Avicultura
Do Adjuvante Completo de Freund até o CpG: uma longa jornada no desenvolvimento de imunomoduladores nas vacinas de aves
A base de qualquer vacina é o antígeno que quando administrado à ave será reconhecido e desencadeará a resposta imune. Sabidamente os antígenos mais imunogênicos são derivados de proteínas virais ou bacterianas.

Adjuvante é uma palavra derivada do latim (adjuvare) que significa ajudar. São substâncias que, quando acrescidas às vacinas, maximizam sua eficiência, especialmente daquelas compostas por microrganismos inativados ou altamente purificados. Maximizar a eficiência das vacinas utilizadas atualmente é um objetivo da pesquisa e desenvolvimento de produtos na medicina veterinária. Novos adjuvantes imunomoduladores têm sido incorporados à formulação de vacinas modernas para percorrer esse caminho.
A base de qualquer vacina é o antígeno que quando administrado à ave será reconhecido e desencadeará a resposta imune. Sabidamente os antígenos mais imunogênicos são derivados de proteínas virais ou bacterianas. É muito importante utilizar antígenos que sejam eficientes e capazes de induzir uma resposta imune apropriada com intensidade e duração suficiente para proteger a ave vacinada de eventuais patógenos. A resposta imune esperada após a vacinação é a formação da memória imunológica para inibir ou diminuir a replicação do agente etiológico de modo evitar o desenvolvimento da doença. No entanto, vários antígenos protetores são imunógenos fracos, ou seja, induzem uma resposta imune de baixa intensidade. Prova disso é que alguns antígenos, mesmo que de natureza proteica, diluídos em solução salina quando injetados via intramuscular produzem uma resposta humoral fraca e fugaz. Por outro lado, se o mesmo antígeno for administrado diluído em adjuvantes, produzem respostas imunes robustas e prolongadas. Carboidratos e lipídeos são ainda menos imunogênicos que as proteínas. Neste sentido, a importância dos adjuvantes na composição das vacinas aviárias é decisiva.
Historicamente, os adjuvantes emulsionados em óleo surgiram de extensas pesquisas no campo da tuberculose humana. Freund notou um expressivo aumento na produção de anticorpos ao incorporar o antígeno em parafina. Desenvolveu-se então o mais potente adjuvante conhecido até hoje, o Adjuvante Completo de Freund (FCA), composto de uma emulsão água em óleo adicionada de Mycobacterium spp. No entanto, o FCA foi somente utilizado em projetos experimentais devido aos seus efeitos colaterais: dor, febre e formação de abscessos.
Tradicionalmente as vacinas de aves de administração injetável intramuscular utilizam veículos oleosos na sua composição. O óleo presente na formulação do produto atua como um adjuvante. O papel da fase oleosa é atuar como um depósito de antígenos permitindo a liberação mais lenta nos tecidos, estimulando macrófagos e prolongando a resposta imune. Dessa forma, essas vacinas conseguem produzir uma resposta de longa duração em aves reprodutoras ou poedeiras comerciais. Além disso, entre os adjuvantes que formam depósitos estão sais de alumínio que eventualmente constam na formulação das vacinas de aves. Nesse caso, o antígeno é adsorvido em cristais de sal antes da inoculação. Após a injeção, essa mistura forma um pequeno nódulo nos tecidos que lentamente libera o antígeno. Por esse método, antígenos que naturalmente permanecem poucos dias no organismo podem ser retidos por várias semanas. Esse mecanismo de ação é conhecido como o dos adjuvantes de liberação lenta (slow-release).
