o país registra US$ 204,156 bilhões em exportações, US$ 156,848 bilhões em importações e superávit de US$ 47,308 bilhões.

Na comparação entre as médias diárias de julho de 2026 e de julho de 2025, as importações cresceram 1,6%, enquanto a corrente de comércio avançou 4,5%.

Agro lidera crescimento das exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária registrou aumento de 6,5% na média diária, equivalente a US$ 20,29 milhões. A indústria extrativa apresentou crescimento de 17,2%, enquanto a indústria de transformação avançou 1,4%.

No agro, o principal destaque foi a soja, cujas exportações cresceram 16,9%, com acréscimo de US$ 36,65 milhões na média diária. Também apresentaram aumento os embarques de algodão em bruto (+37,8%), tabaco em bruto (+504,7%), animais vivos (+10,6%) e látex e borracha natural (+438,8%).

Na indústria de transformação, ganharam destaque as exportações de farelo de soja e outros alimentos para animais, com alta de 52,9%, além de carnes de aves e suas miudezas, que avançaram 39,1% na comparação com igual período de julho de 2025.

Importações

Nas importações, o setor agropecuário registrou queda de 16,3% na média diária em relação a julho do ano passado. Em contrapartida, houve crescimento de 37,7% na indústria extrativa e de 0,4% na indústria de transformação.

Os principais produtos que impulsionaram as compras externas foram petróleo bruto, gás natural, máquinas para processamento de dados, combustíveis e polímeros de etileno. Entre os produtos ligados ao agro, as importações de fertilizantes brutos cresceram 7,4% na média diária.

Os relatórios estão disponíveis no site da balança comercial. Acesse clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com MDIC
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Produtores rurais terão até 2027 para obter CNPJ na reforma tributária

Decreto do governo federal adia em seis meses a exigência para pessoas físicas com receita anual superior a R$ 3,6 milhões.

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Foto: Divulgação

O governo federal adiou para 01º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas enquadrados nas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida foi oficializada pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026, que amplia em seis meses o prazo de adaptação previsto na reforma tributária.

Inicialmente, a exigência entraria em vigor em julho deste ano. Com a mudança, os produtores rurais continuarão utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal até 31 de dezembro de 2026.

Foto: Divulgação

A obrigatoriedade valerá para produtores rurais com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões. As regras para os produtores com faturamento abaixo desse limite ainda serão regulamentadas pelo governo.

Segundo a Receita Federal, o adiamento permitirá concluir o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ e oferecer mais tempo para adaptação dos contribuintes e dos sistemas utilizados para emissão de documentos fiscais.

A proposta é que o cadastro funcione de forma semelhante ao do Microempreendedor Individual (MEI), com processo digital e integrado aos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas. Também estão previstos um ambiente de testes (sandbox), publicação de manuais técnicos e orientações operacionais para os contribuintes e empresas desenvolvedoras. O novo sistema deve ser disponibilizado em novembro de 2026.

A exigência faz parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo, que criou a CBS, administrada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade de estados e municípios. O objetivo é padronizar a identificação dos contribuintes e integrar os sistemas eletrônicos de fiscalização e emissão de documentos fiscais.

Com a prorrogação, o cronograma prevê o lançamento do sistema simplificado em novembro de 2026 e o início da obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais, para os casos previstos em lei, em 1º de janeiro de 2027.

Fonte: Agência Brasil
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Cooperalfa anuncia complexo com supermercado e agropecuária em Canoinhas

Empreendimento será o maior da cooperativa no segmento, com previsão de 128 empregos permanentes e inauguração em 2027.

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Canoinhas Fachada - Foto: Cooperalfa

O empreendimento, que reunirá supermercado e agropecuária em uma única estrutura, representa um dos investimentos mais relevantes da cooperativa na região e reforça seu compromisso com o crescimento econômico, o fortalecimento do agronegócio e a melhoria dos serviços oferecidos aos associados e à comunidade. De acordo com o presidente Romeo Bet, o investimento representa a continuidade do crescimento na região, com impacto diferenciado para Canoinhas, que é a chegada do Superalfa, ampliando o atendimento tanto aos clientes do campo quanto da cidade. “A previsão é concluirmos a obra para o aniversário dos 60 anos da Cooperalfa, em outubro de 2027”, revelou o presidente.

O novo complexo será construído em uma área estratégica da cidade, em um terreno de 13.522,18 metros quadrados localizado entre as ruas Saulo de Carvalho, Álvaro Soares Machado e João Allage. A localização privilegiada contribuirá para consolidar um importante eixo de desenvolvimento urbano e comercial em Canoinhas.

