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Disponibilidade de crédito vai estar atrelado a agenda ESG, avalia Sicoob
Pilares devem interferir de forma contundente nos negócios da cooperativa nos próximos anos, principalmente por ser uma instituição financeira e atuar como reguladora do mercado.

Um dos maiores representantes do cooperativismo financeiro no Brasil, a Cooperativa de Crédito Sicoob mantêm todos os anos o Relatório de Sustentabilidade e a Agenda de Sustentabilidade, projetos corporativos que visam integrar as boas práticas sociais, ambientais e governança (ESG) à estratégia de negócios da cooperativa. A cooperativa, que tem uma agenda ativa nas questões sociais, ambientais e de governança, entende que no futuro até o crédito disponibilizado será atrelado às questões ESG.
O projeto da Sicoob constrói um plano estratégico futuro, alinhado com as diretrizes do Banco Central no que diz respeito à política de responsabilidade social, ambiental e climática.

Diretor-presidente do Sicoob Central Unicoob, Márcio de Souza Gonçalves: “Haverá mudanças em toda a cadeia de valor, desde fornecedores até a disponibilização de crédito alinhado à economia sustentável” – Foto: Divulgação/Sicoob
Segundo o diretor-presidente do Sicoob Central Unicoob, Márcio de Souza Gonçalves, a instituição é sustentável no sentido mais amplo da palavra. Conforme ele, o trabalho da instituição visa garantir resultados capazes de atender às demandas e aos anseios atuais dos cooperados, sem esquecer de considerar os impactos dessas atividades nas vidas das futuras gerações. “E esse é um cuidado que não se limita às esferas social e ambiental do nosso negócio”, destaca Gonçalves.
Para ele, os fatores ESG devem interferir de forma contundente nos negócios da cooperativa nos próximos anos, principalmente por ser uma instituição financeira e atuar como regulador do mercado. “Haverá mudanças em toda a cadeia de valor, desde fornecedores até a disponibilização de crédito alinhado à economia sustentável”, salienta.
De acordo com ele, a cobrança e curiosidade por parte dos cooperados sobre a agenda ESG tem sido um movimento natural, considerando a notoriedade que o tema ganhou na sociedade. “Por isso, os negócios estão sendo provocados e as pessoas entendem cada vez mais a necessidade de consumir produtos e serviços que estão alinhados com a sua proposta de vida e de desenvolvimento local”, salienta Gonçalves.
Conforme Gonçalves, a concepção da UDC (Unidade de Desenvolvimento Cooperativo) tem total aderência e hoje, estrutura o plano de ação acerca da sustentabilidade.
Ações
A entidade promove inúmeras ações que envolvem a comunidade, entre elas a Cooperativa Mirim e o Concurso Cultura em escolas, que em 2021 alcançou 310 instituições e contou com a participação de quase 18 mil pessoas.
Cursos e palestras voltadas a alunos e professores por meio do programa Cooperjovem tiveram no ano passado mais de 25 mil participantes em 29 municípios do Paraná.
Outro programa desenvolvido em 2022 pela Sicoob é o Financinhas nas Escolas. O projeto leva educação financeira para jovens e crianças.
A Semana do Cooperativismo promove palestras, contação de histórias, ações filantrópicas e uma série de postagens em redes sociais. Em 2021 o programa atingiu 136 mil pessoas nos estados do Paraná, Pará, São Paulo e Rio Grande do Sul.
Segundo o diretor-presidente do Sicoob Central Unicoob, Márcio de Souza Gonçalves, a cooperativa pretende aprimorar e estreitar ainda mais a relação da instituição com cooperados, colaboradores e demais pessoas envolvidas. “Entregar cada vez mais o seu grande diferencial, estreitar o relacionamento com os seus steakholders, gerar valor para a comunidade, dando cada vez mais acesso ao crédito, ampliando o conhecimento da população acerca de cidadania financeira e potencializando o associativismo local”, destaca o presidente do Sicoob.
De acordo com Gonçalves, as ações de governança da cooperativa são ferramentas para reduzir ao mínimo as chances de erros. “As esferas de governança da cooperativa, aliada a comitês consultivos estratégicos e ferramenta para processamento de dados ágeis, tornam o ambiente cada vez mais transparente e favorável a assertividade”, ressalta.
Entre as questões ambientais, Gonçalves a construção de uma usina fotovoltaica que está em andamento. “A proposta é que ela gere energia para mais de 100 agências, além da nossa central”, informa.
Para saber um pouco mais de como a agenda ESG está movimentando o cooperativismo brasileiro acesse a versão digital da edição Especial de Cooperativismo clicando aqui.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