Para produzir industrialmente boas vacinas inativadas baseadas em adjuvantes oleosos é preciso trabalhar “contra um princípio da química”. É necessário misturar água com óleo que não tem afinidade eletrostática pela questão da sua polaridade. Como as moléculas de água são polares, e o óleo mineral é composto basicamente de elementos apolares, os dois líquidos são imiscíveis. Após agitação, apenas formam uma emulsão termodinamicamente instável.
Nas vacinas, a massa antigênica composta por vírus ou bactérias inativadas compõe a fase aquosa que deve ser misturada com o veículo oleoso. Isso é possível através de um processo industrial onde as duas fases (aquosa e oleosa) permanecem em reatores com condições controladas (agitação, pressão, temperatura e tempo) para que sejam formadas micelas. A qualidade na formação dessas micelas é fundamental para propiciar o mecanismo de slow-release potencializando a resposta imune do animal vacinado. Nesse processo de fabricação são utilizados componentes tensoativos para viabilizar a formação das micelas. Esses são compostos geralmente proteicos que envolvem as gotículas de óleo e formam uma película hidrofílica, conferindo estabilidade à emulsão. Dependendo do processo industrial utilizado a emulsão poderá ser do tipo simples ou dupla/múltipla. A maioria das vacinas utilizadas corresponde a uma emulsão simples óleo em água. Cada laboratório produtor de vacina tem seu próprio processo de fabricação e os produtos do mercado não são iguais.
Novos imunomoduladores
As vacinas inativadas virais e bacterianas desempenham papel fundamental tanto na proteção quanto na indução de imunidade maternal em reprodutoras. A associação de vários antígenos em um único produto é um grande benefício, pois permite que a ave seja imunizada com menor número de aplicações injetáveis. Aves de vida longa recebem vacinas inativadas com formulação polivalente e eventualmente é necessário combinar mais do que uma vacina para tornar o programa abrangente e adequado ao desafio de campo.
Em função do aumento do desafio de campo e também para produzir uma imunidade maternal mais completa, os produtores brasileiros de aves reprodutoras têm adotado programas imunoprofiláticos amplos o que normalmente leva à necessidade de usar mais do que uma vacina inativada, obrigando a aplicação múltipla por via injetável. Normalmente essa aplicação é realizada por via intramuscular sendo que nos casos de aplicação dupla, cada lado do peito da ave recebe uma ou mais doses de vacina. Além da intensa atividade com uso de mão-de-obra e manuseio individual das aves, toda vacina injetável pode produzir lesões no local da aplicação causando estresse às aves. As vacinas injetáveis via intramuscular da avicultura normalmente usam veículos oleosos que induzem reações locais que são características à resposta ao adjuvante.
Dessa forma, a concentração de vários antígenos e a maximização da resposta imune em um mesmo produto têm sido alvo de pesquisa e desenvolvimento dos laboratórios fabricantes de vacinas inativadas, pois têm o potencial de reduzir a necessidade de aplicação das vacinas inativadas por via intramuscular. Esse desenvolvimento envolve a pesquisa por novos imunomoduladores que permitam produtos polivalentes com alta eficácia.
Em uma vacina inativada ideal, procura-se conjugar imunogenicidade e inocuidade. Esta busca constante do equilíbrio entre a capacidade de produzir uma resposta imunológica sólida e a ausência de reações adversas vem resultando no desenvolvimento de novas tecnologias de produção, formulação, emulsificação e potencialização da resposta imune com a adição de componentes imunomoduladores.