Planejado com base em modernos conceitos de engenharia, mobilidade e funcionalidade, o empreendimento foi projetado para oferecer conforto, praticidade e uma experiência diferenciada aos clientes. A estrutura contará com amplas áreas de estacionamento distribuídas em todo o perímetro e também no subsolo. Ao todo, serão disponibilizadas 261 vagas para veículos, sendo 139 externas e 122 no estacionamento subterrâneo. Destas, 159 vagas serão cobertas, proporcionando mais comodidade e segurança aos usuários.

Áreas amplas de vendas

O supermercado ocupará uma área de vendas de 2.800 metros quadrados e contará com setores completos de açougue, padaria, câmaras frias, depósito de mercadorias e docas independentes para carga e descarga. O espaço também incluirá uma área exclusiva para café, 19 pontos de atendimento ao cliente, além de recursos de acessibilidade e sistemas de esteiras e elevadores para circulação entre os pavimentos.

Já a agropecuária terá uma área de vendas de 1.800 metros quadrados, oferecendo amplo mix de produtos voltados ao setor agropecuário, além de escritórios destinados ao atendimento técnico e comercial dos associados e produtores rurais.

A estrutura foi concebida utilizando tecnologias construtivas modernas, com concreto pré-fabricado, estrutura metálica de cobertura, placas termoacústicas e acabamentos em granito e concreto, garantindo eficiência, durabilidade e conforto acústico.

Bem-estar dos colaboradores

Além das áreas destinadas ao atendimento do público, o projeto contempla espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo vestiários, refeitório e sala de descanso, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes que atuarão no local.

Todos os processos de desenvolvimento do empreendimento seguem rigorosamente os critérios técnicos e legais exigidos pelos órgãos competentes. O projeto inclui aprovações complementares, licenciamento ambiental e sanitário, além do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), já protocolado junto ao município, e a integração com as concessionárias responsáveis pelos serviços de água, energia e saneamento.

Desenvolvimento econômico e geração de empregos

O investimento também terá reflexos significativos na economia local. Durante a fase de construção, a expectativa é gerar aproximadamente 150 empregos diretos. Após a inauguração, o complexo deverá manter cerca de 128 empregos diretos permanentes entre as operações do supermercado e da agropecuária.

O impacto positivo se estenderá ainda a diversos setores da economia regional, com a criação estimada de aproximadamente 68 empregos indiretos relacionados a fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços.

A Cooperalfa projeta que o novo empreendimento receba cerca de 50 mil pessoas por mês, fortalecendo o comércio local, ampliando a arrecadação municipal por meio de tributos como IPTU, ISS e ICMS, além de contribuir para a valorização imobiliária da região e estimular novos investimentos em Canoinhas.

Investimento com olhar para o futuro

O novo complexo comercial reafirma a estratégia da Cooperalfa de investir em infraestrutura, ampliar sua presença regional e oferecer soluções cada vez mais completas para associados, produtores rurais e consumidores.

Mais do que uma nova unidade, o empreendimento representa um importante impulsionador de desenvolvimento para Canoinhas e para todo o Planalto Norte Catarinense, gerando oportunidades, fortalecendo a economia local e consolidando a presença da Cooperalfa como agente de transformação e crescimento sustentável nas comunidades onde atua.

Desafios e oportunidades

O gerente de Engenharia da Cooperalfa, Andrísio Bet, informa que os trabalhos de terraplanagem terão início neste mês de julho, enquanto a execução das obras está prevista para iniciar em agosto de 2026. De acordo com ele, o projeto apresenta desafios significativos em razão de sua complexidade, do cronograma desafiador e das características do terreno, que possui acentuado desnível. “Temos consciência da grandiosidade deste empreendimento e estamos empenhados em conduzir cada etapa com excelência, qualidade e segurança”, destaca.

Andrísio ressalta que a expectativa é elevada em torno da construção do maior supermercado e da maior loja agropecuária da Cooperalfa, em um único complexo integrado. A proposta permitirá otimizar a operação por meio do compartilhamento de áreas de estacionamento, expedição, depósitos e sanitários, gerando maior eficiência e comodidade aos clientes. O empreendimento contará ainda com quatro acessos destinados ao público. “Essa integração fortalece a sinergia entre os negócios, reunindo em um mesmo espaço tanto os moradores da cidade quanto os produtores rurais, ampliando as oportunidades de atendimento e relacionamento com nossos cooperados e clientes”, explica.

Fonte: Assessoria Cooperalfa
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