Imunomoduladores ajudam na fase do reconhecimento do antígeno, pois atuam sensibilizando células apresentadoras de antígenos. Dessa forma, a resposta imune fica potencializada e a eficácia das vacinas melhora significativamente.
Essa modulação da resposta imune resulta no aumento da eficácia e permite redução na quantidade do antígeno injetado, redução no número de doses do programa vacinal e mesmo acréscimo de novos antígenos, tornando a vacina mais completa.
Entre os diversos tipos de imunomoduladores desenvolvidos, o oligonucleotideo denominado CpG tem ganhado bastante destaque. Oligonucleotídeos CpG – ODN CpG são moléculas pequenas de DNA fita simples de sequência e tamanho definido contendo bases nucleotídicas de Citosina (C) seguida de Guanina (G). Esta sequência nucleotídica é amplamente encontrada no material genético de vírus e bactérias, mas raramente encontrado em genoma de vertebrados. Uma diferença entre a sequência de oligonucleotídeos CpG encontrada em vertebrados com os ODNs CpG encontrados em vírus e bactérias é que em vertebrados esta sequência é metilada. A molécula sintética de ODN CpG mimetiza sequências naturalmente encontradas em vírus e bactérias. Igualmente ao DNA de um patógeno, o ODN CpG sintético tem mostrado estimular a proteção inata e também a resposta imune adaptativa.
Classes de CPGS
Existem várias publicações descrevendo e avaliando 3 classes diferentes de CpGs. Eles estão denominados como CpGs de classe A, B e C e a maioria dos estudos na literatura utilizou os CpGs de classe B como adjuvantes em vacinas. Mais recentemente uma nova classe foi desenvolvida (diferente dos anteriores). Este novo composto passou por modificações para melhorar sua atividade imunoestimuladora. Por isso, é chamado de ‘CpG de classe P modificada por E’ ou ‘EP-CpG’. Essas alterações são pequenas modificações realizadas por síntese química em partes da molécula, mas levam a grandes mudanças no comportamento biológico do CpG, pois alteram a afinidade do imunomodulador com o seu receptor alvo.
Cada classe de CpG consiste em diferentes sequências de DNA com repetições em Citosina e Guanina modificadas sinteticamente para resistir à ação de nucleases. Os ODN CpG modificados potencializam a capacidade de apresentação dos antígenos, pois conseguem estimular células do sistema imune inato através do receptor TLR9 (Toll-like receptor 9). Esse receptor está presente na superfície do endossomo de células como macrófagos, células foliculares dentríticas, heterofilos e demais glóbulos brancos. Quando as células do sistema imune inato são estimuladas pelo CpG, haverá maior eficácia no reconhecimento dos antígenos presentes na vacina e portanto a resposta imune será maximizada.
Interessante pensar que na Farmacologia e na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos veterinários não criamos nada de novo. Apenas buscamos maneiras de intensificar as rotas bioquímicas que já existem no organismo. O uso do CpG como um bioimunoestimulante é um excelente exemplo disso. Artificialmente lançamos mão de um mecanismo que já existe na natureza para tornar nossas vacinas mais eficazes.
O entendimento de novas alternativas de melhorar a resposta imune conferida pelas vacinas inativadas tem grande potencial de maximizar a proteção tanto das aves vacinadas como de suas progênies. Os imunomoduladores são parte importante do futuro do desenvolvimento das vacinas para aves de vida longa. Além disso, os imunomoduladores poderão ainda ter aplicação ampliadas em diferentes formas, pois podem trazer enormes benefícios à saúde das aves.
As referências bibliográficas estão com o autor. Contato: thais.vieira@zoetis.com.

Eduardo Muniz / OP Rural
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Avicultura
Congresso APA 2026 destaca papel do Brasil na produção global de alimentos
Especialistas analisam mercado de grãos, expansão das exportações de ovos e desafios da segurança alimentar no maior evento da avicultura de postura da América do Sul.

A cidade de Limeira (SP) sediou, na segunda-feira (10), a abertura oficial do 23º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, considerado o maior encontro da avicultura de postura da América do Sul. Realizado no Zarzuela Eventos, o congresso reúne produtores, empresas, pesquisadores e lideranças do setor para discutir os principais desafios e perspectivas da produção de alimentos no Brasil.

Economista Alexandre Mendonça de Barros: “Os mercados de grãos são, disparadamente, os mais relevantes para entendermos o comportamento dos preços agrícolas e também da proteína animal. A maior parte da produção agrícola global gira em torno deles” – Foto: Alan Carvalho
A programação da manhã foi marcada por análises estratégicas sobre economia agrícola, mercado de grãos, exportações e segurança alimentar global. Participaram o economista Alexandre Mendonça de Barros, diretor da MB Agro; o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin; e o ex-ministro Aldo Rebelo, responsável pela palestra magistral da edição de 2026 do Congresso APA.
O encontro abriu oficialmente a programação técnica do evento, que, ao longo de quatro dias, reúne especialistas, empresas e profissionais da cadeia produtiva para debater temas como nutrição, sanidade, sustentabilidade, inovação tecnológica e mercado.
Ciclos agrícolas e impactos sobre a proteína animal
Abrindo a programação da manhã, o economista Alexandre Mendonça de Barros apresentou uma análise sobre os ciclos do mercado agrícola global e seus reflexos nos custos da produção de proteína animal.
Segundo ele, o comportamento dos preços agrícolas está diretamente ligado à dinâmica dos mercados de grãos. “Os mercados de grãos são, disparadamente, os mais relevantes para entendermos o comportamento dos preços agrícolas e também da proteína animal. A maior parte da produção agrícola global gira em torno deles”, afirmou.
O economista destacou que eventos recentes, como a pandemia e a guerra entre Rússia e Ucrânia, provocaram forte volatilidade nos preços internacionais. Ao mesmo tempo, a expansão da produção brasileira teve papel determinante na recomposição da oferta global. “Em apenas três anos, o Brasil ampliou em cerca de 50 milhões de toneladas suas exportações de grãos. Costumo dizer que quem derrubou o preço da soja e do milho fomos nós, brasileiros”, ressaltou.
Para Mendonça de Barros, o sistema agrícola internacional passa agora por um momento de transição após um ciclo de forte expansão. “Provavelmente veremos

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Hoje o país já alcança cerca de 40 mil toneladas exportadas de ovos. Ainda é uma participação pequena em relação à produção total, mas extremamente relevante do ponto de vista estratégico” – Foto: Alan Carvalho
uma recuperação dos preços dos grãos nos próximos anos. Choques geopolíticos ou climáticos podem acelerar esse processo”, enfatizou.
Consumo interno e avanço das exportações
Na sequência da programação, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, apresentou uma análise sobre o cenário atual da produção e do mercado de ovos no Brasil.
Segundo ele, o setor vem consolidando avanços importantes tanto no consumo interno quanto no comércio internacional. “O ovo é um dos alimentos mais completos que existem. É uma concentração extraordinária de proteínas, colina e aminoácidos essenciais”, frisou.
Santin destacou que o Brasil ampliou significativamente sua presença no mercado externo. “Hoje o país já alcança cerca de 40 mil toneladas exportadas de ovos. Ainda é uma participação pequena em relação à produção total, mas extremamente relevante do ponto de vista estratégico”, salientou.
O dirigente também reforçou a necessidade de planejamento na expansão da produção. “A demanda existe, o mercado existe e o ovo tem espaço para crescer. Mas a decisão sobre o quanto produzir continua sendo nossa. Se produzirmos em excesso, o preço cai”, mencionou.
Segurança alimentar e papel estratégico do Brasil
Encerrando a programação da manhã, o ex-ministro Aldo Rebelo conduziu a palestra magistral do Congresso APA 2026, abordando a produção de alimentos sob

Ex-ministro Aldo Rebelo: “A segurança alimentar sempre esteve no centro da história humana. As pessoas podem viver sem muita coisa, mas não vivem sem comida” – Foto: Alan Carvalho
uma perspectiva histórica, econômica e geopolítica.
Durante sua apresentação, Rebelo destacou que a segurança alimentar permanece como uma das principais agendas globais e que a produção agrícola desempenha papel central nesse cenário. “A segurança alimentar sempre esteve no centro da história humana. As pessoas podem viver sem muita coisa, mas não vivem sem comida”, salientou.
Segundo ele, o Brasil reúne condições estruturais únicas para ampliar sua contribuição à produção mundial de alimentos. “O Brasil dispõe de recursos naturais, tem produtores empreendedores e possui conhecimento tecnológico. Essa combinação faz do país uma potência capaz de contribuir decisivamente para a segurança alimentar do planeta”, destacou.
O ex-ministro também ressaltou a importância da cadeia produtiva de alimentos para o desenvolvimento econômico e social do país. “A produção de alimentos gera emprego, movimenta a indústria, fortalece a economia e garante proteína acessível à população”, enalteceu.
Avicultura Em São Paulo
Congresso APA 2026 é aberto em Limeira com foco em sanidade, ciência e expansão das exportações de ovos
Autoridades, lideranças do setor e representantes do governo destacam o papel social da avicultura, a credibilidade sanitária do Brasil e os desafios para o crescimento sustentável da cadeia produtiva.

O 23º Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos foi oficialmente aberto na terça-feira (10), em Limeira (SP), reunindo produtores, especialistas, empresas e autoridades para debater os desafios e as oportunidades da avicultura de postura no Brasil. Promovido pela Associação Paulista de Avicultura (APA) e apoio da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo (Defesa), o encontro destaca temas como biossegurança, inovação tecnológica, sustentabilidade, mercado e exportações.

Presidente da APA, Érico Pozzer: “Produzimos proteínas com grande acessibilidade e precisamos continuar trabalhando para manter produtos de excelência tanto para o mercado interno quanto para a exportação” – Foto: Alan Carvalho
Na abertura do evento, o presidente da APA, Érico Pozzer, ressaltou a importância econômica e social da avicultura para o País e destacou o papel do setor na oferta de proteínas acessíveis à população. “A nossa atividade é extremamente necessária e desempenha um papel social importante. Produzimos proteínas com grande acessibilidade e precisamos continuar trabalhando para manter produtos de excelência tanto para o mercado interno quanto para a exportação”, afirmou.
Durante a cerimônia, Rogério Iuspa, mestre de cerimônias e integrante da comissão organizadora, apresentou o médico-veterinário e produtor Josimário Gomes Florêncio, de Caruaru (PE), como presidente de honra desta edição do congresso. Ao agradecer a homenagem, Florêncio destacou a relevância do evento para o fortalecimento técnico da atividade. “Para mim, este é o maior e mais importante palco da avicultura de postura comercial da América Latina. É uma honra representar os produtores de ovos do Brasil neste congresso”, salientou.

Médico-veterinário, avicultor pernambucano e presidente do Congresso APA 2026, Josimário Florêncio: “Este congresso exerce algo fundamental: ciência. Precisamos que todos venham aqui e saiam fartos de ciência, porque é isso que fortalece a nossa atividade” – Foto: Alan Carvalho
Ele também ressaltou o papel evento para o conhecimento científico no desenvolvimento do setor. “Este congresso exerce algo fundamental: ciência. Precisamos que todos venham aqui e saiam fartos de ciência, porque é isso que fortalece a nossa atividade”, mencionou, defendendo a ampliação da presença brasileira no mercado internacional. “O Brasil precisa ampliar sua participação nas exportações. A produção brasileira de ovos já não cabe apenas dentro do Brasil”, enfatizou.
Dando sequência à cerimônia de abertura, foi realizada a entrega de uma placa de homenagem ao professor doutor Evandro de Abreu Fernandes, em reconhecimento ao seu profissionalismo e à dedicação ao desenvolvimento da avicultura brasileira.
Natural de Minas Gerais e médico-veterinário de formação, o professor Evandro construiu uma trajetória sólida no setor, com atuação destacada no desenvolvimento da produção avícola. Ao longo de sua carreira, ocupou cargos de liderança, exerceu a função de diretor de produção, contribuindo para o crescimento e a consolidação da atividade no cenário nacional. Atualmente, segue atuando como consultor, compartilhando sua experiência e visão estratégica com o setor avícola.
Representando a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, o coordenador da Defesa Agropecuária, Luiz

Coordenador da Coordenadoria de Defesa Agropecuária da SFA-SP, Luiz Henrique Barrochelo: “Eventos como este permitem ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a atividade” – Foto: Alan Carvalho
Henrique Barrochelo, destacou a importância do congresso para a difusão de conhecimento técnico e para o fortalecimento da produção agropecuária. “Eventos como este permitem ampliar o conhecimento técnico e fortalecer a atividade. A agricultura brasileira demonstra que é possível produzir com eficiência, qualidade e responsabilidade ambiental”, frisou.
O superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em São Paulo, Estanislau Steck, destacou o compromisso do governo federal em apoiar o produtor e fortalecer a agropecuária brasileira. Segundo ele, a atuação do ministério busca criar condições para que o setor continue se expandindo, especialmente por meio da abertura de novos mercados internacionais. “É importante que o governo esteja ao lado do produtor. Como se costuma dizer no campo, se o governo não atrapalhar, o produtor brasileiro faz acontecer”, mencionou.
A diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (DIPOA) do Mapa, Juliana Satie Becker de Carvalho Chino, destacou o reconhecimento internacional do sistema sanitário brasileiro. “O Brasil continua sendo uma verdadeira ilha de credibilidade e segurança sanitária. Manter esse status é um grande desafio e só é possível graças ao trabalho integrado do serviço oficial e ao comprometimento do setor produtivo”, enalteceu.

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “O que estamos demonstrando ao mundo é que o Brasil está preparado para crescer” – Foto: Alan Carvalho
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, também destacou a importância da dedicação das equipes técnicas e do trabalho conjunto entre setor privado e governo. “O que estamos demonstrando ao mundo é que o Brasil está preparado para crescer. Nosso segredo é simples: dedicação e trabalho para manter o status sanitário do País”, evidenciou.
Segundo ele, a cadeia representada pela entidade, que abrange os setores de ovos, carne de frango e suínos, envolve cerca de quatro milhões de pessoas direta e indiretamente no País.
Encerrando as manifestações da mesa de abertura, Roberto Betancourt, diretor do Deagro/Fiesp, presidente do Sindirações, da FeedLatina e vice-presidente da IFIF, destacou o potencial do agronegócio brasileiro. “O Brasil tem um potencial extraordinário na produção de alimentos e proteína animal. A avicultura é um setor diferenciado, que cresceu com base em trabalho sério, pesquisa e empreendedorismo”, afirmou.
Avicultura
Exportações de ovos superam US$ 6 milhões em fevereiro
Resultado reflete o avanço das vendas externas do setor e a ampliação da presença do produto brasileiro em mercados da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina, segundo a ABPA.

As exportações brasileiras de ovos (considerando produtos in natura e processados) totalizaram 2.939 toneladas em fevereiro, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume é 16,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 2.527 toneladas.
Em receita, o crescimento foi ainda mais expressivo. As vendas internacionais do setor somaram US$ 6,175 milhões, valor 25,1% superior ao obtido em fevereiro de 2025, quando as exportações totalizaram US$ 4,936 milhões.

Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin: “Os resultados deste início de ano mostram um crescimento consistente das exportações, com destaque para mercados da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina” – Foto: Divulgação/Alimenta
No acumulado do primeiro bimestre, as exportações brasileiras de ovos alcançaram 6.025 toneladas, número 23,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 4.884 toneladas. Em receita, o crescimento comparativo chega a 37,9%, com US$ 12,583 milhões obtidos nos dois primeiros meses de 2026, contra US$ 9,122 milhões no mesmo período do ano passado.
Entre os principais destinos das exportações brasileiras de ovos em fevereiro estão Chile, com 767 toneladas (+156,8%), Emirados Árabes Unidos, com 531 toneladas (-3,1%), Japão, com 524 toneladas (+143,5%), e México, com 284 toneladas (+12,7%).
De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho das exportações reflete o fortalecimento da presença internacional da cadeia produtiva de ovos brasileira e a ampliação da diversificação de destinos. “Os resultados deste início de ano mostram um crescimento consistente das exportações, com destaque para mercados da Ásia, do Oriente Médio e da América Latina. A diversificação de destinos e a competitividade do produto brasileiro têm ampliado o espaço da nossa produção no comércio internacional, consolidando gradualmente a cultura exportadora do setor de ovos”, avalia Santin.



